Carl Sagan - Contato

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Contato: краткое содержание, описание и аннотация

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…Contato deve ser a obra de Carl Sagan mais conhecida. O cientista e divulgador de ciências experimentou pela primeira vez o gênero romance para apresentar suas idéias a respeito do universo, da humanidade e da própria ciência.
O livro conta a história de uma pesquisadora que utiliza radiotelescópios à procura de vestígios de vida inteligente fora da Terra. A trama avança quando um sinal é detectado. Com certeza a parte do livro que mais me intrigou foi as especulações sobre as conseqüências de sabermos que não estamos sozinhos. As regras da economia, religião e política internacional seriam seriamente modificadas na análise de Carl.
O livro nos faz pensar, e vale a pena a leitura.

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Ellie voltou a prestar atenção ao modo de exploração celeste do Projeto Argus. Voltou a não encontrar nenhum padrão. Era como um músico a escutar o ribombar de uma trovoada distante. As ocasionais pequenas extensões de padrão perseguiam-na e introduziam-se-lhe na memória com tal insistência que por vezes se via forçada a voltar atrás, às gravações de determinado período de observação, para ver se havia alguma coisa que a sua mente tivesse captado e houvesse escapado aos computadores.

Toda a sua vida, os sonhos tinham sido seus amigos. Os seus sonhos eram invulgarmente pormenorizados, bem estruturados, coloridos. Conseguia perscrutar atentamente o rosto do pai, digamos, ou a parte de trás de uma velha telefonia, e o sonho fazia-lhe a vontade com pormenores visuais completos. Conseguira sempre recordar-se dos seus sonhos, até às mais pequenas minúcias — exceto nas ocasiões em que se encontrara sob grande pressão, como antes da prova oral do seu doutorado, ou quando ela e Jesse estavam a afastar-se. Mas agora estava a ter dificuldade em recordar as imagens dos seus sonhos. E, desconcertantemente, começara a sonhar sons — como sucede às pessoas cegas de nascença. Nas primeiras horas da manhã, a sua mente inconsciente criava algum tema ou alguma cantilena que nunca ouvira antes. Ellie acordava, dava uma ordem audível à luz da sua mesa-de-cabeceira, pegava na caneta que ali deixara para esse fim, riscava uma pauta e transpunha a música para o papel. Às vezes, após um longo dia, passava-a no seu gravador e perguntava a si mesma se a ouvira em Ofitico ou Capricórnio. Estava, admitia-o relutantemente, a ser atormentada pelos elétrons e pelos buracos móveis que habitam receptores e amplificadores e pelas partículas carregadas e pelos campos magnéticos do gás frio e rarefeito entre as tremeluzentes estrelas distantes.

Era uma única nota repetida, aguda e rouca nas margens. Precisou de um momento para a reconhecer. Depois teve a certeza de que não a ouvia havia trinta e cinco anos. Tratava-se da roldana metálica da corda da roupa que protestava todas as vezes que a mãe puxava e punha outra bata acabada de lavar a secar ao sol. Quando era garotinha, adorara o exército de molas de roupa em ordem de marcha; e, quando não estava ninguém perto, afundava o rosto nos lençóis acabados de secar. O cheiro, simultaneamente doce e acre, encantava-a. Seria aquilo agora uma baforada dele? Lembrava-se de si mesma a rir e a afastar-se, em passos ainda pouco firmes, dos lençóis, quando a mãe, num dos seus movimentos graciosos, a levantava no ar — parecia erguê-la para o céu — e a levava no côncavo do braço, como se ela fosse apenas uma trouxinha de roupa para ser bem arrumada na cômoda do quarto dos pais.

— Doutora Arroway? Doutora Arroway?

O técnico olhou-lhe para as pálpebras trêmulas e reparou na sua respiração superficial. E a pestanejou duas vezes, tirou os auscultadores e lançou-lhe um pequeno sorriso apologético. Às vezes, os seus colegas tinham de falar muito alto se queriam ser ouvidos acima do ruído de rádio cósmico amplificado. Por sua vez, ela dava desconto ao volume do ruído — detestava tirar os auscultadores para conversas breves —, gritando também. Quando estava suficientemente preocupada, uma troca de gracejos casual ou até jovial podia parecer a um observador inexperiente um fragmento de uma discussão violenta e não provocada, inesperadamente desencadeada no meio do silêncio da vasta instalação de rádio. Mas desta vez ela disse apenas:

— Desculpe. Devo ter passado pelas brasas.

— O doutor Drumlin está ao telefone. Está no gabinete do Jack e diz que tem um encontro marcado consigo.

— Com a breca, esqueci-me!

Com o passar dos anos, o brilho de Drumlin permanecera intacto, mas tinham surgido diversas idiossincrasias pessoais adicionais que não eram evidentes quando ela trabalhara brevemente como sua aluna graduada no Cal Tech. Por exemplo, agora tinha o hábito desconcertante de verificar, quando julgava que ninguém estava a observar, se tinha a braguilha aberta. Ao longo dos anos aumentara a sua convicção de que não existiam extraterrestres, ou, pelo menos, se existiam, eram tão raros e tão distantes que não seria possível detectá-los. Fora a Argus para o colóquio científico semanal. Mas ela descobriu que também ali o levara outro propósito.

Drumlin escrevera uma carta à National Science-Foundation insistindo em que Argus terminasse a sua procura de inteligência extraterrestre e se dedicasse em tempo inteiro a radioastronomia mais convencional. Tirou-a de uma algibeira interior e insistiu com ela para que a lesse.

— Nós só trabalhamos no projeto há quatro anos e meio! Exploramos menos de um terço do céu setentrional. Esta é a primeira investigação que está a detectar todo o ruído rádio no mínimo em bandas e freqüência ótimas. Por que quereria você parar agora?

— Não, Ellie, isto é interminável. Ao fim de doze anos não encontrará nenhum sinal de nada. Argumentará que tem de ser construída outra instalação Argus pelo custo de centenas de milhões de dólares na Austrália ou na Argentina, para explorar o céu meridional. E, quando isso falhar, falará da construção de alguma parabolóide com antena de vôo livre em órbita terrestre, para poder obter ondas milimétricas.

«Conseguirá sempre imaginar qualquer espécie de exploração que não foi feita. Inventará sempre qualquer explicação para o fato de os extraterrestres gostarem de emitir precisamente onde não procuramos.

— Oh, Dave, já discutimos isto cem vezes! Se falharmos, aprenderemos alguma coisa acerca da raridade da vida inteligente — ou, pelo menos, da vida inteligente que pensa como nós e quer comunicar com civilizações atrasadas como a nossa! E, se tivermos êxito, ganharemos o jackpot cósmico! Não é possível imaginar maior descoberta.

— Há projetos de primeira categoria que não dispõem de tempo de utilização de telescópio. Há trabalhos sobre evolução de quasars, pulsars binários, as cromosferas de estrelas próximas e até aquelas loucas proteínas interestelares. Estes projetos aguardam em bicha, porque esta instalação — de longe a distribuição melhor faseada do mundo — está a ser utilizada quase inteiramente para a SETI.

— Setenta e cinco por cento para a SETI, Dave, vinte e cinco por cento para radioastronomia rotineira.

— Não lhe chame rotineira. Temos a oportunidade de olhar para trás, para o tempo em que as galáxias estavam a ser formadas, ou talvez mesmo antes disso. Podemos examinar os núcleos de nuvens moleculares gigantes e os buracos negros do centro de galáxias. Está prestes a dar-se uma revolução na astronomia e você está a atravessar-se no caminho.

— Dave, tente não pessoalizar isto. Argus nunca teria sido construída se não houvesse apoio público à SETI. A idéia da Argus não é minha. Sabe que me escolheram para diretora quando os últimos quarenta discos ainda estavam a ser construídos. A NSA apóia inteiramente…

— Não inteiramente, e não se eu tiver alguma palavra a dizer. Isto é exibicionismo. Isto é fazer tagatés a chalados dos OVNis e da banda desenhada e a adolescentes de espírito fraco.

Nesta altura, Drumlin estava praticamente a gritar e Ellie sentiu uma tentação irresistível de lhe reduzir o volume de som. Devido à natureza do seu trabalho e à sua relativa eminência, encontrava-se constantemente em situações em que era a única mulher presente, tirando as que serviam café ou trabalhavam com as máquinas de estenografar. Apesar do que parecia uma vida inteira de esforço da sua parte, ainda havia uma hoste de cientistas do sexo masculino que só falavam uns com os outros, teimavam em interrompê-la e ignoravam, quando podiam, o que ela tinha a dizer. Ocasionalmente, haviam aqueles que, como Drumlin, demonstravam uma franca antipatia. Mas, pelo menos, ele tratava-a como tratava muitos homens. Era imparcial nas suas explosões, que distribuía igualmente por cientistas de ambos os sexos. Havia um pequeno punhado de colegas seus do sexo masculino que não revelavam modificações de personalidade constrangedoras na sua presença. Precisava de passar mais tempo com eles, pensou. Pessoas como Kenneth der Heer, o biólogo molecular do Instituto Salk, que fora nomeado recentemente conselheiro científico presidencial. E Peter Valerian, claro.

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