Carl Sagan - Contato

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Contato: краткое содержание, описание и аннотация

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…Contato deve ser a obra de Carl Sagan mais conhecida. O cientista e divulgador de ciências experimentou pela primeira vez o gênero romance para apresentar suas idéias a respeito do universo, da humanidade e da própria ciência.
O livro conta a história de uma pesquisadora que utiliza radiotelescópios à procura de vestígios de vida inteligente fora da Terra. A trama avança quando um sinal é detectado. Com certeza a parte do livro que mais me intrigou foi as especulações sobre as conseqüências de sabermos que não estamos sozinhos. As regras da economia, religião e política internacional seriam seriamente modificadas na análise de Carl.
O livro nos faz pensar, e vale a pena a leitura.

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Nas escassas poucas décadas em que os seres humanos se dedicaram ao estudo da radioastronomia nunca houve um verdadeiro sinal vindo dos abismos do espaço, qualquer coisa fabricada, qualquer coisa artificial, qualquer coisa engendrada por uma mente alienígena. Houve falsos alarmes. A variação regular de tempo da radiemissão de quasars e, especialmente, pulsars, tinha ao princípio sido considerada, hesitantemente, tremulamente, uma espécie de sinal anunciador de outro alguém, ou talvez um farol de radionavegação para naves exóticas que cruzassem os espaços entre as estrelas. Mas verificara-se que se tratava de outra coisa — tão exótica, talvez, como um sinal de seres no céu noturno. Os quasars pareciam espantosas fontes de energia, porventura relacionados com buracos negros maciços nos centros de galáxias, alguns deles observados havia já mais de meio caminho, no tempo, em relação à origem do universo. Os pulsars são núcleos atômicos com um movimento giratório rápido e do tamanho de uma cidade. E houvera outras mensagens ricas e misteriosas que tinham acabado por se revelar de certo modo inteligentes, mas não muito extraterrestres. O firmamento estava agora polvilhado de sistemas de radar militares secretos e satélites de radiocomunicação que se encontravam fora do alcance das súplicas de alguns radioastrônomos civis. Algumas vezes eram autênticos foras-da-lei que ignoravam os acordos internacionais de telecomunicações. Não havia nem apelo, nem agravo. Ocasionalmente, todas as nações negavam a responsabilidade. Mas nunca houvera um sinal alienígena inequívoco.

E, no entanto, a origem da vida parecia agora ser tão fácil — e havia tantos sistemas planetários, tantos mundos e tantos milhares de milhões de anos disponíveis para evolução biológica que custava a crer que a Galáxia não estivesse fervilhante de vida e inteligência. O Projeto Argus era a maior instituição do mundo dedicada à busca pela rádio de inteligência extraterrestre. Ondas de rádio viajavam à velocidade da luz, mais rapidamente do que a qual, parecia, nada podia avançar. Eram fáceis de gerar e fáceis de detectar. Até mesmo civilizações tecnológicas muito atrasadas, como a da Terra, descobriram a rádio no princípio da sua exploração do mundo físico. Até mesmo com a rudimentar radiotecnologia disponível — agora, apenas algumas décadas após a invenção do radiotelescópio — é quase possível comunicar com uma civilização idêntica no centro da Galáxia. Mas havia tantos lugares no céu para explorar e tantas freqüências nas quais uma civilização alienígena podia transmitir, que se impunha um programa de observação sistemático e freqüente, paciente. Argus funcionava em pleno havia mais de quatro anos. Houvera glitches, boggeys, indícios, alarmes falsos. Mas nenhuma mensagem.

— Boa tarde, doutora Arroway.

O engenheiro solitário sorriu-lhe agradavelmente e ela retribuiu com um aceno de cabeça. Todos os cento e trinta e um telescópios do Projeto Argus eram controlados por computadores. O sistema varria lentamente o céu, sozinho, certificando-se de que não havia avarias mecânicas ou eletrônicas e comparando os dados de diferentes elementos do exército de telescópios. Ela lançou uma vista de olhos ao analisador de mil milhões de canais, uma bancada eletrônica que cobria uma parede inteira, e à exposição visual do espectrômetro.

Não restava, na realidade, muito para os astrônomos e os técnicos fazerem enquanto o dispositivo de telescópios varria lentamente o céu, ao longo dos anos. Se detectava alguma coisa de interesse, fazia soar automaticamente um alarme que alertava os cientistas do projeto, se necessário fosse na cama, à noite. Depois, a Dra. Arroway começava a funcionar em pleno para determinar se, no caso em questão, se tratava de uma falha instrumental ou de algum boggey espacial americano ou soviético. Juntamente com o pessoal de engenharia, estudava meios de melhorar a sensibilidade do equipamento. Havia algum padrão, alguma regularidade na emissão? Destinava alguns dos radiotelescópios ao exame de objetos astronômicos exóticos que tinham sido recentemente detectados por outros observatórios. Ajudava membros do pessoal e visitantes em projetos sem relação com a SETI. Voava para Washington a fim de manter vivo o interesse da agência de financiamento, a National Science Foundation. Proferia algumas conferências públicas sobre o Projeto Argus — no Rotary Club, em Socorro, ou na Universidade do Novo México, em Albuquerque — e, ocasionalmente, saudava um repórter empreendedor que chegava, por vezes sem ser anunciado, ao mais remoto Novo México.

Ellie tinha de se acautelar para que o tédio não se apoderasse dela. Os seus colegas de trabalho eram simpáticos, mas — mesmo independentemente da impropriedade de um relacionamento pessoal estreito com um subordinado nominal — ela não se sentia tentada a quaisquer verdadeiras intimidades. Houvera alguns relacionamentos breves, escaldantes, mas fundamentalmente casuais, com homens locais sem qualquer ligação com o Projeto Argus. Também nessa área, a sua vida descera sobre ela um tédio, uma lassidão.

Sentou-se diante de uma das consolas e ligou os auscultadores. Sabia que era inútil, pedante, pensar que ela, à escuta num ou dois canais, detectaria um padrão, quando o imenso sistema de computadores que monitorizavam mil milhões de canais não detectara. Mas dava-lhe uma modesta ilusão de utilidade. Recostou-se, de olhos semicerrados, com uma expressão quase sonhadora a envolver os contornos do seu rosto. É realmente encantadora, permitiu-se pensar o técnico.

Ouviu, como sempre, uma espécie de estática, um ruído contínuo, repetitivo, sem método. Uma vez, quando escutava uma parte do céu que incluía a estrela AC+73888, na Cassiopéia, parecera-lhe ouvir uma espécie de canto, a esbater-se e a renascer tantalicamente, situado imediatamente além da sua capacidade de se convencer de que havia ali, de fato, alguma coisa. Aquela era a estrela em cuja direção a nave espacial Voyager 1, agora nas imediações da órbita de Netuno, acabaria por viajar. A nave transportava um registro fonográfico de ouro, no qual estavam gravadas saudações, imagens e canções da Terra. Será possível que eles nos estejam a enviar a sua música à velocidade da luz, enquanto nós lhes enviamos a nossa apenas a um décimo-milésimo dessa velocidade? Noutras ocasiões, como agora, quando a estática era claramente isenta de padrão, Ellie recordava a si mesma a famosa máxima de Shannon a respeito da teoria da informação, segundo a qual a mensagem mais eficientemente codificada era indistinguível do ruído, a não ser que se possuísse de antemão a chave da codificação. Premiu rapidamente alguns botões da consola à sua frente e ligou duas das freqüências de banda estreita uma contra a outra, uma em cada auscultador. Nada. Escutou os dois planos de polarização das ondas de rádio e depois o contraste entre polarização linear e circular. Havia mil milhões de canais por onde escolher. Podia-se passar a vida a tentar levar a palma ao computador, a escutar com ouvidos e cérebros humanos pateticamente limitados a procurar um padrão.

Os humanos são bons, pensou, no discernimento de padrões sutis que realmente existem, mas são-no igualmente a imaginá-los quando estão por completo ausentes. Devia haver alguma seqüência de impulsos, alguma configuração da estática, capazes de produzir por um instante um ritmo sincopado ou uma breve melodia. Mudou a ligação para um par de radiotelescópios que escutavam uma conhecida fonte de rádio galáctica. Ouviu um glissando pelas radiofreqüências abaixo, um whistler devido à dispersão de ondas de rádio por elétrons no tênue gás interestelar entre a fonte de rádio e a Terra. Quanto mais pronunciado o glissando, maior o número de elétrons que se encontravam no caminho e mais distante a fonte estava da Terra. Fizera aquilo tantas vezes que lhe bastava ouvir um whistler de rádio pela primeira vez para ficar com uma idéia exata da sua distância. Este, calculou, encontrava-se a mil anos-luz de distância — muito para lá da vizinhança local de estrelas, mas ainda bem no interior da grande Galáxia da Via Láctea.

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