Irwin Shaw - Plantão Da Noite

Здесь есть возможность читать онлайн «Irwin Shaw - Plantão Da Noite» весь текст электронной книги совершенно бесплатно (целиком полную версию без сокращений). В некоторых случаях можно слушать аудио, скачать через торрент в формате fb2 и присутствует краткое содержание. Жанр: Современная проза, на португальском языке. Описание произведения, (предисловие) а так же отзывы посетителей доступны на портале библиотеки ЛибКат.

Plantão Da Noite: краткое содержание, описание и аннотация

Предлагаем к чтению аннотацию, описание, краткое содержание или предисловие (зависит от того, что написал сам автор книги «Plantão Da Noite»). Если вы не нашли необходимую информацию о книге — напишите в комментариях, мы постараемся отыскать её.

Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

Plantão Da Noite — читать онлайн бесплатно полную книгу (весь текст) целиком

Ниже представлен текст книги, разбитый по страницам. Система сохранения места последней прочитанной страницы, позволяет с удобством читать онлайн бесплатно книгу «Plantão Da Noite», без необходимости каждый раз заново искать на чём Вы остановились. Поставьте закладку, и сможете в любой момент перейти на страницу, на которой закончили чтение.

Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

Com os três grossos envelopes debaixo do braço, não pude deixar de imaginar como todos os tesouros dentro daquelas caixas fechadas, as notas de mil, as ações e obrigações, as jóias, teriam sido acumulados, quanto suor despendido, quantos crimes praticados, por que mãos todas aquelas pedras e todos aqueles papéis teriam passado antes de repousar naquele frio subterrâneo de aço santificado. Olhei para a cara do funcionário, que abria um cofre e puxava a caixa-forte para mim com as duas chaves, a dele e a minha. Era um homem velho e pálido de tanto viver debaixo do chão. Não parecia ter jamais pensado em nada. Talvez essas pessoas fossem escolhidas pela sua falta de curiosidade. Um homem curioso ficaria louco, ali. Acompanhei o homem até um cubículo fechado por uma cortina e com uma mesa dentro, e o funcionário deixou-me a sós com a minha caixa, respeitando a privacidade do dinheiro.

Rasguei os envelopes e acomodei as pilhas de notas na caixa, tentando, sem sucesso, prever o que elas fariam por mim. Era como se olhasse para uma enorme máquina, ora em repouso, mas capaz de desenvolver uma força súbita e brutal. Fechei a caixa com um cliquezinho decisivo. Joguei os envelopes numa cesta de papéis, voltei à fileira de cofres com o funcionário e vi-o enfiar a minha caixa no seu compartimento. Mais uma vez ele utilizou as duas chaves para fechar o cofre. Deixei cair minha chave no bolso do paletó e disse ao homem:

– Obrigado. E um bom dia – acrescentei, cortês como um policial.

– Ah! – retrucou ele. Não devia ter um bom-dia desde que fora criança.

Subi a escada e saí para a avenida ensolarada e fria. "Por hoje, chega", pensei. "Cremical Bank and Trust, confio a você meus bens terrenos."

Voltei para casa a pé e fiz as malas. Além da maleta em que havia levado o dinheiro, tinha uma mala de avião e tudo o que possuía cabia dentro delas, folgadamente. Deixei o velho anoraque pendurado no armário. Quem me sucedesse no apartamento ia precisar mais dele do que eu. Depois, escrevi um bilhete ao senhorio, dizendo que ia deixar o apartamento. Não tinha contrato, de modo que não haveria obstáculo. Dobrei o bilhete, meti-o num envelope junto com a chave e coloquei-o dentro da caixa de correio do senhorio. Carregando as duas malas, saí do edifício sem olhar para trás. Nunca mais teria de me preocupar em como me manter quente naquele apartamento.

Chamei um táxi e dei ao chofer o nome de um hotel no Central Park West, um bairro onde nunca morara e aonde poucas vezes fora. Mesmo com o meu trabalho noturno e os meus hábitos reclusos, no meu antigo bairro do East Side sempre podia haver gente capaz de me reconhecer, o meu bookmaker, o dono do bar da esquina, onde às vezes entrava para beber, a garçonete de um restaurante italiano próximo, outras pessoas que poderiam indicar-me a alguém que eventualmente viesse a perguntar a meu respeito. Sabia que teria de ir para bem mais longe, porém, nesse meio tempo, atravessar o Central Park seria o suficiente. Mas não queria fugir às cegas. Sabia que precisava de pelo menos um dia para pensar e fazer planos.

O hotel que escolhi era de classe média e comercial, não o tipo de lugar que um homem de posse de uma fortuna inesperada iria preferir.

Pedi um quarto de solteiro com banheiro, dei o nome de Theodore Brown, morador em Camden, Nova Jersey, cidade aonde nunca fora, e entrei no elevador com o rapaz das malas. Enquanto subia, estudei o rosto fino e fechado do homem. Era jovem, mas não havia sinal de inocência nos olhos sonsos, nos lábios apertados. Um rosto destinado pela natureza à corrupção. O que não faria com cem mil dólares um sujeito com uma cara daquelas!

Quando chegamos ao quarto, que dava para o parque, o rapaz colocou a mala grande numa cadeira e acendeu a luz do banheiro, ostensivamente reclamando uma gorjeta.

– Será que você pode fazer-me um favor? – perguntei, puxando de uma nota de cinco dólares.

– Depende do favor – disse ele, olhando para a nota. – A gerência não gosta de prostitutas entrando e saindo.

– Não é nada disso – retruquei. – Acontece que estou querendo apostar num cavalo e, como não conheço bem a cidade… – Estava começando vida nova, mas não conseguia desligar-me inteiramente dos velhos hábitos. Ask Gloria relinchava nas cavalariças do meu passado.

O rapaz mostrou os dentes no que ele imaginava ser um sorriso simpático.

– Temos um bookmaker no hotel – falou. – Dentro de quinze minutos ele estará aqui.

– Obrigado. – Dei-lhe a nota de cinco dólares.

– Muito grato – disse o rapaz, fazendo a nota desaparecer. – Poderia dizer-me em que cavalo o senhor vai apostar?

– Ask Gloria, no segundo páreo – respondi. – Em Hialeah.

– É um tremendo azarão – disse ele. Via-se que era um aficionado.

– Isso mesmo – concordei.

– Interessante! – comentou ele. Não havia dúvida do que faria com os meus cinco dólares. Apesar de desonesto, nunca deixaria de ser pobre.

Assim que ele saiu do quarto, desapertei a gravata e atirei-me em cima da cama, embora não estivesse cansado. Contra o cansaço matinal, pensei, rindo, experimente dinheiro. Ah, a influência dos comerciais da televisão na maneira de pensar do homem moderno!

O bookmaker não tardou a aparecer. Era um homem enorme de gordo, metido num terno amassado, com três esferográficas no bolso do paletó. Ofegava e falava numa voz fina, quase de soprano, tanto mais surpreendente por sair daquele corpanzil.

– Oi, amigo – falou, ao entrar no quarto, seus olhos percorrendo tudo. Um homem preparado para enfrentar ciladas. Embora agisse à luz do dia, seu mundo era o mesmo do policial da radiopatrulha. – Morris me disse que você está querendo fazer uma fezinha.

– Isso mesmo – confirmei. – Quero apostar em Ask Gloria… – Hesitei um momento. – Trezentos dólares no primeiro lugar do segundo páreo, em Hialeah. Segundo os catedráticos, ela é um azarão. – Sentia uma euforia estranha, como se estivesse num avião aberto, sem oxigênio, e de repente tivesse subido a sete mil metros.

O homem tirou do bolso uma folha de papel dobrada, desdobrou-a e percorreu-a com um dedo.

– Posso dar-lhe doze por um – falou.

– Ok – disse eu, passando-lhe as três notas de cem.

O bookmaker pegou as notas, examinou-as cuidadosamente e deitou-me um olhar em que percebi respeito, uma certa cautela delicada.

– Meu nome é… – comecei.

– Já sei o seu nome, Sr. Brown. Morris me disse – atalhou o homem, enquanto escrevia com uma das canetas na folha de papel. – O pagamento é às seis, no bar lá embaixo.

– Até as seis, então – disse eu.

– Esperemos – retrucou ele, sem sorrir. Colocou as notas que eu lhe dera num bolo de outras, que prendeu destramente com um elástico. Suas mãos eram pequenas, gordas e ágeis. – Morris sabe sempre onde me encontrar, Sr. Brown – acrescentou, já na porta.

Assim que ele saiu, abri as malas e comecei a arrumar minhas coisas. Quando estava tirando a escova de dentes e os apetrechos de barba, a gilete caiu no chão, atrás de uma cômoda. Ajoelhei-me para apanhá-la, apalpando com a mão debaixo da cômoda. Junto com a gilete e um montinho de poeira, veio também uma moeda. Um dólar de prata. Soprei a poeira da moeda e guardei-a no bolso. "Não capricham muito na limpeza, neste hotel", pensei. Ótimo! Eu estava mesmo com sorte.

Olhei para o relógio. Quase meio-dia. Peguei no telefone e dei à telefonista o número do St. Augustine. Como de costume, passaram-se quase trinta segundos antes que atendessem. Clara, a telefonista, considerava todas as chamadas como interrupções descabidas na sua vida particular, que consistia, pelo que eu tinha podido ver, em ler revistas sobre astrologia. Utilizava a demora em atender como maneira de protestar e punir os chatos que interrompiam sua procura do horóscopo perfeito, riqueza, fama e um desconhecido e simpático jovem.

Читать дальше
Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

Похожие книги на «Plantão Da Noite»

Представляем Вашему вниманию похожие книги на «Plantão Da Noite» списком для выбора. Мы отобрали схожую по названию и смыслу литературу в надежде предоставить читателям больше вариантов отыскать новые, интересные, ещё непрочитанные произведения.


Отзывы о книге «Plantão Da Noite»

Обсуждение, отзывы о книге «Plantão Da Noite» и просто собственные мнения читателей. Оставьте ваши комментарии, напишите, что Вы думаете о произведении, его смысле или главных героях. Укажите что конкретно понравилось, а что нет, и почему Вы так считаете.

x