Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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Parei junto a um cruzamento e fiz sinal para um táxi que vinha diminuindo a marcha. Só depois que o carro parou é que eu vi que no assento de trás havia uma passageira. Mas o motorista, um negro de cabelo grisalho, virou-se e abriu a janela.

– Para onde o senhor vai? – perguntou.

– Para o centro.

– Entre – disse o homem. – A senhora também vai para lá.

– Importa-se de que eu vá com a senhora? – perguntei, abrindo a porta de trás.

– Importo-me, sim – respondeu a mulher. Era jovem, não devia ter mais de trinta anos, e bonita, de uma beleza loura e agressiva, menos bonita, no momento, do que deveria ser normalmente, por causa dos lábios apertados.

– Desculpe – disse eu e fechei a porta. Ia voltar para a calçada, quando o motorista abriu a porta da frente.

– Entre – falou ele.

"Bem-feito", pensei, e, sem olhar para a mulher, sentei-me ao lado do chofer. Ouvimos um barulho furioso no banco de trás, mas nem eu nem o chofer nos viramos. Viajamos em silêncio.

Quando o táxi parou diante de um edifício do governo, a mulher inclinou-se para a frente.

– Um dólar e quarenta e cinco cents? – perguntou.

– Isso mesmo, dona – respondeu o motorista.

Ela abriu a bolsa, tirou uma nota de um dólar e algumas moedas e deixou o dinheiro no banco de trás.

– Não espere encontrar gorjeta – falou, ao sair. Dirigiu-se para o edifício, gingando furiosamente. Reparei que tinha lindas pernas.

O chofer riu, enquanto estendia o braço para trás e apanhava o dinheiro.

– Funcionária pública – disse ele.

– Apelido: bruxa – retruquei. O motorista riu de novo.

– Nesta cidade a gente vê de tudo – falou. E continuou a dirigir, abanando a cabeça e rindo consigo mesmo.

Ao chegar ao Departamento de Estado, dei ao homem um dólar de gorjeta.

– Obrigado, moço – disse o motorista -, mas essa dona loura já me fez ganhar o dia.

Entrei no edifício e dirigi-me ao balcão de informações.

– Gostaria de falar com o Sr. Jeremy Hale – disse à moça do balcão.

– Sabe qual é a sala dele?

– Não.

A moça suspirou. Pelo que via, Washington estava cheia de mulheres pouco amáveis. Enquanto a moça procurava numa lista em ordem alfabética o número da sala de Jeremy Hale, eu lembrava-me de ter dito a Hale, havia um bocado de tempo:

"Com um nome como o seu, Jerry, você tinha que acabar no Departamento de Estado". Sorri da lembrança.

– O Sr. Hale está à sua espera?

– Não. – Havia anos que não falava com Hale, nem lhe escrevia. Tínhamos sido colegas e amigos na Universidade de Ohio. Depois disso, eu pegara o emprego em Vermont e tínhamos esquiado juntos vários invernos, quando Hale não estava lotado no exterior.

– Seu nome, por favor? – perguntou a moça.

Dei-lhe o meu nome e ela discou um número no telefone em cima do balcão.

A moça falou qualquer coisa ao telefone e escrevinhou um passe.

– O Sr. Hale está à sua espera. – Entregou-me o passe e vi que ela tinha escrito o número da sala de Hale.

– Muito obrigado, senhorita – disse. Só depois é que reparei na aliança. Tinha feito mais uma inimiga em Washington.

Tomei o elevador. Estava quase cheio, mas dentro dele reinava um silêncio decoroso. Os segredos de Estado eram bem guardados.

O nome de Hale estava numa porta exatamente igual a uma longa série de portas que desapareciam, em perspectiva, por um corredor aparentemente interminável. "O que todas essas pessoas podem estar fazendo em prol dos Estados Unidos da América durante oito horas por dia, duzentos dias por ano?", pensei ao bater na porta.

– Entre – disse uma voz de mulher.

Empurrei a porta e entrei numa pequena sala, onde uma linda jovem batia a máquina. O velho Jeremy Hale!

A bela jovem sorriu radiosamente para mim. "Como se comportaria ela nos táxis?", pensei.

– Sr. Grimes? – perguntou, levantando-se. Era ainda mais linda de pé do que sentada, alta e morena, esbelta num suéter azul bem justo.

– Exatamente – respondi.

– O Sr. Hale está à sua espera. Entre, por favor – disse ela, abrindo-me a porta para o escritório de Hale.

Meu amigo estava sentado diante de uma mesa apinhada, tendo à sua frente um monte de papéis. Engordara desde a última vez em que o vira, e o seu rosto educado tinha agora a solidez do burocrata. Sobre a mesa, numa moldura de prata, via-se o retrato de uma mulher e duas crianças, um casal. Tudo com moderação. O crescimento demográfico perfeitamente controlado. Um exemplo para os pagãos. Hale ergueu-se ao me ver entrar e sorriu abertamente.

– Doug! – exclamou. – Você nem sabe a alegria que me dá!

Demo-nos as mãos e fiquei espantado de ver como aquela recepção me emocionava. Havia três anos que ninguém se mostrava feliz por me ver.

– Por onde tem andado, homem? – perguntou Hale. Indicou-me um sofá de couro a um dos lados do espaçoso gabinete e, depois que me sentei, puxou uma poltrona para perto do sofá e sentou-se também. – Pensei que você tinha desaparecido da face da Terra. Escrevi três cartas e todas elas foram devolvidas. Por que não me deu o seu endereço? Também escrevi à sua namorada, Pat, pedindo notícias suas, mas ela respondeu que não sabia do seu paradeiro. – Olhou para mim, com a testa franzida. Era um rapaz agradável, alto, com um bom físico e um rosto sensível, em quem a testa franzida não ficava bem. – Você também não parece muito em forma. Parece que há anos não toma ar.

– Ok, ok – atalhei. – Cada coisa a seu tempo, Jerry. Decidi que não queria mais voar e caí fora. Só isso.

– Quis esquiar com você, no inverno passado. Tive duas semanas de férias e ouvi dizer que a neve estava ótima…

– Para dizer a verdade, também não tenho esquiado muito – falei.

Impulsivamente, Hale bateu-me no ombro.

– Está bem – disse ele. – Não lhe vou fazer nenhuma pergunta. – Mesmo quando jovem, na faculdade, ele sempre mostrara inteligência e sensibilidade. – Só uma pergunta. De onde você está vindo e o que está fazendo aqui em Washington? Riu. – Acho que são duas perguntas.

– Estou vindo de Nova York – respondi. – E vim a Washington para lhe pedir um pequeno favor.

– O governo está às suas ordens, rapaz. É só pedir.

– Preciso de um passaporte.

– Vai me dizer que nunca tirou passaporte?

– Nunca.

– Você nunca saiu do país? – perguntou Hale, espantado. Todo mundo que ele conhecia passava a maior parte do tempo fora do país.

– Estive no Canadá – respondi. – Só isso. Para ir ao Canadá não é preciso passaporte.

– Você diz que vem de Nova York – volveu ele, intrigado. – Por que não tirou o passaporte lá? Não que eu não esteja feliz de você ter tido um pretexto para me visitar – acrescentou, rapidamente. – Mas só precisava ter ido à…

– Eu sei – interrompi. – Apenas não queria esperar. Estou com pressa e achei melhor vir diretamente à fonte.

– Aqui, estão cheios de serviço – disse Hale. – Aonde você está querendo ir?

– Acho que, para começar, à Europa. Herdei um pouco de dinheiro e achei que estava na hora de tomar uma dose de cultura européia. Aqueles postais que você costumava mandar-me de Paris e de Atenas me deram água na boca. – Mentir estava sendo fácil para mim.

– Acho que posso conseguir-lhe o passaporte em um dia – disse Hale. – É só você me dar a sua certidão de nascimento… – Parou, ao me ver franzir a testa. – Não vai me dizer que não a trouxe…

– Não sabia que ia precisar.

– Claro que vai! – disse Hale. – Onde foi que você nasceu? Em Scranton, não é mesmo?

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