Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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– Alô! Clara? – falei. – O Sr. Drusack já chegou?

– Claro – respondeu a telefonista. – Esteve toda a manhã em cima de mim para eu ligar para o senhor. Qual é mesmo o seu número? Não consegui encontrá-lo. Liguei para o hotel que constava aqui como seu endereço e disseram que nunca tinham ouvido falar no senhor.

– Isso foi há dois anos. Mudei. – Na verdade, desde então eu havia mudado quatro vezes. Americano típico, procurara sempre novas fronteiras, cada vez mais ao norte. A riqueza do Yukon, via East Eighties, Harlem, Riverdale, a tundra gelada. – Não tenho telefone, Clara.

– Como é que é? O senhor está brincando?

– Não. Não tenho telefone.

– O senhor é que é feliz, Sr. Grimes!

– Também acho, Clara. Agora, passe o telefone para o Sr. Drusack, por favor.

– Meu Deus, Grimes – disse Drusack, tão logo se pôs ao telefone. – Em que rolo você me meteu! Acho melhor vir logo para cá e me ajudar a sair da confusão.

– Sinto muito, Sr. Drusack – respondi, procurando parecer mesmo sentido. – Estou terrivelmente ocupado. O que aconteceu?

– O que aconteceu? – gritou Drusack. – Vou dizer-lhe o que aconteceu. A Western Union ligou para aqui às dez horas. Não há nenhum John Ferris no endereço que você lhes deu, eis o que aconteceu.

– Foi o endereço que ele deu.

– Pois então venha dizer isso à polícia. Os tiras estiveram aqui uma hora inteirinha, esta manhã. E também dois caras vieram perguntar por ele, e, se não estavam armados, eu sou candidato a Miss América 1983. Falaram comigo como se eu estivesse escondendo o diabo do velho. Perguntaram se o sujeito tinha deixado algum recado para eles. Ele deixou algum recado?

– Que eu saiba, não.

– Bem, eles estão querendo falar com você.

– Por quê? – perguntei, embora soubesse muito bem.

– Eu lhes disse que o recepcionista da noite é que tinha encontrado o corpo. Falei que você entraria de serviço às onze da noite, mas eles disseram que não podiam esperar tanto tempo e me perguntaram qual era o seu endereço. Grimes, sabe que ninguém, neste hotel, tem idéia de onde você mora? Naturalmente, os dois sujeitos não acreditaram nisso. Disseram que iam voltar às três da tarde e que era melhor você estar aqui. Ameaçadores. Não do tipo bandidos comuns. Cabelos curtos, vestidos como corretores da Bolsa. Falando baixo. Pareciam espiões de cinema. Mas não estavam brincando. De jeito nenhum. Por isso, esteja aqui às três horas… porque eu vou demorar muito no almoço.

– Era sobre isso que eu queria falar, Sr. Drusack – disse eu calmamente, sentindo prazer em falar com o gerente pela primeira vez desde que começara a trabalhar para ele. – Telefonei para me despedir.

– O que você quer dizer com isso? – berrou Drusack. – Para se despedir? Quem se despede assim, sem mais nem menos?

– Eu, Sr. Drusack. Decidi, ontem à noite, que não gosto da maneira como o senhor dirige o hotel. Estou me despedindo… aliás, já me despedi.

– Como! Ninguém se despede assim! Pelo amor de Deus, estamos na terça-feira. Você tem coisas aqui. Meia garrafa de uísque, a sua Bíblia…

– Pode ficar para a biblioteca do hotel – atalhei.

– Grimes! – rugiu Drusack. – Você não pode me fazer isso! Vou mandar a polícia procurá-lo. Vou…

Desliguei suavemente o telefone e depois saí para almoçar. Escolhi um bom restaurante de frutos do mar, perto do Lincoln Center, e mandei vir uma grande lagosta grelhada, que me custou oito dólares, com duas garrafas de cerveja Heineken.

Sentado no restaurante aquecido, saboreando o ótimo almoço e a cerveja importada, percebi que, pela primeira vez desde que a prostituta descera correndo do sexto andar do hotel, eu tinha tempo para pensar no que ia fazer. Até então, tudo se passara mais ou menos mecanicamente, as ações decorrendo sem hesitar, uma após outra, meus movimentos ordenados e precisos, como se eu estivesse seguindo um programa aprendido e assimilado havia muito. Agora, era chegada a hora de tomar decisões, de considerar possibilidades, de examinar o horizonte à cata de prováveis perigos. Ao mesmo tempo em que pensava nisso, vi que algo no meu subconsciente me fizera escolher uma mesa onde podia sentar-me de costas para a parede, com uma visão clara da porta do restaurante e das pessoas que entravam. Aquilo me divertiu. Com alguma chance, todo homem se transforma no herói de sua própria história policial.

Divertido ou não, chegara o momento de fazer um balanço, de pensar na minha situação. Não podia continuar a depender de simples reflexos ou de algo, no meu passado, que me ajudasse a orientar o futuro. Sempre obedecera inteiramente às leis. Nunca fizera nada que me granjeasse inimigos… pelo menos, nunca inimigos como os dois homens que tinham ameaçado Drusack naquela manhã.., Naturalmente, pensei, dois sujeitos que vão a um hotel onde esperam receber cem mil dólares em dinheiro de alguém registrado ali, muito provavelmente sob um nome falso e certamente sob um endereço fictício, podem muito bem ir armados ou, pelo menos, parecer homens habituados a andar armados. Drusack poderia ter ficado um pouco histérico, mas não era idiota e estava há bastante tempo na indústria hoteleira para farejar problemas de longe. Ele não podia era ter idéia do perigo que os dois homens representavam e, provavelmente, nunca teria.

Uma coisa era certa, ou quase: a polícia não seria chamada, embora o caso pudesse interessar a um ou dois policiais corruptos. Com isso eu não teria que me preocupar. Não havia possibilidade de que o homem que dera o nome de John Ferris e os dois que tinham vindo ter com ele no hotel estivessem envolvidos numa transação legal. Devia ser um caso de suborno ou chantagem. Os escândalos da segunda administração Nixon estavam começando a vir à tona, e todos estávamos descobrindo que gente perfeitamente respeitável, pilares da comunidade, tinham criado o hábito de carregar enormes somas de dinheiro em pastas 007 e guardar centenas de milhares de dólares em gavetas de escritório. Por isso, não me ocorreu, como poderia ter acontecido mais tarde, que tudo aquilo fizesse parte de uma técnica política relativamente amadora e não perigosa. Tinha certeza de que me envolvera com profissionais empedernidos, gente que matava por dinheiro. "Como espiões de cinema", dissera Drusack. Eu duvidava. Tinha visto o corpo.

"Gângsteres", pensei. A Máfia. Apesar de, como todo mundo, ter lido e visto artigos e filmes sobre o bas-fond, tinha apenas uma vaga idéia do que era a Máfia e talvez um respeito exagerado pela sua onipotência, pelo seu poder de descobrir e destruir, pelos extremos a que poderia chegar para obter vingança.

De uma coisa eu estava certo. Agora, estava do lado deles, fossem eles quem fossem, e tinha que obedecer às suas regras. Em apenas um momento de uma fria noite de inverno, tinha-me transformado num fora-da-lei que só podia contar comigo mesmo para minha segurança.

A regra número 1 era simples. Não podia ficar parado. Teria de estar sempre em movimento, de sumir. Nova York era uma grande cidade, onde sem dúvida milhares de pessoas vinham se escondendo havia anos, mas os homens que àquela hora provavelmente estariam atrás de mim decerto já saberiam o meu nome, a minha idade, a minha aparência, e poderiam, sem muito trabalho e com um mínimo de esperteza, descobrir em que universidade eu estudei, onde trabalhei antes, quais as ligações da minha família. "Felizmente", pensei, "não sou casado, não tenho filhos, nenhum de meus irmãos nem a minha irmã tem a menor idéia de onde estou.''' Apesar disso, em Nova York sempre havia a chance de deparar com alguém conhecido, que pudesse dizer o que não devia para o homem errado.

Nessa mesma manhã, tinha havido o rapaz do hotel. Eu cometera o meu primeiro erro com ele. Tinha certeza de que se lembraria de mim. E, pelo seu aspecto, era muito capaz de vender a irmã por uma nota de vinte dólares. E o bookmaker do hotel. Erro número 2. Podia muito bem imaginar que espécie de conexões ele tinha.

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