Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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– A gente confia no senhor – disse o enfermeiro, com um leve tom de ironia na voz. Era jovem, mas já entendido em morte e espoliação.

O policial passou em revista os compartimentos da carteira- Seus dedos eram grossos e cabeludos.

– Engraçado! – exclamou.

– O quê? – perguntou o enfermeiro.

– Não há cartões de crédito, cartões de visita ou carteira de motorista. Um cara com mais de mil dólares no bolso. – Meneou a cabeça e empurrou o quepe para trás. – Não é normal, não acham? – Parecia insultado, como se o morto não tivesse agido como se esperava que agisse um cidadão americano decente, que contava ser protegido na vida ou na morte pela polícia do seu país. – Sabe quem ele é? – perguntou-me.

– Nunca o vi mais gordo – respondi. – O nome dele é Ferris e morava em Chicago. Vou mostrar-lhe a ficha de entrada.

O policial colocou a carteira no bolso, remexeu rapidamente na roupa que havia na mala, abriu a porta do armário e revistou os bolsos do terno escuro e do impermeável lá dependurados.

– Nada – disse. – Nenhuma carta, nenhuma agenda. Nada. Um cara de coração fraco. Há gente com menos juízo do que um bicho. Bem, tenho que fazer um inventário. Na presença de testemunhas. – Puxou do caderninho e foi anotando os poucos pertences, ou ex-pertences, do corpo estendido no chão. Não demorou muito. – Escute – disse ele, virando-se para mim -, você tem que assinar aqui.

Olhei para a lista. Mil e quarenta e três dólares. Uma maleta marrom, aberta, um terno, um impermeável cinzento, um chapéu… Assinei, logo abaixo do policial.

– Quem botou o cobertor em cima dele? – perguntou o tira.

– Eu – respondi.

– Você o encontrou aí no chão?

– Não. Estava lá fora, no corredor.

– Assim… pelado?

– Pelado. Arrastei-o para o quarto.

– Para que você foi fazer isso? – Agora o policial parecia queixoso, como se esperasse complicações.

– Isto aqui é um hotel – expliquei. – É preciso manter as aparências.

O policial ficou uma fera.

– O que você está querendo… bancar o espertinho?

– Não, nada disso. Se eu o tivesse deixado onde o encontrei e alguém o tivesse visto ali estendido, a gerência me teria dado a maior bronca.

– Da próxima vez que você vir um cara morto – disse o policial – trate de não mexer nele até a gente chegar, está me ouvindo?

– Sim – respondi.

– Você fica toda a noite no hotel, sozinho?

– Fico.

– Como foi que você veio até aqui? Ele telefonou para baixo?

– Não. Uma mulher que estava saindo disse-me que havia um velho louco, nu, no sexto andar, ameaçando atacá-la. – Tudo isso eu disse objetivamente, como se estivesse ouvindo uma fita que eu tivesse gravado. Reparei que não gaguejara nem uma só vez.

– Atacá-la sexualmente?

– Foi o que ela insinuou.

– Uma mulher? Que espécie de mulher?

– Pareceu-me uma prostituta – respondi.

– Você já a tinha visto alguma vez?

– Não.

– Há uma porção de mulheres entrando e saindo do hotel, não é?

– Mais ou menos – respondi.

O tira olhou para o rosto contorcido e azulado no chão.

– Há quanto tempo você acha que ele morreu, doutorzinho?

– É di… fícil dizer. Pode ter sido há dez minutos ou há meia hora – disse o enfermeiro. Olhou para mim. – Chamou o hospital tão logo o descobriu? O chamado foi às três e quinze.

– Bem – expliquei -, primeiro escutei para ver se ele ainda estava vivo, depois puxei-o aqui para dentro e cobri-o, e só depois é que desci para telefonar.

– Tentou a respiração boca a boca?

– Não.

– Por que não? – O rapaz não estava sendo impertinente; era muito tarde e ele estava demasiado cansado para isso; estava apenas seguindo uma rotina.

– Não pensei nisso – respondi.

– Você não pensou numa porção de coisas – disse o tira, acusadoramente. Do mesmo modo que o enfermeiro, também estava sendo rotineiro. A suspeita era a sua rotina, só já parecia cansado dela.

– Ok – disse o enfermeiro. – Vamos levá-lo daqui. Não adianta ficar perdendo tempo. Quando souber o que a família pretende fazer com o corpo – falou, dirigindo-se a mim -, ligue para o necrotério.

– Vou já mandar um telegrama para Chicago – falei.

Os dois homens da ambulância colocaram o corpo na maca.

– Pesado, o velho, hem? – comentou o motorista. – Aposto como comia do melhor, o velho sátiro. Ameaças sexuais. Murcho desse jeito. – Cobriu o corpo com um lençol e amarrou os tornozelos aos pés da maca, enquanto o enfermeiro lhe afivelava uma correia no peito. O elevador era pequeno demais para levar o corpo deitado, iam ter que entrar com a maca em pé. Saíram para o corredor, seguidos pelo tira. Dei uma última olhadela ao quarto e apaguei a luz antes de fechar a porta.

– Noite movimentada? – perguntei ao enfermeiro, assim que o elevador começou a descer. "Procure agir com normalidade, à vontade," disse comigo mesmo. Não havia dúvida de que, para aqueles três homens, era perfeitamente normal carregar mortos de hotéis no meio da noite, e procurei ajustar-me aos seus padrões de comportamento.

– È a minha quarta saída desde que entrei de serviço – respondeu ele. – Gostaria de estar no seu lugar.

– É? – retruquei. – Pois eu continuarei trabalhando toda a noite na máquina de calcular, enquanto você estiver acumulando dinheiro, ano após ano. – "Por que é que eu fui falar em dinheiro?", pensei. – Leio os jornais – acrescentei, depressa. – Neste país, os médicos ganham mais do que quaisquer outros profissionais.

– Deus abençoe a América – disse o enfermeiro, quando o elevador parou e a porta se abriu. Ele e o motorista pegaram na maca e eu fui à frente. Abri a porta com a chave e vi-os colocar o corpo na ambulância. O policial ao volante da rádio-patrulha estava dormindo, roncando baixo, o quepe caído e a cabeça encostada para trás.

O enfermeiro entrou na ambulância com o cadáver e o motorista bateu a porta. Depois, deu meia-volta, sentou-se ao volante e ligou o motor ao mesmo tempo que a sirena.

– Para que tanta pressa? – disse o policial, na calçada, perto de mim. – Eles não vão a lugar nenhum.

– Não vai acordar seu colega? – perguntei.

– Não. Se vier um chamado, ele acorda. Tem o instinto de um animal. É melhor ele descansar um pouco. Gostaria de ser calmo assim. – Suspirou, abatido por preocupações que seus nervos não tinham força suficiente para suportar. – Quero dar uma olhadela nas fichas – Entrou no hotel comigo, o passo pesado, o passo da lei.

Abri a porta do escritório. Não olhei para a prateleira acima do cofre, onde o tubo de papelão estava escondido por trás das caixas de papel de cartas e das pilhas de revistas velhas.

– Tenho uma garrafa de uísque, se o senhor quiser um trago – disse, espantado com a maneira tranqüila como estava agindo. Como se eu fosse um computador, com todos os cartões corretamente perfurados e os dados certos. Mas tinha sido um esforço não olhar para a prateleira.

– Bem, eu estou de serviço – disse o policial. – Mas acho que um tragozinho…

Abri o livro de registro e mostrei a página onde estava anotada a ficha do apartamento 602. O policial copiou-a lentamente no seu caderninho preto. A história da cidade de Nova York, fielmente copiada em vinte mil páginas escritas a mão pelos diplomados da Academia de Polícia. Uma interessante descoberta arqueológica.

Apanhei a garrafa e a abri.

– Desculpe, mas não tenho copo – falei.

– Não é a primeira vez que bebo na garrafa – retrucou o policial. Ergueu a garrafa e disse: – L’ chaim. – E tomou um longo trago.

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