Irwin Shaw - Plantão Da Noite

Здесь есть возможность читать онлайн «Irwin Shaw - Plantão Da Noite» весь текст электронной книги совершенно бесплатно (целиком полную версию без сокращений). В некоторых случаях можно слушать аудио, скачать через торрент в формате fb2 и присутствует краткое содержание. Жанр: Современная проза, на португальском языке. Описание произведения, (предисловие) а так же отзывы посетителей доступны на портале библиотеки ЛибКат.

Plantão Da Noite: краткое содержание, описание и аннотация

Предлагаем к чтению аннотацию, описание, краткое содержание или предисловие (зависит от того, что написал сам автор книги «Plantão Da Noite»). Если вы не нашли необходимую информацию о книге — напишите в комментариях, мы постараемся отыскать её.

Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

Plantão Da Noite — читать онлайн бесплатно полную книгу (весь текст) целиком

Ниже представлен текст книги, разбитый по страницам. Система сохранения места последней прочитанной страницы, позволяет с удобством читать онлайн бесплатно книгу «Plantão Da Noite», без необходимости каждый раз заново искать на чём Вы остановились. Поставьте закладку, и сможете в любой момент перейти на страницу, на которой закончили чтение.

Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

Dentro do edifício, uma sineta tocou. O zumbido da cultura transformou-se no rugido da liberdade, e dali a minutos os alunos começaram a extravasar-se pelas portas, num mar de japonas coloridas e brilhantes gorros de lã.

Como de costume, Pat estava atrasada. Era a mais conscienciosa das professoras e sempre havia dois ou três alunos que lhe faziam perguntas depois que a sineta tocava, às quais ela respondia pacientemente. Quando por fim saiu, o gramado estava deserto, todas as crianças tinham desaparecido como se derretidas pelo pálido sol de Vermont.

Ela não me viu logo. Era míope, mas por vaidade só usava óculos quando estava trabalhando, lendo ou assistindo a um filme. Eu sempre mexera com Pat, dizendo que ela não seria nem capaz de ver um piano de cauda num salão de baile.

Fiquei encostado a uma árvore, sem me mexer ou dizer nada, vendo-a caminhar na minha direção carregando uma pasta com deveres contra o peito, como se fosse uma aluna. Usava saia e meias de lã vermelhas, botas de camurça marrons e um casaco curto de lã azul. Tinha uma maneira de andar concentrada, rápida, nada coquete. A cabecinha, com o cabelo escuro puxado para trás, ficava quase obscurecida pela gola alta do casaco.

Quando me viu, sorriu, um sorriso afetuoso. Ia ser ainda mais difícil do que eu temia. Não nos beijamos. Nunca se sabia quem poderia estar olhando da janela.

– Que pontualidade! – disse ela. – Minhas coisas estão no carro – falou, indicando o estacionamento. Tinha um velho Chevrolet. Boa parte do que ganhava ia para os refugiados de Biafra, os famintos da índia, presos políticos em várias partes do mundo. Acho que não tinha mais de três vestidos. – Parece que está ótimo para esquiar – continuou ela, dirigindo-se para o estacionamento. – Vai ser um fim de semana memorável.

Segurei-lhe o braço.

– U… um m… minuto, Pat – falei, procurando não reparar no ar impaciente que sempre lhe vinha ao rosto quando eu gaguejava. – T… tenho uma c… coisa para lhe dizer. N… não vou poder ir c… com você e… este fim de semana.

– Oh! – exclamou ela em voz desalentada. – Pensei que você tivesse folga.

– Et… tenho – disse. – Mas não vou esquiar. Vou viajar.

– No fim de semana?

– De vez – falei.

Ela me olhou como se, de repente, eu tivesse ficado desfocado.

– Eu tenho algo a ver com isso?

– N… nada.

– Nada! – repetiu ela, em voz áspera. – Pode me dizer para onde vai?

– Não – respondi. – Não sei p… para onde v… vou.

– Pode me dizer por que você vai viajar?

– Você vai saber 1… logo, logo.

– Se você está em apuros – disse ela, suavemente – e eu puder ajudar…

– E… estou em AP… uros – assenti. – Mas você não pode ajudar.

– Vai me escrever?

– Vou tentar.

Ela me beijou, sem ligar para quem pudesse estar olhando. Mas não chorou. E nem disse que me amava. As coisas podiam ter sido diferentes se me tivesse dito, mas não o fez.

– De qualquer maneira, tenho um bocado de coisas para corrigir no fim de semana – falou. – A neve vai durar. – Sorriu um pouco tremulamente. – Felicidades – desejou-me. – Aonde quer que você vá.

Fiquei vendo Pat caminhar para o velho Chevrolet. Depois, entrei no Volkswagen e parti.

Às seis da tarde, fechei pela última vez o pequeno apartamento mobiliado. Metera os esquis, as botas e o resto do equipamento, exceto um anoraque acolchoado, de que gostava, numa sacola de lona, para ser entregue ao irmão de Pat, que tinha mais ou menos o meu tamanho, e dissera à senhoria que podia ficar com todos os meus livros e demais pertences. Quase sem bagagem, dirigi-me para o sul, deixando a cidade onde, agora via, fora feliz durante mais de cinco anos.

CAPÍTULO III

Não tinha destino certo. Dissera a Freddy Cunningham que ia ver o que faria com o resto da minha vida, e tanto fazia um lugar como outro.

Pensar no que iria fazer com o resto da minha vida. Tinha tempo de sobra para isso. Dirigindo o meu Volks rumo ao sul, descendo toda a costa leste dos Estados Unidos, eu estava só, livre, sem peias, sem nada que me distraísse, mergulhado nessa solidão que é tida como a condição essencial para a especulação filosófica. Havia a causa e o efeito de Pat Minot a serem considerados; a não esquecer, também, a máxima que me tinham ensinado nas aulas de literatura inglesa, segundo a qual o nosso caráter era o nosso destino, a nossa sorte e os nossos fracassos eram o resultado direto dos nossos defeitos e das nossas virtudes. Em Lorde Jim, livro que devo ter lido pelo menos cinco vezes desde que era garoto, o herói é morto por causa de uma falha de caráter, que lhe permitiu abandonar à morte todo um navio cheio de mendigos. No fim, ele paga pela sua covardia sendo morto. Eu sempre achara isso justo, inevitável. Ao volante do meu fusca, atravessando as grandes auto-estradas que cortam Washington, Richmond e Savannah, lembrei-me de Lorde Jim… só que isso já não me convencia. Não que eu fosse sem mácula, mas, pelo menos na minha opinião, fora um bom filho, um amigo dedicado, um profissional consciente, um cidadão respeitador das leis, um ser humano desejoso de evitar crueldade ou arrogância, procurando não fazer inimigos, indiferente ao poder, detestando a violência. Nunca seduzira uma mulher… ou ludibriara um comerciante, nunca batera em outra criatura desde que brigara no pátio da escola, aos dez anos. Nunca abandonara ninguém à morte. No entanto… acontecera aquela manhã, no consultório do Dr. Ryan.

Se o caráter determinava o destino de um homem, teria sido o caráter de trinta milhões de europeus que os fizera morrer na Segunda Guerra Mundial, ou o caráter dos habitantes de Calcutá que os levava a morrer de fome em plena rua, ou o de milhares de cidadãos de Pompéia que fizera com que eles fossem sepultados num mar de lava?

A explicação era simples: mero acaso. Como um lançar de dados, como um virar de cartas. Dali em diante, eu jogaria e confiaria na sorte. Talvez fosse do meu caráter ser jogador e o destino tivesse arranjado as coisas de modo a que eu pudesse desempenhar o papel que me estava designado. Talvez a minha curta carreira como piloto em céus nortistas tivesse sido uma aberração, e só agora, de volta à terra, eu estivesse no caminho certo.

Chegando à Flórida, pus-me a passar os dias no hipódromo. A princípio, tudo foi bem; ganhava com freqüência e o suficiente para viver com conforto e sem ter de me preocupar em arranjar emprego. Aliás, não podia imaginar emprego que eu pudesse aceitar. Vivia sozinho, sem fazer amigos nem me aproximar de mulheres. Descobri, algo surpreendido, que não sentia mais desejos. Se isso era temporário ou se se tornaria permanente, o fato é que não me preocupava. Não queria ligações.

Voltei-me, com amargo prazer, para mim mesmo, contente com as longas tardes ensolaradas no prado, com as refeições solitárias e as noites passadas estudando as atrações dos puro-sangues e os hábitos de treinadores e jóqueis. Tinha também tempo para ler, e devorava indiscriminadamente livros e mais livros. Conforme o Dr. Ryan me garantira, o problema da retina não me impedia de ler. Entretanto, em nenhum dos livros que lia encontrava algo que me pudesse ajudar ou, ao contrário, me prejudicar.

Vivia em pequenos hotéis, mudando-me quando outros hóspedes procuravam aproximar-se.

Tinha ganho vários milhares de dólares quando a temporada terminou e resolvi ir para Nova York. Ir ao hipódromo não mais me atraía. Estava farto de ver corridas. Continuava apostando, mas por intermédio de bookmakers. Durante algum tempo fui ao teatro, ao cinema, procurando perder-me no mundo da fantasia. Nova York é a cidade ideal para quem quer ficar só. Deve ser a melhor cidade, em todo o mundo, para se curtir a solidão.

Читать дальше
Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

Похожие книги на «Plantão Da Noite»

Представляем Вашему вниманию похожие книги на «Plantão Da Noite» списком для выбора. Мы отобрали схожую по названию и смыслу литературу в надежде предоставить читателям больше вариантов отыскать новые, интересные, ещё непрочитанные произведения.


Отзывы о книге «Plantão Da Noite»

Обсуждение, отзывы о книге «Plantão Da Noite» и просто собственные мнения читателей. Оставьте ваши комментарии, напишите, что Вы думаете о произведении, его смысле или главных героях. Укажите что конкретно понравилось, а что нет, и почему Вы так считаете.

x