Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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– Meu Deus! – exclamei de novo, amassando a folha de papel e jogando-a na cesta.

Fiz uma pequena pilha com as contas e comecei a arquivá-las em ordem alfabética. Estava trabalhando automaticamente, a cabeça noutras coisas, e não prestara atenção na data das contas. De repente, reparei: 15 de janeiro. De certa forma, um aniversário. Sorri dolorosamente. Fazia três anos, naquele dia, que tudo acontecera.

CAPÍTULO II

Em Nova York, o tempo estava encoberto, mas quando passamos Peekskill, voando rumo ao norte, o céu ficou limpo. Lá embaixo, sobre as montanhas, a neve brilhava ao sol. Eu tinha levado o pequeno Cessna ao Aeroporto de Teterboro, para pegar o charter de Nova Jersey, e, atrás de mim, escutava os passageiros dando-se mutuamente parabéns pelo céu azul e pela neve fresca. Voávamos baixo, a apenas dois mil metros, e os campos formavam como que tabuleiros de xadrez, com as árvores pretas contra o branco impecável da neve. Eu não me cansava daquele vôo. O fato de reconhecer fazendas, cruzamentos de estradas e o curso de um riacho aqui e ali tornava a curta viagem agradável e familiar. O norte do Estado de Nova York é bonito visto do chão, mas num belo dia do início do inverno, visto de cima, transforma-se num dos panoramas mais belos deste mundo. Uma vez mais, agradeci nunca ter cedido à tentação de aceitar emprego numa das grandes companhias aéreas, onde se passa a melhor parte da vida a uma altitude de mais de dez mil metros, com o mundo lá embaixo, apenas um vasto mar de nuvens ou um mapa impessoal, abrindo-se lentamente aos nossos pés.

Eu levava apenas três passageiros, a família Wales, pai, mãe e uma meninota gorducha, de aparelho nos dentes e doze ou treze anos de idade, chamada Didi. Eram entusiastas do esqui, e eu já os transportara umas quatro ou cinco vezes. Havia uma linha aérea regular para Burlington, mas o Sr. Wales era um homem muito ocupado, explicava, que esquiava quando tinha tempo e não gostava de ficar preso a horários. Tinha uma firma de publicidade em Nova York e parecia não se incomodar com dinheiro. Quando contratava um charter, sempre fazia questão de que o piloto fosse eu. A razão, em parte – ou, talvez, toda a razão -, para essa preferência era o fato de eu de vez em quando esquiar com eles em Stowe, Sugarbush e Mad River, guiando-os pelas trilhas que eu conhecia melhor do que eles e, ocasionalmente, mostrando-lhes, com tato, como melhorar o seu desempenho. Wales e a esposa, mulher nova-yorquina, dura e atlética, estavam sempre competindo um com o outro e esquiavam depressa demais, descontroladamente. Dizia para mim mesmo que alguém ainda acabaria com uma perna partida. Sabia quando estavam furiosos um com o outro pelos tons diferentes em que se chamavam mutuamente "meu bem".

Didi era uma criança séria e solene, sempre com um livro nas mãos. Segundo seus pais, começava a ler tão logo apertava o cinto de segurança e só parava quando o avião aterrava. Naquele vôo, estava mergulhada em O Morro dos Ventos Uivantes. Em garoto, eu também devorava livros – quando minha mãe se aborrecia comigo, dizia: "Puxa, Douglas, pare de se comportar como uma personagem de livro" – e divertia-me vendo o que Didi lia.

Ela era, de longe, a melhor esquiadora da família, mas seus pais obrigavam-na a descer sempre atrás deles. Eu tinha esquiado uma manhã sozinho com ela, numa tempestade de neve, quando o casal Wales ficara dormindo após uma festa, e ela parecia outra, sorrindo e descendo alegremente a montanha comigo, semelhante a um animalzinho selvagem a quem tivessem aberto a gaiola.

Wales era um sujeito generoso e fazia questão de sempre me dar um presente após cada vôo: um suéter, um novo par de luvas de esqui, uma carteira, coisas assim. Eu ganhava o bastante para comprar tudo de que precisava e não me agradava a idéia de receber gorjetas, mas sabia que ele se sentiria insultado se eu recusasse os seus presentes. Não era um sujeito desagradável. Apenas demasiado bem-sucedido.

– Linda manhã, hem, Doug? – disse Wales atrás de mim. Era um homem irrequieto, que até num avião pequeno parecia estar sempre andando. Daria um péssimo piloto. Trouxe para a cabina um cheiro de álcool. Sempre viajava com uma garrafinha revestida de couro.

– É… 1… linda – respondi. Desde garoto eu gaguejava e por isso procurava falar o mínimo possível. Às vezes, ficava pensando no que a minha vida poderia ter sido se eu não tivesse esse defeito, mas não me deixava abater por causa disso.

– Deve estar ótimo para esquiar – disse Wales.

– É, ótimo – concordei. Não gostava de falar quando estava pilotando, mas não podia dizer isso a Wales.

– Vamos a Sugarbush – continuou ele. – Você vai estar lá neste fim de semana?

– A… a… acho que sim – respondi. – C… combinei com uma garota esquiar c… com ela. – A garota chamava-se Pat Minot. O irmão dela trabalhava nos escritórios da companhia de aviação, e eu a conhecera através dele. Ensinava história no ginásio e eu combinara encontrar-me com ela às três, quando as aulas terminassem. Esquiava muito bem e era, além disso, muito bonita, miúda, morena e interessante. Conhecia-a havia mais de dois anos e fazia quinze meses que tínhamos um caso bastante irregular, pelo menos no que dizia respeito a ela, pois durante semanas a fio ela me mantinha a distância, com um pretexto ou outro, e quase não reparava em mim quando nos encontrávamos por acaso. Depois, de repente, sugeria que saíssemos juntos. Pelo sorriso em seu rosto, eu já sabia quando é que ela estava entrando numa fase não irregular.

Era uma garota popular, que teimava em permanecer solteira; segundo seu irmão, todos os amigos dele lhe tinham feito a corte. Se tinham sido bem sucedidos ou não, eu nunca descobrira. Sempre fui tímido com as garotas e não me podia gabar de ter andado atrás dela. Tampouco podia dizer que ela andava atrás de mim. Tudo aconteceu simplesmente, depois de esquiarmos juntos um longo fim de semana em Sugarbush. Após a primeira noite, eu lhe dissera:

"Esta foi a melhor coisa que já me aconteceu".

Ao que ela replicara apenas:

"Pss".

Nunca soube se estava ou não apaixonado por Pat. Se ela não estivesse sempre insistindo para que eu curasse a gagueira, acho que lhe teria pedido para casar-se comigo. O próximo fim de semana, pensava eu, seria decisivo. Mas estava resolvido a ser cauteloso, a deixar abertas todas as saídas.

– Ótimo! – exclamou Wales. – Vamos jantar juntos esta noite!

– Obrigado, G… George – respondi. Desde o início ele insistira para que eu os tratasse pelos nomes de batismo. – S… seria ótimo. – Jantar com outro casal adiaria decisões, dar-me-ia tempo para sondar os sentimentos de Pat e reavaliar os meus.

– Vamo-nos pôr a caminho logo que aterrarmos – continuou Wales. – Assim, poderemos começar a esquiar ainda esta tarde. E você? Quer que a gente o espere na pensão?

– A… acho que n… não. Tenho exame m… médico marcado, esta tarde, e n… não sei quando vou f… ficar livre.

– Mas você janta conosco? – insistiu Wales.

– J… janto.

– Doug – disse Wales -, será que você tem três semanas livres seguidas? No inverno, claro?

– N… não – respondi. – Estamos em plena temporada. P… por quê?

– Eu e Beryl vamos a Zurique num charter em princípios de fevereiro. – Beryl era a mulher dele. – Damos sempre um jeito de passar três semanas nos Alpes… Você já esquiou lá?

– N… nunca saí dos Estados Unidos. Exceto uns d… dias que estive no Canadá.

– Você ficaria maluco – disse ele. – Umas encostas de sonho! Gostaríamos que fosse conosco. Sou sócio de um clube e a viagem sai baratíssima. Menos de trezentos dólares ida e volta. O nome do clube é Christie Ski Club. E não é só por ser barato, lógico! A companhia é espetacular, a melhor turma do mundo para se viajar, sem falar na bebida grátis. E não é preciso preocupar-se com excesso de bagagem ou com a alfândega suíça. Eles deixam você passar com um sorriso. A pessoa tem de ser sócia do clube pelo menos há seis meses, mas eles não ligam muito para isso. Conheço uma moça que trabalha na secretaria, o sobrenome dela é Mansfield, ela arranja tudo. É só você lhe dizer que é meu amigo. No inverno, há vôos quase todas as semanas. No ano passado, estivemos em St.Moritz e este ano vamos para St. Anton. Você botaria os austríacos no chinelo e as austríacas ficariam caidinhas.

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