Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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– Meu Deus! – exclamei.

– Eu lhe avisei, logo de início – disse ele -, que não era um sujeito admirável.

Bati-lhe de leve na cabeça.

– Ora, o dinheiro não é tudo, meu amigo – falei. – Você me ensinou muitas coisas.

As lágrimas subiram-lhe aos olhos.

– O dinheiro não é tudo – repetiu. E logo depois riu. – Sabe o que estou pensando? Que foi uma sorte eu ficar ferido. De outra maneira, ninguém iria acreditar que tudo não passava de uma farsa publicitária para promover Priscilla Dean.

A enfermeira entrou no quarto e olhou severamente para mim, de modo que me levantei.

– Cuide dos negócios – disse Fabian, à guisa de despedida.

Lily chegou na tarde do dia seguinte. Fui esperá-la no Aeroporto Kennedy para levá-la ao hospital. Como sempre, ela estava muito elegante, no mesmo casaco marrom que usara em Florença. Quase não falou, durante o caminho. Mas fumou sem parar. Tive de comprar dois maços de cigarros na estrada. Dissera-lhe que o médico considerava boas as chances de Fabian se recuperar, mas ela limitara-se a assentir com a cabeça.

– O médico também disse – falei eu, quebrando o silêncio, quando passávamos por Riverhead – que Miles tem uma enorme cicatriz no peito e no abdome. Disse que parecia um ferimento a granada. Você sabe do que se trata? Perguntei a Miles, mas ele disse que preferia não falar nisso.

– Claro que sei da cicatriz – retrucou Lily. – Vi-a na primeira vez que fomos para a cama juntos. Ele parecia ter vergonha dela, como se fosse algo que o diminuísse. Você sabe como ele é vaidoso. É por isso que nunca pratica natação e sempre usa camisa e gravata. Não lhe fiz perguntas, mas depois de algum tempo ele mesmo me contou. Foi piloto na guerra… suponho que lhe tenha dito isso…

– Não – disse eu.

Ela sorriu através da fumaça do cigarro.

– Sempre discreto e reservado, o nosso Miles. Bem, ele foi piloto durante a guerra. Deve ter sido um ótimo piloto. Soube, por velhos amigos meus americanos, que o conheceram, que ele tem quase todas as medalhas que um governo grato pode conferir. – Lily torceu ironicamente a boca. – No inverno de 1944, deram-lhe uma missão nos céus da França. Segundo ele me disse, uma missão praticamente suicida, num tempo horrível. Claro que não entendo nada disso, mas numa coisa dessas tendo a acreditar nele. Disse-me que o comandante do seu esquadrão era um louco e irresponsável conquistador de glórias. Seja como for, Miles e seu melhor amigo foram derrubados sobre o Pas de Calais. O amigo morreu e Miles foi feito prisioneiro pelos alemães, que cuidaram dele… à maneira alemã. A cicatriz é resultante disso. Quando o hospital em que ele estava internado foi tomado pelas forças aliadas, ele pesava menos de cinqüenta quilos. Aquele homenzarrão. – Lily ficou por um tempo calada, fumando. – Segundo ele me disse, foi então que decidiu que já tinha feito o suficiente em prol da humanidade. Isso explica um pouco a sua maneira de viver, você não acha?

– Um pouco – concordei. – Você acreditava, quando ele se fazia passar por um rico proprietário inglês?

– Claro que não. Ríamos um bocado. Eu lhe ensinei uma porção de anglicismos. Você se envolveu em muitos negócios com ele, não?

– Em vários – disse eu.

– Lembra-se de que o preveni sobre ele, a respeito de dinheiro?

– Lembro-me.

– Ele o enganou?

– Um pouco.

– A mim também. Querido Miles! – Riu. – Pode não ser muito honesto, mas é um homem que sabe viver e gosta de dar alegria aos outros. Não sei, mas talvez isso seja mais importante do que ser honesto. – Acendeu outro cigarro. – Custa pensar que ele esteja morrendo.

– Talvez não morra – disse eu.

– É, talvez.

Não falamos mais até chegarmos ao hospital.

– Gostaria de estar com ele a sós – disse Lily, quando paramos à porta do belo prédio de tijolos vermelhos.

– Naturalmente – falei. – Vou deixar suas malas no hotel. E estarei em casa, se você precisar de mim. – Beijei a e vi-a entrar no hospital.

Estava escuro, quando cheguei a casa. Havia um carro que eu não conhecia diante do portão. "Mais repórteres", pensei, aborrecido. O carro de Evelyn não estava na garagem e decerto Anna deixara entrar quem quer que fosse. Abri com a minha chave. Um homem estava sentado na sala, lendo um jornal. Levantou-se quando me viu entrar.

– Sr. Grimes…? – perguntou.

– Sim, sou eu.

– Tomei a liberdade de esperar pelo senhor em sua casa – explicou ele. Era um homem magro, de cabelo louro e ar intelectual, corretamente vestido num terno de verão cinza-escuro, camisa branca e gravata colorida. Não parecia um repórter. – Meu nome é Vance – disse ele. – Sou advogado. Vim aqui, a pedido de um cliente, apanhar cem mil dólares.

Dirigi-me ao armário onde guardávamos as bebidas e preparei um uísque para mim.

– Aceita um drinque? – perguntei ao homem.

– Não, muito obrigado.

Trouxe a bebida na mão e sentei-me numa poltrona, diante de Vance. Ele permaneceu de pé, franzino e nada ameaçador.

– Estava sempre à espera de que vocês aparecessem.

– Levou algum tempo – disse ele, numa voz seca, baixa e educada, difícil de agüentar por muito tempo sem entediar. – Não foi fácil segui-lo. Felizmente… – Indicou o jornal. – O senhor se transformou num herói, da noite para o dia.

– Assim parece – concordei. – Não há como uma boa ação para a pessoa brilhar neste mundo perdido.

– Exatamente – assentiu ele.

Olhou em volta da sala. O bebê estava chorando em seu quarto.

– Bela casa! – falou ele. – Gostei da vista.

– Pois é – falei. Sentia-me muito cansado.

– Meu cliente mandou-me avisar-lhe que o senhor tem três dias para entregar o dinheiro. Ele é um homem razoável.

Fiz que sim com a cabeça. Até isso foi com esforço.

– Estarei no Hotel Blackstone. A menos que o senhor prefira o St. Augustine. – Sorriu, um sorriso de caveira.

– O Blackstone está bom – disse eu.

– Nas mesmas condições em que o senhor o encontrou, por favor – disse Vance. – Em notas de cem dólares.

Fiz de novo que sim.

– Bem – disse ele -, acho que está tudo combinado. Agora, preciso ir andando.

Já na porta, ele parou.

– O senhor não perguntou quem é o meu cliente – falou.

– Não.

– Ainda bem. Se tivesse perguntado, eu não lhe poderia dizer. Mesmo assim, posso afirmar-lhe que a sua… a sua fuga… teve as suas vantagens. O sacrifício de devolver o dinheiro pode ser amenizado pelo fato de saber que a sua fuga poupou diversas pessoas importantes… muito importantes, de um considerável embaraço.

– Já ganhei o dia – falei.

Eram nove horas quando entrei no elevador do apartamento da 52 ndStreet, East. Pedira a Anna para dizer a Evelyn que fora chamado subitamente à cidade, a negócios, e que só voltaria dali a um dia ou dois. Podia ter telefonado para Evelyn, mas não quis ter que lhe explicar tudo.

Henry abriu-me a porta do apartamento. Peguei-o quando já ia saindo. Ele e Madeleine tinham bilhetes para o teatro, mas, quando eu lhe disse que precisava falar com ele urgentemente, Henry prontamente assentiu. Parecia preocupado, ao me abrir a porta. Madeleine estava na sala, toda pronta para sair. Também ela parecia preocupada.

– Talvez fosse melhor falarmos a sós, Hank – disse eu.

Mas ele sacudiu a cabeça.

– Preferia que ela ficasse, se você não se importa.

– Muito bem – disse eu. – Não vou demorar. Preciso de cem mil dólares, Hank. Em notas de cem. Não tenho tempo de mandar buscar o dinheiro na Europa e não o tenho aqui. Só disponho de três dias. Será que você me pode arranjar cem mil dólares em três dias?

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