Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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– Diga-me uma coisa, Miles – falou Evelyn, quando estávamos terminando o café -, você foi coronel, durante a guerra? Perguntei a Douglas, mas ele disse que não sabia.

– Nada disso, minha cara! – riu Fabian. – Nunca passei de um obscuro tenente.

– Eu estava certa de que você tinha sido coronel – disse Evelyn. – No mínimo.

– Por quê?

– Não sei – respondeu Evelyn, despreocupadamente. Colocou a mão em cima da minha, sobre a mesa. – Talvez porque você tenha um ar de comandante de tropas.

– É um truque que aprendi, minha cara – retrucou Fabian -, para encobrir a minha falta de autoconfiança. Gostariam de um conhaque?

Paga a conta, não quis por nada que o deixássemos no seu hotel, em Southampton.

– E amanhã de manhã – disse-me ele – não se preocupe com levantar cedo. Tenho de estar ao meio-dia em Nova York e o hotel me arranjará uma limusine.

Quando o táxi se aproximou do restaurante, agora semi-encoberto pela neblina que subia da baía, ele disse:

– Que bela noite! Espero repeti-la muitas vezes. Se me dá licença, Alma Gentil… – E inclinou-se para Evelyn. – Gostaria de dar à moça um beijo de boa-noite.

– Claro! – disse ela, sem esperar pela minha permissão, e beijando-o no rosto.

Quando ele entrou no táxi e o carro desapareceu em meio à neblina, Evelyn disse:

– Ufa! – E agarrou-me a mão.

Nessa noite e na manhã seguinte, agradeci a Fabian o fato de ele ter ido para um hotel e não ter pernoitado na casa de Evelyn.

Ele não assistiu ao casamento, pois nessa semana estava na Inglaterra. Mas mandou de Londres uma maravilhosa cafeteira de prata de presente, em mãos de uma aeromoça sua amiga. E, quando o nosso filho nasceu, mandou cinco napoleões de ouro de Zurique, onde se encontrava na ocasião.

CAPÍTULO XXIV

Acordei com o barulho de marteladas. Olhei para o relógio na mesa-de-cabeceira. Seis e quarenta. Suspirei. Johnson, o carpinteiro que estava trabalhando na nova ala da casa, teimava em dar o que ele chamava um dia de trabalho honesto pelo dinheiro que recebia. Evelyn mexeu-se na cama, a meu lado, mas não acordou. Respirava suavemente, as cobertas dobradas, os seios nus. Estava simplesmente deliciosa e eu senti vontade de fazer amor. Mas ela de manhã nunca estava bem-humorada e, além disso, tinha trabalhado até tarde na noite anterior, num memorial que trouxera do escritório. "Mais tarde", disse para mim mesmo.

Saí da cama e abri as cortinas, para ver como estava o tempo. Era uma bela manhã de verão e o sol já estava quente. Enfiei um calção, vesti um robe de toalha e saí do quarto, descalço e sem fazer barulho, congratulando-me por ter tido a sorte de casar com uma mulher dona de uma casa na praia.

Descendo a escada, entrei no quarto de hóspede, ora transformado em quarto de bebê. Anna, a babá, já estava na cozinha e o bebê no berço, tomando sua mamadeira. Olhei para ele: rosado, sério e vulnerável. Não se parecia nem comigo, nem com Evelyn; parecia apenas um bebê. Não procurei analisar os meus sentimentos enquanto olhava para meu filho, mas, quando saí do quarto, estava sorrindo.

Abri o ferrolho que tinha instalado na porta principal. Evelyn dissera que não era preciso, que, durante todo o tempo em que morara lá com os pais, nunca houvera nada. Até aquele dia, não tínhamos tido hóspedes não convidados, mas mesmo assim todas as noites eu corria o ferrolho antes de me deitar.

Lá fora, o gramado estava úmido de orvalho, fresco e agradável ao contato dos meus pés descalços.

– Bom dia, Sr. Johnson – falei para o carpinteiro, que estava colocando uma esquadria.

– Bom dia, Sr. Grimes – respondeu Johnson. Era um homem formal, que gostava de ser tratado com formalidade. Os outros operários só chegavam às oito, mas Johnson dissera-me que preferia trabalhar sozinho e que o que fazia de manhã cedo, quando não havia ninguém à volta, era o que mais rendia. Segundo Evelyn, a verdadeira razão para ele começar tão cedo era gostar de acordar as pessoas. Tinha uma formação puritana e não simpatizava com dorminhocos. Evelyn conhecia-o desde pequena.

A nova ala estava quase terminada. Íamos mudar o quarto do bebê para lá e haveria também uma biblioteca, onde Evelyn pudesse trabalhar e guardar seus livros. Por enquanto, trabalhava na mesa da sala de jantar. Tinha um escritório na cidade, mas o telefone estava sempre tocando e não conseguia concentrar-se. Tinha uma secretária e um auxiliar, mas o trabalho também era demais e ela não conseguia dar conta dele no horário entre as nove da manhã e as seis da tarde. Era incrível a quantidade de litígios que havia nesta pacífica parte do mundo.

Dei a volta à casa até a beira do penhasco. A baía estendia-se a meus pés, brilhante e calma ao sol da manhã. Desci os corroídos degraus de madeira até a pequena praia. Tirei o robe, respirei fundo e corri para a água. Estávamos ainda no princípio de julho e a água estava muito fria. Nadei para fora uns cem metros e voltei, sentindo-me feliz a ponto de ter vontade de cantar. Tirei o calção e enxuguei-me bem. Àquela hora da manhã, não havia ninguém na praia que pudesse escandalizar-se com aquela nudez momentânea.

De volta a casa, liguei o rádio da cozinha para ouvir o noticiário, enquanto preparava o meu café da manhã. Dizia-se em Washington que o Presidente Nixon ia ser forçado a deixar o cargo. Pensei em David Lorimer e na sua festa de despedida em Roma. Sentei-me à mesa da cozinha, bebi meu suco de laranja acabado de fazer, saboreei calmamente o bacon com ovos, torrada e café, pensando no gosto especial, maravilhoso, dos desjejuns preparados pela própria pessoa numa manhã de sol. Naqueles catorze meses desde que nos casáramos, eu me tornara viciado em domesticidade. Muitas vezes, quando Evelyn vinha cansada do escritório, eu fazia o jantar para nós dois. Fizera Evelyn jurar que nunca diria isso a ninguém, principalmente a Miles Fabian. Nas suas visitas posteriores, Evelyn e ele tinham, por assim dizer, feito um trato. Nunca seriam amigos de verdade, mas mostravam-se cordiais um com o outro.

Fabian tinha estado três semanas em East Hampton, ajudando-me a preparar tudo para a inauguração. No princípio do ano, fora a Roma e entrara em contato com Ângelo Quinn, que assinara um contrato de exclusividade conosco. O mesmo fizera Fabian com o homem cujas litografias comprara em Zurique. Depois, voltara a Sag Harbor e esboçara um plano que eu achara louco, mas que, surpreendentemente, Evelyn aprovara: abrir uma galeria de arte na vizinha East Hampton, ficando eu a dirigi-la.

– Você não está fazendo nada – dissera ele, o que não deixava de ser verdade -, e eu sempre estarei às ordens para lhe dar uma mão quando você precisar. Você ainda tem um bocado que aprender, mas acertou em cheio com Quinn.

– Comprei dois quadros para Evelyn – retruquei. – Não tencionava iniciar uma carreira.

– Alguma vez eu o fiz perder dinheiro? – perguntou ele.

– Não – tive de admitir. Entre as coisas com que ele me fizera ganhar dinheiro estava, além do ouro, do açúcar, do vinho, do zinco e do chumbo canadense e do terreno em Gstaad (o chalé ficaria pronto no Natal e todos os apartamentos já estavam alugados), o filme pornográfico de Nadine Bonheur, que há sete meses se mantinha em exibição, com casas cheias, em Nova York, Chicago, Dallas e Los Angeles, entre protestos das diversas publicações religiosas. Felizmente, os nossos nomes não estavam ligados ao filme, a não ser nos cheques que todos os meses recebíamos. E iam diretamente para Zurique. Meus saldos bancários, tanto o aberto como o secreto, eram impressionantes, para não dizer outra coisa. – Não – falei. – Não posso dizer que você me tenha feito perder dinheiro.

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