Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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– Puxa vida, homem! – exclamou Fabian, quando ouviu minha voz. – Você sabe que horas são?

– Meio-dia.

– Na Itália – retrucou Fabian. – Aqui são seis da manhã. Que pessoa civilizada é capaz de acordar um amigo às seis da matina?

– Desculpe – disse eu. – Estava ansioso por lhe dar a boa notícia.

– Que boa notícia? – perguntou ele, num tom desconfiado.

– Vou voltar aos Estados Unidos.

– E o que há de bom nisso?

– Eu lhe direi quando nos virmos. Assunto particular. Está me ouvindo? A ligação está péssima.

– Estou ouvindo, sim – disse ele. – Bem demais.

– A verdadeira razão por que lhe estou telefonando é para saber onde você quer que eu deixe o carro.

– Por que você não espera aí onde está até que eu volte e possamos falar calmamente?

– Não posso esperar – falei. – E estou calmo.

– Não pode esperar. – Ouvi-o suspirar do outro lado do fio. – Muito bem… pode levar o carro até Paris? Peça ao recepcionista do Plaza-Athénée que o guarde na garagem para mim. Preciso tratar de uns negócios em Paris.

Podia ter mencionado um lugar mais conveniente: por exemplo, Fiumicino. Era um homem que tinha negócios em todas as partes – Roma, Milão, Nice, Bruxelas, Genebra, Helsínqui. Estava sendo propositalmente inconveniente para me punir. Mas eu não estava com vontade de discutir com ele.

– Está bem – disse eu. – Deixo o carro em Paris.

– Sabe que me estragou o dia, não sabe?

– Vai haver outros dias – retruquei.

Quando chegamos ao porto e estacionamos o carro, avistei Quadrocelli enrolando corda no deck do seu pequeno iate branco, ancorado na doca do Iate Clube. A maioria dos outros barcos estava ainda coberta com encerados e, exceto por ele, a doca estava deserta.

Evelyn ia cantarolando, a caminho da doca. Fizera-me parar numa farmácia e comprar Dramamine. Desconfiei de que ela gostava tanto do mar quanto a Sra. Quadrocelli.

– Tem certeza de que não vai me afogar, quando estivermos no meio do mar? – perguntou ela. – Como aquele fulano no filme Uma Tragédia Americana, quando descobre que Shelley Winters está grávida?

– Montgomery Clift – disse eu. – Só que não sou Montgomery Clift nem você é Shelley Winters. E o filme não se chamava Uma Tragédia Americana e sim Um Lugar ao Sol.

– Disse isso só de brincadeira – falou ela, sorrindo para mim.

– Que brincadeira! – Mas sorri também. Fora uma brincadeira sem graça, mas pelo menos mostrava que ela estava pronta a fazer um esforço para não estragar o resto dos nossos dias na Europa. O longo percurso através da França seria difícil, se ela ficasse sentada no canto do carro, calada e distante, como fizera nessa manhã ao virmos de Roma. Depois de falar com Fabian, dissera-lhe que teria de guiar até Paris e perguntara-lhe se ela queria vir comigo.

– Você quer que eu vá? – replicou ela.

– Quero.

– Então, eu vou – respondera ela, secamente. Quadrocelli viu-nos tão logo chegamos à doca e pulou agilmente do barco para vir ao nosso encontro, robusto e náutico na sua velha calça de veludo e em seu suéter de marujo.

– Subam, subam – disse ele, inclinando-se para beijar a mão de Evelyn e apertando cordialmente a minha. – Está tudo pronto. Já preparei tudo. O mar, como podem ver, está calmo como um lago e azul como nos calendários. A cesta com o lanche está pronta. Frango, ovos cozidos, queijo, frutas, vinho. Comida adequada a quem vai navegar…

Estávamos a uns vinte metros do barco, quando ele explodiu. Pedaços de madeira, de vidro e de arame voaram à nossa volta, forçando-nos a nos estendermos ao comprido no chão. Depois, tudo ficou num silêncio de morte. Quadrocelli levantou-se lentamente e olhou para seu iate. A popa fora arrancada e flutuava no mar, formando um estranho ângulo com a doca, como se o barco tivesse sido partido ao meio.

– Você está bem? – perguntei a Evelyn.

– Acho que sim – respondeu ela, num fio de voz. – E você?

– Ok – respondi.

Levantei-me e passei o braço pelos ombros dela. – Giuliano… – comecei a falar.

Mas ele não olhou para mim. Não tirava os olhos do barco.

– Fascisti – murmurou. – Fascisti! Miseráveis! – Começou a sair gente dos prédios em frente ao cais e logo nos vimos cercados por uma multidão, todo mundo falando ao mesmo tempo, fazendo perguntas. Quadrocelli parecia não ver ninguém. – Leve-me para casa, por favor – disse-me ele. – Acho que não vou conseguir guiar. Quero ir para casa.

Abrimos caminho por entre a multidão até o nosso carro. Quadrocelli não voltou a olhar para o seu barquinho, que afundava lentamente nas águas cheias de óleo do cais.

Já no carro, começou a tremer. Violentamente, incontrolavelmente. Sob o bronzeado, seu rosto estava mortalmente pálido.

– Eles podiam ter matado vocês, também – disse, batendo os dentes. – Se tivessem chegado dois minutos mais cedo… Perdoem-me. Perdoem-nos a todos. Dolce Itália. Paraíso dos turistas. – Ria como se estivesse louco.

Quando chegamos à casa dele, não quis que entrássemos, nem mesmo que saíssemos do carro.

– Por favor – disse ele -, preciso falar com minha mulher. Não quero parecer mal-educado, mas precisamos ficar a sós.

Vimo-lo caminhar, lentamente, parecendo um velho, até a porta da casa.

– Pobre homem! – foi tudo quanto Evelyn pôde dizer.

Voltamos para o hotel. Não dissemos nada do que acontecera a ninguém. Logo ficariam sabendo. Tomamos cada um uma dose de conhaque, no bar. Dois mortos, pensei, um em Nova York, outro na Suíça, e por um triz que não morreu mais ninguém na Itália. Evelyn pegou o seu copo com mão firme. A minha não estava.

– À bela Itália – brindou ela. – O sole mio. Acho que está na hora de ir embora, você não acha?

– Acho – respondi.

Subimos, fizemos as malas, pagamos e saímos do hotel, rumo ao norte, tudo em vinte minutos. Não paramos, exceto para pôr gasolina, até depois da meia-noite, quando já tínhamos passado a fronteira e estávamos em Monte Cario. Evelyn insistiu em ver o cassino e tentar a sorte na roleta. Eu não tinha vontade de jogar, nem mesmo de apreciar, de modo que fiquei à espera no bar. Dali a pouco, ela voltou, sorridente. Tinha ganho quinhentos francos e pagou a minha conta para festejar. Quem acabasse casando com ela teria uma mulher de nervos de aço.

Evelyn acompanhou-me a Orly no carro alugado, com chofer. O Jaguar ficara na garagem, à espera de Fabian. Evelyn ia ficar mais uns dias em Paris. Havia anos que não ia a Paris e achava uma pena não aproveitar. De qualquer maneira, eu ia para Boston e ela viajaria direto para Nova York. Durante a viagem através da França, ela se mostrara carinhosa e despreocupada. Tínhamos viajado sem pressa, parando para visitar lugares e fazer refeições nos arredores de Lyon e Avallon. Ela tirara fotos minhas diante do Hospice de Beaune, onde visitamos as adegas, e no pátio de Fontainebleau. Passáramos a última noite perto de Paris, em Barbizon, numa velha e encantadora estalagem. Tínhamos jantado maravilhosamente bem. Durante o jantar, eu lhe contara tudo. De onde provinha meu dinheiro, como conhecera Fabian, qual o nosso trato. Tudo. Ela escutara sem dizer nada. Quando, por fim, terminei, ela riu.

– Bem – falou -, agora já sei por que você quer se casar com uma advogada. – E, inclinando-se sobre a mesa, beijou-me. – Conhece aquele ditado que diz: "Ladrão que rouba ladrão…"? – disse ela, sem parar de rir. – Não se preocupe, querido. Não sou contra certos tipos de roubo.

Dormimos a noite toda nos braços um do outro. Sem o dizermos, sabíamos que um capítulo das nossas vidas estava terminando e tacitamente adiávamos o fim. Ela não fez mais perguntas sobre Pat.

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