Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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Quando chegamos a Orly, Evelyn não saiu do carro.

– Detesto aeroportos – explicou – e estações. Quando não sou eu que estou partindo.

Beijei-a e ela bateu-me no rosto maternalmente.

– Tome cuidado, em Vermont – falou. – E cuidado também com as mudanças de temperatura.

– Considerando tudo, foram umas boas férias, não foram? – perguntei.

– Considerando tudo, foram umas férias ótimas. Estivemos em lugares lindos.

Eu tinha os olhos marejados de lágrimas. Os dela estavam mais brilhantes do que de hábito, mas secos. Toda ela estava linda, bronzeada e descansada. Tinha o mesmo vestido que usara ao chegar a Porto Ercole.

– Telefono para você – falei, ao sair do carro.

– Telefone! – disse ela. – Você tem o meu número em Sag Harbor.

Enfiei a cabeça no carro e beijei-a de novo.

– Bem, está na hora – falou ela, meigamente.

Segui o carregador que levava minha bagagem e, ao chegar ao balcão, certifiquei-me de que tinha todos os comprovantes de minhas malas.

Peguei um resfriado no avião e estava fungando e com febre quando aterrissamos em Logan. O funcionário da alfândega deve ter ficado com pena de mim, porque não abriu nenhuma mala, de modo que não tive que pagar direitos sobre os cinco ternos feitos em Roma. Achei que era um bom agouro, para contrabalançar o resfriado. Disse ao chofer de táxi para me levar ao Ritz-Carlton, onde pedi um quarto com sol. Aprendera com Fabian a lição do melhor hotel da cidade. Mandei vir uma Bíblia e passei os três dias seguintes metido no quarto, bebendo chá com rum e aspirina, sentindo arrepios, lendo trechos do Livro de Jó e vendo televisão. Nada do que vi na televisão me fazia feliz por ter voltado à América.

No quarto dia, o resfriado se fora. Saí do hotel, pagando com dinheiro, e aluguei um carro. O tempo estava úmido e ventoso, com enormes nuvens negras correndo pelo céu. Não estava um bom dia para guiar, mas eu estava com pressa. Fosse o que fosse que tinha que acontecer, eu queria que acontecesse logo.

Eu ia à toda. A paisagem, entre uma estação e outra, estava como que morta, desolada, as árvores nuas, os campos lamacentos, sem a graça da neve, as casas fechadas. Quando parei para pôr gasolina, um avião voava, baixo mas invisível, entre as nuvens espessas. Parecia preparar-se para jogar bombas. Centenas de vezes eu tinha atravessado aquela região aos controles de um avião. Apalpei o dólar de prata em meu bolso.

Cheguei a Burlington pouco antes das três da tarde e fui direto para o ginásio. Estacionei o carro em frente da escola, desliguei o motor e fiquei à espera, as janelas todas fechadas por causa do frio. Ouvi a sineta das três e vi o mar de jovens sair pelos portões. Finalmente, Pat saiu também. Usava um casacão e uma echarpe na cabeça. Míope como ela era, eu sabia que não distinguiria meu carro a distância, nem poderia saber se havia gente ou não dentro dele. Ia abrir a porta do carro para sair e me dirigir a ela, quando um dos alunos a deteve, um garoto gordo e alto. Ficaram de pé, à luz cinzenta da tarde, falando, o vento açoitando-lhe o casaco e as pontas da echarpe. O vidro do meu lado estava começando a ficar embaçado com minha respiração e então desci-o para vê-la melhor.

Pat e o garoto pareciam não ter pressa e eu fiquei ali, olhando para ela, durante o que me pareceu muito, muito tempo. Conscienciosamente, nesse momento procurei analisar o que sentia ao vê-la. Vi uma moça simpática, bonitinha, que dentro de alguns anos teria uma aparência austera, que não tinha nada a ver comigo, que não me podia dar nem alegria nem pena. Havia uma lembrança desbotada, quase obliterada de prazer e arrependimento.

Liguei o motor e passei lentamente por ela e pelo garoto, ainda conversando. Pat não olhou para o carro. Ainda estavam no mesmo lugar da rua ventosa quando olhei pela última vez, através do retrovisor.

Do hotel, pedi uma ligação para Sag Harbor.

– Amor, amor! – repetia Fabian, irritado. Estávamos no living da sua suíte no St. Regis. Como de costume, mesmo que ele estivesse só um dia em cada hotel, havia vários jornais em diversas línguas espalhados pelo ambiente. Estávamos sozinhos. Lily tivera de voltar à Inglaterra. Eu fora direto para Nova York. Dissera a Evelyn, por telefone, que chegaria a Sag Harbor no dia seguinte.

– Pensei que você tinha, pelo menos, vencido isso – dizia Fabian. – Parece um garoto de ginásio. Quando tudo ia tão bem, você faz tudo ir pelos ares…

Recordando a manhã no cais de Porto Ercole, não gostei daquela expressão. Mas não disse nada. Ia deixá-lo acabar de falar.

– Sag Harbor, pelo amor de Deus! – disse ele, andando de um lado para outro da grande sala. Lá fora, o ruído do trânsito na Fifth Avenue chegava até nós, coado pelas grossas paredes e pelos pesados cortinados. – Fica a duas horas de Nova York. Você ainda vai acabar com uma bala na cabeça. Já esteve em Sag Harbor no inverno, por acaso? Quando a paixão esmorecer, o que você espera fazer lá?

– Encontrarei algo para fazer – repliquei. – Talvez fique lendo. E deixando você trabalhar para mim.

Ele grunhiu e eu sorri.

– De qualquer maneira – falei -, talvez esteja mais seguro nos Estados Unidos, rodeado por milhões de outros americanos, do que na Europa. Você viu como eu me distingo dos europeus.

– Eu esperava ensiná-lo a integrar-se no cenário.

– Nem em cem anos, Miles – disse eu. – E você sabe disso.

– Não acho que fosse assim tão impossível – retrucou ele. – Observei alguns sinais de progresso no pouco tempo em que estivemos juntos. Por falar nisso, vejo que você foi ao meu alfaiate.

Eu estava usando um dos ternos feitos em Roma.

– É – confirmei. – Que tal? Você gosta?

– Melhorou muito – disse ele. – E também estou vendo que cortou o cabelo em Roma.

– Nada lhe escapa, hem? – falei.

– Não quero nem pensar em como você vai ficar, depois de um corte de cabelo no barbeiro de Sag Harbor.

– Do jeito que você fala, até parece que eu vou para o meio do mato. Essa parte de Long Island é uma das mais chiques dos Estados Unidos.

– Na minha opinião – disse ele, continuando a andar de um lado para outro -, não há lugares chiques, como você diz, nos Estados Unidos.

– Ora, vamos – retruquei. – Se não me falha a memória, você veio de Lowell, Massachusetts.

– E você veio de Scranton, Pennsylvania – rematou ele. – Ambos devíamos fazer o impossível para esquecer essa desgraça. Entendo que você queira casar-se, que vibre com a idéia de ter um filho. Entendo isso, embora seja contra todos os meus princípios. Já olhou bem para as crianças americanas de hoje?

– Já. São toleráveis.

– Essa mulher deve tê-lo enfeitiçado. Uma advogada! – Grunhiu de novo. – Puxa, eu nunca devia ter deixado você sozinho! Ela alguma vez esteve na Europa? Isto é… antes deste… deste episódio?

– Já – respondi.

– Por que você não lhe propõe o seguinte: vocês se casam, muito bem. Mas ela experimenta viver com você na Europa durante um ano. As mulheres americanas adoram viver na Europa. Os homens dizem-lhes galanteios até elas terem setenta anos… principalmente na França e na Itália. Deixe-a falar com Lily e, depois, ela que decida. Nada mais justo do que isso, não acha? Quer que eu fale com ela?

– Pode falar – repliquei -, mas não a respeito disso. De qualquer maneira, não é só ela que pensa assim. Eu também. Não quero viver na Europa.

– Você quer viver em Sag Harbor – suspirou ele, melodramático. – Por quê?

– Por várias razões… a maioria não relacionada com ela. – Não lhe podia explicar o efeito que os quadros de Ângelo Quinn tinham tido sobre mim, e nem tentei.

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