Irwin Shaw - Plantão Da Noite

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Nova York, um hotel decadente, uma noite de inverno. No corredor do 6º andar, um cadáver nu com um canudo de papelão nas mãos… Assim começam as aventuras de Douglas Grimes, o vigia noturno do Hotel St. Ausgustine, um piloto fracassado e sem ilusões, que repentinamente se apodera de uma fortuna de 100 mil dólares. Na fuga para a Europa, o dinheiro desaparece e Douglas inicia a caçada ao “ladrão”. St. Moritz, Davos, Florença, Paris… no final do caminho Miles Fabian, um sofisticado playboy, refinado, culto e inescrupuloso, que se encarregará de introduzir Douglas Grimes no ofuscante mundo dos milionários.

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Disse-lhe.

– Há quanto tempo você conhece Evelyn? – perguntou ela, de pé junto ao fogão, com uma mão mexendo os ovos e com a outra enfiando fatias de pão na torradeira.

– Bem – disse eu, encabulado -, a verdade é que nos conhecemos ontem à noite.

Ela deu uma risadinha curta.

– Assim é Washington. A gente arranja votos onde quer que os encontre. Todo tipo de votos. Talvez esse seja o melhor tipo. Cara Evelyn! – disse ela, mas sem malícia. – Ouvi vocês ontem à noite.

Senti-me corar.

– Não sabia que havia mais alguém em casa.

– Não faz mal. A verdade é que sempre me esqueço de comprar tampões para os ouvidos. – Passou os ovos para os pratos e colocou o bacon por cima deles. Sentou-se do outro lado da mesa, os olhos esverdeados fitos em mim. Não usava batom e seus lábios eram rosapálido, suas faces estavam afogueadas do calor do fogão. Tinha um rosto comprido, ossudo, e o lenço em volta da cabeça fazia-a parecer severa. – Evelyn não gosta de guardar os prazeres para si – disse ela, partindo um pedaço de bacon e comendo-o com a mão. – Tive de me conter para não entrar também na brincadeira.

Meu rosto ficou rígido e baixei os olhos. Ela riu.

– Não se preocupe! – disse ela. – Isso foi coisa que nunca aconteceu. Nós podemos fazer muita coisa, mas não gostamos de orgias. Contudo, se você vai ficar em Washington esta noite e me disser em que hotel está hospedado, talvez possa convidar-me a tomar um drinque.

Não vou dizer que não fiquei tentado. A noite despertara em mim a sensualidade havia tanto adormecida. E a impessoalidade da sugestão era provocante, nem que fosse pela novidade. Coisas desse tipo tinham acontecido com amigos meus, ou pelo menos assim diziam, mas nunca comigo. E, depois do que eu tinha feito no quarto 602 do St. Augustine, mal podia recusar-me, com base em princípios morais, a dormir com a amiga de uma mulher que conhecera na noite anterior. Deixaria que as coisas acontecessem. Mas havia a certidão de nascimento.

– Sinto muito – falei. – Mas vou viajar esta manhã.

– Que pena! – fez a moça, numa voz desanimada.

– Devo estar de volta ao hotel… – hesitei, lembrando-me do jogo de pôquer com Jeremy Hale, sábado à noite. Cada coisa a seu tempo. – Devo estar de volta no domingo.

– Em que hotel você está hospedado?

Disse-lhe.

– Talvez eu ligue no domingo – falou ela. – Não tenho nada contra os domingos.

Dinheiro no banco, pensei, ao sair do edifício, mesmo que o banco estivesse a quinhentos quilômetros de distância, devia exalar uma irresistível aura sexual.

Procurei examinar como me sentia naquela manhã. Bem-disposto e de ânimo leve. Perverso. O termo era démodé, mas fora o que me viera à cabeça. Seria possível que, durante trinta e três anos, eu me tivesse enganado redondamente a respeito do homem que era? Olhei para as caras dos homens e das mulheres com quem cruzava na rua. Estariam todos à beira do crime?

Chegando ao hotel, aluguei um carro e tirei o dinheiro do cofre. Estava começando a me sentir mal se não andasse com várias notas de cem dólares no bolso.

As estradas que cortavam a Pennsylvania estavam cobertas de gelo, de modo que procurei guiar cuidadosamente. Tinha de evitar a todo custo uma batida. Não podia ficar imobilizado e indefeso semanas, ou mesmo meses, num hospital.

CAPÍTULO VI

– Por favor, posso falar com o Sr. Grimes? – perguntei à moça que atendeu o telefone. – Com o Sr. Henry Grimes?

– Quem quer falar com ele?

Hesitei. Cada vez mais relutava em dar o meu nome.

– Diga que é o irmão dele – respondi. Como éramos três irmãos, isso podia deixar ao menos uma margem de dúvida.

– Oi, Hank! – exclamei, mal ouvi a voz de meu irmão.

– Quem está falando? Não, não acredito! Doug! Onde diabos você está? – Senti de novo a mesma gratidão que me inundara no escritório de Jeremy Hale por ver que havia quem ficasse feliz de ouvir minha voz. Meu irmão Hank era sete anos mais velho do que eu e, quando criança, ele me considerava uma peste. Desde que eu saíra de Scranton, tínhamo-nos visto poucas vezes, mas não havia dúvida do calor de sua acolhida.

– Estou aqui, na cidade. No Hotel Hilton.

– Pegue a mala e venha já para nossa casa. Temos um quarto de hóspedes e as crianças não o acordarão até as seis e meia da manhã. – Henry achou graça no seu próprio convite. Por trás de sua voz grave e familiar, ouvia-se o matraquear de máquinas de escritório. Henry trabalhava numa firma de contabilidade e o ruído mecânico do dinheiro entrando e saindo era o fundo musical dos seus dias. – Vou ligar para Madge – disse ele – para avisar que você vai jantar.

– Um momento, Hank! – falei. – Preciso pedir-lhe um favor.

– Peça logo, garoto! – disse ele.

– Vou precisar de um passaporte e necessito da minha certidão de nascimento. Se a mandar pedir em Harrisburg, vai levar no mínimo três semanas e estou com muita pressa…

– Você vai viajar para onde?

– Para o estrangeiro.

– Sim, mas para onde?

– Isso não importa. Será que, entre as coisas que você apanhou na casa de mamãe, poderia estar minha certidão de nascimento?

– Vá jantar lá em casa e procuraremos juntos.

– Preferia que Madge não soubesse que eu estou aqui – falei.

– Oh! – exclamou ele, imediatamente preocupado.

– Será que você pode ver se encontra a certidão e depois vir até o Hilton, jantar comigo… sozinho?

– Mas por que é que…?

– Depois eu explico. Pode fazer isso?

– Estarei no Hilton às seis e um quarto.

– Espero por você no bar.

– Ótimo lugar! – riu Henry; uma risada de bêbado.

– Até logo, então! – falei e desliguei. Fiquei um momento sentado na beira da cama daquele incaracterístico quarto de hotel, a mão no telefone, pensando se não teria sido melhor escrever para Harrisburg e esperar duas semanas do que ter vindo a Scranton e falado com meu irmão. Meneei a cabeça. Para se imaginar o que o futuro seria, era preciso contar com o passado. E meu irmão Henry desempenhava um importante papel no meu passado.

Como o nosso pai morreu quando Henry tinha vinte anos e os outros irmãos eram muito mais moços, ele tomara a si a responsabilidade de chefe da família, e eu aprendera a respeitá-lo e a depender dele. Era fácil depender de Henry, rapaz sociável, sem complicações, inteligente, bom aluno (era sempre o primeiro da classe, sempre eleito representante da turma, e ganhara uma bolsa para a Universidade da Pennsylvania). Tinha também tino comercial e era generoso com os irmãos, principalmente comigo, dividindo conosco o dinheiro que ganhava trabalhando depois das aulas e no verão. Conforme nossa mãe sempre dizia, ele era o único de seus filhos que nascera para ser rico e bem-sucedido. Foi Henry quem venceu as objeções de mamãe quando eu decidi aprender a pilotar. A essa altura, ele já era contador público, ganhando bastante bem para a idade, e já estava casado.

Com o correr dos anos, paguei a Henry o dinheiro que me tinha emprestado, embora ele nunca me tivesse pedido um tostão. Mas passávamos tempos sem nos vermos. Vivíamos longe um do outro e Henry tinha as filhas e a esposa, Madge. Devido ao escândalo do nosso irmão caçula, Bert, nas poucas vezes em que tínhamos estado juntos Madge insistira impertinentemente em saber por que razão eu ainda não me havia casado.

Por tudo isso, meu irmão Henry era das poucas pessoas em minha vida que, de certa maneira, me faziam sentir culpado, sem sentimentos. Eu sabia que tinha recebido muito mais do que lhe dera e o saldo negativo me incomodava. Estava satisfeito por ter a burocracia de Harrisburg me forçado a voltar à nossa cidade natal e a pedir, mais uma vez, que meu irmão me ajudasse.

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