Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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Monologava com ar concentrado e talvez até com uma amarga satisfação. Eu nem o ouvia, porque estava cheia de alegria: os meus pés voavam por entre os charcos. Respondi-lhe alegremente:

— Já disseste essas coisas… mas eu, por minha vez, ainda não te contei o que sinto. Tenho um grande desejo de te apertar com força, muita força, de te dar o meu calor e de te obrigar a fazer o que não queres… não ficarei contente enquanto não o fizeres!

Nada respondeu. O que lhe dizia parecia que nem sequer lhe chegava aos ouvidos, tão ocupado estava a ruminar o que me dissera. De súbito passei-lhe o braço à roda da cintura e pedi-lhe:

— Passa o teu braço à roda da minha cintura… Sim?

Pareceu não me ouvir. Então passei-lho eu, como se faz quando se enfia um casaco. Recomeçamos a andar mal agarrados, porque estávamos cheios de roupa grossa de Inverno e quase não nos podíamos abraçar.

Quando passamos ao pé da vivenda do torreão, parei e disse-lhe:

— Dá-me um beijo!

— Mais logo.

— Dá-me um beijo!

Voltou-se e eu beijei-o violentamente, passando-lhe os braços à roda do pescoço. Ele ficou com a boca fechada, mas eu introduzi a língua por entre os seus lábios, depois entre os dentes, que acabaram por se descerrar. Não tive a certeza de o meu beijo ter sido retribuído; mas como já disse, pouco me importava. Separámo-nos e vi-lhe à volta da boca uma grande mancha de bâton, enviesada, que tornava cômica e esquisita a sua cara séria. Desatei a rir, toda contente.

— Porque te ris? — murmurou.

Hesitei, depois preferi nada lhe dizer, porque me divertia vê-lo correr atrás de mim com um ar muito grave e a cara toda pintada sem que soubesse.

— Por nada! — disse-lhe. — Porque estou contente… não faças caso.

Depois, para culminar a minha felicidade, dei-lhe outro beijo rápido nos lábios.

Quando chegamos à minha casa, já lá não estava o automóvel.

— O João Carlos foi-se embora! — disse com ar aborrecido. — Sabe Deus o que vou ter que andar para voltar para casa.

Não me magoou este tom pouco gentil, porque de futuro nada me devia magoar. Os seus defeitos, como acontece quando se está apaixonado, apresentavam-se-me com um aspecto singular que os tornava agradáveis. Disse-lhe, encolhendo os ombros:

— Há muitos eléctricos de noite! Aliás, se quiseres podes dormir comigo.

— Não, isso não! — respondeu logo.

Subimos a escada. Quando chegamos ao vestíbulo, levei-o para o meu quarto e fui espreitar à sala grande. Estava às escuras, salvo junto da janela, iluminada por um bico de gás da rua que incidia sobre a máquina de costura e a cadeira. Minha mãe devia ter ido deitar-se. Quem sabe se teria visto o João Carlos e a Gisela e se teria falado com eles? Fechei a porta e entrei no quarto. Jaime rondava nervosamente de um lado para o outro, entre a cómoda e a cama:

— Ouve — começou a dizer —, é melhor ir-me embora!

Fingindo não ter ouvido, tirei o casaco e fui pendurá-lo no bengaleiro. Sentia-me tão contente que não resisti a perguntar-lhe com vaidade de proprietária:

— Que tal achas o meu quarto? Não é confortável?

Olhou à volta e fez uma careta que não compreendi. Segurei-lhe a mão, obriguei-o a sentar-se na cama e disse-lhe:

— Agora deixa-me fazer.

Despi-lhe o sobretudo, depois o casaco e pendurei-os no bengaleiro. Sem pressa, desfiz o nó da gravata e tirei-lha, assim como a camisa, que pus em cima de uma cadeira. Em seguida ajoelhei-me e, pondo o seu pé no meu regaço, como fazem os sapateiros, tirei-lhe os sapatos e as meias e beijei-lhe os pés. Começara a agir com método e sem pressa, mas à medida que lhe tirava a roupa não sei que delírio de humildade e de adoração se apoderou de mim. Talvez o mesmo sentimento que por vezes me assaltava ao prostrar-me na igreja. Era a primeira vez que o sentia por um homem, e isso tornava-me feliz, porque sabia que era esse o verdadeiro amor, livre de toda a sensualidade e de todo o vício. Quando ficou nu, apertei-o de encontro às minhas faces e aos meus cabelos, com força, fechando os olhos. Ele deixava-me fazê-lo com uma expressão admirada, que me agradava. Depois levantei-me e comecei a despir-me à pressa, deixando cair a roupa no chão. Ficou friorentamente sentado na beira da cama e não levantava os olhos. Aproximei-me por trás dele e, animada por uma violência alegre e cruel, puxei-o e deitei-o de costas com a cabeça sobre a almofada. Tinha um corpo longo, magro e branco; os corpos têm a sua expressão como os rostos: o seu tinha uma expressão casta e juvenil. Estendi-me ao seu lado, o meu corpo contra o dele e ao pé da sua magreza, da sua graciosidade, da sua frieza e da sua brancura tive a impressão de ser muito ardente, muito morena, muito carnuda e muito forte. Apertei-me com violência contra ele, comprimi o meu ventre contra os ossos das suas ancas, estendi os braços ao longo do seu peito, o meu rosto contra o seu e esmaguei os meus lábios contra a sua orelha. Parecia-me que desejava não tanto amá-lo como envolvê-lo no meu corpo como se fosse um quente cobertor e comunicar-lhe o meu ardor. Estava deitado de costas, mas conservava a cabeça um pouco levantada e os olhos abertos, como se quisesse observar tudo o que eu fazia. O seu olhar atento rasava as minhas costas e inspirava-me não sei que mal-estar e que tormento. No entanto, no primeiro impulso continuei durante algum tempo sem fazer caso disso. De repente sussurrei-lhe:

— Não te sentes melhor agora?

— Sim — respondeu-me num tom neutro e distante.

— Espera! — disse-lhe eu.

Mas na altura em que o ia estreitar outra vez com um novo ardor, tive novamente a sensação do seu olhar fixo e frio estendendo-se ao longo das minhas costas, como um fio de aço molhado, e de repente senti-me perdida e envergonhada. O meu ardor apagara-se; lentamente afastei-me e deitei-me de costas, longe dele. Tinha feito um grande esforço de amor; tinha posto neste esforço todo o entusiasmo de um inocente, de um velho desespero; o brusco sentido da inutilidade deste esforço encheu-me os olhos de lágrimas e escondi a cara com um braço para que não visse que eu chorava. Parecia-me que me tinha enganado, que nem o podia amar, nem ser amada por ele. E pensava ainda mais, que ele me via e me julgava sem ilusões, tal como eu era na realidade. Agora eu sabia que vivia numa espécie de bruma que eu própria criara para não me poder reflectir na minha consciência. Ele, com os seus olhares, dissipara essa bruma e pusera novamente o espelho diante dos meus olhos. E eu via-me tal como era, na verdade, ou, melhor, tal como devia ser para ele, porque de mim eu nada pensava, nada sabia, como já o expliquei: quase não acreditava na minha existência. Acabei por lhe dizer:

— Vai-te embora.

— Porquê? — disse-me apoiando-se no cotovelo e olhando-me com ar embaraçado. — Que aconteceu?

— É melhor que te vás embora! — disse-lhe com calma sem tirar o braço da cara. — Não julgues que me ofendeste… Mas sei que nada sentes por mim, e então…

Não acabei, mas abanei a cabeça. Não respondeu; senti-o mexer-se e sair da cama; vestia-se. Uma dor aguda trespassou-me a alma como se me tivessem ferido profundamente com uma lâmina fina e cortante. Sofria por ouvi-lo vestir-se; sofria com a ideia de que daí a um momento ele se iria embora para sempre e eu nunca mais o voltaria a ver; sofria por estar a sofrer.

Vestiu-se devagar, esperando talvez que eu o chamasse. Lembro-me de que um instante julguei poder prendê-lo excitando o seu desejo. Quando me estendera ao seu lado, tinha puxado a roupa da cama para cima. Com uma coquetterie da qual sentia o desespero e a tristeza, mexi a perna, de maneira que a roupa escorregasse ao longo do corpo. Nunca me oferecera desta maneira. Durante uns instantes, deitada de costas, as pernas afastadas e o braço sobre os olhos, tive como que a ilusão física das suas mãos sobre os meus ombros e do seu hálito na minha boca. Mas quase imediatamente ouvi a porta fechar-se.

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