Alberto Moravia - A Romana

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A Romana: краткое содержание, описание и аннотация

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Quem vai beber esse vinho todo? — perguntei.

— Porquê, tu não bebes?

— Muito pouco.

Encheu o copo e bebeu-o de um trago, mas com esforço e sem prazer. Este gesto confirmou o que eu já notara: ele fazia as coisas sem participação, só para o exterior, como se representasse um papel. Ficamos algum tempo em silêncio. Olhava-me com os seus olhos intensos e brilhantes e eu examinava o que estava à minha volta. A recordação daquela longínqua noite em que eu ali fora com Gino e minha mãe assaltou-me outra vez; não sei se sentia pena ou contrariedade ao recordá-la. Eu era então muito feliz; é verdade, mas tinha ainda tantas ilusões! Sentia no meu íntimo que era exactamente como se se abrisse uma gaveta fechada há muito tempo e que em vez das belas coisas que se esperava lá estivessem apenas se vissem alguns farrapos poeirentos e traçados. Tudo tinha acabado. Não só o meu amor por Gino, mas a minha adolescência e os meus sonhos desfeitos. O facto de me ter podido servir por cálculo e por manha das minhas recordações com o fim de comover o meu companheiro bastava para o demonstrar. Disse por acaso:

— O teu amigo ao princípio pareceu-me antipático… Mas agora quase que simpatizo com ele… é tão alegre!

Ele respondeu-me com modo brusco:

— Primeiro, aquele não é meu amigo. E depois é o menos simpático do mundo!

A violência da resposta deixou-me estupefacta.

— Achas? — disse-lhe.

Ele bebeu e continuou:

— Das pessoas que fazem espírito devia fugir-se como da peste! Vulgarmente, debaixo daquele espírito todo nada existe… Se tu o visses no escritório… Asseguro-te que aí não diz graças!

— Em que escritório está?

— Não sei ao certo, um negócio de patentes.

— Ganha muito dinheiro?

— Muitíssimo.

— Tem sorte!

Serviu-me vinho e eu perguntei:

— Mas se o achas tão antipático, porque sais com ele?

— É um amigo de infância — respondeu-me de mau humor. — Estudamos juntos… Os amigos de infância são todos assim.

Bebeu ainda e acrescentou:

— No entanto, de certa maneira vale mais do que eu.

— Porque?

— Porque quando ele faz uma coisa, fá-la seriamente; ao passo que eu começo por querer fazê-la e depois (aqui falou com uma voz tão falsa que me fez estremecer)… uma vez chegado o momento não a faço… Esta noite, por exemplo, quando me telefonou para me pedir para ir com ele engatar umas raparigas, como costuma dizer-se, eu aceitei. Quando nos encontramos, desejei realmente ir para a cama contigo… Mas depois, logo que cheguei a tua casa, já nada me apetecia…

— Já nada te apetece? — repeti olhando-o.

— Não… para mim não eras uma mulher, mas um objecto, não sei… uma coisa… Reparaste quando te torci o dedo até te magoar?

— Sim.

— Pois bem, fiz isso para me certificar de que existias de facto… mais nada… até com risco de te fazer sofrer.

— Sim, eu existia e tu magoaste-me muito — disse sorridente.

Começava agora a compreender com alívio que não fora por antipatia que ele nada tinha querido de mim. Aliás nunca há coisa alguma de estranho nas pessoas. Desde que se procure compreendê-las, sabe-se que a sua conduta por mais insólita que pareça é sempre devida a um motivo perfeitamente plausível…

— Então eu não te agradei? — perguntei-lhe.

Negou com um gesto de cabeça.

— Tanto faz… tu ou outra… é a mesma coisa!

Perguntei-lhe, passado um minuto de hesitação:

— Diz-me lá… tu não serás impotente, por acaso.

— Nem por sombras.

Agora eu sentia um grande desejo de ter intimidades com ele, de transpor a distância que nos separava, de o amar e de ser amada por ele. Tinha-lhe dito que não estava vexada pela sua recusa; na verdade, sentia-me pelo menos mortificada e ferida no meu amor-próprio. Tinha a certeza de ser bela e sedutora: nenhuma razão verdadeira via para que ele não me desejasse.

— Ouve — propus-lhe com simplicidade. — Acabamos de beber e vamos depois para casa.

— Não, é impossível.

— Então isso quer dizer que não te agradei logo da primeira vez, quando me viste na rua.

— Sim, procura compreender…

Sabia que não há homens que resistam a certos argumentos. “Vê-se que não te agrado!” e, repetia eu com calma e com uma infinita amargura. E ao mesmo tempo estendi a mão e passei-lha pela cara. Tenho a mão comprida, grande e quente; se é verdade que o carácter se pode ler nas mãos, o meu não deve ser vulgar em comparação com o de Gisela, que tem a mão vermelha, rude e disforme. Comecei a acariciar-lhe com doçura as faces, a testa, a raiz dos cabelos, olhando-o com uma ternura insistente e cheia de desejo. Lembrei-me de que Astárito, no Ministério, tivera o mesmo gesto comigo e compreendi mais uma vez que estava realmente apaixonada por este rapaz, porque não havia dúvida de que Astárito me amava e tivera este mesmo gesto de amor. Ao sentir esta carícia, primeiro ficou impassível, depois o queixo começou a tremer-lhe, o que nele era sintoma de perturbação, como pude observar mais tarde, e todo o seu rosto tomou uma expressão atrapalhada, extraordinariamente juvenil e quase infantil. Fez-me pena e senti-me contente por este sentimento, que me aproximava dele.

— Mas que fazes? — perguntou-me como um garoto envergonhado. — Estamos num sítio público!

— Que me importa? — disse eu tranquilamente. Sentia as faces a arder, apesar do frio que estava na casa, e fiquei admirada ao ver, a cada inspiração nossa, formar-se uma nuvenzinha de vapor:

— Dá-me a tua mão! — disse-lhe.

Deu-ma de má vontade e eu levei-a à minha cara dizendo :

— Não sentes como as minhas faces estão a arder?

Não disse palavra. Limitou-se a olhar-me e o seu queixo tremia. Alguém bateu com a porta ao entrar e eu tirei a mão. Deu um suspiro de alívio e bebeu outro copo de um trago. Mas eu, assim que o cliente passou, estendi outra vez a mão e introduzi-a no casaco, desabotoando a camisa e pousando-a sobre o seu peito nu, junto do coração.

— Quero aquecer as mãos — disse-lhe. — E quero sentir como bate o teu coração.

Voltei a mão de costas e depois do lado da palma.

— Tens a mão fria! — disse olhando-me.

— Aqui vai aquecer — disse sorrindo.

Conservei o braço estendido e devagarinho acariciava o seu peito e as suas costelas magras. Sentia uma grande alegria porque o sabia junto de mim e porque estava tão cheia de amor por ele que podia dispensar o seu. Olhei-o e disse-lhe com ar de fingida ameaça:

— Sinto que daqui a pouco chegará o momento em que te irei beijar.

— Não, não — respondeu esforçando-se por brincar também, mas no fundo assustado. — Domina-te.

— Vamos embora daqui!

— Vamos, se queres!

Pagou o vinho, que não acabou de beber, e saiu comigo Agora também ele parecia excitado à sua maneira; não como eu, por amor, mas por qualquer agitação do seu espírito que os acontecimentos da noite lhe tivessem provocado. Mais tarde, quando o conheci melhor, percebi que ficava sempre assim excitado quando qualquer coisa lhe permitia descobrir um aspecto ignorado do seu carácter, ou confirmar esse mesmo aspecto. Ele era muito egoísta, ou, por outra, preocupava-se muito consigo próprio.

— Acontece-me isto constantemente… — começou a dizer como se falasse sozinho, enquanto eu o levava para a minha casa quase a correr — penso fazer uma coisa, com grande entusiasmo, tudo me parece próprio, tenho a certeza de que agirei como tenciono, depois, no momento preciso, tudo se desmorona… deixo de existir, por assim dizer… ou talvez não exista de mim mais do que a pior parte da minha alma: fico frio, vazio, cruel… como quando te torci o dedo.

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