Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Ai! — gritei eu. E continuei com mau modo. — Que ideia tão estúpida foi essa?

— Desculpa! — respondeu ele. E o seu ar de confusão era tão forte e tão sincero que me fez arrepender logo da secura com que lhe falara.

— Fizeste-me doer, compreendes? — expliquei.

— Desculpa — repetiu ele.

Tomado de uma súbita agitação, levantou-se e pôs-se a passear na sala.

— E se saíssemos? — propôs. — É aborrecidíssimo esperar desta maneira.

— Aonde queres ir?

— Não sei. Apetece-te dar uma volta de carro? Lembrando-me de todos os passeios que dava com o Gino, respondi vivamente:

— Não, de automóvel não.

— Podíamos ir tomar qualquer coisa. Há algum café aqui perto?

— Parece-me que sim…

— Então vamos.

Levantámo-nos e saímos da sala. Na escada disse-lhe, em ar de brincadeira:

— Não te esqueças de que o dinheiro que me deste te dá o direito de vires ter comigo quando quiseres. Combinado?

— Combinado.

Era uma noite de Inverno doce, húmida e escura. Tinha chovido durante todo o dia e a rua estava semeada de grandes poças de água em que se reflectia a luz serena dos raros bicos de gás. Por cima das muralhas o céu aparecia sereno, mas sem Lua, e uma bruma densa velava as raras estrelas que se viam. De vez em quando os eléctricos invisíveis passavam por detrás das fortificações fazendo saltar dos fios clarões rápidos e violentos, que iluminavam o céu por momentos. Quando chegamos à rua lembrei-me de que há meses não ia para os lados do Luna Parque. Habitualmente tomava pela esquerda, na direcção da praça em que Gino esperava por mim. Nunca mais voltara para o lado do Luna Parque desde os tempos em que, ainda pequena, passeava com minha mãe, e ora subíamos a grande avenida sobranceira às muralhas, ora fomos gozar a música e as iluminações sem ousar entrar no recinto para não gastar dinheiro. Era deste lado da grande avenida que se encontrava o pequeno pavilhão em que eu vira uma vez, pela janela aberta, uma família sentada à mesa e que me provocara o sonho de me casar, ter um lar, viver uma vida normal. Fui, então, tomada de um desejo violento de falar ao meu companheiro desse tempo, dessa idade, dessas aspirações; e isto, devo confessá-lo, não somente por impulsão sentimental, mas também por cálculo. Queria que ele não me avaliasse apenas pelas aparências, mas sim de um modo diferente, melhor, e que eu considerava mais verdadeiro. Há quem, para receber personalidades importantes, vista um fato de cerimônia e abra as melhores salas da sua casa; quanto a mim, parecia-me que a simples sinceridade dos meus pensamentos e dos meus sentimentos chegaria para me defender, para o levar a mudar de ideias e para o fazer I aproximar-se de mim.

— Nunca ninguém passa nesta parte da avenida — disse, enquanto caminhávamos ao lado um do outro. — Mas no Verão é o passeio preferido das pessoas do bairro… Eu também aqui vinha. Mas há tanto tempo! Só tu serias capaz de fazer com que eu aqui voltasse…

Ele tinha enfiado o seu braço no meu, para me ajudar a caminhar na rua encharcada.

— Com quem passeavas? — perguntou.

— Com minha mãe.

Começou a rir, com um riso depreciativo que me espantou.

— Com minha mãe! — repetiu marcando as sílabas. — Há sempre uma mãe! Que irá dizer minha mãe? Que irá fazer minha mãe? A mamã!

Imaginei que, por qualquer motivo pessoal, ele sentisse rancor pela sua própria mãe e perguntei-lhe:

— A tua mãe fez-te alguma coisa?

— Nada me fez! — respondeu-me. — As mães nunca fazem nada. Quem não tem uma mamã? E tu gostas da tua mãe?

— Com certeza. Porquê?

— Por nada — disse depressa. — Não te preocupes comigo… Continua… Então tu passeavas com tua mãe…

O seu tom não era muito tranquilizador. E, no entanto, um pouco por cálculo, um pouco por simpatia, sentia-me levada a continuar as minhas confidências:

— Sim — disse-lhe. — Nós passeávamos juntas, sobretudo no Verão, porque em nossa casa de Verão sufoca-se… Justamente… olha… vez aquela vivendazinha?

Parou e olhou. Mas as janelas da casa não estavam abertas; parecia mesmo desabitada. Metida entre duas longas construções baixas do caminho de ferro, pareceu-me ainda mais pequena do que a recordava e até feia e tosca.

— E depois? — perguntou-me. — O que acontecia nessa casa?

Eu agora corava do que ia dizer. Continuei com esforço:

— Todas as tardes passava por esta casinha; como era Verão, as janelas estavam abertas… a esta hora via sempre uma família sentar-se à mesa… — Calei-me, envergonhada.

— E então?

— Estas coisas não te podem interessar — disse. E tive a impressão de que o meu pudor era, ao mesmo tempo falso e sincero.

— Porquê? Tudo me interessa.

— Bem… — acabei à pressa. — Tinha-se-me metido na cabeça que um dia também eu teria uma casinha como esta e que faria todas as coisas que via esta família fazer.

— Ah! Compreendo — disse. — Uma casinha como esta… Contentavas-te com pouco!

— Comparada com a casa onde moramos — disse eu — que é tão feia. E depois, sabes, naquela idade pensa-se tanta coisa!

Puxou-me pelo braço para junto da vivendazinha. dizendo-me:

— Vamos ver se essa família ainda lá está!

— Mas que fazes? — protestei, resistindo. — Está lá com certeza.

— Bem, vamos ver!

Estávamos diante da porta. O jardim estava às escuras, assim como as janelas e o miradouro. Ele aproximou-se do portão e disse:

— Até tem uma caixa de correio! Vamos tocar para ver se está cá alguém. Mas a tua casa parece desabitada.

— Não! — disse-lhe rindo. — Está quieto! Mas que fazes?

— Experimentemos — respondeu. Levantou o braço e tocou a campainha. Tive vontade de fugir, tal era o medo que alguém viesse atender.

— Vamos! Vamos! — suspirava eu. — Se alguém aparece, que figura fazemos nós?

— Que dirá a mamã? Que dirá a mamã? — repetia cantarolando, deixando-se arrastar.

— Tu detestas as mamãs! — observei afastando-me rapidamente.

Chegamos ao Luna Parque. Lembrava-me, da última vez em que lá tinha estado, da multidão que se comprimia, dos festões de lâmpadas eléctricas coloridas, dos balcões com lâmpadas de acetileno, da decoração das barracas, da música, do burburinho das vozes. Fiquei um pouco decepcionada por nada disso encontrar. A paliçada não parecia cercar um parque de diversões, mas um depósito de material, escuro e abandonado. Os oito balouços suspensos do carrossel pareciam insectos ventrudos parados em pleno vôo por uma brusca paralisia. Sem iluminação, os tectos pontiagudos dos pavilhões pareciam dormir. Tudo era negro, o que era normal porque estávamos no Inverno. A esplanada estava deserta e semeada de charcos: iluminava-a fracamente um único bico de gás.

— Aqui, no Verão, é o Luna Parque, tem sempre muita gente… mas de Inverno não funciona… Aonde queres ir?

— Ao tal café.

— Não é bem um café, é uma tasca.

— Vamos, vamos à tasca.

Passamos sob a abóbada da porta; mesmo em frente havia uma fila de casas, e num rés-do-chão via-se a luz por detrás de uma porta envidraçada. Assim que entrei vi logo que era a mesma casa de pasto onde há muito tempo tinha ido jantar com Gino e com minha mãe e onde Gino tinha dado o correctivo ao bêbado insolente. Não tinha mais de três ou quatro pessoas, que comiam coisas que haviam trazido embrulhadas em papel de jornal, bebendo vinho da casa. Estava lá mais frio do que na rua, o ar parecia impregnado de um cheiro a vinho, a chuva e a serradura; pensava-se logo que os fogões estavam apagados. Sentámo-nos a um canto e ele pediu um litro de vinho.

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