Alberto Moravia - A Romana

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A Romana: краткое содержание, описание и аннотация

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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Durante aqueles instantes este estado de alucinação provocou-me um arrepio que me percorreu o corpo todo e me pôs os cabelos em pé, com formigueiro na raiz. Tive de repente a impressão de que as paredes da casa, a cidade, e até o mundo, se desvaneciam, que me encontrava suspensa num espaço vazio, negro e sem limites, e, para cúmulo, suspensa com os meus trapos, os meus sonhos, o meu nome, a minha profissão. Uma rapariga chamada Adriana suspensa no nada. Parecia-me que esse nada era uma coisa solene, terrível e incompreensível e que o aspecto mais triste de toda a questão era apresentar-me precisamente nesse nada com os modos e a aparência que tinha à noite para me apresentar na pastelaria onde Gisela me esperava. Não me consolava a ideia de que os outros se moviam e agitavam de uma maneira também frívola e inadequada dentro deste vazio. Admirava-me só de que não tivessem disso a consciência, e, como acontece quando muita gente descobre ao mesmo tempo o mesmo facto, não comunicassem as suas observações e não falassem nelas mais frequentemente.

Acontecia-me nesses momentos ajoelhar-me e rezar, mais talvez por hábito de infância do que por vontade clara e consciente. Mas não rezava empregando as expressões habituais das orações; pareciam-me muito longas para o meu súbito estado de alma. Ajoelhava-me com tal violência que às vezes as pernas me doíam durante muitos dias, e rezava assim, com força, com uma voz desesperada: “Cristo, tem piedade de mim”! Não era uma verdadeira oração, mas uma espécie de fórmula mágica, pela qual esperava dissipar os meus terrores e reencontrar a realidade habitual. Depois de gritar desta maneira, impetuosamente, com todas as forças do meu corpo, ficava muito tempo absorta, com a cara entre as mãos. Por fim, já em nada pensava, aborrecia-me e ficava a Adriana de sempre que se encontrava no meu quarto. Apalpava o corpo, admirando-me de o encontrar intacto e presente, levantava-me e ia deitar-me. Sentia-me cansada, dolorida, como se tivesse rolado muito tempo por um talude pedregoso. Adormecia logo em seguida.

Estes estados de alma, todavia, não exerciam qualquer influência na minha vida habitual. Continuava a ser a Adriana habitual, com o seu carácter de sempre, que encontrava os homens na rua e os trazia para casa por dinheiro, que se dava com a Gisela, que falava de coisas sem importância com sua mãe e com os outros. Por vezes parecia-me estranho ser assim tão diferente, na solidão e em sociedade, nas minhas relações comigo própria e nas que tinha com os outros. Mas não imaginava que era só eu a experimentar sentimentos tão violentos, tão desesperados. Pensava que isso aconteceria a todas as pessoas. pelo menos uma vez por dia; sentir a vida reduzir-se a um único estado de angústia inefável e absurdo. E com os outros também, esta consciência não produzia efeitos visíveis. Logo que saiam de si próprios, partiam para a sua vida habitual, representando com sinceridade um papel hipócrita. Esta ideia confirmava a minha convicção de que todos os homens, sem excepção, são dignos de compaixão, quanto mais não seja só pelo facto de estarem vivos.

SEGUNDA PARTE

1

Agora, eu e Gisela já não éramos apenas amigas, mas sim uma espécie de sócias. Nunca estávamos de acordo quanto aos lugares que devíamos frequentar, porque Gisela preferia os restaurantes de luxo, ao passo que eu gostava mais dos cafés de terceira ordem ou simplesmente da rua. Mas, devido precisamente a esta diferença de gostos, tinha-se concluído entre nós uma espécie de pacto: cada uma de nós acompanharia a outra, dia sim, dia não, aos seus lugares predilectos. Uma noite, depois de um jantar infrutífero num restaurante, regressávamos juntas a casa quando observei que éramos seguidas por um carro. Preveni Gisela e arrisquei-me a dizer-lhe que talvez não fosse tolice deixar que eles chegassem à fala connosco. Gisela, que estava de mau humor, porque tinha tido de pagar o jantar e estava quase sem dinheiro, disse com mau modo:

— Vai tu, se quiseres! Cá por mim vou para a cama.

Entretanto, o carro tinha-se abeirado do passeio e seguia-nos passo a passo. Gisela caminhava do lado da parede e eu do lado de fora. Olhei disfarçadamente para o automóvel e vi que dentro dele vinham dois homens. Interroguei Gisela a meia voz:

— Que vamos fazer? Se tu não vens, eu também não vou.

Gisela deitou também um olhar de lado para o carro, que continuava a seguir-nos devagarinho, e, parecendo resignar-se de repente, respondeu-me:

— Está bem! Mas este sistema não me agrada… Andamos ainda umas dezenas de metros, sempre seguidas pelo carro, depois Gisela virou a esquina e metemos por uma travessa acanhada e sombria, com um passeio muito estreito que se estendia ao longo de uma parede coberta de cartazes. Ouvimos o carro voltar também e logo a seguir a luz branca e crua dos faróis iluminou-nos. Tive a sensação de que esta luz me despia e me pregava nua na parede molhada, sobre os cartazes rotos e desbotados. Paramos. Gisela, irritada, disse-me a meia voz:

— Se isto são maneiras! Vamos para casa!

— Não, não… — supliquei eu.

Não sei porquê, apoderara-se de mim um desejo fortíssimo de conhecer os homens do carro.

— Que importância tem isso? — continuei. — Todos eles procedem assim.

Gisela encolheu os ombros e no mesmo momento os faróis apagaram-se; depois o carro veio parar junto de nós. O condutor deitou de fora a cabeça loura e disse, numa voz sonora:

— Boas noites!

— Boas noites — respondeu Gisela com ar digno.

— Onde vão as duas, assim tão sós? — continuou o homem. — Podemos acompanhá-las?

Apesar da sua entoação irônica, como de alguém que se julga terrivelmente espirituoso, estas frases eram rituais. Ouvi-as depois centenas de vezes. Sempre muito séria, Gisela respondeu:

— Depende…

Esta era, também, a sua resposta de sempre.

— Ora, ora! — insistiu o homem. — Depende de quê?

— Quanto é que tencionam pagar-nos? — perguntou Gisela encostando-se à porta do carro.

— Quanto pedem vocês?

Gisela disse uma importância.

— Vocês são caras — respondeu o rapaz. — Muito caras! Mas parecia decidido a aceitar. O seu companheiro debruçou-se para ele e disse-lhe qualquer coisa ao ouvido. O louro encolheu os ombros e. dirigindo-se a nós, continuou:

— Está bem. Subam…

O seu companheiro desceu e foi sentar-se no assento de trás convidando-me a entrar com um gesto. Gisela sentou-se ao lado do condutor, que lhe perguntou:

— Para onde vamos?

— Para casa de Adriana — respondeu Gisela. E deu-lhe a minha morada.

— Bem. Vamos lá então para casa da Adriana…

Geralmente, quando me encontrava com homens que não conhecia, num carro ou em qualquer outra parte, ficava imóvel e silenciosa, esperando as suas palavras ou os seus gestos. Sabia perfeitamente que em geral não era preciso encorajá-los a tomar a iniciativa. Por isso limitei-me a aguardar os acontecimentos enquanto o carro percorria rapidamente as ruas. Do homem que o acaso me destinava para companheiro dessa noite não via senão duas mãos longas e brancas, pousadas nos joelhos. Ele também não falava e conservava-se imóvel, encostado para trás, com a cabeça no escuro. Pensei que era tímido e simpatizei imediatamente com ele. Eu também já assim fora, e o espectáculo da timidez emocionava-me sempre, porque me recordava a minha paixão por Gino. Gisela não havia meio de se calar. Um dos seus grandes prazeres era conversar com os clientes com um ar superior e bem educado, como se fosse uma senhora em companhia de homens que a respeitassem. A certa altura, perguntou :

— Este carro é seu?

— É. Agrada-te?

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