Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Sim! Foi por minha culpa! Fui eu quem te destruiu! Se não me tivesse portado daquela maneira em Viterbo, tudo se teria passado de uma maneira diferente!

— Enganas-te! — disse-lhe vivamente. — Se alguém está em falta é Gino: tu nada tens que ver com isto! Em Viterbo, meu caro, quiseste possuir-me à força. As coisas que se obtêm dessa maneira não contam! Se Gino não me tivesse enganado, eu teria casado com ele; depois contar-lhe-ia o que se havia passado e seria como se nunca te tivesse conhecido!

— Não, foi por minha causa! Aparentemente a culpa pode ser de Gino… mas no fundo só eu fui o culpado, só eu!

Parecia ter grande empenho em considerar-se culpado: mas julguei compreender que, longe de sentir remorsos, tinha prazer em pensar que me tinha corrompido e desnudado. Sentia prazer… é dizer muito! Excitava-o. Talvez fosse esse o motivo principal da sua paixão por mim. Compreendi isso logo que me apercebi de que muitas vezes, durante os nossos encontros, insistia para que lhe contasse com pormenores o que se passava entre os meus amantes ocasionais e eu. No decorrer destas descrições ficava com uma cara alterada, tensa, atenta, que me desagradava e me fazia corar. Logo a seguir atirava-se para cima de mim, e enquanto me possuía repetia-me com uma intensa paixão palavras injuriosas, brutais, obscenas, que eu não posso repetir e que me pareciam ofensivas até para a mulher mais depravada. Como esta estranha atitude podia estar ligada à sua adoração por mim nunca o compreendi; do meu ponto de vista, é impossível amar uma mulher sem a respeitar; mas no seu caso, o amor e a crueldade pareciam misturar-se, emprestando um ao outro a sua cor e a sua força. Algumas vezes pensava que esta singular volúpia que sentia em me julgar degradada por sua culpa era-lhe sugerida pelo seu trabalho de polícia, o qual consistia precisamente, como o percebi, em procurar o ponto fraco dos acusados, corrompê-los e aviltá-los de maneira que se tornassem inofensivos. Chegou mesmo a dizer-me, já não sei a que propósito, que todas as vezes que conseguia fazer confessar ou domar um acusado, de uma maneira ou de outra, sentia uma satisfação particular, quase física, parecida com a da posse amorosa. “O acusado é como uma mulher — explicava-me. Enquanto resiste tem a cabeça alta. Mas quando cedeu, uma vez só que seja, não é mais que um farrapo que se pode retalhar como e onde se quiser.” Portanto, parecia-me mais provável que o seu carácter cruel e voluptuoso fosse nele uma coisa inata, e se escolhera esta profissão era porque tinha feitio para ela e não o caso contrário.

Astárito não era feliz; ainda mais: a sua infelicidade sempre me pareceu a mais completa e a mais irremediável que vi, porque não provinha de qualquer motivo exterior, mas de uma incapacidade, de uma insegurança que nunca consegui apreender. Quando me fazia contar as minhas experiências profissionais tinha o costume de se ajoelhar na minha frente, de pousar a cabeça nos meus joelhos e ficar imóvel nesta posição às vezes durante uma hora. Não tinha mais que passar-lhe a mão de vez em quando sobre a cabeça, levemente, como as mães fazem aos filhos. De vez em quando gemia, talvez mesmo chorasse. Nunca amei Astárito, mas nesses momentos inspirava-me uma grande compaixão, porque compreendia que sofria e que não havia qualquer meio de lhe aliviar o sofrimento.

Era com a maior amargura que falava da família; da mulher, que odiava, dos filhos, que não amava, dos parentes, que lhe tinham dado uma infância difícil, e depois, quando ele era ainda inexperiente, o tinham obrigado a fazer um casamento desastroso. Ao seu trabalho nem aludia. Chegou até a dizer-me uma vez com uma estranha expressão:

— Nas casas há muitos objectos que não são limpos, mas que são úteis… Eu sou um desses objectos: o caixote do lixo…

Mas, de uma maneira geral, tenho a impressão de que considerava a sua profissão perfeitamente honrosa. Tinha um grande sentimento do dever, e compreendi, na visita que lhe fiz no Ministério, que era um funcionário modelo: zeloso, perspicaz, incorruptível, rígido. Se bem que pertencesse à polícia política, fazia questão de dar a entender que nada percebia de política.

— Sou uma roda de uma engrenagem que gira com as outras rodas do rodado — disse-me um dia. — Não sou eu quem manda: eu executo!

Astárito queria ver-me todas as noites, mas, além do facto de não querer, como já disse, ligar-me a qualquer homem, aborrecia-me e deixava-me mal disposta com a sua gravidade convulsa e as suas bizarrias, tanto que, apesar da piedade que me inspirava, não podia reprimir um suspiro de alívio quando ele se retirava. Tentei portanto vê-lo só raramente, não mais que uma vez por semana. Esta redução dos nossos encontros ao mínimo contribuiu certamente para manter o ardor e a avidez da sua paixão por mim; talvez que, se eu tivesse aceitado as propostas, que constantemente me fazia para ir viver com ele o fosse habituando à minha presença e acabasse por me ver como eu realmente era: uma pobre rapariga como havia tantas. Deu-me o número do telefone que tinha na mesa de trabalho, no Ministério. Era um número secreto. As únicas pessoas que o conheciam eram o prefeito da polícia, o chefe do Governo, o ministro e mais um grupo de pessoas importantes. Quando lhe telefonava respondia logo, mas, assim que compreendia que era eu, a sua voz, que antes era tranquila e límpida, tremia e começava a balbuciar. Estava verdadeiramente submisso, subjugado como um escravo. Lembro-me de que uma vez, distraída, acariciei-lhe a cara sem que mo tivesse pedido. Agarrou-me logo a mão para a beijar com fervor. Chegou a pedir depois que lhe tornasse a fazer espontaneamente esta carícia, mas as carícias não se fazem de encomenda.

10

Muitas vezes, já o disse, não tinha vontade de ir procurar os homens na rua e não saía de casa. Já não me apetecia ficar junto de minha mãe, porque, embora houvesse entre nós um entendimento tácito para se não falar do meu “ofício”, a conversa acabava sempre por girar à volta disso, aborrecida e cheia de alusões; quase preferia que as coisas se dissessem claramente. Fechava-me pois no meu quarto, recomendando a minha mãe que não me incomodasse, e estendia-me em cima da cama. O meu quarto dava para o pátio através de uma janela sempre fechada; nenhum barulho chegava do exterior. Dormitava durante algum tempo, depois levantava-me e girava no quarto, absorvida em qualquer trabalho, como arrumar alguns objectos ou limpar o pó aos móveis. Estas ocupações serviam-me de estimulante para pôr em marcha o maquinismo do meu cérebro e para criar à minha volta uma atmosfera de intimidade concentrada e bem entrincheirada. Começava por pensar com profunda crueza e depois acabava por em nada pensar.

Durante estas horas de solidão havia sempre um momento em que era tomada por um imenso espanto: parecia-me de repente ver, com uma clarividência gelada, toda a minha vida e eu própria, por todos os lados e de todas as maneiras. As coisas que eu fazia tomavam a clareza de uma síntese. Dizia-me a mim própria: “Trago aqui muitas vezes homens que encontro na rua sem me conhecerem… Lutamos enlaçados na cama, como dois inimigos… Depois dão-me uma folha colorida de papel impresso. No dia seguinte troco este papel por alimentos, vestidos e outras coisas necessárias.” Mas este enunciado não era mais que um primeiro passo no caminho de um espanto mais profundo. Servia para me desembaraçar o espírito da apreciação que não cessava de me chocar em relação ao meu ofício; mostravam-me este ofício como um conjunto de gestos privados de senso, equivalentes a outros gestos de ofícios diferentes. Pouco depois, um ruído longínquo vindo da cidade, ou o estalar da mobília no quarto, davam-me um sentimento obscuro e quase delirante da minha presença ali. Dizia a mim própria: “Estou aqui e poderia estar noutro lado. Poderia estar há mil anos ou daqui a mil anos… Poderia ser uma negra ou uma velha ou mesmo loura, pequenina…” Pensava que tinha saído de uma obscuridade sem limites, que tornaria a entrar numa outra obscuridade igualmente ilimitada e que a minha breve passagem não seria notada senão por gestos absurdos e fortuitos. Então compreendi que a minha angústia não era devida às coisas que eu fazia, mas, profundamente, ao único facto de viver; não era nem bom, nem mau, mas simplesmente doloroso e sem razão de ser.

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