Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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Gino entrou no quarto. Com um cuidado servil, arranjou a cama e todos os objectos que lhe pareceram ter sido desarrumados.

— Ora! Ora! — disse-lhe com desdém, quando o vi, depois deste trabalho, olhar em volta com ansiedade, para se certificar se tudo estava no seu lugar habitual. — Ora! A tua patroa não dá por coisa alguma. Ainda não é desta vez que vais para a rua!

Notei que ao ouvir as minhas palavras o seu rosto se crispou dolorosamente e senti remorsos por té-las dito, porque eram maldosas e nem sequer eram sinceras.

Não abrimos a boca, nem enquanto descíamos a escada interior nem depois no jardim, quando subimos para o carro. Tinha anoitecido havia muito. Assim que o carro começou a percorrer as ruas do bairro elegante, como se eu esperasse apenas por esse momento, comecei a chorar docemente. Não sabia porque chorava, mas a minha amargura era enorme.

Não sou feita para representar papéis de mulher desiludida ou desesperada, e durante toda a tarde em que me tinha esforçado por parecer serena, muitos dos meus gestos e muitas das minhas palavras traziam a marca da desilusão e da raiva. Pela primeira vez, através das lágrimas, experimentava um verdadeiro rancor contra Gino, cuja traição me levava a sentimentos que não gostava de sentir e que não estavam de acordo com o meu carácter. Pensava que sempre fora doce e boa e que talvez doravante já não o fosse, e esta ideia enchia-me de desespero. Teria querido perguntar a Gino: “Porque fizeste tudo isto? Como poderei esquecer?” Mas calei-me, deixando correr as lágrimas e sacudindo de vez em quando a cabeça para as fazer tombar dos olhos, como se sacode um ramo para fazer cair os frutos mais maduros. Atravessámos a cidade toda quase sem que eu desse por isso. O carro parou, desci e estendi a mão a Gino dizendo :

— Telefonar-te-ei.

Olhou-me esperançado, mas a sua expressão mostrou-se espantada quando me viu a cara banhada de lágrimas. Mas não teve tempo de falar; fiz-lhe um gesto de despedida acompanhado de um sorriso contrafeito e afastei-me.

9

Foi assim que a minha vida começou a girar sempre para o mesmo lado e com as mesmas personagens, como o carrocel do Luna Parque que eu via, rapariguinha, da janela da minha casa e do qual o brilhante girar me enchia de alegria o coração.

Também no carrocel há poucas personagens e sempre as mesmas. Ao som de uma música estridente e desafinada, vêem-se desfilar o cisne, o gato, o automóvel, o cavalo, o trono, o dragão e o ovo e assim por diante, durante toda a noite. Eu também via girar as silhuetas dos meus amantes, quer fossem homens que eu já conhecesse quer fossem desconhecidos, em tudo parecidos com os primeiros. Jacinto vinha de Milão, donde me trazia meias de seda, e durante algum tempo via-o todas as noites. Depois Jacinto tornava a partir e recomeçava a ver Gino, uma ou duas vezes por semana. Noutras noites ia com outros homens que encontrava na rua ou que Gisela me apresentava. Havia os jovens, os menos jovens e os velhos; alguns simpáticos, que me tratavam com gentileza, outros desagradáveis, que me consideravam como um objecto comprado e vendido; mas no fundo, como decidira não me prender a alguém, era sempre a mesma música. Encontrávamo-nos na rua, ou no café, íamos por vezes jantar juntos, depois corríamos para minha casa. Aí fechávamo-nos no quarto, eu entregava-me, falávamos um pouco, depois o homem pagava e ia-se embora e eu passava para a sala grande, onde minha mãe me esperava. Se tinha fome comia e em seguida deitava-me. Algumas vezes, mas muito raramente, se ainda era cedo, tornava a sair e voltava à cidade a procurar outro homem. Mas havia também os longos dias em que ficava em casa sem fazer nada e sem querer ver ninguém. Tornara-me muito preguiçosa, de uma indoléncia triste e voluptuosa, e assaltava-me uma sede de repouso e de tranquilidade que não era somente a minha, mas a da minha mãe e de toda a raça de seres sempre fatigados e sempre pobres, a que eu pertencia. Frequentemente, ao ver a gaveta das economias vazia, isso bastava para me fazer sair de casa e me levar a calcorrear as ruas em busca de um companheiro; mas também com frequência a minha preguiça me vencia, e preferia pedir dinheiro emprestado a Gisela ou mandar minha mãe comprar a crédito nas lojas.

E, no entanto, não poderia dizer que realmente esta vida me desagradava. Depressa percebi que a minha inclinação por Gino nada tinha de especial ou de única e que no fundo quase todos os homens, por uma razão ou por outra, me agradavam. Não sei se isto acontece a todas as mulheres que levam a mesma vida que eu, ou se indica a presença de uma particular vocação; o que sei é que sentia todas as vezes um frémito de curiosidade e de expectativa que raramente resultava em decepção.

Dos jovens, gostava dos corpos compridos, magros, ainda adolescentes, os gestos desajeitados, a timidez, os olhos acariciadores, os lábios e os cabelos cheios de frescura. Dos homens maduros, gostava dos braços musculosos, largos peitos, um não sei quê de maciço e de possante que a virilidade empresta aos ombros, ao ventre e às pernas; por fim até mesmo os velhos me agradavam, pois o homem não é, como a mulher, escravo da idade; até na velhice eles conservam um encanto particular. O facto de mudar todos os dias de amante permitia-me distinguir à primeira vista qualidades e defeitos com a precisão e a penetração de observação que só a experiência permite adquirir. Além disso, o corpo humano era para mim uma fonte inesgotável de um prazer misterioso e nunca saciado; mais de uma vez me surpreendi a acariciar com os olhos ou a tocar com as pontas dos dedos os membros dos meus companheiros de uma noite, com se quisesse, para além das superficiais relações que nos uniam, penetrar o sentido do seu interesse por mim e explicar a mim própria por que motivo me atraíam tanto. Mas procurava esconder esta atracção o mais que podia, porque estes homens, na sua vaidade sempre desperta, podiam tomá-la por amor e imaginar que me apaixonara por eles, quando na realidade o amor — pelo menos como eles o entendiam — nada tinha a ver com o meu sentimento, o qual se parecia mais com o respeito e a vibração que experimentava antigamente quando frequentava a igreja assistindo a certos actos religiosos.

O dinheiro que ganhava desta maneira não era tanto como poderia imaginar-se. Primeiro, nunca chegava a ser tão ávida e venal como Gisela. Decerto que esperava que me pagassem porque se eu “ia” com os homens não era para me divertir; mas a minha natureza levava-me a entregar-me mais por uma espécie de exuberância física do que por espírito de lucro, e não pensava no dinheiro senão no momento em que me pagavam, o que era tarde. Sempre tive a convicção de que a mercadoria que eu fornecia aos homens nada me custava e não se pagava; recebia esse dinheiro mais como um presente do que como um salário: parecia-me que o amor não devia pagar-se e nunca estava bem pago; presa a esta modéstia e a esta presunção, sentia-me incapaz de fixar um preço que não me parecesse arbitrário; também quando me davam muito, agradecia com uma excessiva gratidão, e quando me davam pouco nunca me sentia roubada nem protestava. Só mais tarde, levada por algumas decepções amargas, é que me decidi a imitar Gisela, que discutia as suas condições antes de chegar a acordo. Mas ao princípio corava, murmurava os preços entre dentes; muitos não me percebiam; tinha sempre que repetir.

Havia ainda outro motivo que tornava insuficiente o dinheiro que ganhava. Olhando às despesas muito menos que dantes, permitindo-me a compra de muitos mais vestidos, perfumes, artigos de toilette e outros objectos semelhantes necessários à minha profissão, o dinheiro que recebia dos meus amantes não era mais do que aquele que outrora ganhava sendo modelo e ajudando minha mãe a trabalhar. Como dantes, e ainda com mais frequência agora, havia dias em que não tínhamos um centavo em casa. E como antigamente, e até mesmo pior, a despeito do sacrifício da minha honra, sentia-me pobre e pensava com angústia na insegurança do dia de amanhã. Sou de natureza alegre e calma; esta inquietação nunca tomou em mim um carácter de obsessão, como noutras pessoas menos equilibradas e menos indiferentes. Mas estava na minha consciência obscura como um verme de um velho móvel; advertia-me constantemente de que eu estava desprovida de tudo, que não podia esquecer esta precária condição e descansar, nem melhorar definitivamente com a profissão que escolhera.

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