Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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Jacinto dava-me sempre a mesmo soma de dinheiro e eu, sem dizer nada a minha mãe, ia-a depositando no fundo de uma gaveta, numa caixa onde até agora ela guardara as suas economias. Ficava com pouco dinheiro para mim. Imaginava que ela já se tinha apercebido destas adições diárias ao nosso património, mas nunca trocámos uma única palavra a tal respeito. Durante a minha vida pude observar que mesmo aqueles cujo dinheiro tem uma origem lícita não gostam de falar nisso, não só com estranhos, mas até mesmo com os íntimos. Sem dúvida liga-se ao dinheiro um sentimento de vergonha ou talvez de pudor que o risca das conversas normais e se relega para o plano das coisas secretas inconfessáveis, nas quais não se deve falar. Como se, qualquer que seja a sua origem, ele fosse sempre mal adquirido. Talvez também ninguém goste de mostrar o sentimento que o dinheiro suscita na sua alma: um sentimento muito forte, quase sempre inseparável de uma sombra de culpa.

Numa dessas noites, Jacinto exprimiu o desejo de dormir comigo no meu quarto, mas eu, com o pretexto de que os vizinhos notariam a sua presença de manhã, quando ele saísse, não consenti. Na realidade, depois da primeira noite, a nossa intimidade não avançara; mas não por minha culpa. Até ao dia da nossa separação continuou a portar-se exactamente como na primeira noite. Era na verdade um homem de valor nulo ou quase nulo na intimidade, e tudo o que eu podia sentir por ele já o sentira na primeira noite, enquanto dormia. A ideia de dormir com um homem assim repugnava-me; depois receava que me aborrecesse, porque tinha a certeza de que me obrigaria a estar acordada uma parte da noite para me fazer confidências e falar-me dele. No entanto, ele não se apercebeu nem do meu aborrecimento nem da minha antipatia e partiu convencido de ter sido, durante aqueles dias, extraordinariamente simpático.

Chegou o momento do meu encontro com Gino. Aconteceram tantas coisas no decurso destes dez dias que eu tinha a impressão de que se tinham passado cem anos depois do tempo em que o via antes de ir para o atelier a fim de ganhar dinheiro e montar a minha casa e me considerava como uma noiva prestes a casar-se. Ele foi pontual e chegou à hora que lhe tinha marcado; quando subi para o carro, tive a impressão de que ele estava extremamente pálido e parecia atrapalhado. Ninguém gosta de sentir que se lhe atira à cara uma traição, mesmo o traidor mais corajoso; ao longo destes dez dias de interrupção das relações habituais ele deve ter reflectido muito e feito muitas suposições. Todavia, eu não mostrava qualquer ressentimento, e verdadeiramente não necessitava de fingir, porque o meu espírito estava tranquilo; passada a primeira dor da desilusão, a minha alma inclinava-se para uma espécie de indulgente e céptica afeição. Em resumo, ainda gostava de Gino e foi o que percebi logo que lhe deitei o primeiro olhar. Já era muito.

Enquanto o carro se dirigia para a moradia, perguntou-me, passados uns instantes:

— Então, o teu confessor mudou de ideias?

Tinha um tom brincalhão, mas ao mesmo tempo pouco seguro. Respondi-lhe simplesmente:

— Não… eu é que mudei de ideias…

— E esse trabalho para a tua mãe acabou?

— Por agora.

— É estranho.

Não sabia o que dizia; mas era claro que procurava picar-me para ver se as suas suposições eram verdadeiras.

— É estranho porquê?

— Falei por falar.

— Não acreditas que o tenha feito?

— Não acredito nem deixo de acreditar.

Decidi atrapalhá-lo, mas à minha maneira, fazendo o jogo do gato e do rato, sem as violências aconselhadas por Gisela e que não eram para o meu feitio. Perguntei-lhe com coquetterie:

— Estarás com ciúmes?

— Eu, com ciúmes? Pelo amor de Deus!

— Estás com ciúmes, estás! Se fores sincero, tens de o confessar!

Mordeu o anzol que lhe preparara e declarou:

— No meu lugar qualquer pessoa estaria com ciúmes!

— Porquê?

— Ora! Como queres que te acredite! Um trabalho tão importante que não te permite dispensar cinco minutos para me falar… Vamos!

— E no entanto é a verdade: trabalhei muitíssimo — disse-lhe tranquilamente.

Era verdade. Que outra coisa era senão trabalho o que eu tinha com Jacinto todas as noites?

— E ganhei com que pagar as nossas prestações e o meu enxoval — acrescentei, troçando de mim própria. — Assim, pelo menos, podemo-nos casar sem dívidas!

Ele nada disse. Estava quase convencido a acreditar na verdade das minhas afirmações e a abandonar as suas primeiras desconfianças. Tive então um gesto que me era habitual dantes: passei-lhe um braço em torno do pescoço enquanto conduzia e beijei-o por baixo da orelha, murmurando-lhe:

— Porque tens ciúmes? Sabes bem que só tu existes na minha vida!

Chegámos à moradia. Gino entrou com o carro no jardim e, fechando o portão, dirigiu-se comigo para a porta de serviço. Era ao entardecer; brilhavam já as primeiras luzes nas janelas das casas vizinhas; pareciam vermelhas na bruma azulada desta tarde de Inverno. O corredor da cave estava muito escuro e sentia-se um cheiro a bafio. Parei e disse-lhe:

— Esta tarde não quero ir para o teu quarto!

— Porquê?

— Quero que vamos para o quarto da tua patroa.

— Tu estás doida! — gritou, escandalizado.

Tínhamos ido muita vez aos quartos lá de cima, mas as nossas relações tínhamo-las tido sempre na cave.

— É um capricho… Que mal há nisso? — disse-lhe.

— Há muito… pode partir-se alguma coisa… que sei eu? Se eles descobrem, que vou eu fazer?

— Olha a grande coisa! — gritei com ar trocista. — Despedem-te e pronto!

— Vês como dizes isso?

— Como querias que dissesse? Se me quisesses de verdade, não pensarias um minuto.

— Amo-te, mas não me peças isso; nem é bom pensar nisso; não quero sarilhos!

— Mas nós tínhamos cuidado… eles não dariam por isso!

— Não! Não!

Eu estava perfeitamente calma. Continuei a fingir uma atitude que não sentia e gritei:

— Então eu, que sou a tua noiva, peço-te para me fazeres um gosto, e tu, com medo que eu ponha o meu corpo onde a tua patroa põe o seu e que apóie a minha cabeça onde ela apóia a sua, recusas-mo? Mas que imaginas tu? Que ela vale mais do que eu?

— Não, mas…

— Valho dez mulheres como ela — continuei. — Pior para ti! Não tens mais que ir para a cama com os lençóis e a almofada da tua patroa… Eu vou-me embora!

Já o fiz notar: o respeito e a timidez que lhe inspiravam os patrões eram grandes; orgulhava-se ingenuamente deles, como se de qualquer maneira a sua riqueza fosse a dele; no entanto, quando me ouviu falar desta maneira e me viu disposta a ir-me embora com uma decisão nova a que ele não estava habituado, perdeu a cabeça e correu atrás de mim, gritando:

— Mas espera… aonde vais? Falei por falar… vamos para cima se isso te dá prazer!

Fiz-me ainda um pouco rogada, tomando ares ofendidos, depois aceitei. Foi assim que, enlaçados e parando de tempos a tempos sobre os degraus para nos beijarmos, exactamente como da primeira vez, mas com um estado de espírito bem diferente, pelo menos no que me dizia respeito, subimos ao andar superior. Uma vez no quarto da sua patroa, ele objectou:

— Queres mesmo meter-te na cama?

— E porque não? — respondi tranquilamente. — Não estou disposta a apanhar frio!

Calou-se, desnorteado. Eu, depois de ter preparado a cama, passei para a casa de banho, acendi o esquentador e abri a torneira da água quente muito pouco, de maneira que a tina não se enchesse muito depressa. Gino seguiu-me inquieto e descontente. Protestou de novo:

— Vais tomar banho também?

— Eles também não tomam banho antes de irem para a cama fazer o que nós vamos fazer?

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