Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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O louro apeou-se, e com uma galantaria trocista ajudou Gisela a descer. Descemos também, abri a porta da escada e entrámos. Gisela e o louro tomaram a dianteira. O rapaz ficou para trás e a meio da escada deitou as mãos à saia de Gisela, levantou-a e descobriu-lhe as coxas brancas e uma parte das nádegas, que ela tinha pequenas e magras.

— Subiu o pano! — exclamou com uma gargalhada. Gisela limitou-se a compor o fato com um gesto seco. Pela minha parte, pensando que essa atitude ordinária tinha desagradado ao meu companheiro, tentei fazê-lo compreender que partilhava da sua opinião.

— É divertido, o seu amigo! — disse.

— É — respondeu este secamente.

— Vê-se que a vida lhe corre bem…

Entrámos em casa em bicos de pés e eu conduzi-os directamente para o meu quarto. Quando a porta se fechou, o louro sentou-se na beira da cama e começou tranquilamente a despir-se, sem nos ligar a mínima importância. Não se calava nem deixava de rir, falando de quartos de hotel e de quartos particulares e tentando interessar-nos por uma aventura que tivera recentemente.

— Ela disse-me: “Sou uma mulher honesta; não quero ir consigo para um hotel.” Então eu respondi: “Os hotéis estão cheios de mulheres honestas!” “Mas eu — disse ela — não quero dizer o meu verdadeiro nome!” E eu disse-lhe: “Passarás por minha mulher! Para a importância que isso tem…” Finalmente seguimos para o hotel, mas quando chegou o momento decisivo complicou toda a nossa vida. Começou a dizer que tinha remorsos, que não queria, que era, na verdade, uma mulher honesta, o demônio! Acabei por perder a cabeça e tentar empregar a força. Pois sim! Abriu a janela e berrou que se atirava para a rua se eu insistisse… “Bem — disse eu. — Compreendo. A culpa foi minha. Nunca te devia ter trazido para aqui!” Então a criaturinha sentou-se na beira da cama e desatou a choramingar, enquanto me contava uma história capaz de fazer chorar um morto… Não sou capaz de a repetir, porque me esqueci. Mas lembro-me de que, no fim, estava comovidíssimo e pouco faltou para me pôr de joelhos na sua frente e pedir-lhe perdão de ter pensado mal dela… “Está bem — concordei —, nada se passará entre nós. Vamos só deitar-nos e dormir com muito juízo até amanhã.” E foi o que fizemos; adormeci imediatamente; mas, a meio da noite, acordo, e ela tinha desaparecido. Ela e a minha carteira. Honesta, hem?

Desatou à gargalhada, com uma alegria tão irresistível e tão contagiosa que eu tive de me rir também e a própria Gisela não conseguiu impedir-se de sorrir. Ele tinha tirado o fato, a camisa, os sapatos e as peúgas. Ficara em ceroulas de malha de lã, justas e compridas, de um tom rosado de peito de rola, que o cobriam desde os tornozelos até ao pescoço, dando-lhe o aspecto de um equilibrista ou de um bailarino. Esta peça de roupa, geralmente só usada por homens muito idosos, aumentava ainda a comicidade do seu aspecto. Nesse momento esqueci-me da sua brutalidade e quase cheguei a sentir simpatia por ele. Gostei sempre das pessoas alegres, e eu própria tenho mais tendência para a alegria do que para a tristeza. O rapaz pôs-se a passear pelo quarto, brincando como um miúdo, pequenino, gorducho, orgulhoso das suas belas ceroulas como de um uniforme. Depois, do canto da cómoda, num salto inesperado, veio cair na cama, em cima de Gisela, que soltou um grito de susto e se deixou cair de costas para fugir ao choque. Mas, de repente, numa atitude irresistivelmente cômica, ele pareceu tomado por uma ideia súbita, deixou-se ficar de gatas por cima de Gisela, voltou para nós o seu rosto vermelho e libidinoso e perguntou:

— E vocês, porque esperam?

Olhei para o meu companheiro e perguntei-lhe:

— Queres que me dispa?

Ele nem sequer baixara ainda a gola do sobretudo. Estremeceu e respondeu-me:

— Não. Depois deles.

— Queres ir para outra sala?

— Quero.

— Dêem uma volta de carro! — gritou o louro, sempre de gatas em cima de Gisela. — As chaves estão no tablier!

Mas o meu companheiro saiu do quarto sem dar mostras de ter ouvido estas palavras.

Passamos para o vestíbulo: fiz-lhe sinal para me esperar e entrei na sala. Minha mãe estava sentada à mesa do meio, entretida a fazer uma paciência. Quando me viu, sem esperar qualquer palavra minha, levantou-se e foi para a cozinha. Eu vim então à porta do vestíbulo e disse ao rapaz que podia entrar.

Voltei a fechar a porta e fui sentar-me no canapé, junto da janela. Desejava ardentemente que ele viesse sentar-se ao meu lado e que me acariciasse, como sempre acontecia com os outros homens. Mas ele nem sequer reparou na existência do canapé e pôs-se a passear para trás e para diante pela sala, andando à roda da mesa, com as mãos nos bolsos. Pensei que estava contrariado por ter de esperar e disse-lhe:

— Desculpa, mas não disponho senão de um quarto…

Ele parou, olhou para mim com uma expressão levemente ofendida mas gentil:

— Eu já te disse, porventura, que precisava de um quarto?

— Não. Mas pensei…

Voltou ao seu passeio, até que eu, não podendo conter por mais tempo a minha impaciência, indiquei-lhe um lugar ao meu lado, no canapé:

— Porque não vens sentar-te ao pé de mim? — perguntei.

Ele obedeceu e interrogou-me:

— Como te chamas?

— Adriana.

— Eu chamo-me Jaime — disse ele, pegando-me na mão. Este modo de proceder, invulgar para uma mulher como eu, admirou-me profundamente, convencendo-me, de novo, de que a timidez o dominava. Deixei ficar a minha mão na sua e sorri-lhe para o encorajar. Jaime voltou a interrogar-me:

— Então, daqui a pouco temos de ser um do outro?

— Claro.

— E se não me apetecer?

— Isso é contigo — respondi, na ideia de que ele estava a brincar.

— Pois, não me apetece — disse ele com ar solene. — Não me apetece absolutamente nada.

— De acordo! — respondi eu.

Na realidade, a sua recusa parecia-me demasiadamente estranha para que me fosse possível tomá-lo a sério.

— E isso não te ofende? Em geral, as mulheres detestam que a gente as recuse.

Acabei por compreender. Sem coragem para falar, limitei-me a dizer que não com a cabeça. Ele não me desejava! Bruscamente senti-me desesperada e os olhos encheram-se-me de lágrimas.

— Não. Isso não me ofende — balbuciei. — Mas visto que não me desejas, vamos esperar que o teu amigo acabe e depois vais-te embora.

— Será justo? — hesitou ele. — Perdeste a noite por minha causa. Podias ter ganho dinheiro com outro qualquer…

Pensando que o seu problema não era falta de interesse, mas impossibilidade de me pagar, propus-lhe, cheia de esperança:

— Se não tens dinheiro não faz mal. Pagas-me quando voltares a encontrar-me…

— Tu és boa rapariga — respondeu. — Mas o problema não é esse. O dinheiro não me falta. Vamos fazer um contrato. Eu pago-te como se me tivesse servido de ti. Dessa maneira, pelo menos, não perderás a noite.

Tirou do bolso do casaco um rolo de notas, que me deu a impressão de ter sido preparado previamente, e foi pousá-lo em cima da mesa, longe de mim, num gesto ao mesmo tempo desajeitado e curiosamente elegante e desdenhoso.

— Não, não — protestei. — Nem penses nisso!

Disse isto sem grande convicção, porque, no fundo, agradava-me receber aquele dinheiro; era um laço como outro qualquer entre nós; e, visto que contraia uma dívida para com ele, podia tentar pagá-la. Interpretando a minha vaga recusa como um gesto de aceitação, Jaime deixou ficar o dinheiro em cima da mesa, e veio outra vez sentar-se ao meu lado no canapé. Eu, embora compreendesse perfeitamente a ingenuidade e o ridículo do meu gesto, estendi a mão e peguei na dele. Olhámo-nos longamente, bem de frente. Depois, sem mais nem menos, ele pegou num dos meus dedos e torceu-o com força.

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