Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Parece-me que vão sendo horas de irmos jantar.

— Que horas são?

— Oito horas… com licença… venho já.

Levantou-se e afastou-se para o fundo da sala. Era realmente muito pequeno, com os seus largos ombros e a sua escovinha branca em cima da cabeça. Gisela esmagou o cigarro no cinzeiro e declarou:

— É aflitivo! Só fala dele!

— Já dei por isso.

— O melhor é deixá-lo falar e dizer sempre sim. Verás as confidências que ele vai fazer-te… Sabe Deus por quem se toma! Mas é generoso. E dá presentes realmente.

— Sim, mas a seguir atira-os em cara.

Ela não disse palavra. Abanou a cabeça como a dizer “Que havemos de fazer?” Ficámos um momento silenciosas; depois Jacinto voltou. Pagou e saímos da pastelaria.

— Gisela — disse Jacinto logo que chegámos à rua —, a noite está consagrada a Adriana. Mas se nos quiseres dar o prazer de jantar connosco.

— Não, não, obrigada! — disse muito depressa. — Tenho um encontro!

Despediu-se de nós e foi-se embora. Logo que ela se afastou eu disse a Jacinto:

— A Gisela é muito simpática!

Ele fez um trejeito e respondeu:

— Sim, muito… tem um lindo corpo.

— Não a acha simpática?

— Eu — disse-me caminhando ao meu lado e apertando-me com força o braço, muito em cima, quase no sovaco — nunca peço a alguém que seja simpático, mas que faça o que lhe cumpre. A uma dactilógrafa, por exemplo, não peço que seja simpática, mas que escreva rapidamente e sem erros. A uma mulher como Gisela não peço simpatia, mas que saiba do seu ofício, quer dizer que me torne agradáveis as duas ou três horas que lhe consagro. Ora, a Gisela não percebe do seu ofício.

— Porquê?

— Porque só pensa no dinheiro… Tem sempre medo que não lhe paguem ou que não lhe dêem bastante. Não exijo com certeza que ela me ame, mas faz parte da sua profissão portar-se como tal; se realmente não me ama tem de me dar essa ilusão, para isso que lhe pago. Gisela deixa sentir demasiadamente que o fez por interesse… Nem nos dá tempo a respirar de tal modo se chora… Que diabo!

Tínhamos chegado ao restaurante, um sítio barulhento, cheio de gente; os homens pareciam-me do género de Jacinto: caixeiros-viajantes, negociantes, industriais de passagem. Jacinto entrou primeiro, entregou o chapéu e o sobretudo ao homem do bengaleiro e perguntou:

— A minha mesa está livre?

— Sim, senhor Jacinto.

Era uma mesa colocada no vão de uma janela. Jacinto esfregou as mãos e perguntou:

— Você é bom garfo?

— Julgo que sim — respondi-lhe, embaraçada.

— Bem! Isso agrada-me. Gosto que se coma à mesa… A Gisela, por exemplo, nunca quer comer… diz que tem medo de engordar. Asneiras! Cada coisa a seu tempo! Quando se está à mesa é para comer!

Tinha um verdadeiro rancor contra Gisela.

— Mas é verdade — disse eu timidamente. — Quando se come demasiadamente engorda-se… e há mulheres que não gostam de engordar.

— Você é dessas?

— Eu não. Mas justamente as pessoas dizem que eu sou muito forte.

— Não faças caso, é inveja. Digo-te eu, que percebo disso.

Acariciou-me paternalmente a mão para me convencer. O criado aproximou-se e Jacinto disse-lhe:

— Para começar vais levar daqui estas flores… incomodam-me… Depois trazes o habitual. Percebido? E isso depressa!

Depois, dirigindo-se a mim, explicou:

— Já me conhece e sabe do que eu gosto… deixa-o fazer: vais ver que não terás razão de queixa!

Com efeito não tive razão para me lamentar. Os pratos que se sucederam na mesa eram, senão requintados, pelo menos suculentos e agradáveis. Jacinto mostrava-se com grande apetite. Comia com uma espécie de ênfase, a cabeça baixa, brandindo solidamente o garfo e a faca, sem me olhar nem me falar uma única vez. A sua avidez privava-o até mesmo da sua bela calma, obrigando-o a fazer várias coisas ao mesmo tempo, como se temesse ficar em jejum. Metia um bocado de carne na boca ao mesmo tempo que partia o pão com a mão esquerda. Mordia este pão, deitava vinho no copo com a outra mão e bebia-o sem ter acabado de mastigar. Tudo isto estalando os lábios, rolando os olhos, sacudindo a cabeça de vez em quando como um gato às voltas com um pedaço demasiado grande. Mas para contrabalançar, ao contrário do que era habitual, eu não tinha fome. Era a primeira vez que me preparava para me deitar com um homem que não amava, que até mesmo não conhecia; e olhava-o com atenção, estudando os meus sentimentos e procurando imaginar como me sairia. Mais tarde deixei de dar atenção aos homens com quem ia, porque, levada pele necessidade, aprendi depressa a encontrar ao primeiro olhar o lado bom ou atraente do homem, suficiente para tornar a sua intimidade suportável. Mas nessa noite, este expediente da minha profissão, que consiste em descobrir num só olhar o que torna menos desagradável um amor venal, não o tinha ainda aprendido; procurava-o instintivamente, sem dar por isso. Já disse que Jacinto não era feio; até mesmo quando se calava e não mostrava os seus pontos antipáticos, até poderia parecer belo. Já era muito, porque, apesar de tudo, todo o amor é em grande parte comunhão física. Mas isso não me bastava. Nunca pude, já não digo amar, mas simplesmente suportar um homem só pelas suas qualidades físicas. Ora, quando a refeição acabou e Jacinto, acalmada a sua extraordinária voracidade, arrotou uma ou duas vezes e recomeçou a falar, apercebi-me de que nada havia nele, ou pelo menos não era capaz de descobrir, absolutamente nada, por pouco que fosse, que mo tornasse simpático. Não só, como Gisela me avisara, só dele falava, mas fazia-o de uma maneira desagradável, vaidosa e aborrecida, contando a maior parte do tempo coisas que nada o honravam e confirmavam plenamente a minha primeira impressão de repugnância. Nada havia nele, absolutamente nada, que me agradasse; e todos os traços que apresentava como qualidades, de que se envaidecia e punha a nu, pareciam-me horríveis defeitos. Só muito raramente encontrei, daí em diante, homens no mesmo género, que não têm valor algum e nada oferecem de bom a quem se aproximar para neles encontrar qualquer simpatia; sempre me admirou que eles existissem e muitas vezes perguntei a mim própria se não seria minha a culpa, incapaz de descobrir as qualidades que eles sem dúvida haviam de ter. Seja como for, com o tempo habituei-me a estes desagradáveis companheiros e fingi rir e chalacear com eles, em suma, ser aquilo que queriam que eu fosse e julgavam que era. Mas nessa noite esta primeira descoberta inspirou-me reflexões bem melancólicas. Enquanto Jacinto tagarelava esgaravatando os dentes com um palito, eu pensava que era um duro ofício aquele que eu escolhera, de fingir transportes amorosos com certos homens que na realidade — era o caso de Jacinto — me inspiravam sentimentos bem diferentes; que não havia dinheiro que pagasse esses favores; que era impossível — pelo menos em casos semelhantes — portar-me como Gisela, que não pensava senão no dinheiro e não o ocultava. Acudiu-me ainda ao espírito a ideia de que iria levar este antipático Jacinto para o meu pobre quarto, destinado a um uso tão diferente; que não tinha sorte; que o azar me fizera sair logo um Jacinto, que podia ter encontrado algum rapaz agradável e delicado em busca de uma aventura, ou qualquer bom homem, sem pretensões, como havia tantos; que, em suma, a presença de Jacinto entre os meus móveis acelerava a minha renúncia aos velhos sonhos de fazer uma vida decente e normal.

Ele falava sempre, mas não era tão boçal que não se apercebesse de que apenas o escutava e que não estava alegre.

— Então, menina, estamos tristes? — perguntou-me.

— Não, não! — respondi depressa, quase até tentada, por esta ilusória entoação afectuosa, a confiar-lhe o que sentia e a falar-lhe de mim, depois de o ter deixado falar tanto tempo dele.

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