Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Não… não posso acreditar… uma mulher e uma filha… Mas é realmente verdade?

— A filha chama-se Maria.

Era claro que ela desejava aprofundar e comentar a notícia o mais possível e que a minha atitude serena a desconcertava.

— Uma mulher e uma filha… e a filha chama-se Maria… e tu dizes isso dessa maneira?

— Como querias que dissesse?

— Mas não te faz pena?

— Sim, faz-me pena.

— Mas como te disse ele? “Gino Molinari tem mulher e uma filha”? Assim?

— Sim.

— Mas tu, o que lhe respondeste?

— Nada… Que querias que lhe respondesse?

— Mas o que sentiste? Não ficaste quase a chorar? Apesar de tudo, para ti foi um desastre!

— Não. Não tive vontade de chorar.

— Agora é impossível casares com Gino — gritou com ar medidativo e contente. — Mas que história!… Que história! Que falta de consciéncia! Uma pobre rapariga como tu, que só vivia para ele, pode dizer-se… Os homens são todos uns safados!

— Gino — disse eu — ainda não sabe que estou ao facto de tudo.

— No teu lugar, minha filha — declarou, toda excitada —, dava-lhe o que merecia! Um bom par de bofetadas ninguém lhas tirava.

— Marquei encontro com ele para daqui a dez dias — continuei.

— Creio que vamos continuar a ter relações um com o outro.

Recuou e olhou-me com os olhos esbugalhados:

— Mas porquê? Ainda gostas dele? Depois de tudo o que te fez?

— Não — respondi, e, emocionada como estava, instintivamente baixei a voz… — Já não gosto dele… mas… hesitei e fiz um esforço para mentir — os gritos e as bofetadas não são a melhor maneira de nos vingarmos!

Olhou-me um instante semicerrando os olhos e afastando-se como fazem os pintores quando olham os seus quadros. Depois disse-me :

— Tens razão… não tinha pensado nisso… Mas sabes o que faria no teu lugar? Deixava correr, tranquilamente, sem que ele desse por isso e um belo dia, zás! Deixava-o.

Não respondi. Ao fim de um momento, repetiu, com a voz menos exaltada, mas animada e cantante:

— Ainda me parece mentira! Uma mulher e uma filha! E contigo fazia tantas fitas! E fez-te comprar móveis, um enxoval… Que história! Que história!

Eu continuava calada.

— Mas eu já tinha percebido! — gritou com ar vitorioso. — Tens de reconhecer! Que te tinha eu dito? “Este homem não é sincero…” Pobre Adriana!

Deitou-me o braço à roda do pescoço e beijou-me. Deixei-me beijar e acrescentei:

— Sim, o pior é que me fez gastar o dinheiro de minha mãe!

— E tua mãe, sabe?

— Ainda não.

— Pelo dinheiro não te aflijas ! — acudiu. — Astárito está de tal maneira apaixonado por ti!… Basta que queiras e ele te dará todo o dinheiro de que precisares.

— Não quero tornar a ver Astárito — respondi. — Outro não me importo, mas não Astárito!

Devo esclarecer que Gisela não era parva. Percebeu imediatamente que de momento mais valia não falar de Astárito.

Compreendeu também o que eu queria dizer com a frase: “Não me importa outro qualquer.” Fingiu reflectir um momento, depois declarou:

— No fundo tens razão, compreendo-te. Eu também, depois do que aconteceu, sentiria uma certa impressão se tivesse que andar com o Astárito… Ele quer as coisas pela força… foi para se vingar que te contou a história de Gino.

Calou-se de novo, depois disse-me com voz solene:

— Deixa-me agir… queres que te apresente alguém disposto a ajudar-te?

— Quero.

— Deixa-me agir.

— Somente, a ninguém me quero prender; quero ficar livre.

— Deixa-me agir — repetiu pela terceira vez.

— Por agora — continuei — quero devolver o dinheiro à minha mãe… e comprar diversas coisas que me fazem falta. Depois quero que minha mãe deixe de trabalhar — disse como conclusão.

Entretanto, Gisela levantara-se para se ir sentar em frente do toucador:

— Tu, Adriana — disse-me pintando-se a toda a pressa —, tens sido sempre muito boa. Vês agora o que acontece quando se é boa demais?

— Sabes que esta manhã não fui posar? — disse-lhe. Decidi não voltar a ser modelo.

— Fizeste bem — respondeu. — Eu também, de resto, já não posso mais, a não ser para X…, unicamente para lhe fazer um favor, mas quando ele terminar não posarei mais.

Experimentei nesse momento uma grande amizade por Gisela e senti-me reconfortada. Os seus “deixa-me agir” tinham soado aos meus ouvidos com o acento de segurança das promessas maternais e amigas de acudir o mais de pressa possível às minhas necessidades. Apercebi-me com toda a clareza de que o que levava Gisela a ajudar-me, mais do que uma verdadeira amizade, era, como na história de Astárito, o desejo, talvez inconsciente, de me ver nas mesmas condições que ela. Mas ninguém faz nada por nada, e como, por coincidência, a inveja de Gisela vinha ao encontro dos meus interesses, nenhum motivo tinha para recusar a sua ajuda, unicamente porque a sabia interessada.

Estava apressada porque já era tarde para o encontro com o seu “noivo”. Saímos do quarto e descemos às escuras a escada estreita e íngreme da sua velha casa. Na escada, possuída pela sua excitação e talvez também pelo desejo de diminuir a amargura da minha desilusão, mostrando-me que não estava só na minha infelicidade, confiou-me:

— E depois, sabes… começo a crer que Ricardo me quer fazer o mesmo que Gino te fez a ti.

— Ele também é casado? — perguntei ingenuamente.

— Não, isso não; somente, faz-me cenas… tenho a impressão de que se quer pôr a fugir… Mas eu já me expliquei: “Meu caro, não preciso de ti para coisa alguma; se queres ficar fica, mas se não queres podes ir-te embora!”

Nada disse, mas pensei que havia uma grande diferença entre nós, mesmo até nos encontros dela e Ricardo e nos meus com Gino. Ela, no fundo, nunca tivera uma desilusão sobre a seriedade de Ricardo nem tinha escrúpulo em enganá-lo de tempos a tempos; enquanto que eu esperava com toda a força da minha alma inexperiente vir a ser mulher de Gino e ser-lhe sempre fiel; não podia chamar-se traição ao que se havia passado em Viterbo com Astárito, ameaçada com a sua chantagem.

Mas pensava que ela se ofenderia se eu lhe dissesse isto; não abri a boca. Na soleira da porta marcou-me encontro para o dia seguinte numa pastelaria, recomendando-me que fosse pontual, porque ela provavelmente não estaria sozinha. E foi-se embora.

Sentia que devia contar o que se passava a minha mãe, mas não tinha coragem. Minha mãe gostava realmente de mim. Ao contrário de Gisela, que não via na traição de Gino senão o triunfo das suas ideias e nem sequer tentava disfarçar a sua cruel satisfação, ela experimentaria mais dor que alegria ao verificar que no fim de contas tivera razão. No fundo não desejava senão a minha felicidade; pouco lhe importava o meio pela qual a alcançasse: somente estava convencida de que Gino não ma daria. Depois de muitas hesitações, acabei por decidir nada lhe dizer. Sabia que no dia seguinte, à tarde, os meus actos lhe abririam melhor os olhos que quaisquer palavras. Reconheci que era uma maneira brutal de lhe revelar a grande mudança que se operara na minha vida; mas o que me agradava era que desta maneira evitaria uma quantidade de explicações, de reflexões e de comentários: pelo menos todo o género de explicações, de reflexões e de comentários em que Gisela se mostrara pródiga quando lhe contara a traição de Gino. Na realidade eu experimentava uma espécie de repugnância em falar no casamento; desejava falar nele o menos possível e preparar as coisas de maneira que os outros não me tocassem no assunto.

No dia seguinte, para que minha mãe não me aborrecesse se suspeitasse de alguma coisa, fingi ter um encontro com Gino e passei toda a tarde fora. Para o meu casamento mandara fazer um fato de saia e casaco cinzento, que contava vestir depois da cerimónia. Era o meu vestido mais bonito: hesitei em pô-lo, mas pensei que acabaria por estreá-lo um dia, que não seria nem mais puro nem mais feliz; que, por outro lado, os homens julgam pelas aparências e que era preciso apresentar-me o melhor possível para obter mais proventos: afastei todos os escrúpulos. Vesti-o pois, mas não sem remorsos — o meu lindo vestido, que, recordando-o agora, era bem modesto e bastante feio, como todos os meus fatos de então —, penteei-me com cuidado e pintei-me, mas não mais do que o costume. A propósito deste último pormenor, observo que nunca percebi a razão por que as mulheres da minha profissão pintam a cara como se fossem máscaras de Carnaval. Porque a vida que levam as torna muito pálidas? Talvez porque julguem que se não se pintarem desta maneira violenta não chamam a atenção dos homens e não mostram que são fáceis de abordar? Eu, por mais que me fatigue e me deite tarde, tenho sempre a pele morena e sã, e posso dizer, sem falsa modéstia, que a minha beleza bastou sempre, sem pintura, para fazer voltar os homens quando passo na rua. Não é pelo rouge nem pelo louro do trigo que eu chamo a atenção dos homens, mas — muitos mo têm dito — pela serenidade e pela doçura do meu rosto, pelo sorriso que mostra os meus dentes perfeitos e pelo sedoso dos meus cabelos castanhos e ondulados. As mulheres que descoloram o cabelo e se pintam não reparam que os homens dão-se conta no primeiro momento de como elas são e experimentam uma espécie de antecipada desilusão. Eu, tão natural e simples, deixei-lhes sempre uma dúvida sobre a minha verdadeira personalidade, dando-lhes desta maneira a ilusão de uma aventura que eles procurassem mais do que a pura satisfação dos sentidos.

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