Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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Estava habituada a ligar à palavra polícia a visão de locais minúsculos e repugnantes de comissariados de bairros; fiquei estupefacta com o luxo das repartições onde trabalhava Astárito. A antecâmara era um verdadeiro salão, com o chão de mosaico e velhos quadros nas paredes, como eu estava habituada a ver nas igrejas; grandes sofás estavam dispostos ao longo da parede e o centro era ocupado por uma mesa maciça.

Intimidada por tanto luxo, não pude deixar de pensar que Gisela tinha razão: Astárito devia ser realmente uma pessoa importante. E esta importância de Astárito foi-me bruscamente confirmada por um facto inesperado. Tinha acabado de me sentar quando uma das três portas se abriu e vi sair uma senhora muito alta e de uma grande beleza, mas muito nova, elegantemente vestida de preto, com um véu sobre a cara.

Astárito seguia-a. Julgando que chegara a minha vez, levantei-me. Astárito, fazendo-me um gesto com a mão, para me indicar que já me vira mas que ainda não era a minha altura, continuou a conversar com a senhora no limiar da porta. Em seguida, depois de a ter acompanhado até ao meio da sala e de se ter despedido dela inclinando-se e beijando-lhe a mão, fez um sinal para chamar outra pessoa que estava sentada ao meu lado na antecámara; um velhote de lunetas e barbicha branca, todo vestido de preto, que tinha aspecto de professor. Ao sinal de Astárito levantou-se logo, servil e submisso, e precipitou-se para ele. Os dois homens desapareceram no gabinete e fiquei de novo só.

O que mais me impressionou no decurso desta breve aparição de Astárito foi a diferença entre os seus modos de agora e os que tivera durante o nosso passeio a Viterbo. Tinha-o visto nessa altura embaraçado, convulso, mudo, trémulo; agora aparecera-me extremamente senhor de si mesmo, cheio de presença, com um ar de superioridade ao mesmo tempo autoritária e discreta. Até mesmo a voz mudara. Durante o passeio falara-me em voz baixa, quente e estrangulada, e a sua voz enquanto falava à senhora do véu tinha um timbre claro, frio, amável e tranquilo. Estava vestido de cinzento-escuro, como de costume, com um alto colarinho de goma que dava à sua cabeça qualquer coisa de fixo; mas agora o fato e os colarinhos que eu notara no decurso do passeio sem me impressionar pareciam-me inteiramente de harmonia com o lugar: os móveis, maciços e severos, as vastas proporções da sala, o silêncio e a ordem que reinavam ali era como se tudo fosse um uniforme. “Gisela tinha razão — pensava eu de novo —, este deve ser realmente uma personagem de marca; só o amor pode explicar os seus modos embaraçados e o sentimento constante de inferioridade nas suas conversas comigo.” Estas observações fizeram-me esquecer a minha primeira atrapalhação, e quando, ao fim de alguns minutos, a porta se abriu para deixar sair o velho, sentia-me suficientemente segura de mim. Desta vez, porém, Astárito não apareceu à porta para me convidar a entrar. Uma campainha retiniu, um contínuo entrou no gabinete de Astárito, fechando a porta atrás dele, reapareceu, aproximou-se de mim e, informando-se do meu nome em voz baixa, disse-me que podia entrar. Levantei-me e avancei sem pressa.

O gabinete de Astárito era uma sala quase tão grande como a antecâmara. Esta sala estava vazia, à parte um divã e dois fauteuils de couro num canto, e noutro canto uma mesa atrás da qual Astárito estava sentado. Por duas janelas veladas por cortinas brancas entrava na sala um dia frio, sem sol, silencioso e triste, que me fez pensar na voz de Astárito a falar com a senhora do véu. Havia um grande tapete no chão e dois ou três quadros nas paredes. Lembro-me de que um deles representava um prado verde que se estendia até à linha do horizonte limitado por montanhas rochosas. Astárito, como já disse, estava sentado à mesa; quando entrei, levantou os olhos de uns autos que estava a ler ou fingindo que lia. Eu disse “fingindo” porque tive logo a seguir a certeza de que era uma comédia com o fim de me intimidar e de me fazer sentir a sua autoridade e a sua importância. Com efeito, quando me aproximei da mesa vi que a folha que examinava com tanta atenção não continha mais que três ou quatro linhas rabiscadas à pressa. De mais a mais, a mão em que apoiava a testa e que segurava o cigarro aceso com dois dedos revelava a sua perturbação por uma tremura bem visível. Esta tremura tinha feito mesmo cair um pouco de cinza sobre a folha que ele lia com uma atenção muito marcada e cheia de artifício.

Pousei a mão na borda da mesa e disse-lhe:

— Cá estou!

Como se estas palavras fossem um sinal, deixou de ler, levantou-se muito devagar e veio dar-me os bons-dias, pegando-me nas mãos. Mas tudo isto num silêncio que muito contrastava com a atitude autoritária que se esforçava por conservar. Na realidade, como depressa compreendi, só a minha voz foi suficiente para lhe fazer esquecer o papel que se preparara para representar, e a sua perturbação habitual tomou-o de novo irresistivelmente. Beijou-me as mãos, primeiro uma, depois outra, olhando-me com os olhos ávidos e melancólicos e fez mençâo de falar; mas os seus lábios tremeram e durante um momento guardou siléncio.

— Tu vieste! — disse por fim com a voz que eu conhecia, baixa e estrangulada.

Agora — talvez por contraste à sua atitude — sentia-me completamente descansada.

— Sim — disse-lhe —, vim. Na realidade não devia… Que tem para me dizer?

— Vem. Senta-te ali — murmurou.

Não me tinha largado a mão, que apertava com força. Levando-me pela mão, conduziu-me até junto do divã. Sentei-me, mas ele de repente ajoelhou-se diante de mim, abraçou-me as pernas e apoiou a cabeça nos meus joelhos. Tudo isto em silêncio e tremendo de desejo. Apoiava a fronte com tal força contra mim que me fazia doer; depois de um momento de imobilidade, levantou a sua cabeça calva como se a quisesse entalar entre os meus joelhos. Então fiz menção de me levantar e disse-lhe:

— Tinha uma coisa importante para me dizer. Diga-me, senão vou-me embora.

A estas palavras levantou-se com grande esforço, sentou-se a meu lado, tomou-me a mão e murmurou:

— Não era nada… Queria tornar a ver-te.

Fiz novamente menção de me levantar; reteve-me e continuou:

— Sim… E depois queria dizer-te que é preciso que nos entendamos de vez.

— De que maneira?

— Amo-te! — disse vivamente. — Amo-te tanto! Vem viver para minha casa; serás a dona da casa… como se fosses a minha mulher. Comprar-te-ei vestidos, jóias, tudo o que quiseres…

Parecia ter perdido a cabeça; os lábios ficavam imóveis e como estendidos, as palavras saíam-lhe desordenadamente.

— Ah! Foi para isto que me fez vir aqui? — perguntei-lhe friamente.

— Não queres?

— Isso agora não está em causa!

Coisa estranha, depois desta resposta nada mais disse, mas largou a mão e, fascinando-me quase com o seu olhar desvairado e fixo, acariciou-me a cara como se quisesse reconhecer um desenho. Os seus dedos eram leves e eu sentia a sua tremura enquanto eles me contornavam a cara, da testa à face e da face à testa. Era um gesto de homem verdadeiramente apaixonado e tal é a força persuasiva do amor, mesmo quando não se lhe quer corresponder, que durante um momento senti-me quase impulsionada a dizer-lhe, por piedade, algumas palavras menos duras e menos definitivas. Mas ele não me deu tempo. A carícia acabou e ele levantou-se protestando, num curioso tom empolado e pedante, onde se notava ao mesmo tempo a perturbação do desejo e não sei que zelo inesperado:

— Espera… é verdade… tenho uma coisa importante para dizer-te.

Dito isto, foi à mesa e pegou num caderno encarnado. Foi a minha vez de me perturbar quando o vi avançar para mim com o fascículo na mão.

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