Victor Hugo - Os Miseráveis

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Os Miseráveis é um romance de Victor Hugo publicado em 1862 que deu origem a muitas adaptações, no cinema e muitas outras mídias. Neste romance emblemático da literatura francesa que descreve a vida das pessoas pobres em Paris e na França provincial do século XIX, o autor se concentra mais particularmente no destino do condenado Jean Valjean.
O romance expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

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Às nove horas, na ocasião em que o exército francês se pôs em movimento, formado em cinco colunas, com as divisões em duas linhas, a artilharia entre as brigadas e na frente a música, tocando hinos marciais, com os quais se casava o rufar dos tambores e o clangor das trombetas, poderoso, vasto, alegre mar de capacetes, espadas e baionetas movendo-se no horizonte, o imperador exclamara duas vezes transportado:

— Magnífico! Magnífico!

Das nove horas até às dez e meia, até parece incrível, o exército tomou todo posição, formando-se em seis linhas, que, para nos servirmos da expressão do imperador, descreviam «a figura de seis V V». Instantes depois que a vanguarda formou em ordem de batalha, no meio desse silêncio profundo do principiar de uma tempestade, que precede os combates, o imperador, ao ver desfilar as três baterias de doze, destacadas por ordem sua do corpo de Erlon, de Reille e de Lobau, e destinadas a principiar a ação, batendo o Mont-Saint-Jean no ponto onde se cruzam as estradas de Nivelles e de Genappe, disse para Haxo, batendo-lhe no ombro:

— Que belas vinte e quatro raparigas, general!

Certo do resultado, ao passar em frente dele a companhia de sapadores do primeiro corpo, por ele designada para se entrincheirar no Mont-Saint-Jean, apenas tomada a aldeia, animou-a com um sorriso. Aquela sua serenidade apenas fora perturbada por uma frase de orgulhosa compaixão: ao ver agruparem-se à sua esquerda, no sítio onde agora há um túmulo, esses admiráveis escoceses pardos, montados nos seus soberbos cavalos, disse:

— É pena!

Depois montou a cavalo e transportou-se para a dianteira de Rossomme, escolhendo para observatório um estreito cômoro de relva à direita da estrada de Genappe a Bruxelas, o qual foi a sua segunda estância, enquanto durou a batalha. A terceira estância, isto é, a que ocupou às sete horas da tarde, e que fica entre a Belle Aliance e Haie-Sainte, é temível; é um cabeço bastante elevado, que ainda existe, por trás do qual se achava agrupada a guarda num declive da planície. Em volta choviam as balas no chão da estrada, até onde estava Napoleão, a quem, como em Brienne, zuniam por cima da cabeça as balas e os biscainhos. Quase no lugar onde o cavalo dele tinha os pés, foram encontradas balas enferrujadas, lâminas de espadas velhas e projécteis informes, comidos de ferrugem. Scabra rubigine . Há poucos anos, desenterrou-se ali uma granada de calibre sessenta, ainda carregada, com a culatra partida pelo ouvido. Foi naquela estância que o imperador disse ao seu guia Lacoste, aldeão hostil, que se agarrava assustado ao selim do cavalo de um hussardo, voltando-se ao rebentar de cada granada e procurando esconder-se por trás de Napoleão:

— Isso é uma vergonha, imbecil. Ainda arranjas com que te matem pelas costas.

Quem estas linhas escreve achou no declive friável daquele cabeço, ao cavar no chão, o resto do bocal de uma bomba, desagregados pela ferrugem de quarenta e seis anos e pedaços de ferro que se lhe quebravam nos dedos como pau de sabugueiro.

Já não existem as ondulações das planícies, diversamente inclinadas, onde teve lugar o recontro de Napoleão com Wellington, mas ninguém ignora o que elas eram a 18 de junho de 1815. Quiseram erigir-lhe um monumento daquele campo fúnebre e tiraram-lhe o seu relevo real, de modo que a história perturba-se e já não sabe onde está. Desfiguraram-no para o glorificar.

Wellington, ao ver dois anos depois o campo de Waterloo, exclamou:

— Trocaram-me o meu campo de batalha.

Onde agora está a grande pirâmide de terra coroada pelo leão, havia um alto que abaixava em declive praticável para a estrada de Nivelles, mas que pelo lado da estrada de Genappe era quase escarpado. A elevação da escarpa ainda hoje se pode medir pela altura dos cabeços das duas grandes sepulturas que bordam a estrada de Genappe a Bruxelas; à esquerda o túmulo inglês; à direita, o túmulo alemão. Túmulos franceses não os há ali; para a França é toda a planície um sepulcro. Em virtude das mil e mil carradas de terra, empregadas no cabeço, que tem cento e cinquenta pés de altura, por meia milha de circunferência, a subida para a planura do Mont-Saint-Jean é hoje a meia ladeira; no tempo em que se deu a batalha, era cortada a pique e inacessível, principalmente da parte de Haie-Sainte. Era tão inclinado o declive, que a artilharia inglesa não podia fazer fogo para a herdade situada no fundo do vale, que era o centro do combate. No dia 18 de junho de 1815, as chuvas tinham também escavoucado aquele alcantil, a lama dificultava a subida, para a qual era necessário ir de gatas, correndo-se ainda assim o risco de se ficar atolado nela. Ao longo do alto da planura estendia-se um fosso, que um observador colocado a distância não seria capaz de dizer o que era.

Para que era aquele fosso? Digamo-lo. Braine-l’Alleud é uma aldeia da Bélgica; Ohain outra. Essas duas aldeias, ocultas ambas nas curvas do terreno, comunicam-se por um caminho de quase légua e meia de extensão, que atravessa uma planície de nível ondulante, e que em muitos sítios entra e se perde, como um rego, por entre as colinas, do que resulta ser em alguns pontos um verdadeiro barranco. Em 1815, do mesmo modo que agora, essa estrada cortava o alto da planura do Mont-Saint-Jean entre as duas estradas de Genappe e Nivelles, com a diferença, porém, de que então ia por baixo da planura, e hoje fica em nível com ela. Das duas escarpas formaram o plinto para o monumento. Essa estrada na maior parte da sua extensão é uma vala, cavada em sítios a doze pés de profundidade e com os lados tão escarpados, que em algumas partes desabavam, principalmente de inverno, com as torrentes formadas pelas chuvas, o que por vezes dera lugar a lamentosos desastres. A entrada de Baine-l’Alleud era tão estreita, que uma ocasião ficou ali um homem esmagado debaixo de um carro, como o prova uma cruz de pedra erguida ao pé do cemitério, que indica o nome do morto, Monsieur Bernard Debye, negociante em Bruxelas, e a data do desastre, fevereiro de 1637.

Era tão profunda no alto do Mont-Saint-Jean, que em 1738 ficou ali sepultado debaixo de uma ribanceira, que desabou, um aldeão chamado Matheus Nicaise, como o provava outra cruz de pedra, cujo cimo desapareceu nas roteaduras, mas cujo pedestal ainda hoje se vê derrubado na encosta do monte, à esquerda da estrada, entre Haie-Sainte e a herdade do Mont-SaintJean.

Num dia de batalha, aquela quelha, que só ao pé se via, bordando o alto do Mont-Saint-Jean como um fosso no cimo da escarpa, como uma rodeira aberta na terra, era invisível, quer dizer terrível.

VIII — O imperador faz uma pergunta ao guia Lacoste

Napoleão, estava, pois, alegre naquela manhã de Waterloo, e tinha razão para o estar.

O plano de batalha concebido por ele era, com efeito, admirável.

Uma vez travada a batalha, nem as suas variadíssimas peripécias, nem a resistência de Hougomont, nem a tenacidade de Haie-Sainte, nem a morte de Bauduin, nem Foy posto fora do combate, nem a inesperada muralha, de encontro à qual foi destruída a brigada de Soye, nem o fatal atabalhoamento de Guilleminot, que não tinha balas, nem cartuchos, nem as baterias atoladas, nem as quinze peças sem escolta, destruídas por Uxbridge, numa azinhaga, nem o pouco efeito das bombas, que caíam nas linhas inglesas e que se enterravam no chão amolecido pela água da chuva, sem outro efeito mais do que levantar vulcões de lama, de modo que a metralha tornava-se em salpicos, nem a inutilidade da demonstração de Pire contra Braine-l’Alleud, nem a cavalaria, que se compunha de quinze esquadrões, reduzida quase toda a nada, nem a ala direita do exército inglês, mal atacada, nem a ala esquerda, mal combatida, nem o estranho equívoco de Ney, agrupando, em vez de destacar, as quatro divisões do primeiro corpo espessuras de vinte e sete fileiras e vanguardas de duzentos homens, entregues daquele modo à metralha, nem a destruição das balas naquelas massas, as colunas de ataque desunidas, a bateria do flanco descoberta subitamente, nem Bourgeois, Donzelot, Durutte em perigo e Quiot repelido, nem o tenente Vieux, esse Hércules saído da escola politécnica, ferido na ocasião em que arrombava, a golpes de machado, a porta de Haie-Sainte, debaixo do fogo que lhe faziam de cima da trincheira inglesa, que tapava a volta da estrada de Genappe a Bruxelas, nem a divisão de Marcognet, apanhada entre a infantaria e a cavalaria, espingardeada à queima-roupa, no meio das searas de trigo, por Best e Pack, e acutilada por Ponsonby, nem a sua bateria de sete peças encravadas, nem a resistência do príncipe de Saxe-Weimar contra o conde de Erlon, Frischemont e Smohain, para guardar a bandeira que havia tomado ao regimento 105.º, nem a bandeira do regimento 45.º, também tomada, nem o hussardo negro prussiano, feito prisioneiro pelos batedores da coluna volante de trezentos caçadores, que batiam a estrada entre Wavre e Plancenoit, nem as assustadoras notícias dadas pelo prisioneiro, nem a demora de Grouchy, nem os mil e quinhentos homens prostrados por terra em menos tempo ainda, em volta de Haie-Sainte; nenhum destes incidentes tempestuosos, passando por diante de Napoleão, como as nuvens de fumo de batalha, lhe perturbaram o olhar ou fizeram ensombrar aquela face imperial do homem seguro de si. Napoleão estava acostumado a olhar a guerra de frente, sem fazer a soma pungente das circunstâncias, algarismo por algarismo; importavam-lhe pouco os algarismos, contanto que eles dessem esta soma: Vitória; nem se assustava que as coisas não corressem bem ao princípio, pois julgava-se senhor e possuidor do fim delas; sabia esperar, supondo «que ninguém lhe podia pedir contas do que fazia, e tratando o destino como de igual para igual. Parecia que dizia à sorte: «Não és capaz».

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