Victor Hugo - Os Miseráveis

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Os Miseráveis é um romance de Victor Hugo publicado em 1862 que deu origem a muitas adaptações, no cinema e muitas outras mídias. Neste romance emblemático da literatura francesa que descreve a vida das pessoas pobres em Paris e na França provincial do século XIX, o autor se concentra mais particularmente no destino do condenado Jean Valjean.
O romance expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

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Há ainda uma casa habitada no meio destas ruínas; é a casa da herdade, cuja porta dá para o pátio. Junto à chapa da gótica fechadura, vê-se um puxador de ferro posto de esguelha. Na ocasião em que o tenente hanoveriano Wilda deitava a mão a este puxador, para se refugiar na herdade, cortou-lhe a mão com um golpe de machado um sapador francês.

A família que ocupava a casa tem por avô o antigo jardineiro Van Kylsom, que morreu há muito. Na ocasião em que ali estivemos, disse-nos uma mulher de cabelos russos: «Tinha eu três anos, quando aqui se deu a batalha. Minha irmã, que era mais velha, chorava com medo. Levaram-nos para os bosques e eu fui nos braços de minha mãe. Enquanto os outros se deitavam no chão e se punham a escutar com o ouvido colado à terra, eu imitava o estrondo das peças, fazendo: bum! bum!»

O pomar, para o qual, como já dissemos, dá uma porta situada à esquerda, é terrível.

Compõe-se de três partes, ou quase, para melhor dizer, de três atos. A primeira é um jardim, a segunda é o pomar, a terceira é um bosque. Estas três partes têm um recinto comum, do lado da entrada dos edifícios do solar e da herdade; à esquerda uma sebe, à direita uma parede, ao fundo outra parede, aquela de tijolo, esta de pedra.

Primeiro entra-se no jardim, que fica situado num plano inferior, e está plantado de groselheiras e atulhado de vegetações selvagens; fecha-o um eirado monumental de pedra de cantaria, com balaústres grossos em baixo e estreitos em cima. Era um jardim senhorial no primitivo estilo francês, que precedeu Le Nôtre; porém, hoje em ruínas e coberto de silvas. As pilastras são coroadas por globos, que parecem balas de pedra.

Contam-se ainda quarenta e três balaústres, assentes nas suas respetivas bases; os outros jazem deitados por cima da erva, e quase todos têm arranhaduras, feitas pelas balas de mosquetaria. Vê-se ali um balaústre partido, colocado em cima da sua base, como uma perna quebrada.

Foi neste jardim, que fica mais baixo que o pomar, que seis soldados de caçadores do primeiro regimento de infantaria ligeira, tendo ali penetrado, e não podendo sair, apanhados e encurralados como urso na sua cova, travaram combate com duas companhias hanoverianas, uma das quais fazia fogo com clavinas. Os hanoverianos, colocados em volta dos balaústres, atiravam de cima, porém, os caçadores, apesar de serem seis contra duzentos, levaram um quarto de hora a morrer, respondendo intrépidos debaixo, apenas abrigados pela rama das groselheiras.

Sobem-se alguns degraus e passa-se do jardim para o pomar propriamente dito.

Ali caíram, naquelas poucas toesas quadradas, mil e quinhentos homens em menos de uma hora. A parede parece prestes a recomeçar o combate. Ali existem ainda as trinta e oito seteiras, abertas pelos ingleses a alturas irregulares. Em frente da décima sexta, jazem dois túmulos ingleses de granito. Não há seteiras senão na parede meridional, e era daí que partia o ataque principal. Como a parede fica exteriormente oculta por uma grande sebe, os franceses, cuidando que só tinham a transpô-la, chegaram-se, romperam-na e encontraram o obstáculo da parede, os guardas ingleses por trás em emboscada, as trinta seteiras a fazer fogo, uma tormenta de balas e metralha, que deu cabo da brigada de Soye. Waterloo principiou assim.

O pomar foi tomado, e, como não havia escadas, os franceses treparam, agarrando-se com as unhas. Ali arcaram peito a peito os inimigos uns com os outros debaixo daquelas árvores, onde ficou fulminado um batalhão de Nassau, composto de setecentos homens. Toda aquela erva foi tinta do sangue dos combatentes. Por fora, a parede contra a qual foram encurraladas as duas baterias de Kellermann está toda esburacada da metralha.

Aquele pomar é sensível ao mês de maio, como qualquer outro: tem seus botões de ouro e suas boninas e erva crescida, em que vão pastar os cavalos empregados no serviço da lavoura; os intervalos que vão de árvore a árvore são atravessados por cordas de cabelo, em que a gente da herdade enxuga a roupa, e que fazem baixar a cabeça a quem passa; a cada passo, metem-se os pés nos buracos praticados pelas toupeiras naquele terreno inculto. Nota-se, derrubado por sobre a erva, um tronco arrancado, mas ainda verde; foi onde se encostou o major Bladkman para expirar. Sob uma grande árvore próxima caiu o general alemão Duplat, oriundo de uma família francesa refugiada na ocasião da revogação do édito de Nantes. Ao pé debruça-se uma macieira velha, enferma, pensada com uma ligadura de palha e barro. As macieiras caem de velhas quase todas. Não existe ali uma só que não tenha sinal de bala. Naquele pomar, no fundo do qual há um bosque cheio de violetas, abundam os esqueletos de árvores mortas, sobre cujos ramos esvoaçam os corvos de contínuo.

Bauduin morto, Foy ferido, o incêndio, a carnificina, a mortandade, um rio de sangue inglês, de sangue alemão e de sangue francês, furiosamente misturados, um poço atulhado de cadáveres, o regimento de Nassau e o de Brunswick destruídos, Duplat morto, Blackman morto, os guardas ingleses mutilados, vinte batalhões franceses, além dos quarenta do corpo de Reille, dizimados, três mil homens mortos naquela mansão solitária de Hougomont, espatíeirados, acutilados, degolados, fuzilados, queimados; e tudo para um aldeão dizer hoje a um viajante: Senhor, dê-me três francos que, se quiser, eu conto-lhe como foi esta embrulhada de Waterloo!

III — O 18 de julho de 1815

Retrocedamos, que é esse um dos direitos do narrador, e imaginemo-nos no ano de 1815, alguma coisa antes da época em que principia a ação contada na primeira parte deste livro.

Se na noite de 17 para 18 de junho de 1815 não tivesse chovido, o futuro da Europa teria sido diferente. Algumas gotas de água de mais ou de menos deitaram Napoleão a perder. Para Waterloo ser o complemento de Austerlitz, bastou à Providência alguma chuva; uma nuvem que passou pelo céu em contrário do que era de esperar naquela estação, foi o suficiente para o desabamento de um mundo.

A batalha de Waterloo não pôde principiar senão às onze horas e meia, o que deu tempo de chegar Blucher. Porquê? Porque a terra estava molhada.

Foi necessário que o solo enxugasse um tanto para que a artilharia pudesse manobrar.

Napoleão era oficial de artilharia, o que facilmente dava a conhecer. Todos os seus planos de batalha são baseados no projeto: Fazer convergir a artilharia sobre um ponto dado era a chave da vitória. Tratava a estratégia do general inimigo como uma cidadela e batia até fazer-lhe brecha. Oprimia o ponto fraco com a metralha; atava e desatava as batalhas com a artilharia. No seu grande génio havia o que quer que fosse de tiro. Esmagar os quadrados, pulverizar os regimentos, romper as linhas, triturar e dispersar as massas, era tudo para ele; bater, bater, bater sem cessar; missão de que encarregava a bala.

Método temível, o qual junto ao génio, tornou invencível pelo espaço de quinze anos, o sombrio atleta do pugilato da guerra.

No dia 18 de junho de 1815 contava ele tanto mais com a artilharia, quando era superior o número pela sua parte. Wellington não tinha senão cento e cinquenta e nove bocas de fogo; Napoleão dispunha de duzentas e quarenta.

Suponha-se o solo enxuto, deixando rodar a artilharia, e a ação começada às seis horas da manhã. A batalha estava ganha e terminada às duas, três horas antes da peripécia prussiana!

Que quantidade de culpa tem Napoleão na perda desta batalha? O naufrágio é acaso imputável no piloto?

O evidente declínio físico de Napoleão agravava-se acaso nesta época com uma certa diminuição inferior?

Tinham os vinte anos de guerra gasto tanto a lâmina como a bainha, tanto a alma como o corpo? Porventura o cansaço do veterano se fez sentir no capitão? Numa palavra: esse génio, como muitos historiadores de consideração o julgaram, eclipsava-se? Tornava-se frenético para ocultar a si mesmo o seu enfraquecimento? Começava a oscilar sobre o desvairamento dum sopro de aventura? Tornara-se ele, coisa grave num general, inconsciente do perigo? Na classe de grandes homens materiais a que se pode chamar gigantes da ação, há porventura uma idade para a miopia do génio? A velhice não influi no génio do ideal; para os Dantes e Migueis Ângelos envelhecer é engrandecerem-se; para os Aníbais e Bonapartes será decrescer? Teria Napoleão perdido o sentido direto da vitória? Teria chegado ao estado de não reconhecer o escolho, de não adivinhar o laço, de não pressentir a beira escorregadia dos abismos? Faltar-lhe-ia o faro das catástrofes? Ele que dantes conhecia todos os caminhos do triunfo, e que do alto do seu carro coruscante os indicava com gesto soberano, teria então o sinistro atordoamento de conduzir aos precipícios as suas tumultuosas parelhas de legiões?

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