Victor Hugo - Os Miseráveis

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Os Miseráveis é um romance de Victor Hugo publicado em 1862 que deu origem a muitas adaptações, no cinema e muitas outras mídias. Neste romance emblemático da literatura francesa que descreve a vida das pessoas pobres em Paris e na França provincial do século XIX, o autor se concentra mais particularmente no destino do condenado Jean Valjean.
O romance expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

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Hougomont, visto no mapa, em plano geométrico, compreendendo os edifícios e tapadas, apresenta uma espécie de retângulo irregular, no qual fosse entalhado um dos ângulos. É neste ângulo que fica a porta meridional, guardada pelo muro, que a fuzila à queima-roupa.

Hougomont tem duas portas; a meridional, que é a do solar, e a setentrional, que é a do casal Napoleão mandou contra Hougomont seu irmão Jerónimo; as divisões Guileminot, Foy e Bachelu, ali se encontraram; quase todo o corpo de Reille, ali foi empregado e aniquilado; os esforços das balas de Kellerman foram inúteis sobre o heroico muro.

Não foi demais a brigada Bouduin para forçar Hougomont pelo norte; do sul, a brigada Soye pôde apenas fazer-lhe mossa, sem consegui-lo.

As construções do canal orlam o pátio do lado sul. Preso ao muro está pendurado um pedaço da porta do norte, despedaçada pelos franceses. São quatro tábuas pregadas sobre duas travessas, nas quais se distinguem ainda os vestígios do ataque.

A porta setentrional, arrombada pelos franceses, e na qual puseram um remendo para substituir a almofada suspensa do muro, entreabre-se quase quadrada num muro do fundo do pátio, na base dele e por cima de ladrilho. É uma simples porta de carro como costuma haver em todos os casais, de dois largos batentes feitos de tábuas toscas, do outro lado os campos. A disputa desta entrada foi furiosa. Por muito tempo se viram, por cima da porta, toda a espécie de vestígios de mãos ensanguentadas.

Foi neste sítio que morreu Bauduin.

A tempestade do combate sente-se ainda neste pátio; o horror nele é visível; o destroço da refrega está ali petrificado; sente-se a vida e a morte, como se fosse ainda ontem. As paredes agonizam, as pedras caem, as brechas gritam, os buracos são feridas, as árvores inclinadas e trémulas parecem fazer esforços para fugir.

Em 1815 este pátio era mais enlabirintado de edifícios do que o é hoje. Essas construções, depois deitadas a terra, formavam frentes, ângulos e esquinas, que já hoje não existem.

Aí se entrincheiraram os ingleses e penetraram os franceses, os quais não puderam, contudo, sustentar-se naquela posição. Ao lado da capela, sobressai em ruínas um lanço do solar, único fragmento que resta da mansão de Hougomont. O castelo serviu de reduto, a capela, de fortim. Naquele dia, cada qual procurava exterminar o seu adversário. Os franceses, espingardeados de todos os lados, por trás das muralhas, de cima dos celeiros, do fundo das adegas, por todas as janelas e postigos, por todas as fendas das pedras, trouxeram faxina, e lançaram o fogo às paredes e aos homens à metralha replicaram com o incêndio.

No lanço arruinado entreveem-se ainda por entre as grades de ferro, que guarnecem as janelas, os quartos demolidos de um edifício construído de tijolo, nos quais se tinham emboscado os guardas ingleses; a espiral da escada, rachada desde o chão até ao telhado, parece o interior de uma concha esmagada. Os ingleses, cercados na escada, que tem dois lanços, refugiaram-se nos degraus superiores, cortando os inferiores, para obstar à subida dos inimigos. Os degraus são hoje um montão de pedras, por cujas fendas crescem espontâneas as urtigas em abundância. Juntos à parede apenas se conservam uns dez, sobre o primeiro dos quais se vê gravada a imagem de um tridente. Estes degraus inacessíveis estão sólidos nos seus alvéolos; o resto parece uma queixada sem dentes.

Duas árvores existem ali, uma morta, outra ferida no pé; esta última reverdece em abril, e desde 1815 que cresce por entre a escada.

O interior da capela, que participou também do horror da luta, oferece um espetáculo estranho. Lá está ainda, encostado a um fundo de pedra bruta, o grosseiro altar de madeira, onde se não tornou a dizer missa desde aquele dia de carnificina.

Quatro paredes caiadas, uma porta defronte do altar, duas janelas pequenas em arco, um grande crucifixo de madeira por cima da porta, por cima do crucifixo um postigo quadrado, tapado com um molho de feno, e no chão, a um canto, uma vidraça velha toda quebrada eis o que é a antiga capela. Ao pé do altar está colocada uma imagem de Sant’Anna, de madeira, do século XV; a cabeça do menino Jesus foi levada por uma bala. Os franceses, um momento senhores da capela, mas desalojados logo, deitaram-lhe fogo. As chamas envolveram-na, convertendo-a numa fornalha, e queimando a porta e o soalho, só escapando o Cristo de madeira. O fogo consumiu-lhe os pés, dos quais apenas se veem os cotos enegrecidos; depois, parou, o que foi um milagre, no dizer da gente da terra. O menino Jesus decapitado não foi tão feliz como o Cristo.

As paredes estão cobertas de inscrições. Por baixo dos pés do Cristo lê-se este nome: Henquinez. Depois estes outros: Conde de Rio Maior; Marquês y Marquesa de Almagro (Habana). Aquela parede, caiada em 1849, e sobre a qual se leem nomes franceses com pontos de exclamação, como indicando cólera, era o lugar onde mutuamente se insultavam as nações.

À porta da capela foi encontrado um cadáver que ainda tinha agarrado na mão um machado. Era o do alferes Legros.

Ao sair da capela encontra-se um poço à esquerda e pergunta-se:

— Porque não há aqui balde nem roldana?

— Porque já não se tira água dele.

— Então porque não se tira água dele?

— Porque está cheio de esqueletos.

O último que tirou água desse poço chamava-se Guilherme Van Kylsom; era um aldeão morador em Hougomont, onde exercia a profissão de jardineiro. No dia 18 de junho de 1815, a família dele fugiu e foi esconder-se nos bosques.

A floresta que se estende em volta da abadia de Villers abrigou por espaço de muitos dias e muitas noites estas infelizes povoações dispersas. Ainda hoje se veem vestígios reconhecíveis, como troncos de árvores queimados, que denotam o local destes pobres bivaques errantes no meio das sarças.

Guilherme Van Kylsom ficou em Hougomont «para guardar o solar»; os ingleses foram dar com ele numa adega, onde se agachara, e, arrancando-o do seu esconderijo, obrigaram-no a servi-los, à força de espadeiradas. Os combatentes tinham sede, Guilherme levou-lhes de beber. Era desse poço que ele tirava a água. Muitos beberam ali o derradeiro trago. Esse poço onde beberam tantos mortos tinha também de morrer.

Após o combate, tratou-se com azáfama de dar sepultura aos cadáveres. A morte tem uma maneira própria de perseguir o vencedor, fazendo acompanhar a glória pela peste. O tifo é um apenso do triunfo. Do poço, pois, que era fundo, fizeram um sepulcro e deitaram nele trezentos mortos, talvez com demasiada pressa. Estariam todos realmente mortos? Diz a lenda que não. Parece que na noite seguinte ao dia em que se sepultaram aqueles trezentos cadáveres se ouviram sair vozes fracas como de quem chamava.

O poço fica isolado no meio do pátio, rodeado de três lados por três paredes de pedra e tijolo, dobradas como as folhas de um biombo, e fingindo um torreão quadrado. O quarto lado está em aberto, e é por ali que se tira a água. A parede do fundo tem um como óculo informe, talvez feito por alguma granada. Do teto do torreão apenas restam as traves, e os gatos de ferro, que sustentam a parede, desenham uma cruz.

Inclina-se a gente e perde-se a vista num profundo cilindro de tijolo, cheio de trevas. Em roda das paredes que cercam o poço crescem moitas de urtigas que lhes escondem as extremidades inferiores.

Não tem este poço a larga pia azul que serve de aparador a todos os poços da Bélgica; a pia azul é substituída nele por um travessão, em que se apoiam cinco ou seis troços de madeira cheios de nós e encurvados, semelhando grandes ossadas. Nem balde, nem cadeia, nem roldana se vê ali já, mas ainda ali se conserva a celha que servia de desaguadouro. Ali se junta a água da chuva, e vem de tempos a tempos alguma ave da floresta, que, depois de beber, levanta voo e foge.

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