Paolo Coelho - A bruxa de Portobello
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“O que é pecado? Pecado é impedir que o Amor se manifeste. E a Mãe é amor. Estamos em um novo mundo, podemos escolher seguir nossos próprios passos, não o que a sociedade nos obrigou a fazer. Se for necessário, enfrentaremos de novo as forças das trevas como fizemos na semana passada. Mas ninguém irá calar nossa voz ou nosso coração.”
Eu estava vendo a transformação de uma mulher em um ícone. Ela falava tudo aquilo com convicção, com dignidade, com fé no que dizia. Torci para que as coisas fossem realmente assim, que estivéssemos realmente diante de um novo mundo, do qual eu seria testemunha.
Sua saída do armazém foi tão consagradora quanto sua entrada, e, ao me ver na multidão, chamou-me para seu lado, comentando que havia sentido minha falta na semana passada. Estava alegre, segura de si, convencida da correção de seus atos.
Este era o lado positivo do artigo de jornal, e oxalá as coisas terminassem por aí. Queria estar errado em minha análise, mas, três dias depois, a minha previsão se confirmou: o lado negativo surgiu com toda a sua força.
Utilizando um dos mais conceituados e conservadores escritórios de advocacia do Reino, cujos diretores — esses sim, e não Athena — tinham contato com todas as esferas do governo, e usando as declarações que haviam sido publicadas, o Reverendo Buck convocou uma entrevista coletiva para dizer que naquele momento estava entrando na justiça com um processo de difamação, calúnia, e danos morais.
O secretário de redação me chamou: sabia que eu tinha amizade com o personagem central de todo aquele escândalo, e sugeriu que fizéssemos uma entrevista exclusiva. Minha primeira reação foi de revolta: como iria usar esta relação de amizade para vender jornais?
Mas, depois que conversamos um pouco, comecei a achar que talvez fosse uma boa idéia: ela teria a oportunidade de apresentar sua versão da história. Indo mais longe, poderia usar a entrevista para promover tudo aquilo pelo qual agora estava lutando abertamente. Saí do encontro com o secretário de redação com o plano que elaboramos juntos: uma série de reportagens sobre as novas tendências sociais, e as transformações que a busca religiosa estava atravessando. Em uma destas reportagens, eu publicaria as palavras de Athena.
Na mesma tarde do encontro com o secretário de redação, fui até sua casa — aproveitando-me do fato de que o convite partira dela, na saída do armazém. Soube por vizinhos que oficiais de justiça tinham aparecido no dia anterior para entregar-lhe uma intimação, mas tampouco conseguiram.
Telefonei mais tarde, sem sucesso. Tentei outra vez no início da noite, e ninguém respondia ao telefone. A partir daí comecei a ligar a cada meia hora, e a ansiedade crescia proporcionalmente aos telefonemas. Desde que Hagia Sofia me curara da insônia, o cansaço me empurrava para a cama às 11 horas da noite, mas desta vez a angústia me manteve acordado.
Achei o número de sua mãe no catálogo telefônico. Mas já era tarde, se ela não estivesse ali, a família inteira iria ficar preocupada; o que fazer? Liguei a televisão para ver se algo havia acontecido — nada de especial, Londres continuava a mesma, com suas maravilhas e seus perigos.
Resolvi fazer uma última tentativa: depois de tocar três vezes, alguém atendeu. Imediatamente reconheci a voz de Andrea do outro lado da linha.
— O que você quer? — ela perguntou.
— Athena pediu que eu a procurasse. Está tudo bem?
— Evidente que está tudo bem, e está tudo mal, dependendo de como se quiser ver a coisa. Mas acho que você pode ajudar.
— Onde ela está?
Desligou sem dar maiores detalhes.
Deidre O’Neill, conhecida como Edda
Athena hospedou-se em um hotel próximo à minha casa. As notícias de Londres referentes a eventos locais, principalmente aos pequenos conflitos nos bairros da periferia, jamais chegam à Escócia. Não nos interessa muito como os ingleses gestionam seus pequenos problemas; temos nossa bandeira, nossa equipe de futebol, e em breve teremos nosso parlamento. É patético que nesta época ainda utilizemos o mesmo código telefônico da Inglaterra, seus selos de correio, e tenhamos ainda que amargar a derrota de nossa rainha Mary Stuart na batalha pelo trono.
Ela terminou decapitada nas mãos dos ingleses, sob o pretexto de problemas religiosos, é claro. O que minha discípula estava enfrentando não era nenhuma novidade.
Deixei que Athena descansasse por um dia inteiro. Na manhã seguinte, em vez de entrar no pequeno templo e trabalhar usando os rituais que conheço, resolvi levá-la para passear com seu filho em um bosque perto de Edimburgo. Ali, enquanto a criança brincava e corria solta entre as árvores, ela me contou em detalhes tudo que estava acontecendo.
Quando terminou, comecei a falar:
— É de dia, o céu está nublado, e além das nuvens os seres humanos acreditam que vive um Deus todo-poderoso, guiando o destino dos homens. Entretanto, veja seu filho, olhe seus pés, escute os sons à sua volta: aqui embaixo está a Mãe, muito mais próxima, trazendo alegria às crianças, e energia aos que caminham sobre Seu corpo. Por que as pessoas preferem acreditar em algo distante e esquecer o que está visível, a verdadeira manifestação do milagre?
— Eu sei a resposta: porque lá em cima alguém guia e dá as ordens, escondido atrás das nuvens, inquestionável em sua sabedoria. Aqui embaixo nós temos um contato físico com a realidade mágica, liberdade de escolher onde nossos passos vão nos levar.
— Belas e exatas palavras. Você acha que o ser humano deseja isso? Deseja esta liberdade de escolher os próprios passos?
— Penso que sim. Esta terra onde piso me traçou caminhos muito estranhos, de um vilarejo no interior da Transilvânia a uma cidade no Oriente Médio, dali a outra cidade em uma ilha, depois ao deserto, à Transilvânia de novo, etc. De um banco de subúrbio a uma companhia de venda de imóveis no Golfo Pérsico. De um grupo de dança a um beduíno. E, sempre que meus pés me empurravam para a frente, eu dizia “sim” ao invés de dizer “não”.
— O que você ganhou com isso?
— Hoje posso ver as auras das pessoas. Posso despertar a Mãe em minha alma. Minha vida agora tem um sentido, sei pelo que estou lutando. Mas por que pergunta? Você também ganhou o poder mais importante de todos: o dom da cura. Andrea consegue profetizar e conversar com espíritos; tenho acompanhado passo a passo seu desenvolvimento espiritual.
— O que mais ganhou?
— Alegria de estar viva. Sei que estou aqui, tudo é um milagre, uma revelação.
A criança caiu e machucou o joelho. Instintivamente, Athena correu até ela, limpou a ferida, disse que não era nada, e o menino logo voltou a divertir-se na floresta. Usei aquilo como um sinal.
— O que acaba de acontecer com seu filho, aconteceu comigo. E está acontecendo com você, não é verdade?
— Sim. Mas não acho que tropecei e caí; acho que estou passando mais uma vez por um teste, que me ensinará o próximo passo.
Nestes momentos, o mestre não deve dizer nada — apenas abençoar seu discípulo. Porque, por mais que deseje poupá-lo de sofrimentos, os caminhos estão traçados e os pés desejosos de segui-los. Sugeri que voltássemos de noite ao bosque, apenas as duas. Ela perguntou onde poderia deixar o filho; eu me encarregaria disso — tinha uma vizinha que me devia favores, e teria o maior prazer em cuidar de Viorel.
No final do entardecer retornamos ao mesmo lugar, e no caminho discutíamos coisas que nada tinham a ver com o ritual que estava prestes a ser realizado. Athena tinha me visto fazer depilação com um novo tipo de cera, e estava interessadíssima em saber quais as vantagens sobre os antigos processos. Conversamos animadas sobre vaidade, moda, lugares mais baratos para comprar, comportamento feminino, feminismo, estilos de cabelo. Em determinado momento ela disse algo como “a alma não tem idade, não sei por que nos preocupamos com isso”, mas logo deu-se conta que não havia grandes problemas em deixar-se simplesmente relaxar e falar de coisas absolutamente superficiais.
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