Paolo Coelho - A bruxa de Portobello

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A bruxa de Portobello: краткое содержание, описание и аннотация

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Uma reflexão sobre a espiritualidade, a moral e as relações familiares. Narra 21 anos na vida de Athena, uma jovem originária da Transilvânia adotada por libaneses, que parte em busca de sua verdadeira mãe e de suas raízes. Nessa jornada, ela enfrentará a intolerância religiosa dos tempos da Inquisição.

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E qual o resultado?

Acompanhando a história de minha filha, me transformei em uma pessoa melhor. Evidente que não compreendia nada de Deusa Mãe, esta mania de estar sempre reunindo pessoas estranhas ao seu lado, e jamais conformar-se com o que havia conseguido depois de muito trabalho.

Mas, no fundo, gostaria muito de ter sido como ela, embora já fosse um pouco tarde para pensar assim.

Ia levantar-me e preparar algo para comerem, mas ela me impediu.

— Quero ficar um pouco aqui, no seu colo. Isso é tudo que preciso. Viorel, vá para o quarto ver televisão que gostaria de conversar com sua avó.

O menino obedeceu.

— Eu devo ter lhe causado muito sofrimento.

— Nenhum. Muito pelo contrário, você e seu filho são a fonte de nossas alegrias, e o motivo pelo qual estamos vivos.

— Mas eu não fiz exatamente…

— … que bom que tenha sido assim. Hoje eu posso confessar: houve momentos em que a odiei, que me arrependi amargamente de não ter seguido o conselho da enfermeira e adotado outra criança. E me perguntava: “como é que uma mãe pode odiar sua filha?”. Tomava calmantes, ia jogar bridge com as amigas, comprava compulsivamente, tudo para compensar o amor que eu havia lhe dado e julgava não estar recebendo de volta.

“Faz alguns meses, quando você decidiu largar mais uma vez um emprego que estava lhe dando dinheiro e prestígio, eu fiquei desesperada. Fui até a igreja próxima de casa: queria fazer uma promessa, pedir à Virgem para você tomar consciência da realidade, mudar de vida, aproveitar as chances que estava desperdiçando. Estava disposta a fazer qualquer coisa em troca disso.

“Fiquei olhando a Virgem com o menino no seu colo. E disse: ‘você que é mãe, sabe o que estou passando. Pode me pedir qualquer coisa, mas salve minha filha, porque acho que está caminhando para destruir a si mesma’.”

Senti que os braços de Sherine me apertavam. Ela começou a chorar de novo, mas era um pranto diferente. Eu fazia o possível para controlar minha emoção.

— E sabe o que senti neste momento? Que ela conversava comigo. E dizia: “escute, Samira, eu também pensava assim. Sofri muitos anos porque meu filho não escutava nada do que eu dizia. Preocupava-me com sua segurança, achava que não sabia escolher seus amigos, não tinha o menor respeito pelas leis, pelos costumes, pela religião, ou pelos mais velhos”. Preciso contar o resto?

— Não precisa, eu entendo. Mas gostaria de ouvir de qualquer maneira.

— A Virgem terminou dizendo: “mas meu filho não me ouviu. E hoje estou muito contente por causa disso”.

Com todo carinho, retirei sua cabeça do meu ombro e levantei-me.

— Vocês precisam comer.

Fui até a cozinha, preparei uma sopa de cebola, um prato de tabule, esquentei o pão sem fermento, coloquei a mesa, e almoçamos juntos. Conversamos sobre coisas sem importância, que nestes momentos nos unem e justificam o amor de estarmos ali, tranqüilos, mesmo que a tempestade esteja arrancando árvores e semeando destruição lá fora. Claro, no final da tarde a minha filha e meu neto sairiam por aquela porta, para enfrentarem de novo os ventos, os trovões, os raios — mas isso era uma escolha sua.

— Mamãe, você disse que faria qualquer coisa por mim, não é verdade?

Claro que era verdade. Inclusive dar minha vida, se fosse necessário.

— Não acha que eu também deveria fazer qualquer coisa por Viorel?

— Penso que esse é o instinto. Mas além do instinto, essa é a maior manifestação do amor que temos.

Ela continuou comendo.

— Você sabe que entraram com um processo na justiça, e que seu pai está pronto para ajudá-la, se assim desejar.

— Claro que desejo. É minha família.

Pensei duas vezes, três vezes, mas não me contive:

— Posso lhe dar um conselho? Sei que você tem amigos importantes. Falo daquele jornalista. Por que não pede a ele que publique sua história, que conte sua versão dos fatos? A imprensa está dando muito espaço a este reverendo, e as pessoas terminam por lhe dar razão.

— Então, além de aceitar o que faço, você está querendo me ajudar?

— Sim, Sherine. Mesmo que não a entenda, mesmo que às vezes sofra como a Virgem deve ter sofrido sua vida inteira, mesmo que você não seja Jesus Cristo e tenha uma grande mensagem para passar ao mundo, eu estou do seu lado, e quero vê-la vitoriosa.

Heron Ryan, jornalista

Athena entrou quando eu estava procurando anotar freneticamente o que imaginava ser a entrevista ideal sobre os acontecimentos de Portobello e o renascer da Deusa. Era um assunto delicado, delicadíssimo.

O que eu via no armazém era uma mulher dizendo: “vocês são capazes, façam o que a Grande Mãe ensina — confiem no amor e os milagres serão realizados”. E a multidão concordava, mas isso não podia durar muito, porque estávamos em uma época onde a escravidão era a única maneira de encontrar a felicidade. O livre-arbítrio exige uma responsabilidade imensa, dá trabalho, e traz angústia e sofrimento.

— Preciso que escreva algo sobre mim — pediu.

Respondi que devíamos esperar um pouco, o assunto podia morrer na semana seguinte, mas que havia preparado algumas perguntas sobre a Energia Feminina.

— No momento, as brigas e os escândalos interessam apenas ao bairro e aos tablóides: nenhum jornal respeitável publicou qualquer linha. Londres está cheia deste tipo de conflitos, e chamar a atenção da grande imprensa não é aconselhável. Melhor seria ficar duas ou três semanas sem reunir seu grupo.

“Entretanto, acho que o assunto da Deusa — tratado com a seriedade que merece, pode fazer muita gente levantar uma série de perguntas importantes.”

— Durante um jantar, você disse que me amava. E agora, além de dizer que não quer me ajudar, está me pedindo para que renuncie às coisas em que acredito?

Como interpretar aquelas palavras? Será que finalmente aceitava o que lhe oferecera aquela noite, o que me acompanhava a cada minuto de vida? O poeta libanês havia dito que era mais importante dar que receber; embora fossem palavras sábias, eu fazia parte daquilo que chamam de “humanidade”, com minhas fraquezas, meus momentos de indecisão, meu desejo de simplesmente dividir a paz, escravizar-me aos meus sentimentos, entregar-me sem perguntar nada, sem mesmo querer saber se este amor era correspondido. Bastava permitir que a amasse, isso era tudo; tenho certeza que Hagia Sofia iria concordar inteiramente comigo. Athena estava passando por minha vida já há quase dois anos, e eu tinha medo que continuasse seu caminho, desaparecesse no horizonte, sem que eu tivesse sido capaz de pelo menos acompanhá-la em uma parte de sua jornada.

— Você está falando de amor?

— Estou pedindo sua ajuda.

O que fazer? Controlar-me, manter o sangue-frio, não precipitar as coisas e terminar por destruí-las? Ou dar o passo que estava faltando, abraçá-la e protegê-la de todos os perigos?

— Eu quero ajudar — respondi, embora minha cabeça estivesse insistindo para dizer “não se preocupe com nada, eu penso que te amo”. — Peço que confie em mim; faria tudo, absolutamente tudo por você. Inclusive dizer “não”, quando acho que é o caso, mesmo correndo o risco de que você não compreenda.

Contei que o secretário de redação do jornal havia proposto uma série de matérias sobre o despertar da Deusa, que incluía uma entrevista com ela. No início me parecera uma excelente idéia, mas agora entendia que era melhor esperar um pouco.

— Ou você deseja levar sua missão adiante, ou você deseja se defender. Sei que está consciente de que o que faz é mais importante do que a maneira como é vista pelos outros. Está de acordo?

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