Paolo Coelho - A bruxa de Portobello

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A bruxa de Portobello: краткое содержание, описание и аннотация

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Uma reflexão sobre a espiritualidade, a moral e as relações familiares. Narra 21 anos na vida de Athena, uma jovem originária da Transilvânia adotada por libaneses, que parte em busca de sua verdadeira mãe e de suas raízes. Nessa jornada, ela enfrentará a intolerância religiosa dos tempos da Inquisição.

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Muito pelo contrário: era divertidíssimo este tipo de conversa, e cuidar da estética não deixava de ser algo importantíssimo na vida de uma mulher (os homens fazem o mesmo, mas de maneira diferente, e não assumem tanto como nós).

À medida que me aproximava do local que havia escolhido — ou melhor, que a floresta estava escolhendo para mim —, comecei a sentir a presença da Mãe. No meu caso, esta presença se manifesta através de uma certa e misteriosa alegria interior, que sempre me emociona, e quase me leva às lágrimas. Era o momento de parar e mudar de assunto.

— Pegue alguns gravetos — pedi.

— Mas já está escuro.

— A lua cheia ilumina o suficiente, mesmo estando atrás das nuvens. Eduque seus olhos: eles foram feitos para enxergar além do que pensa.

Ela começou a fazer o que lhe pedi, volta e meia blasfemando porque havia tocado em um espinho. Quase meia hora se passou, e neste tempo não conversamos; eu sentia a emoção da presença da Mãe, a euforia de estar ali com aquela mulher que ainda parecia uma menina, que confiava em mim, que me fazia companhia nesta busca às vezes louca demais para a mente humana.

Athena ainda estava no estágio de responder perguntas, como havia respondido as minhas naquela tarde. Eu já tinha sido assim um dia, até deixar-me transportar por completo ao reino do mistério, apenas contemplar, celebrar, adorar, agradecer, e permitir que o dom se manifeste.

Olhava Athena catando os gravetos, e via a menina que um dia fui, também em busca de segredos velados, de poderes ocultos. A vida havia me ensinado algo completamente diferente: os poderes não eram ocultos, e os segredos já tinham sido revelados há muito tempo. Quando vi que a quantidade de gravetos era suficiente, pedi com um sinal que parasse.

Procurei, eu mesma, galhos maiores, e os coloquei por cima dos gravetos; era assim a vida. Para que pegassem fogo, os gravetos deviam antes ser consumidos. Para que pudéssemos liberar a energia do forte, é preciso que o fraco tenha possibilidade de se manifestar.

Para que possamos entender os poderes que carregamos conosco, e os segredos que já foram revelados, antes era necessário deixar que a superfície — as expectativas, os medos, as aparências — fosse consumida. Então, entrávamos nesta paz que agora encontrava na floresta, com o vento soprando sem muita violência, a luz da lua por detrás das nuvens, os ruídos de animais que saíam à noite para caçar cumprindo o ciclo de nascimento e morte da Mãe, sem que jamais fossem criticados por seguir seus instintos e sua natureza.

Acendi a fogueira.

Nenhuma de nós duas sentiu vontade de dizer nada — ficamos apenas contemplando a dança do fogo por um tempo que pareceu uma eternidade, e sabendo que, naquele momento, centenas de milhares de pessoas deviam estar diante de suas lareiras, em diversos lugares do mundo, independente do fato de terem em suas casas os mais modernos sistemas de aquecimento; faziam isso porque estavam diante de um símbolo.

Foi preciso um grande esforço para sair daquele transe, que embora não me dissesse nada de especifico, não me fizesse ver deuses, auras, ou fantasmas, me deixava no estado de graça que eu precisava tanto. Voltei a concentrar-me no presente, na moça ao meu lado, no ritual que precisava realizar.

— Como está sua discípula? — perguntei.

— Difícil. Mas, se não fosse assim, talvez eu não aprendesse o que preciso.

— E que poder ela desenvolve?

— Ela conversa com as entidades do mundo paralelo.

— Como você conversa com Hagia Sofia?

— Não. Você sabe que Hagia Sofia é a Mãe se manifestando em mim. Ela conversa com os seres invisíveis.

Eu já havia entendido, mas queria ter certeza. Athena estava mais calada do que o normal. Não sei se havia conversado com Andrea a respeito dos acontecimentos de Londres, mas isso não vinha ao caso. Levantei-me, abri a bolsa que carregava comigo, tirei um punhado de ervas especialmente escolhidas, e joguei nas labaredas.

— A madeira começou a falar — disse Athena, como se estivesse diante de algo absolutamente normal, e isso era bom, os milagres estavam agora fazendo parte de sua vida.

— O que ela está dizendo?

— No momento nada, são apenas ruídos.

Minutos depois ela ouvia uma canção vinda da fogueira.

— É tão maravilhoso!

Ali estava a menina, não mais a mulher ou a mãe.

— Fique como está. Não procure se concentrar, ou seguir meus passos, ou entender o que estou dizendo. Relaxe, sinta-se bem. Isso é tudo que às vezes podemos esperar da vida.

Ajoelhei-me, peguei um graveto em brasa, fiz um círculo à sua volta, deixando uma pequena abertura para que pudesse entrar. Eu também estava ouvindo a mesma música que Athena, e dancei ao seu redor — invocando a união do fogo masculino com a terra que agora o recebia de braços e pernas abertas, que tudo purificava, que transformava em energia a força contida dentro daqueles gravetos, troncos, seres humanos, entidades invisíveis. Dancei enquanto durou a melodia do fogo, e fiz os gestos de proteção à criatura que estava dentro do círculo, sorrindo.

Quando as chamas se extinguiram, peguei um pouco de cinza e aspergi na cabeça de Athena; em seguida, apaguei com os pés o círculo que fizera a sua volta.

— Muito obrigado — disse ela. — Senti-me querida, amada, protegida.

— Não esqueça disso nos momentos difíceis.

— Agora que encontrei meu caminho, não existirão momentos difíceis. Creio que tenho uma missão a cumprir, não é isso?

— Sim, todos nós temos uma missão a cumprir.

Ela começou a ficar insegura.

— Você não me respondeu sobre os momentos difíceis.

— Não é uma pergunta inteligente. Lembre-se do que disse pouco antes: é amada, querida, protegida.

— Farei o possível.

Seus olhos se encheram de lágrimas. Athena havia entendido minha resposta.

Samira R. Khalil, dona de casa

— Meu neto! O que o meu neto tem a ver com isso? Em que mundo vivemos, meu Deus? Ainda estamos na Idade Média, procurando bruxas?

Corri até ele. O menino estava com o nariz sujo de sangue, mas não parecia importar-se com meu desespero, e logo me empurrou:

— Eu sei me defender. E me defendi.

Embora jamais tenha gerado um filho em meu ventre, conheço o coração das crianças; estava muito mais preocupada por Athena que por Viorel — isso era uma das muitas brigas que ele iria enfrentar na sua vida, e seus olhos inchados não deixavam de mostrar um certo orgulho.

— Um grupo de meninos na escola disse que mamãe era uma adoradora do diabo!

Sherine chegou logo em seguida — a tempo de ver o garoto ainda com sangue, e fazer um verdadeiro escândalo. Queria sair, voltar à escola para falar com o diretor, mas eu a abracei. Deixei que derramasse todas as suas lágrimas, expressasse toda a sua frustração — neste momento tudo que eu podia fazer era ficar calada, tentando passar meu amor em silêncio.

Quando se acalmou um pouco, expliquei com todo cuidado que podia voltar a morar conosco, nos ocuparíamos de tudo — seu pai havia conversado com alguns advogados quando lera no jornal sobre o processo que estavam movendo contra ela. Faríamos o possível e o impossível para livrá-la desta situação, agüentaríamos os comentários dos vizinhos, os olhares de ironia dos conhecidos, a falsa solidariedade dos amigos.

Nada havia de mais importante no mundo que a felicidade de minha filha, embora eu nunca pudesse compreender por que sempre escolhia caminhos tão difíceis e tão sofridos. Mas uma mãe não tem que compreender nada — apenas amar e proteger.

E orgulhar-se. Sabendo que podíamos lhe dar quase tudo, fora cedo em busca de sua independência. Teve seus tropeços, suas derrotas, fez questão de enfrentar sozinha as turbulências. Procurou a mãe consciente dos riscos que corria, e isso só terminou por aproximá-la mais de nossa família. Eu me dava conta que todos os meus conselhos jamais tinham sido aceitos — conseguir um diploma, casar-se, aceitar as dificuldades de uma vida em comum sem reclamar, não procurar ir além do que a sociedade permitia.

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