Paolo Coelho - A bruxa de Portobello

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Uma reflexão sobre a espiritualidade, a moral e as relações familiares. Narra 21 anos na vida de Athena, uma jovem originária da Transilvânia adotada por libaneses, que parte em busca de sua verdadeira mãe e de suas raízes. Nessa jornada, ela enfrentará a intolerância religiosa dos tempos da Inquisição.

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— Estou pensando em meu filho. Todos os dias agora tem problemas na escola.

— Vai passar. Daqui a uma semana ninguém vai mais falar nisso. Então será o momento de agirmos; não para defender-se de ataques idiotas, mas para colocar, com segurança e sabedoria, a dimensão do seu trabalho.

“E se tem dúvidas de meus sentimentos, está decidida a continuar, vou com você na próxima reunião. Veremos o que acontece.“

E na segunda-feira seguinte eu a acompanhei, já não era apenas uma pessoa na multidão, podia ver as cenas da mesma maneira que ela estava vendo.

Pessoas que se aglomeravam no local, flores e palmas, moças que gritavam “sacerdotisa da Deusa”, duas ou três senhoras bem vestidas que imploravam por uma audiência separada, por causa de doença na família. A multidão começou a empurrar-nos, barrando a entrada — jamais havíamos pensado que seria necessário um esquema de segurança, e fiquei assustado. Agarrei-a pelo braço, peguei Viorel no colo, e entramos.

Lá dentro, com a sala já cheia, Andrea nos esperava, irritadíssima:

— Acho que você deve dizer hoje que não faz milagre nenhum! — gritou para Athena. — Você está se deixando dominar pela vaidade! Por que Hagia Sofia não fala com toda esta gente para ir embora?

— Porque ela indica as doenças — respondeu Athena em tom desafiador. — E quanto mais pessoas se beneficiarem, melhor.

Ia continuar a conversa, mas a multidão aplaudia, e Athena subiu ao palco improvisado. Ligou o pequeno aparelho de som que trazia de casa, deu instruções para que ninguém seguisse o ritmo da música, pediu que dançassem, e o ritual começou. Em determinado momento Viorel foi para um canto e sentou-se — era o momento de Hagia Sofia se manifestar. Athena repetiu o que eu já havia visto tantas vezes: desligou abruptamente o som, colocou a cabeça entre as mãos, as pessoas ficaram em silêncio obedecendo a um comando invisível.

O ritual repetiu-se sem qualquer variação: perguntas sobre amor que eram descartadas, mas aceitava comentar sobre ansiedade, doenças, problemas pessoais. Da posição em que estava, podia ver que algumas pessoas tinham lágrimas nos olhos, outras pareciam estar diante de uma santa. Chegou o momento do sermão final, antes do ritual coletivo de celebração da Mãe.

Como já conhecia os próximos passos, comecei a imaginar qual seria a melhor maneira de sair dali com o mínimo de tumulto possível. Torci para que seguisse a indicação de Andrea, dizendo que não procurassem milagres ali; caminhei em direção a Viorel para que pudéssemos deixar o local assim que sua mãe acabasse de falar.

E foi quando escutei a voz de Hagia Sofia:

— Hoje, antes de terminar, vamos falar de dieta. Esqueçam esta história de regimes.

Dieta? Esqueçam esta história de regimes?

— Sobrevivemos todos estes milênios porque fomos capazes de comer. E hoje em dia isso parece ter se tornado uma maldição. Por quê? O que nos faz procurar manter, aos 40 anos, o mesmo corpo que tínhamos quando éramos jovens? Será possível parar esta dimensão do tempo? Claro que não. E por que precisamos ser magros?

Ouvi uma espécie de murmúrio na platéia. Deviam estar esperando uma mensagem mais espiritual.

— Não precisamos. Compramos livros, freqüentamos academias, gastamos uma parte importantíssima de nossa concentração tentando parar o tempo, quando devíamos celebrar o milagre de andar por este mundo. Em vez de pensar em como viver melhor, ficamos obcecados com o peso.

“Esqueçam isso; vocês podem ler todos os livros que quiserem, fazer os exercícios que desejarem, sofrerem todas as punições que decidirem, e terão apenas duas escolhas — ou deixam de viver, ou irão engordar.

“Comam com moderação, mas comam com prazer: o mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem. Lembrem-se que durante milênios lutamos para não passar fome. Quem inventou esta história de que todos precisam ser magros a vida inteira?

“Vou responder: os vampiros da alma, aqueles que têm tanto medo do futuro que pensam ser possível parar a roda do tempo. Hagia Sofia garante: não é possível. Usem a energia e o esforço de uma dieta para alimentarem-se do pão espiritual. Entendam que a Grande Mãe dá com fartura e com sabedoria — respeitem isso, e não irão engordar além daquilo que o tempo exige.

“Em vez de queimarem artificialmente estas calorias, procurem transformá-las na energia necessária para a luta pelos sonhos; ninguém ficou mais magro por muito tempo, só por causa de uma dieta.”

O silêncio era completo. Athena deu início ao ritual de encerramento, todos celebraram a presença da Mãe, eu agarrei Viorel nos braços prometendo a mim mesmo que da próxima vez iria trazer alguns amigos para improvisar um mínimo de segurança, saímos escutando os mesmos gritos e aplausos da entrada.

Um comerciante me agarrou pelos braços:

— Isso é um absurdo! Se quebrarem alguma de minhas vitrinas, vou processá-los!

Athena ria, dava autógrafos, Viorel parecia contente. Eu torcia para que nenhum jornalista estivesse ali naquela noite. Quando finalmente conseguimos nos desvencilhar da multidão, tomamos um táxi.

Perguntei se gostariam de comer alguma coisa. Claro que sim, tinha acabado de comentar sobre isso, disse Athena.

Antoine Locadour, historiador

Nesta sucessão de erros que ficou conhecido como “A bruxa de Portobello”, o que mais me surpreende é a ingenuidade de Heron Ryan, um jornalista com anos de carreira e experiência internacional. Quando conversamos, ele estava apavorado com as manchetes dos tablóides:

“O Regime da Deusa!”, gritava um.

“Emagreça enquanto come, diz a Bruxa de Portobello!”, estampava outro na primeira página.

Além de tocar em algo tão sensível como a religião, a tal Athena tinha ido mais longe: falara de dieta, um assunto de interesse nacional, mais importante que guerras, greves, ou catástrofes naturais. Nem todos acreditam em Deus, mas todos querem emagrecer.

Os repórteres entrevistavam comerciantes locais, que garantiam ter visto velas negras e vermelhas acesas, e rituais com a presença de poucas pessoas nos dias que antecediam as reuniões coletivas. Por enquanto, o tema se resumia a sensacionalismo barato, mas Ryan devia ter previsto que havia um processo em curso na justiça britânica, e que o acusador não iria perder qualquer oportunidade para fazer chegar até os juízes o que considerava ser não apenas uma calúnia, mas um atentado a todos os valores que mantinham de pé a sociedade.

Na mesma semana, um dos mais prestigiosos jornais ingleses publicava em sua coluna de editoriais, um texto do Reverendo Ian Buck, Ministro da Congregação Evangélica de Kensington, que dizia em um de seus parágrafos:

“Como bom cristão, eu tenho o dever de dar minha outra face quando sou injustamente agredido ou quando minha honra é atingida. Entretanto, não podemos nos esquecer que, da mesma maneira que Jesus ofereceu sua outra face, também usou o chicote para açoitar aqueles que pretendiam transformar a Casa de Deus em um covil de ladrões. É a isso que estamos assistindo em Portobello Road neste momento: pessoas inescrupulosas, que se fazem passar por salvadoras de almas, prometendo falsas esperanças e curas para todos os males, afirmando inclusive que permanecerão magras e elegantes se seguirem seus ensinamentos.

“Portanto, não me resta outra alternativa além de ir à justiça impedir que tal situação se prolongue por muito tempo. Os seguidores deste movimento juram que são capazes de despertar dons jamais vistos, e negam a existência de um Deus Todo-Poderoso, tentando substituí-Lo por divindades pagãs como Vênus ou Afrodite. Para eles, tudo é permitido, desde que seja feito com ‘amor’. Ora, o que é o amor? Uma força sem moral, que justifica qualquer fim? Ou um compromisso com os verdadeiros valores da sociedade, como a família e as tradições?”

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