Paolo Coelho - A bruxa de Portobello
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Passou-se a primeira semana, e imaginei que talvez estivesse procurando recuperar-se da tensão dos últimos tempos. Um mês depois, imaginei que teria voltado a Dubai e retornado ao seu emprego; telefonei e me disseram que não tinham mais ouvido falar dela. Mas se soubesse onde estava, por favor lhe transmitisse um recado: as portas estavam abertas, ela fazia muita falta.
Resolvi fazer uma série de artigos sobre o despertar da Mãe, que provocou algumas cartas ofensivas de leitores me acusando de “divulgar o paganismo”, mas que fez um imenso sucesso junto ao público.
Dois meses depois, quando me preparava para almoçar, um colega de redação me chamou: o corpo de Sherine Khalil, a Bruxa de Portobello, havia sido encontrado.
Fora brutalmente assassinada em Hampstead.
Agora que terminei de transcrever todas as gravações, vou entregá-las a ela. Deve estar neste momento passeando pelo Snowdonian National Park, como costuma fazer todas as tardes. É seu aniversário — melhor dizendo, a data que seus pais escolheram para seu aniversário quando a adotaram — e pretendo entregar-lhe este manuscrito.
Viorel, que chegará com os avós para a celebração, também preparou uma surpresa; gravou sua primeira música em um estúdio de amigos comuns, e irá tocá-la durante o jantar.
Ela irá me perguntar, depois: “por que fez isso?”
E eu lhe responderei: “porque precisava compreendê-la”. Durante todos estes anos que estivemos juntos, escutava apenas aquilo que julgava serem lendas a seu respeito, e agora sei que estas lendas são realidade.
Sempre que pensava em acompanhá-la, fosse às celebrações das segundas-feiras em seu apartamento, fosse à Romênia, fosse aos encontros com amigos, ela pedia que não o fizesse. Queria estar livre — um policial sempre intimida as pessoas, dizia. Diante de alguém como eu, até mesmo os inocentes se sentem culpados.
Estive duas vezes no armazém de Portobello sem que ela soubesse. Também sem que ela soubesse, destaquei homens para protegê-la em suas chegadas e saídas do local — e pelo menos uma pessoa, mais tarde identificada como militante de uma seita, foi detida com um punhal. Dizia que tinha sido instruído por espíritos para conseguir um pouco de sangue da Bruxa de Portobello, que manifestava a Mãe, precisavam usá-lo para consagrar certas oferendas. Não pretendia matá-la, apenas recolher o sangue em um lenço. A investigação mostrou que não havia realmente tentativa de homicídio; mesmo assim foi indiciado, e pegou seis meses de prisão.
Não foi minha a idéia de “assassiná-la” para o mundo — Athena queria desaparecer, e me perguntou se isso seria possível. Expliquei que, se a Justiça tivesse decidido que o Estado deveria manter a guarda de seu filho, eu não poderia contrariar a lei. Mas a partir do momento em que o juiz manifestou-se a seu favor, estávamos livres para cumprir o seu plano.
Athena tinha plena consciência que, quando os encontros no armazém ganharam publicidade local, a sua missão estava desencaminhada para sempre. De nada adiantava ir diante da multidão e negar que não era uma rainha, uma bruxa, uma manifestação divina — já que o povo escolheu seguir os poderosos e dar poder a quem deseja. E isso iria contra tudo que ela pregava — a liberdade de escolher, de consagrar o próprio pão, de despertar os dons individuais, sem guias ou pastores.
Tampouco adiantava desaparecer: as pessoas entenderiam tal gesto como um retiro ao deserto, uma ascensão aos céus, uma viagem ao encontro de mestres secretos que vivem no Himalaia, e ficariam sempre esperando sua volta. As lendas cresceriam ao seu redor, e possivelmente seria formado um culto em torno de sua pessoa. Começamos a notar isso quando ela deixou de freqüentar Portobello; meus informantes diziam que, ao contrário do que todo mundo pensava, seu culto estava aumentando de maneira assustadora: outros grupos semelhantes começaram a ser criados, pessoas apareciam como “herdeiras” de Hagia Sofia, sua foto publicada no jornal, com o menino nos braços, era vendida de maneira secreta, mostrando-a como uma vítima, uma mártir da intolerância. Ocultistas começaram a falar de uma “Ordem de Athena”, onde se conseguia — depois de algum pagamento — um contato com a fundadora.
Portanto, só restava a “morte”. Mas em circunstâncias absolutamente normais, como qualquer pessoa que termina encontrando o fim dos seus dias nas mãos de um assassino em uma grande cidade. Isso nos obrigava a uma série de precauções:
A] o crime não poderia estar associado ao martírio por razões religiosas, porque a situação que estávamos tentando evitar seria agravada;
B] a vítima deveria estar em condições que não pudesse ser reconhecida;
C] o assassino não poderia ser preso;
D] precisaríamos de um cadáver.
Em uma cidade como Londres, todos os dias temos gente morta, desfigurada, queimada — mas normalmente terminamos por prender o criminoso. De modo que foi preciso esperar quase dois meses até o ocorrido em Hampstead. Também neste caso terminamos por encontrar o assassino, mas ele estava morto — viajara para Portugal e se suicidara com um tiro na boca. A justiça estava feita, e tudo que eu precisava era um pouco de cooperação de amigos mais próximos. Uma mão lava a outra, eles às vezes me pedem coisas que também não são muito ortodoxas, e desde que nenhuma lei importante seja quebrada, existe — digamos — uma certa flexibilidade de interpretação.
Foi o que ocorreu. Assim que o cadáver foi descoberto, fui designado junto com um companheiro de muitos anos para acompanhar o caso, e tivemos a notícia — quase simultânea — de que a polícia portuguesa havia descoberto o corpo de um suicida em Guimarães, junto com um bilhete onde confessava um assassinato com os detalhes que correspondiam ao caso que tínhamos em mãos, e dava instruções para a distribuição de sua herança a instituições de caridade. Havia sido um crime passional — enfim, o amor com muita freqüência termina acabando nisso.
No bilhete que havia deixado, o morto dizia ainda que ele trouxera a mulher de uma ex-república da União Soviética, fizera tudo que fora possível para ajudá-la. Estava pronto a casar-se com ela de modo que tivesse todos os direitos de um cidadão inglês, e terminara descobrindo uma carta que estava prestes a enviar a um alemão que a convidara para passar alguns dias em seu castelo.
Nesta carta, dizia que estava louca para partir, e que ele enviasse logo a passagem de avião, de modo que pudessem se encontrar o mais breve possível. Tinham se encontrado em um café londrino, e haviam trocado apenas duas correspondências, nada mais que isso.
Estava diante do quadro perfeito.
Meu amigo vacilou um pouco — ninguém gosta de ter um crime não resolvido em sua ficha —, mas eu terminei dizendo que assumiria a culpa, e ele concordou.
Fui até onde Athena se encontrava — uma simpática casa em Oxford. Com uma seringa, colhi um pouco de seu sangue. Cortei pedaços de seus cabelos, queimei-os um pouco, mas não completamente. De volta à cena do crime, espalhei as “provas”. Como sabia que o exame de DNA seria impossível, já que ninguém sabia quem era sua mãe ou seu pai verdadeiros, tudo que precisava agora era cruzar os dedos, e esperar que a notícia não tivesse muita repercussão na imprensa.
Alguns jornalistas apareceram. Contei a história do suicídio do assassino, mencionando apenas o país, sem precisar a cidade. Disse que não fora encontrada nenhuma razão para o crime, mas que estava descartada completamente a hipótese de vingança ou de motivos religiosos; no meu entender (afinal, os policiais têm o direito de errar), a vítima havia sido violentada. Como deve ter reconhecido seu agressor, terminou sendo morta e desfigurada.
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