Paolo Coelho - A bruxa de Portobello
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A centelha da Mãe parou de dançar, interrompeu a música, colocou a cabeça entre as mãos, e ficou quieta por algum tempo. Logo levantou os olhos e encarou-me.
— Você sabe quem está aqui, não sabe?
— Sim. Athena e sua parte divina, Hagia Sofia.
— Eu me habituei a fazer isso. Não penso que seja necessário, mas foi o método que descobri para encontrá-la, e agora se tornou uma tradição em minha vida. Você sabe com quem está falando: com Athena. Hagia Sofia sou eu.
— Sei disso. Quando dancei pela segunda vez em sua casa, descobri também um espírito que me guia: Philemon. Mas não converso muito com ele, não escuto o que ele me diz. Sei que, quando está presente, é como se nossas duas almas finalmente se encontrassem.
— Isso mesmo. E Philemon e Hagia Sofia vão hoje conversar sobre amor.
— Eu teria que dançar.
— Não precisa. Philemon me entenderá, pois vejo que foi tocado pela minha dança. O homem que está diante de mim sofre por algo que julga jamais ter conseguido atingir: o meu amor.
“Mas o homem que está além de você mesmo, esse compreende que a dor, a ansiedade, o sentimento de abandono são desnecessários e infantis: eu te amo. Não da maneira que sua parte humana deseja, mas da maneira que a centelha divina assim desejou. Habitamos uma mesma tenda, que foi colocada em nosso caminho por Ela. Ali entendemos que não somos escravos de nossos sentimentos, mas seus mestres.
“Servimos e somos servidos, abrimos as portas de nossos quartos, e nos abraçamos. Talvez nos beijemos também — porque tudo que acontece com intensidade na terra terá seu correspondente no plano invisível. E você sabe que não estou a provocá-lo, nem estou brincando com seus sentimentos ao dizer isso.”
— O que é o amor, então?
— A alma, o sangue, e o corpo da Grande Mãe. Eu te amo com a mesma força que almas exiladas se amam, quando se encontram no meio do deserto. Nunca se passará nada de físico entre nós, mas nenhuma paixão é inútil, nenhum amor é jogado fora. Se a Mãe despertou isso em seu coração, também despertou no meu, embora você talvez o aceite melhor. É impossível que a energia do amor se perca — ela é mais poderosa que qualquer coisa, e se manifesta de muitas maneiras.
— Não sou suficientemente forte para isso. Essa visão abstrata me deixa deprimido e mais solitário que nunca.
— Nem eu: preciso de alguém ao meu lado. Mas um dia nossos olhos vão se abrir, as diversas formas de Amor poderão se manifestar, e o sofrimento desaparecerá da face da Terra.
“Penso que não deve demorar muito; muitos de nós estão retornando de uma longa viagem, onde fomos induzidos a procurar coisas que não nos interessavam. Agora nos damos conta que eram falsas. Mas esta volta não se faz sem dor — porque passamos muito tempo fora, achamos que somos estrangeiros em nossa própria terra.
“Levaremos algum tempo para encontrar os amigos que também partiram, os lugares onde estavam nossas raízes e nossos tesouros. Mas isso terminará acontecendo.”
Não sei por que razão, comecei a ficar comovido. E isso me empurrou adiante.
— Quero continuar falando de amor.
— Estamos falando. Este foi sempre o objetivo de tudo que busquei em minha vida; deixar que o amor se manifestasse em mim sem barreiras, que preenchesse meus espaços em branco, que me fizesse dançar, sorrir, justificar minha vida, proteger meu filho, entrar em contato com os céus, com homens e mulheres, com todos aqueles que foram colocados no meu caminho.
“Tentei controlar meus sentimentos dizendo ‘esse merece meu carinho’, ou ‘esse não merece’, coisas deste tipo. Até que entendi meu destino, quando vi que podia perder a coisa mais importante de minha vida.“
— O seu filho.
— Exato. A manifestação mais completa de amor. Foi no momento em surgiu a possibilidade de o afastarem de mim, que me encontrei comigo mesmo, entendendo que jamais poderia ter nada, perder nada. Compreendi isso depois de chorar compulsivamente por horas. Foi só depois de sofrer muito, intensamente, que a parte de mim que chamo Hagia Sofia me disse: “Que bobagem é essa? O amor sempre permanece! E seu filho sempre partirá, mais cedo ou mais tarde!”.
Eu começava a compreender.
— O amor não é um hábito, um compromisso, ou uma dívida. Não é aquilo que nos ensinam as músicas românticas — o amor é. É esse o testamento de Athena, ou Sherine, ou Hagia Sofia: o amor é. Sem definições. Ame e não pergunte muito. Apenas ame.
— É difícil.
— Está gravando?
— Você pediu que desligasse.
— Pois torne a gravar.
Fiz o que ela mandava. Athena continuou:
— É difícil para mim também. Por isso, a partir de hoje não volto mais para casa. Vou esconder-me; a polícia me protegerá dos loucos, mas não me protegerá da Justiça humana. Eu tinha uma missão a cumprir, e isso me fez ir tão longe que arrisquei até mesmo a guarda de meu filho. Mesmo assim, não me arrependo: cumpri meu destino.
— Qual era sua missão?
— Você sabe, porque participou desde o início: preparar o caminho da Mãe. Continuar uma tradição que foi suprimida por séculos, mas que agora começa a ressurgir.
— Talvez…
Eu parei. Mas ela não disse uma palavra até que eu terminasse minha frase.
— … talvez tenha sido um pouco cedo demais. As pessoas não estavam prontas para isso.
Athena riu.
— Claro que estavam. Por isso os confrontos, as agressões, o obscurantismo. Porque as forças das trevas estão agonizando, e é neste momento que elas usam seus últimos recursos. Parecem ser mais fortes, como os animais antes de morrer; mas, depois disso, já não conseguem mais se levantar do chão — estarão exaustas.
“Semeei em muitos corações, e cada um manifestará este Renascimento à sua maneira. Mas existe um destes corações que irá seguir a tradição completa: Andrea.”
Andrea.
Que a detestava, que a culpava pelo fim de nosso relacionamento, que dizia para quem desejasse ouvir que Athena deixara-se dominar pelo egoísmo, pela vaidade, e terminara destruindo um trabalho que fora tão difícil de ser colocado em pé.
Ela levantou-se e pegou sua bolsa — Hagia Sofia continuava com ela.
— Vejo sua aura. Ela está sendo curada de um sofrimento inútil.
— Evidente que você sabe que Andrea não gosta de você.
— Claro que sei. Falamos quase meia hora sobre amor, não é verdade? Gostar não tem nada a ver com isso.
“Andrea é uma pessoa absolutamente capaz de levar a missão adiante. Tem mais experiência e mais carisma que eu. Aprendeu com meus erros; sabe que deve manter certa prudência, porque os tempos em que a fera do obscurantismo está agonizando serão tempos de confronto. Andrea pode me odiar como pessoa, e talvez por isso tenha conseguido desenvolver seus dons com tanta velocidade; para provar que era mais capaz que eu.
“Quando o ódio faz uma pessoa crescer, ele se transforma em uma das muitas maneiras de amar.”
Pegou seu gravador, colocou-o dentro da bolsa, e partiu.
No final daquela mesma semana o tribunal se pronunciava: diversas testemunhas foram ouvidas, e Sherine Khalil, conhecida como Athena, tinha direito de manter a guarda de seu filho.
Além disso, o diretor da escola onde o menino estudava ficava oficialmente alertado de que qualquer tipo de discriminação contra o menino seria punível por lei.
Sabia que não adiantava ligar para a casa onde morava; tinha deixado a chave com Andrea, levado seu aparelho de som, algumas roupas, dizendo que não pretendia retornar tão cedo.
Fiquei aguardando o telefonema para comemorarmos juntos a vitória. A cada dia que passava, o meu amor por Athena deixava de ser uma fonte de sofrimento, e se transformava em um lago de alegria e serenidade. Eu já não me sentia tão sozinho, em algum lugar no espaço nossas almas — as almas de todos os exilados que estavam voltando — tornavam a celebrar com alegria o reencontro.
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