Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— De nada tenho medo e nada sei — respondi. — Mas trate de tirar as mãos…

— Vamos! Vamos! — repetiu.

Mas voltou a sentar-se à secretária.

— Tem sorte em eu simpatizar consigo e saber que é boa rapariga — disse-me. — Sabe o que qualquer outro faria para a obrigar a falar? Tê-la-ia engaiolado durante um bom bocado. Ou então mandava-a para S. Galicano.

Levantei-me declarando:

— Bem! Tenho que fazer! Se nada mais tem para me dizer…

— Pode retirar-se — concordou — mas tenha cuidado com a frequência… políticos e outros!

Fingi não perceber as últimas palavras, pronunciadas num tom cheio de alusões, e saí rapidamente das salas sórdidas do comissariado.

Enquanto andava pensava em Sonzogne. O comissário não tinha feito mais que confirmar o que eu já tinha pensado: Sonzogne estava convencido de que eu o denunciara e queria vingar-se. Fui tomada de pavor, não por mim, mas por Jaime. Sonzogne estava furioso; se ele encontrasse Jaime comigo não hesitaria em matá-lo também. Devo dizer que a ideia de morrer com Jaime me sorria estranhamente. Parecia-me ver a cena: Sonzogne disparava; eu punha-me à frente de Jaime para o proteger e recebia a bala em seu lugar. Mas não me desagradava imaginar Jaime também ferido e a nossa morte comum, com os nossos sangues misturados. No entanto reflectia que ser morto ao mesmo tempo pelo mesmo assassino não era tão belo como um suicídio duplo, o qual me parecia um fim digno de um grande amor. Era como matar uma flor antes de ela começar a fenecer, fechar-se no silêncio depois de ter ouvido uma música sublime. Tinha algumas vezes pensado nesta forma de suicídio que pára o tempo antes que ele corrompa e avilte o amor e que se leva a efeito mais por excesso de alegria que pela intolerância da dor. Momentos havia em que me parecia amar Jaime com demasiada intensidade ao ponto de recear a impossibilidade de, no futuro, o amar tanto; tive a ideia deste suicídio duplo com a mesma naturalidade e a mesma espontaneidade como o beijava e o acariciava. Mas nunca lhe falara nisso porque sabia que para nos matarmos juntos era condição essencial que o nosso amor tivesse a mesma intensidade. E Jaime não me tinha amor ou se o tinha não me queria o suficiente para desejar deixar de viver.

Continuando a andar de cabeça baixa na direcção de casa, reflectia intensamente em tudo isto. De repente senti uma espécie de vertigem acompanhada de náuseas e de um mal-estar horrível. Nem sei como consegui entrar numa leitaria. Estava a poucos passos da minha casa, mas não tinha forças para fazer aquele curto trajecto; teria caído no chão se o tentasse.

Sentei-me a uma mesa atrás da porta envidraçada e fechei os olhos. Continuava a sentir uma violenta sensação de náusea e de vertigem e esta sensação era agravada pelo arquejar da máquina do café, embora bastante afastada, que me produzia uma sensação de angústia. Sentia na cara e nas mãos a tepidez da sala fechada e aquecida e, no entanto tinha muito frio. O empregado conhecia-me e gritou-me por detrás do balcão:

— Um café, menina Adriana?

Disse que sim com a cabeça, sem abrir os olhos. Por fim reanimei-me e tomei o café que o empregado colocara em cima da mesa. A bem dizer não era a primeira vez que era tomada por esta má disposição; nos últimos tempos sentira-a já, mas não tinha ligado importância, devido aos acontecimentos insólitos e angustiantes. Mas agora, pensando nisso e estabelecendo uma relação entre a indisposição e uma irregularidade significativa verificada na minha vida física no decurso do mês, convenci-me de que certas suspeitas que ultimamente haviam atravessado o meu espírito e a que eu não dera consistência correspondiam à verdade.

“Não há dúvida alguma”, pensei bruscamente. “Espero com certeza um filho.” Paguei o café e saí. O que nesse momento sentia era muito complicado: hoje ainda, passado tanto tempo, não me é fácil traduzi-lo. Por experiência própria sabia que as desgraças nunca vêm sós; a presente certeza que tempo atrás e noutras circunstâncias seria acolhida com alegria, neste momento não podia deixar de considerá-la uma desgraça. Mas, por outro lado, um movimento irresistível e misterioso da minha alma leva-me sempre a descobrir o lado agradável das coisas mais desconcertantes. Desta vez o lado agradável não era difícil de descobrir; era o mesmo que enchia de esperança e de satisfação o coração de todas as mulheres logo que sentem que foram tomadas pela prenhez. Era um facto que o meu filho nasceria nas mais desfavoráveis condições; no entanto, não seria menos meu filho: seria eu quem o amamentaria, o criaria e o educaria. “Um filho é um filho”, pensava eu; “não há pobreza, nem circunstâncias adversas, nem futuro sombrio que possam impedir uma mulher, por mais miserável e abandonada que seja, de se alegrar à ideia de ir ser mãe.” Estas reflexões acalmaram-me; depois de um minuto de apreensão e de desencorajamento senti-me tão tranquila e confiante como sempre. O jovem médico que me vira há tanto tempo já, quando minha mãe me levara à farmácia de serviço para saber se eu tinha ou não pertencido a Gino. tinha o consultório próximo da pastelaria. Resolvi ir lá e consultá-lo. Era cedo: ninguém havia na sala de espera; o doutor, que me conhecia muito bem, acolheu-me com simpatia. Logo que fechei a porta, anunciei-lhe tranquilamente:

— Doutor, tenho quase a certeza de estar grávida.

Ele começou a rir porque sabia qual era o meu ofício e perguntou-me:

— Estás contrariada por isso?

— De maneira nenhuma. Estou contente.

— Vejamos.

Depois de me ter feito algumas perguntas sobre a minha indisposição, mandou-me estender na marquesa, examinou-me e disse alegremente:

— Desta vez é certo!

Senti-me feliz por ver as minhas suspeitas confirmadas. Disse-lhe com o espírito tranquilo e sem sombra de desapontamento:

— Já o sabia; vim só para ter a certeza.

— Agora podes estar certa.

Esfregava as mãos alegremente como se fosse ele o pai da criança, alegre, cheio de simpatia por mim. Mas uma dúvida atravessou-me o espírito:

— Há quanto tempo? — perguntei.

— Bom! Talvez dois meses… um pouco mais, um pouco menos… Porquê, queres saber de quem é?

— Já sei.

Dirigi-me para a porta.

— Se precisares seja do que for, podes procurar-me — disse, abrindo-me a porta. — Quando chegar a altura, procuraremos fazer com que nasça nas melhores condições possíveis.

Tinha por mim, como o comissário, uma inclinação muito acentuada. Mas a diferença é que este agradava-me.

Vinha frequentemente consultá-lo. Pelo menos uma vez de quinze em quinze dias. E duas ou três vezes, por gratidão, tinha consentido que ele me amasse, ali mesmo sobre a marquesa coberta de oleado onde acabara de me examinar. Mas ele era discreto e contentava-se com pequeninos gracejos afectuosos, sem nunca me impor os seus desejos. Dava-me conselhos e imagino que, à sua maneira, estava também um pouco apaixonado por mim.

Tinha dito ao médico que conhecia o pai do meu filho. Na realidade no momento em que pronunciei estas palavras não tinha mais do que uma suspeita e mais por instinto que por cálculo. Mas caminhando, quando contei os dias e reavivei as minhas recordações, esta suspeita tornou-se certeza. Lembrei-me do desejo e do terror que me tinham arrancado, precisamente quase há dois meses, um longo grito lamentoso de agonia e de prazer, e fiquei quase certa que o pai não podia ser outro senão Sonzogne. Era horrível pensar que iria ter um filho de um assassino insensível e monstruoso como Sonzogne; podia recear que a criança se parecesse com o pai e viesse marcada com o seu carácter. Por outro lado não podia deixar de encontrar alguma justiça nesta paternidade. Entre tantos homens que me tinham amado Sonzogne era o único que realmente me possuíra fora de qualquer sentimento amoroso, no fundo mais obscuro e mais secreto da minha carne. O facto de eu experimentar por ele apenas medo e horror e de me ter entregue contra vontade não desmentia, antes confirmava, a profundidade desta posse. Nem Gino, nem Astárito, nem mesmo Jaime, por quem eu tinha uma paixão de um gênero completamente diferente, tinham suscitado em mim o sentimento de uma posse tão legítima quão detestada. Tudo isto me parecia ao mesmo tempo estranho e assustador, mas era assim: os sentimentos são a única coisa que não se pode recusar, nem desmentir, nem mesmo analisar, num certo sentido. Acabei por concluir que o amor exige uns certos homens e a procriação outros, e que se era justo que eu tivesse um filho de Sonzogne não era menos justo da minha parte detestá-lo, fugir-lhe e amar Jaime como o amava.

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