Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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Continuando a pensar em Sonzogne pus-me a imaginar o que se teria passado na minha casa depois da minha saída: Sonzogne, que esperava, impacientava-se, vestia-se aquando da entrada dos dois agentes. Da mesma maneira que com o crime de Sonzogne, esta reconstituição dava-me um prazer insaciável e obscuro. A minha imaginação apresentou-me os vários aspectos da cena de tiros, cujos pormenores me deliciavam. Sem dúvida, na luta tomava o partido de Sonzogne. Fremia de alegria vendo o polícia ferido cair, suspirei de alívio vendo Sonzogne fugir; seguia-o com ansiedade ao descer as escadas e não me sentia tranquila enquanto o não via desaparecer na distância escura da avenida. Acabei por me cansar desta espécie de filme que imaginei e apaguei a luz. Já das outras vezes reparara que a cama estava encostada a uma porta de comunicação que dava para um quarto contíguo. Logo que apaguei a luz vi filtrar-se um raio luminoso por entre os batentes mal fechados. Apoiei-me nos cotovelos sobre a almofada, passei a cabeça por entre as grades de ferro da cama e espreitei pela fresta. Não o fazia por curiosidade, pois já sabia de antemão o que poderia ver ou ouvir do outro lado; era mais para fugir aos meus pensamentos e à solidão, que procurava, mesmo só espreitando, uma companhia no quarto vizinho. Mas durante um bom bocado ninguém vi, em frente da fresta da porta havia uma mesa redonda: a luz do lustre caía sobre esta mesa atrás da qual entrevi o reflexo de um espelho de guarda-fato. No entanto ouvia falar; eram as palavras habituais que eu tão bem conhecia, as perguntas sobre a terra natal, a idade e o sobrenome. A voz da mulher era tranquila e reticente; a do homem rápida e trêmula. As vozes vinham de um canto do quarto: talvez estivessem já deitados. À força de olhar sem ver nada, pôs-se-me uma dor na nuca e estava a ponto de abandonar aquela posição quando a mulher apareceu e se foi pôr do outro lado da mesa em frente do espelho, que estava na sombra. Estava de pé, nua, de costas para mim, mas a mesa só me permitia vê-la da cintura para cima. Devia ser muito nova: via umas costas magras, duras, sem graça, de uma brancura anêmica, encimadas por uma cabeleira crespa. Pensei que ela não devia ter ainda vinte anos, mas tinha o seio caído e talvez até já tivesse sido mãe. Devia ser urna das esfomeadas raparigas que rondavam os bosques das praças municipais, ao longo da estação, sem chapéu e frequentemente sem casaco, grosseiramente pintadas e esfarrapadas, com enormes sapatos de solas rotas. Pensava que, quando se ria, devia mostrar as gengivas. Vieram-me estas ideias todas sem que eu reflectisse, porque ao ver estas pobres costas nuas me sentia reconfortada e tive a impressão de que gostava desta rapariga e compreendia bem de mais os sentimentos dela ao olhar-se ao espelho do guarda-fato. Mas o homem disse com uma voz brutal:

— Pode saber-se o que estás aí a fazer?

Ela afastou-se. Vi-a um momento de perfil, as costas curvas, o peito chato, exactamente como eu a imaginara. Depois desapareceu e passado um momento a luz apagou-se.

Senti extinguir-se na minha alma o vago sentimento que a rapariga me suscitara e tornei a encontrar-me só na grande cama ainda gelada, no quarto escuro e cheio de objectos vulgares e feios. Pensei naqueles dois, do outro lado da parede, que adormeceriam juntos daí a momentos e ela debaixo do seu companheiro, o queixo sobre o seu ombro, as pernas entrelaçadas nas suas, o braço à volta da cintura, a mão na virilha, os dedos anichados nas pregas do ventre, como raízes procurando a vida nas profundezas da terra. Senti-me de repente como uma planta desenraizada e atirada para um pavimento de pedra lisa onde irá estiolar e morrer. Jaime fazia-me falta. Estendia a mão e parecia sentir um grande espaço gelado, inabitado, que me rodeava por todos os lados e no meio do qual me encolhia, só e abandonada. Sentia um violento e doloroso desejo de me agarrar a ele, mas ele não estava presente e tinha a impressão de estar viúva. Comecei a chorar estendendo os braços debaixo dos lençóis e imaginando abraçá-lo. Acabei por adormecer não sei como.

Tive sempre o sono pesado; por isso na manhã seguinte, quase me admirei ao acordar na cama de Zelinda com um raio de sol sobre a almofada. Ainda estava meia atordoada quando ouvi tocar o telefone no corredor. Zelinda atendeu. Chamou-me e depois bateu à porta. Saltei da cama, e, em camisa e com os pés nus, corri para o corredor. Zelinda voltara para a cozinha. Peguei no auscultador e ouvi a voz da minha mãe a perguntar:

— És tu, Adriana?

— Sim.

— Mas porque te foste embora? Aqui aconteceram coisas!… Podias ao menos ter-me avisado! Tive tanto medo!

— Já sei tudo — disse rapidamente. — É inútil falar agora nisso.

— Estava em cuidados contigo! — prosseguiu. — Está cá o Sr. Diodatti?

— O Sr. Diodatti?

— Sim. Veio esta manhã muito cedo e quer ver-te por força. Diz que te espera.

— Diz-lhe que vou já. Dentro de um minuto estou lá. Repus o auscultador, corri para o quarto e vesti-me à pressa. Não esperava que Jaime fosse posto em liberdade tão depressa e senti-me menos feliz do que se estivesse esperando alguns dias ou uma semana pela sua libertação. Uma libertação tão rápida inspirava-me desconfiança; não podia deixar de sentir uma vaga apreensão. Mas acalmei a minha inquietação pensando que, além de tudo, podia ser que Astárito tivesse conseguido soltá-lo imediatamente, como mo tinha prometido. De resto estava impaciente por vê-lo e esta impaciência era feita de um sentimento de felicidade ligeiramente angustiante.

Acabei de me vestir, meti na mala os cigarros, os bombons e os bolinhos, para não magoar Zelinda, depois entrei na cozinha para me despedir da dona de casa.

— Estás mais bem disposta agora? — disse-me. — Passou-te o mau humor?

— Estava cansada… Até qualquer dia.

— Julgas que não ouvi o que dizias ao telefone? O Sr. Diodatti… mas espera… toma uma chávena de café.

Já estava fora de casa e ela ainda falava atrás de mim. No táxi, toda curvada no banco com as mãos em cima da mala, estava preparada para descer logo que o carro parasse, porque temia encontrar um ajuntamento em frente da minha porta, depois dos tiros de Sonzogne. Perguntava a mim própria se seria prudente entrar em casa; Sonzogne podia vir de um momento para o outro para se vingar… Senti que isso não me importaria. Se Sonzogne se queria vingar, que o fizesse; eu queria ver Jaime e estava disposta a não me esconder mais por actos que não tinha praticado.

Ninguém encontrei em frente da casa, nem ninguém na escada. Impetuosamente irrompi pela sala e vi minha mãe, que cosia à máquina, sentada ao pé da janela. O sol entrava a jorros pelos vidros da janela; o gato da casa, sentado em cima da mesa, alisava as patas. Minha mãe parou logo de coser e disse-me:

— Até que enfim… Não podias ao menos ter-me dito que ias à polícia?

— Que polícia? Mas que estás a dizer?

— Eu teria ido contigo. Não teria passado por este susto!

— Mas eu não saí para ir chamar a polícia! — disse-lhe, irritada. — Saí por sair. Os agentes procuravam outro. Quer dizer que este também tinha alguma coisa na consciência.

— Não queres dizer-me, nem mesmo a mim? — respondeu-me com um olhar de reprovação maternal.

— Mas o que?

— Não serei eu quem irá contar. Mas tu não quererás que eu acredite que saíste só por sair. Aliás, os polícias vieram justamente alguns minutos depois de teres saído.

— Mas não é verdade. Eu…

— De resto, fizeste bem. Há por aí muitos espiões. Sabes o que um dos guardas me disse?

— “Esta cara não me é estranha”.

Compreendi que não havia maneira de a persuadir de que eu não saíra para denunciar Sonzogne. Nada havia a fazer.

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