Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Sim, está bem — respondi com voz apagada. — E acrescentei com esforço: — Por tudo o que fizeres já sabes que te ficarei reconhecida.

Agora sabia que Astárito faria, como tinha dito, tudo o que lhe fosse possível para libertar Jaime e eu não desejava outra coisa que ir-me embora, sair o mais depressa possível daquele horrível Ministério. Mas Astárito perguntou-me com um escrúpulo policial:

— A propósito… se tens alguma razão para recear o homem que encontraram na tua casa diz-me o seu nome e isso facilitará a prisão.

— Não sei como se chama — respondi. E comecei a andar.

— Seja como for — insistiu — seria melhor que te apresentasses espontaneamente no comissariado para dizeres o que sabes. Eles vão pedir-te para ficares à sua disposição e depois deixam-te ir embora. Mas se não fores lá… Pior para ti!

Respondi-lhe que o faria e disse-lhe adeus. Ele não fechou logo a porta e ficou a ver-me afastar ao longo do corredor.

9

Uma vez na rua comecei a andar depressa, como se fugisse, até uma praça que havia próxima. Quando cheguei ao meio da praça fiquei sem saber para onde ir e pensei onde me iria refugiar. De momento tinha pensado em Gisela; mas a casa dela era longe e sentia-me tão fraca que as pernas se me vergavam. Por outro lado não estava certa de que Gisela me recebesse de boa vontade. Restava Zelinda, a dona da hospedaria de quem falara a minha mãe quando saí de casa. Zelinda era uma amiga; pára mais a sua casa era ali perto: decidi-me por ela.

Zelinda morava num prédio amarelo igual a outros que dominavam a Praça da Gare. Esta casa de Zelinda distinguia-se das outras pela escada mergulhada numa quase total escuridão, mesmo às primeiras horas da manhã. Não havia elevadores nem janelas: subia-se às escuras, acotovelando de vez em quando as pessoas que desciam e se agarravam ao mesmo corrimão. Um cheiro a cozinha empestava eternamente o ar; mas era o de uma cozinha apagada há muitos anos e onde os aromas tinham tido tempo para se decomporem neste ar gelado e tenebroso. Subia, com as pernas moles e o coração partido, esta escada que tantas vezes trepara, abraçada a algum amante impaciente. Zelinda abriu-me a porta e eu disse-lhe:

— Preciso de um quarto para esta noite.

Era uma mulher corpulenta, que a gordura envelhecera precocemente, dando-lhe aparência de mais idade. Trôpega, com manchas vermelhas nas faces doentias, olhos azuis lacrimejantes e um cabelo ralo e alourado, sempre despenteado e esfarripado, subsistia nela, no entanto, não sei que graciosidade afectuosa, que lhe iluminava o rosto como um reflexo de luz em água estagnada ao pôr do Sol.

— Tenho um quarto — disse-me. — Estás só?

— Estou.

Entrei. Ela fechou a porta e acompanhou-me tropeçando, baixa e larga, com um velho penteador, o carrapito meio despenteado caído pelas costas e cheio de ganchos mal espetados. O apartamento era tão gelado como a escada. Mas o cheiro a cozinha era autêntico: era o de guisado saboroso. Zelinda, que alugava quartos à hora, gostava muito de mim, não sei porquê. Frequentemente depois das minhas habituais visitas ela retinha-me para conversar e dava-me bolos e licor. Era uma rapariga envelhecida e ninguém a deve ter amado nunca porque desde muito nova a gordura a deformara. Adivinhava-se a sua virgindade pela timidez, a curiosidade e a maneira desajeitada como me perguntava pelos meus amores. Creio que ela, embora sem malícia nem inveja, lamentava secretamente nunca ter feito o que se fazia nos seus quartos e que adoptava o ofício de alugar quartos para pouca permanência menos pela sofreguidão do lucro do que para assim satisfazer um desejo, talvez inconsciente, de não ser inteiramente excluída do paraíso, perdido para ela, das relações amorosas.

Ao fundo do corredor havia duas portas que eu conhecia bem. Zelinda abriu a da esquerda. Acendeu o lustre de três braços terminado por tulipas de vidro branco e foi fechar a janela. O quarto era grande e asseado. Mas a limpeza acusava impiedosamente o uso e a pobreza dos móveis, os rasgões do tapete, os remendos da colcha de algodão, os “gatos” do espelho, as falhas do lavatório. Ela olhou-me e perguntou-me:

— Não te sentes bem?

— Sinto-me bastante bem.

— Mas porque não dormes na tua casa?

— Não me apetece.

— Vamos a ver se adivinho — disse-me ela com ar amigo e malicioso: — Tens um desgosto. Esperavas alguém que não veio.

— É possível.

— Vamos a ver ainda se tenho razão ou não. Este alguém é o oficial moreno com quem cá vieste a última vez.

Não era a primeira pergunta deste gênero que Zelinda me fazia. Com a garganta apertada pela angústia, respondi-lhe ao acaso:

— Tens razão… E então?

— Então nada, mas, como vês, compreendi depressa… Assim que te vi, adivinhei logo o que te tinha acontecido. Não te rales. Se não veio deve ter as suas razões. Os militares, já sabes, nem sempre estão livres.

Eu não respondi. Ela olhou-me durante um momento, depois, com ar hesitante e afectuoso, disse-me:

— Queres fazer-me companhia e jantar comigo? Tenho um bom jantar.

— Não, obrigada — respondi. — Já jantei.

Olhou-me e fez-me uma festa na cara. Depois, com a expressão prometedora e misteriosa de certas tias velhas falando com um sobrinho miúdo, disse-me:

— Vou dar-te uma coisa que com certeza não recusarás. Tirou da algibeira um molho de chaves, foi à cômoda e abriu a gaveta, voltando-me as costas.

Eu entreabrira o casaco, e com a mão na anca, apoiando-me à mesa, olhava Zelinda, encafuada na sua gaveta. Lembrei-me de que Gisela vinha frequentemente a este quarto com os seus amantes e também de que Zelinda não gostava dela. Gostava de mim por ser eu; mas não gostava de toda a gente. Senti-me reconfortada. “Apesar de tudo”, pensava, “não há só neste mundo polícias e ministérios, prisões e outras coisas parecidas inanimadas e cruéis.” Entretanto Zelinda fechara a gaveta com cuidado e vinha para junto de mim dizendo:

— Toma. Isto não recusas com certeza.

Pousou qualquer coisa em cima da mesa. Olhei e vi cinco cigarros — cigarros bons com filtro —, um punhado de bombons embrulhados em papel de cor e quatro bolinhos de amêndoa em forma de frutas.

— Está bem? — perguntou-me com uma palmadinha na cara.

Embaraçada, balbuciei:

— Está bem, obrigada!

— De nada, de nada. E se precisares de alguma coisa não tens mais do que chamar, sem cerimônia.

Uma vez só, senti-me gelada. Não tinha sono e não me queria ir deitar. Por outro lado, neste quarto glacial, onde o frio do Inverno parecia conservar-se durante anos, como nas igrejas e nas caves, não havia outra coisa a fazer. Das outras vezes estes problemas nem se punham: o homem que me acompanhava e eu não desejávamos outra coisa que enfiarmo-nos nos lençóis e aquecermo-nos mutuamente; se bem que não experimentasse qualquer sentimento por estes amantes de acaso. O acto do amor em si absorvia-me e mergulhava-me na sua magia. Agora parecia-me incrível ter podido amar e ser amada no meio de um mobiliário tão lúgubre, de aspecto tão sórdido. Por certo que o ardor dos sentimentos nos enganara, aos meus companheiros e a mim, tornando estes objectos, tão paradoxalmente estranhos, agradáveis, familiares. Veio-me à ideia que se não pudesse tornar a ver Jaime a minha vida seria como este quarto. Ao olhá-la de uma forma objectiva, sem ilusões, a minha vida nada tinha de belo nem de íntimo; mais até: como o quarto de Zelinda, ela compunha-se de coisas estragadas, desagradáveis e frias. Arrepiei-me e comecei lentamente a despir-me.

Os lençóis estavam gelados e pareciam húmidos. A tal ponto que quando me deitei tive a impressão de deixar o meu corpo marcado em argila molhada. Fiquei muito tempo absorta a reflectir, enquanto que, lentamente, a cama aquecia. O caso de Sonzogne veio desviar os meus pensamentos e tentei analisar os motivos e as consequências desta tenebrosa história. Agora Sonzogne estava persuadido de que eu o denunciara; não havia dúvida de que as aparências estavam todas contra mim. Mas seriam só as aparências? Lembrei-me da sua frase: “Tenho a impressão de que me seguem” e perguntei a mim própria se no fim de contas o padre não teria falado. Não me parecia; mas até agora não podia provar o contrário.

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