Alberto Moravia - A Romana

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A Romana: краткое содержание, описание и аннотация

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Teve muita sorte em ter encontrado Adriana!

— Porquê? — perguntou Gino, muito admirado.

— Porque habitualmente os chauffeurs arranjam-se com as criadas!

Vi Gino corar; mas ele não era homem para se deixar apanhar desprevenido.

— É verdade! É verdade! — repetia lentamente, baixando o tom como se considerasse pela primeira vez um facto evidente que até então lhe tivesse escapado. — Com efeito o chauffeur que lá esteve antes de mim casou justamente com uma cozinheira; compreende-se, é muito natural! Eu devia ter feito o mesmo: os chauffeurs casam com criadas e as criadas com chauffeurs… Pergunto a mim mesmo como não pensei nisso mais cedo!… Aliás — acrescentou negligentemente —, tinha preferido que Adriana deixasse deliberadamente de ser honesta do que ser modelo… não tanto — continuou levantando a mão, como a prevenir uma objecção de Gisela — por causa propriamente do ofício, se bem que, para dizer a verdade, não consigo engolir essa história de se pôr toda nua diante dos homens… mas sobretudo porque este trabalho proporciona certas ligações de amizade que…

Levantou a cabeça e fez uma careta. Depois, oferecendo a Gisela o seu maço de cigarros:

— Fuma? — perguntou.

De momento Gisela não soube que responder; limitou-se a recusar o cigarro. Depois olhou o relógio de pulso e disse:

— Adriana, temos de nos ir embora, é tarde.

Era efectivamente tarde.

Despedimo-nos de Gino e saímos da pastelaria. Uma vez na rua, Gisela disse-me:

— Mas tu cometeste um erro enorme!… Eu nunca casaria com um homem assim!

— Não gostaste dele? — perguntei-lhe ansiosamente.

— Absolutamente nada. Primeiro tinhas dito que ele era alto, e ele é quase pouco mais pequeno do que tu! Tem uns olhos falsos e que não nos olham de frente… é sempre artificial… Fala de uma maneira tão afectada que se conhece a um quilómetro de distância que não diz o que pensa… E é de uma vaidade para um chauffeur!

— Mas eu amo-o — objectei.

Ela respondeu-me com calma:

— Sim, só tu, porque ele não te ama; vais ver que um dia abandona-te.

Fiquei magoada com esta profecia tão segura e tão parecida com a da minha mãe. Hoje posso dizer que numa hora, à parte a maldade, Gisela compreendera melhor o carácter de Gino que eu durante tantos meses. Por seu lado, o julgamento que Gino fazia de Gisela era igualmente maldoso, mas tinha que reconhecer em seguida que, parcialmente pelo menos, era e acto. Na realidade, estava cega não só pela minha inexperiência mas também pela afeição que dedicava aos dois…

Quando se pensa mal das pessoas, está-se quase sempre perto da verdade!

— A tua Gisela — disse-me ele — é o que na minha terra se chama uma boa tipa!

Olhei-o com um ar espantado. Ele explicou:

— Uma rapariga das ruas. Está toda orgulhosa de andar bem vestida, mas… como ganha o dinheiro?

— É o seu noivo quem lho dá.

— Um noivo diferente todas as noites… entretanto ouve: é preciso escolher entre ela e eu!

— Que queres dizer?

— Quero dizer que és livre de fazer o que quiseres… mas se continuas a dares-te com ela deves renunciar a ver-me… Ou ela ou eu!

Procurei fazê-lo mudar de ideias, mas sem resultado. A atitude desdenhosa de Gisela tinha-o com certeza ferido; mas ele devia, na sua antipatia indignada, a mesma fidelidade ao seu papel de noivo que lhe tinha sugerido contribuir para os gastos dos nossos preparativos de casamento.

— A minha noiva não deve andar com mulheres de má vida! — repetia com ar inflexível.

Tomada do mesmo receio inicial de ver ir por água abaixo o meu casamento, acabei por lhe prometer não tornar a ver Gisela, mas sabia no meu coração que não poderia cumprir a promessa, até mesmo pela impossibilidade de o fazer: Gisela e eu posávamos à mesma hora no mesmo atelier!

Desde esse dia continuei a falar-lhe às escondidas de Gino.

Quando estávamos juntas, ela nunca perdia oportunidade de fazer alusões irónicas e desdenhosas ao meu noivado. Eu tinha a ingenuidade de lhe fazer confidências a respeito das minhas relações com Gino; era justamente destas confidências que ela se servia para me ferir e me representar a minha vida presente e futura sob as cores mais negras. Como o seu amigo Ricardo parecia não notar a mínima diferença entre ela e eu, considerando-nos as duas como raparigas fáceis, que não mereciam qualquer respeito, ele prestava-se de boa vontade às brincadeiras de Gisela e reforçava as piadas, mas de maneira estúpida e sem malícia, porque, como já disse, não era inteligente nem mau. Para ele o meu noivado não era outra coisa que um assunto para boas graçolas, para matar o tempo.

Mas Gisela, a quem a minha virtude fazia o efeito de uma censura viva, e que queria tornar-me igual a ela, para me tirar o direito de a desaprovar, punha nas suas graçolas encarniçamento e azedume, procurando por todas as formas mortificar-me e humilhar-me. Atacava sobretudo o meu ponto fraco: a maneira de vestir.

— Hoje — dizia — tenho francamente vergonha de andar contigo!

Ou então:

— O Ricardo não permitiria que eu saísse com esses trapos em cima de mim. Não é verdade, Ricardo?

— Isso é que é um índice de amor, minha querida! Ingenuamente eu caía nesta grosseira armadilha. Exaltava-me, defendia Gino, defendia mesmo os meus vestidos, por vezes com pouca convicção, mas acabava sempre por perder, corar e ficar com lágrimas nos olhos. Um dia Ricardo teve pena de mim e declarou:

— Hoje vou dar um presente a Adriana. Vou oferecer-lhe uma mala!

Mas Gisela opôs-se violentamente a este oferecimento, declarando:

— Não, não! Nada de ofertas. Ela tem o seu Gino. Que faça com que ele lhe dê presentes!

Ricardo, que se propusera oferecer-me a mala por pura bondade de alma, sem imaginar nem por sombras o prazer que me teria dado a sua oferta, renunciou logo à sua ideia; e eu, por ponto de honra, fui nessa mesma tarde comprar uma mala com o meu dinheiro. No dia seguinte apareci aos amantes com a minha mala no braço e disse-lhes que tinha sido um presente de Gino. Foi a única vitória que consegui no decurso destas deploráveis escaramuças. Custou-me muito, porque era uma boa mala, e a paguei muito cara.

Quando Gisela julgou ter-me mortificado e humilhado suficientemente, à força de ironias, de vexames e de sermões, chamou-me e disse que tinha uma coisa importante a comunicar-me :

— Mas vais deixar-me falar até ao fim! — explicou. Não vais mostrar-te intransigente, como é teu hábito, antes de teres compreendido?

— Conta — disse-lhe.

— Sabes que sou muito tua amiga — começou. — Considero-te como uma irmã. A tua beleza permitir-te-ia teres tudo o que quisesses… Faz realmente pena ver-te sempre vestida como uma pedinte.

Aqui parou e olhou-me com ar solene.

— Há um senhor extremamente distinto, muito sério… que te viu e se interessa imenso por ti. Ele é casado, mas a família está na província. É um grande da polícia — acrescentou baixando a voz. — Se tu quiseres, eu posso apresentar-to. Como te digo, é um senhor muito sério e muito fino; com ele podes estar certa de que mais ninguém saberá… De resto, ele está muito ocupado e só te encontrarias com ele duas ou três vezes por mês. Não há inconveniente em que continues essa história com o Gino, se isso te agrada… nem mesmo que te cases… mas ele procurará proporcionar-te uma vida melhor do que a que tens agora. Que dizes?

— Agradeço-te muito mas não posso aceitar! — respondi peremptoriamente.

— Mas porquê? — gritou ela, sinceramente estupefacta.

— Porque não. Amo o Gino, e se aceitasse nunca mais poderia olhá-lo de frente.

— É ideia tua, porque Gino nada saberá!

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