Alberto Moravia - A Romana

Здесь есть возможность читать онлайн «Alberto Moravia - A Romana» весь текст электронной книги совершенно бесплатно (целиком полную версию без сокращений). В некоторых случаях можно слушать аудио, скачать через торрент в формате fb2 и присутствует краткое содержание. Город: São Paulo, Год выпуска: 1972, Издательство: Abril Cultural, Жанр: Классическая проза, на португальском языке. Описание произведения, (предисловие) а так же отзывы посетителей доступны на портале библиотеки ЛибКат.

A Romana: краткое содержание, описание и аннотация

Предлагаем к чтению аннотацию, описание, краткое содержание или предисловие (зависит от того, что написал сам автор книги «A Romana»). Если вы не нашли необходимую информацию о книге — напишите в комментариях, мы постараемся отыскать её.

Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

A Romana — читать онлайн бесплатно полную книгу (весь текст) целиком

Ниже представлен текст книги, разбитый по страницам. Система сохранения места последней прочитанной страницы, позволяет с удобством читать онлайн бесплатно книгу «A Romana», без необходимости каждый раз заново искать на чём Вы остановились. Поставьте закладку, и сможете в любой момент перейти на страницу, на которой закончили чтение.

Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

Para dizer a verdade, eu tinha bastante fome. Levantei-me e fui sentar-me, um pouco atrapalhada, na cadeira que minha mãe me indicou a seguir. No prato estavam dois ovos e um bocado de carne assada.

— Mas isto é muito! — disse-lhe.

— Come… vai fazer-te bem — respondeu-me. — Precisas de comer!

Era uma coisa extraordinária este seu bom humor, um pouco malicioso talvez, mas nada hostil. Quase com bom modo, acrescentou, passado um momento:

— O Gino nem sequer pensou em dar-te de comer?

— Nós adormecemos — respondi. — E depois já era muito tarde.

Ela nada disse, e ficou de pé a ver-me comer. Era sempre assim que ela fazia: servia-me e ficava a ver-me comer, depois, por sua vez, ia comer para a cozinha.

Durante muito tempo não comeu comigo à mesa. Comia sempre menos do que eu: ou eram as minhas sobras, ou qualquer coisa diferente e pior. Eu era para ela uma espécie de objecto precioso e delicado que era preciso tratar com todo o cuidado, o único objecto precioso que possuía.

Já há muito tempo que esta servidão admirativa e lisonjeadora não me perturbava. Mas desta vez a sua serenidade, o seu ar contente, inspiravam-me uma penosa inquietação. Ao fim de uns instantes comecei a falar:

— Tu zangaste-te — disse-lhe — por eu ter feito isto, mas ele prometeu casar comigo… não tardará a fazê-lo.

— Não me zanguei… naquele momento enfureci-me porque esperei toda a noite e estava em cuidado… Mas agora come, e não penses mais nisso.

O seu tom de evasiva e falsa calma, que fazia lembrar a maneira como se fala às crianças quando não se quer responder às suas perguntas, inquietou-me ainda mais:

— Porquê? Não acreditas que ele case comigo?

— Com certeza que acredito! Mas agora come!

— Não, tu não acreditas!

— Acredito, não tenhas medo! Vá, come!

— Não como mais se não me dizes o que se passa contigo! — declarei, exasperada. — Porque estás com um ar tão contente?

— Não, não estou com um ar contente.

Agarrou no prato vazio e levou-o para a cozinha. Esperei que ela voltasse, e disse outra vez:

— Então, porque estás contente?

Olhou-me longamente em silêncio e depois respondeu com uma gravidade ameaçadora:

— É verdade, sim. Estou contente.

— E porquê?

— Porque agora tenho a certeza de que Gino já não casará contigo e te vai deixar!

— Porque não há-de casar? Era preciso que tivesse uma razão!

— Não casará e abandonar-te-á! Vai divertir-se à tua custa e não te dará nem uma cabeça de alfinete, um esfomeado como ele é. E depois larga-te!

— E é por isso que estás tão contente?

— Com certeza. Agora estou certa de que não casará contigo!

— Mas em que pode isso satisfazer-te? — gritei indignada e ao mesmo tempo aborrecida.

— Se quisesse casar contigo não te teria desonrado — disse ela bruscamente. — Eu estive noiva dois anos do teu pai, e até ao dia do casamento ele apenas me deu um ou outro beijo. Ele vai divertir-se e depois abandonar-te… Podes ter a certeza… E estou contente por ele te abandonar, porque se casasse contigo estavas perdida!

Não podia deixar de reconhecer que certas coisas que ela me dizia eram verdadeiras. Os olhos encheram-se-me de lágrimas.

— Eu bem sei que não queres que eu constitua família. Tu queres que eu venha a ter a mesma sorte que a Angela.

Angela era uma rapariga do bairro que, depois de ter estado noiva duas ou três vezes, acabou por se entregar abertamente à prostituição.

— Que tenhas uma boa situação é o que eu quero — respondeu com um ar obstinado. E, levantando os pratos, levou-os para a cozinha para os lavar.

Ficando só, reflecti muito tempo sobre a conversa de minha mãe. Estabeleci uma comparação entre as suas palavras e as promessas e a conduta de Gino e pareceu-me impossível que fosse ela a ter razão. Mas a sua segurança, a sua calma, o seu tom de previsão desconcertaram-me. Entretanto, minha mãe lavava a louça na cozinha. Ouvi-a guardar os pratos no aparador e ir para o quarto. Depois de uns instantes, vencida e humilhada, fui deitar-me também.

No dia seguinte perguntava a mim mesma se devia ou não contar a Gino as suspeitas da minha mãe. Depois de muita hesitação resolvi nada dizer.

Na realidade, eu tinha tanto medo que Gino me abandonasse, como minha mãe insinuara, que temia que, comunicando-lhe a opinião dela, lhe pudesse sugerir a ideia. Percebi pela primeira vez que a mulher que se entrega a um homem fica de tal maneira na sua dependéncia que já não tem meio de seguir a vontade própria. Mas não estava menos convencida de que Gino cumpriria a sua promessa. Logo que o tornei a ver, a sua atitude confirmou a minha convicção.

Eu esperava, decerto, que ele me iria cumular de atenções e carícias, mas temia que guardasse siléncio sobre o casamento, ou pelo menos não falasse nisso senão de uma maneira esporádica. Pelo contrário, assim que parou o carro na avenida do costume, Gino disse-me que já fixara a data do casamento: seria dali a cinco meses, o mais tardar!

A minha alegria foi tal que me atribui as ideias de minha mãe e não pude deixar de dizer:

— Sabes o que eu pensava, pelo contrário? Que depois do que se passou ontem irias abandonar-me.

— Como? — disse, tomando um ar vexado. — Tu tomas-me por um vigarista?

— Não, mas sei que há muitos homens que procedem assim.

— Não sabes que podia ficar magoado com a tua suposição? Que ideia fazes de mim? É assim que dizes amar-me?

— Eu amo-te — respondi ingenuamente. — Mas receava que tu não gostasses de mim.

— Até agora já te dei alguma razão que te fizesse supor que não gosto de ti?

— Não, mas nunca se sabe…

— Olha! — disse-me bruscamente. — Tu indispuseste-me de tal maneira que vou já levar-te ao atelier.

E fez menção de pôr o carro em andamento. Assustada, deitei-lhe as mãos ao pescoço e supliquei:

— Não, não! Que tens? Falei por falar… faz de conta que nada disse.

— Há coisas que não se dizem quando não se pensam… e quando se pensam é porque não se ama!

— Mas eu amo-te!

— Eu não! — disse-me em tom sarcástico. — Como tu disseste, tive sempre a ideia de me divertir à tua custa e depois deixar-te. É estranho que só agora tenhas dado por isso!

— Mas, Gino, porque me falas dessa maneira? — gritava eu, desfazendo-me em lágrimas.

— Nada — respondeu, pondo o carro em andamento — Vou levar-te ao atelier.

O carro pôs-se em marcha e Gino ao volante tinha um ar carrancudo e duro. Eu quando vi, pelo vidro, as árvores e os marcos quilométricos deslizarem, e as primeiras casas da cidade, sucedendo-se ao campo, aparecerem no horizonte, desatei a chorar.

Pensava que minha mãe iria rejubilar quando soubesse da nossa zanga e que Gino, como ela tinha previsto, me deixaria. Num gesto desesperado abri a portinhola do carro, inclinei-me para a frente e gritei:

— Ou páras ou atiro-me para a estrada.

Olhou-me, o carro abrandou, voltou por um caminho lateral e parou atrás de uma elevação coroada por uma ruína. Gino desligou o motor, travou e, voltando-se para mim, disse com impaciência:

— Então, coragem! Vá! Fala!

Eu julgava realmente que ele me queria abandonar e pus-me a falar com um fogo e uma paixão que me pareceram ao mesmo tempo ridículos e comoventes quando os recordo hoje. Explicava-lhe até que ponto o amava: cheguei a dizer-lhe que se ele não casasse comigo seria o mesmo, porque me contentaria com ser sua amante. Escutava-me com um rosto sombrio, abanando a cabeça e repetindo de vez em quando:

— Não, não, por hoje acabou. Amanhã talvez me passe! Quando lhe disse que para mim era suficiente ser sua amante, respondeu com fervor:

Читать дальше
Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

Похожие книги на «A Romana»

Представляем Вашему вниманию похожие книги на «A Romana» списком для выбора. Мы отобрали схожую по названию и смыслу литературу в надежде предоставить читателям больше вариантов отыскать новые, интересные, ещё непрочитанные произведения.


Alberto Moravia - Two Friends
Alberto Moravia
Alberto Moravia - Conjugal Love
Alberto Moravia
Alberto Moravia - Agostino
Alberto Moravia
Alberto Moravia - Rzymianka
Alberto Moravia
Albert Morava - Die Flucht
Albert Morava
Albert Morava - Mondschein-Serenade
Albert Morava
Alberto Moravia - Der Konformist
Alberto Moravia
Alberto Moravia - Die Gleichgültigen
Alberto Moravia
Отзывы о книге «A Romana»

Обсуждение, отзывы о книге «A Romana» и просто собственные мнения читателей. Оставьте ваши комментарии, напишите, что Вы думаете о произведении, его смысле или главных героях. Укажите что конкретно понравилось, а что нет, и почему Вы так считаете.

x