Alberto Moravia - A Romana

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Um livro de Alberto Moravia, escrito durante a Segunda Grande Guerra, que se centra na vida simples e aparentemente desinteressante de Adriana, uma jovem habitante de Roma. Traída pelo seu primeiro amor, a romana entrega-se à prostituição como quem se entrega a uma vocação. Numa trajetória de inúmeros amantes, três homens se destacam: um jovem revolucionário, um criminoso foragido e um alto funcionário do governo facista, a romana interliga o destino desses homens, quem têm um final dramático e inesperado. No romance de Moravia o sexo tem um valor sobretudo simbólico.

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— Mas tu continuarás a ser modelo — disse-me num tom travesso. — Não poderás tomar conta da casa!

— Modelo? — respondi vivamente. — Já não serei mais modelo… Ficarei todo o dia em casa… Terei sempre a casa arrumada e muito limpa e cozinharei para ti… a minha mãe diz que isso é ser tua criada, mas, quando se ama alguém, mesmo ser criada dá prazer!

Durante muito tempo fizemos projectos de futuro. E eu pouco a pouco sentia o medo desvanecer-se para dar lugar à minha habitual confiança amorosa e ingénua. Como poderia duvidar?

Gino não só aprovava os meus projectos, mas discutia-os pormenorizadamente, amparando-os e aperfeiçoando-os. Como já devo ter dito, ele agora era relativamente sincero: o mentiroso acabava por acreditar nas suas próprias mentiras.

Depois de tagarelarmos pelo menos duas horas, dormitei docemente, e creio bem que Gino também adormeceu. Fomos acordados por um raio de luar que entrava pelo respiradouro térreo iluminando os nossos corpos estendidos sobre a cama.

Gino disse que devia ser muito tarde; com efeito o despertador pousado sobre a mesa de cabeceira marcava meia-noite e alguns minutos.

— Meu Deus! Como me irá receber minha mãe! — disse eu saltando da cama e começando a vestir-me à luz da Lua.

— Porquê?

— É a primeira vez que entro em casa tão tarde. A noite nunca saio sozinha.

— Diz-lhe que fomos dar uma volta de automóvel, que tivemos uma avaria e que fomos forçados a parar no campo.

— Ela não acredita.

Saímos apressadamente da moradia, e Gino levou-me a casa. Eu sabia que minha mãe não acreditaria na história da panne, mas nunca supus que a sua intuição fosse ao ponto de adivinhar com exactidão o que se passara entre mim e Gino. Tinha as chaves da porta da rua e de casa. Entrei; subi os dois andares no escuro, galgando a dois e dois os degraus, e abri a porta.

Esperava que minha mãe estivesse deitada, e ver a casa toda às escuras confirmou a minha esperança. Sem acender a luz, nos bicos dos pés, dirigia-me para o quarto quando me senti agarrada pelos cabelos com uma violência terrível. Sempre às escuras, minha mãe, porque era ela, atirou-me para cima do divã, e começou, sempre em silêncio, a esbofetear-me.

Procurava defender-me com os braços, mas parecia que ela me via, porque arranjava maneira de me passar por baixo dos braços e de apanhar-me em cheio a cara. Acabou por se cansar e sentou-se ao meu lado, no divã, arfando com força. Depois levantou-se, acendeu a luz do centro e veio pôr-se na minha frente com as mãos nas ancas, olhando-me fixamente. O seu olhar enchia-me de vergonha e embaraçava-me; procurei ajeitar a saia e recompor a desordem em que esta espécie de luta me tinha deixado. Ela disse-me num tom normal:

— Está a parecer-me que tu e o Gino passaram a noite juntos!

Desejei dizer-lhe que sim, que era verdade; mas temi que me tornasse a bater, e o que mais me assustava era que agora, com a luz acesa, acertar-me-ia em cheio. Não queria aparecer com um olho negro, principalmente a Gino.

— Não — respondi. — Não dormimos juntos; tivemos uma avaria na estrada que nos atrasou.

— Mas eu digo-te que estiveste na cama com ele!

— Não… não é verdade!

— Sim… é verdade! Olha para o espelho ; estás verde.

— É possível que esteja fatigada… mas nada houve entre nós!

— Houve, sim!

— Não, não, não houve!

O que me espantava e ao mesmo tempo me inquietava vagamente era a calma que ela mostrava neste momento: nada mais que uma forte curiosidade, o que me fazia pensar que ela não estava totalmente desinteressada do caso. Por outras palavras, o que ela queria saber era se eu me tinha entregue a Gino, não para me castigar ou me repreender, mas porque o desejava conhecer com precisão por uma razão que só ela sabia.

Somente era tarde de mais, e embora eu soubesse que já não me bateria mais, continuei sempre a negar. Então, bruscamente, fez menção de me agarrar o braço, e eu levantei a mão para me proteger, mas ela disse :

— Não te toco, não tenhas medo! Vem comigo! Não percebia bem aonde ela me queria levar; mas obedeci amedrontada. Sem me largar, obrigou-me a sair do apartamento, a descer a escada e a ir com ela para a rua. Estavam desertas as ruas a esta hora.

Logo em seguida percebi que minha mãe corria para a luz vermelha da farmácia de serviço ou do posto de socorros. A entrada da porta experimentei pela última vez resistir, fincando os pés, mas ela empurrou-me e eu entrei, ou, por outra, fui projectada para o interior; por um pouco não. Caí de joelhos!

Na farmácia estava só o farmacéutico e um médico ainda novo.

Minha mãe disse ao médico:

— É minha filha! Quero que a examine!

O médico mandou-me entrar para uma divisão das traseiras onde estava a marquesa dos serviços de urgência e perguntou a minha mãe:

— Diga-me o que ela tem… Devo examiná-la porquê?

— Acaba de ser desonrada pelo noivo e diz que não, esta porca! Quero que a examine — gritava a minha mãe — e que me diga a verdade!

O médico estava divertido e mordiscava o bigode, sorrindo:

— Mas não é um diagnóstico que me pede, é uma informação.

— Chame-lhe como quiser — respondeu minha mãe, berrando sempre —, mas quero que a examine! É ou não médico? Tem ou não a obrigação de examinar as pessoas quando elas lhe pedem?

— Calma! Calma! Como te chamas? — perguntou o médico.

— Adriana — respondi.

Estava envergonhada, mas não muito. As cenas da minha mãe e a minha docilidade eram bem conhecidas em todo o bairro.

— Mas mesmo que isso tenha acontecido — insistia o médico, que parecia perceber o meu embaraço e tentava evitar o exame—, que mal pode haver? Eles casam-se e pronto… tudo acabará bem.

— Meta-se na sua vida!

— Calma! Calma! — repetia, divertido, o médico. Depois, dirigindo-se a mim, disse-me:

— Vamos! Visto que tua mãe acha que isto é indispensável… despe-te, não demora muito tempo, depois deixo-te em paz.

Enchi-me de coragem e disse:

— Muito bem! É verdade! Fui desonrada! Mas vamos para casa, mãe!

— Não, minha filha, não! — disse ela com ar autoritário. — Tens de te deixar examinar!

Resignada, despi a saia e deitei-me na marquesa. O médico examinou-me e disse a minha mãe:

— Tinha razão… Já não está virgem… E agora, está contente?

— Quanto lhe devo? — perguntou minha mãe, puxando do porta-moedas.

Entretanto, eu tinha descido da marquesa e vestira-me. O médico recusou o dinheiro e perguntou-me:

— Gostas do teu noivo?

— Com certeza — respondi.

— Quando se casam?

— Ele nunca se casará com ela! — gritou minha mãe. Mas eu cortei tranquilamente:

— Logo que tenhamos os papéis arranjados.

Devia ser possível ler-se nos meus olhos uma grande confiança, tão ingénua e tão pura, que o médico, com um riso amigável e dando-me uma palmadinha na cara, empurrou-nos para fora.

Eu esperava que, quando tornássemos a entrar em casa, minha mãe me cobrisse de insultos e mesmo me tornasse a bater. Bem longe disso, vi, pelo contrário, àquela hora avançada, acender o gás e começar a cozinhar para mim, sem dizer palavra. Pôs a frigideira ao lume, voltou à sala, desembaraçou um canto da mesa dos trapos que lá estavam e pôs a toalha. Eu tinha-me sentado no divã, para onde ela me arrastara pelos cabelos, e olhava-a em silêncio. Estava aparvalhada. Não só não me repreendia como a sua cara deixava transparecer uma estranha satisfação, que ela tentava esconder. Quando acabou de pôr a toalha, foi à cozinha, depois tornou a voltar trazendo um prato na mão e disse-me:

— Agora vais comer!

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