Bernardo Guimarães - A escrava Isaura

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Depois de conferenciar com os credores de Leôncio, propôs-lhes a compra de todos os seus créditos pela metade do seu valor. Para evitar qualquer odiosidade, que semelhante procedimento pudesse acarretar sobre sua pessoa, declarou-lhes que nenhuma intenção tinha de vexar nem oprimir o infeliz fazendeiro, que pelo contrário era seu intuito protegê-lo e livrá-lo do vexame de uma rigorosa execução judicial, e deixá-lo ao abrigo da miséria. E realmente, a despeito da aversão e desprezo que Leôncio lhe merecia, Álvaro não pretendia levar ao último extremo os meios de vingança, que por um acaso as circunstâncias tinham posto em suas mãos. Era ele dez vezes mais rico do que o seu adversário, e de muito bom grado, se não houvesse outro recurso, por um contrato amigável daria uma soma igual a toda a fortuna deste, pela liberdade de Isaura.

Agora, que o destino vinha pôr em suas mãos toda a fortuna desse adversário caprichoso, arrogante e desalmado, Álvaro, sempre generoso, nem por isso desejava vê-lo reduzido à miséria.

Os credores não hesitaram um momento em aceitar a proposta. Com razão preferiram saldar suas contas por um modo fácil e expedito, em dinheiro contado, recebendo a metade, do que sujeitando-se às despesas, delongas e dificuldades de uma execução em escravos e bens de raiz, quando nenhuma probabilidade havia de que no rateio pudessem obter mais de metade.

Senhor de todos os títulos de divida de Leôncio, isto é, de toda a sua fortuna, Álvaro partiu para Campos a fim de promover por sua conta a execução dos bens do mesmo, e munido de todos os papéis e documentos, acompanhado de um escrivão e dois oficiais de justiça, apresentou-se em pessoa em casa de Leôncio para intimar-lhe em pessoa a sentença de sua perdição.

— Oh! maldição! — exclamara Leôncio, arrancando os cabelos em desespero, depois que ouvira dos lábios de Álvaro aquele arresto esmagador. Atordoado e quase louco com a violência do golpe, ia sair correndo pela porta a fora.

— Espere ainda, senhor, — disse Álvaro detendo-o pelo braço. — Agora quanto à escrava de que há pouco se falava, o que pretendia fazer dela?

— Libertá-la, já lhe disse, — respondeu Leôncio com rudeza.

— E mais alguma coisa; creio que também me disse que ia casá-la; e, desculpe-me a pergunta, haveria para isso consentimento da parte dela?

— Oh! não! não!... eu era arrastada, senhor! — exclamou Isaura resolutamente.

— É verdade, senhor Álvaro, — atalhou Miguel, ela ia casar-se, por assim dizer, forçada. O senhor Leôncio, como condição da liberdade dela obrigava-a a casar-se com aquele pobre homem que V. S.ª ali vê.

— Com aquele homem?! — exclamou Álvaro cheio de pasmo e indignação, olhando para o homúnculo que Miguel lhe indicava com o dedo.

— Sim, senhor, — continuou Miguel, — e se ela não se sujeitasse a esse casamento, teria de passar o resto da vida presa em um quarto escuro, incomunicável, com o pé enfiado em uma grossa corrente, como tem vivido desde que veio do Recife até o dia de hoje...

— Verdugo! — bradou Álvaro, não podendo mais sopear sua indignação. — A mão da justiça divina pesa enfim sobre ti para punir tuas monstruosas atrocidades!

— O que vergonha!.., que opróbrio, meu Deus! — exclamou Malvina, debruçando-se a uma mesa, e escondendo o rosto entre as mãos.

— Pobre Isaura! — disse Álvaro com voz comovida, estendendo os braços à cativa. — Chega-te a mim... Eu protestei no fundo de minha alma e por minha honra desafrontar-te do jugo opressor e aviltante, que te esmagava, porque via em ti a pureza de um anjo, e a nobre e altiva resignação da mártir. Foi uma missão santa, que julgo ter recebido do céu, e que hoje vejo coroada do mais feliz e completo resultado. Deus enfim, por minhas mãos vinga a inocência e a virtude oprimida, e esmaga o algoz.

— Deixe-se de blasonar, senhor! — gritou Leôncio agitando-se em gesticulações de furor: — isto não passa de uma infâmia, uma traição, e ladroeira...

— Isaura! — continuou Álvaro com voz sempre firme e grave: — se esse algoz ainda há pouco tinha em suas mãos a tua liberdade e a tua vida, e não tas cedia senão com a condição de desposares um ente disforme e desprezível, agora tens nas tuas a sua propriedade; sim, que as tenho nas minhas, e as passo para as tuas. Isaura, tu és hoje a senhora, e ele o escravo; se não quiser mendigar o pão, há de recorrer à nossa generosidade.

— Senhor! — exclamou Isaura correndo a lançar-se aos pés de Álvaro; — oh! quanto sois bom e generoso para com esta infeliz escrava!... mas em nome dessa mesma generosidade, de joelhos eu vos peço, perdão! perdão para eles...

— Levanta-te, mulher generosa e sublime! — disse Álvaro estendo-lhe as mãos para levantar-se. — Levanta-te, Isaura; não é a meus pés, mas sim em meus braços, aqui bem perto do meu coração, que te deves lançar, pois a despeito de todos os preconceitos do mundo, eu me julgo o mais feliz dos mortais em poder oferecer-te a mão de esposo!...

— Senhor, — bradou Leôncio com os lábios espumantes e os olhos desvairados, — aí tendes tudo quanto possuo; pode saciar sua vingança, mas eu lhe juro, nunca há de ter o prazer de ver-me implorar a sua generosidade.

E dizendo isto entrou arrebatadamente em uma alcova contígua à sala.

— Leôncio! Leôncio!... onde vais! — exclamou Malvina precipitando-se para ele; mal, porém, havia ela chegado à porta, ouviu-se a explosão atroadora de um tiro.

— Ai!... — gritou Malvina, e caiu redondamente em terra.

Leôncio tinha-se rebentado o crânio com um tiro de pistola.

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