Bernardo Guimarães - A escrava Isaura

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— Pena por que, agora?... quem mandou ela fazer das suas?

— Pois olha, Rosa, eu estava pronto a agüentar a metade do castigo que ela está sofrendo, mas na companhia dela, está entendido.

— Isso pouco custa, André; é fazer o que ela fez. Vai, como ela, tomar ares em Pernambuco, que infalivelmente vais para a companhia de Isaura.

— Quem dera!... se soubesse que me prendiam com ela, isso é que era um fugir. Mas o diabo é que a pobre Isaura agora vai deixar a nós todos para sempre. Que falta não vai fazer nesta casa!...

— Deixar como?

— Você verá.

— Foi vendida?...

— Qual vendida!

— Alheada?

— Nem isso

— Está forra?...

— Que abelhuda!... Espera, Rosa; tem paciência um pouco, que hoje mesmo talvez você venha a saber tudo.

— Ora ponha-se com mistérios... então o que você sabe os outros não podem saber?...

— Não é mistério, Rosa; é desconfiança minha. Aqui em casa não tarda a haver novidade grossa; vai escutando.

— Ah! ah! — respondeu Rosa galhofando. — Você mesmo está com cara de novidade.

— Psiu!... bico calado, Rosa!... ai vem nhonhô.

Pelo diálogo acima o leitor bem vê, que nos achamos de novo na fazenda de Leôncio, no município de Campos, e na mesma sala, em que no começo desta história encontramos Isaura entoando sua canção favorita.

Cerca de dois meses são decorridos depois que Leôncio fora ao Recife apreender sua escrava. Leôncio e Malvina tinham-se reconciliado, e vindos da corte tinham chegado à fazenda na véspera. Alguns escravos, entre os quais se acham Rosa e André, estão asseando o soalho, arranjando e espanando os móveis daquele rico salão, testemunha impassível dos mistérios da família, de tantas cenas ora tocantes e enlevadoras, ora vergonhosas e sinistras, e que durante a ausência de Malvina se conservara sempre fechado.

Qual é, porém, a sorte de Isaura e de Miguel, desde que deixaram Pernambuco? que destino deu Leôncio ou pretende dar àquela?... por que maneira se reconciliou com sua mulher?

Eis o que passamos a explicar ao leitor, antes de prosseguirmos nesta narrativa.

Leôncio, tendo trazido Isaura para sua fazenda, a conservara na mais completa e rigorosa reclusão. Não era isto só com o fim de castigá-la ou de cevar sua feroz vingança sobre a infeliz cativa. Sabia quanto era ardente e capaz de extremos o amor que o jovem pernambucano concebera por Isaura; tinha ouvido as últimas palavras que Álvaro lhe dirigia — confia em Deus, e em meu amor; eu não te abandonarei. — Era uma ameaça, e Álvaro, rico e audacioso como era, dispunha de grandes meios para pó-la em execução, quer por alguma violência, quer por meio de astúcias e insídias. Leôncio, portanto, não só encarcerava com todo o rigor a sua escrava, como também armou todos os seus escravos, que daí em diante distraídos quase completamente dos trabalhos da lavoura, viviam em alerta dia e noite como soldados de guarnição a uma fortaleza.

Mas a alma ardente e feroz do jovem fazendeiro não desistia nunca de seu louco amor, e nem perdia a esperança de vencer a isenção de Isaura.

E já não era só o amor ou a sensualidade que o arrastava; era um capricho tirânico, um desejo feroz e satânico de vingar-se dela e do rival preferido. Queria gozá-la, fosse embora por um só dia, e depois de profanada e poluída, entregá-la desdenhosamente ao seu antagonista, dizendo-lhe: — Venha comprar a sua amante; agora estou disposto a vendê-la, e barato.

Encetou pois contra ela nova campanha de promessas, seduções e protestos, seguidos de ameaças, rigores e tiranias. Leôncio só recuou diante da tortura e da violência brutal, não porque lhe faltasse ferocidade para tanto, mas porque conhecendo a têmpera heróica da virtude de Isaura, compreendeu que com tais meios só conseguiria matá-la, e a morte de Isaura não satisfazia o seu sensualismo, e nem tampouco a sua vingança. Portanto tratou de meditar novos planos, não só para recalcar debaixo dos pés o que ele chamava o orgulho da escrava, como de frustrar e escarnecer completamente as vistas generosas de Álvaro, tomando assim de ambos a mais cabal vingança.

Além de tudo, Leôncio via-se na absoluta necessidade de reconciliar-se com Malvina, não que o pundonor, a moral, e muito menos a afeição conjugal a isso o induzissem, mas por motivos de interesse, que em breve o leitor ficará sabendo. Com esse fim pois, Leôncio foi à corte e procurou Malvina.

Além de todas as más qualidades que possuía, a mentira, a calúnia, o embuste eram armas que manejava com a habilidade do mais refinado hipócrita. Mostrou-se envergonhado e arrependido do modo por que a havia tratado, e jurou apagar com o seu futuro comportamento até a lembrança de seus passados desvarios. Confessou, com uma sinceridade e candura de anjo, que por algum tempo se deixara enlevar pelos atrativos de Isaura, mas que isso não passara de passageiro desvario, que nenhuma impressão lhe deixara na alma.

Além disso assacou mil aleives e calúnias por conta da pobre Isaura. Alegou que ela, como refinada loureira que era, empregara os mais sutis e ardilosos artifícios para seduzi-lo e provocá-lo, no intuito de obter a liberdade em troco de seus favores. Inventou mil outras coisas, e por fim fez Malvina acreditar que Isaura fugira de casa seduzida por um galã, que há muito tempo a reqüestava, sem que eles o soubessem; que fora este quem fornecera ao pai dela os meios de alforriá-la, e que, não o podendo conseguir, combinaram de mãos dadas e efetuaram o plano de rapto; que chegando ao Recife, um moço que tanto tinha de rico, como de extravagante e desmiolado, enamorando-se dela a tomara a seu primeiro amante; que Isaura com seus artifícios, dando-se por uma senhora livre o tinha enleado e iludido por tal forma, que o pobre moço estava a ponto de casar-se com ela, e mesmo depois de saber que era cativa não queria largá-la, e praticando mil escândalos e disparates estava disposto a tudo para alforriá-la. Fora das mãos desse moço que ele a fora tomar no Recife.

Malvina, moça ingênua e crédula, com um coração sempre propenso à ternura e ao perdão, deu pleno crédito a tudo quanto aprouve a Leôncio inventar não só para justificar suas faltas passadas, como para predispor o comportamento que dai em diante pretendia seguir.

Na qualidade de esposa ofendida irritara-se outrora contra Isaura, quando surpreendera seu marido dirigindo-lhe falas amorosas; mas o seu rancor ia-se amainando, e se desvaneceria de todo, se Leôncio não viesse com falsas e aleivosas informações atribuir-lhe os mais torpes procedimentos. Malvina começou a sentir por Isaura desde esse momento, não ódio, mas certo afastamento e desprezo, mesclado de compaixão, tal qual sentiria por outra qualquer escrava atrevida e mal comportada.

Era quanto bastava a Leôncio para associá-la ao plano de castigo e vingança, que projetava contra a desditosa escrava. Bem sabia que Malvina com a sua alma branda e compassiva jamais consentiria em castigos cruéis; o que meditava, porém, nada tinha de bárbaro na aparência, se bem que fosse o mais humilhante e doloroso flagício imposto ao coração de uma mulher, que tinha consciência de sua beleza, e da nobreza e elevação de seu espírito.

— E o que pretendes fazer de Isaura? perguntou Malvina.

— Dar-lhe um marido e carta de liberdade.

— E já achaste esse marido?

— Pois faltam maridos?... para achá-lo não precisei sair de casa.

— Algum escravo, Leôncio?... oh!... isso não.

— E que tinha isso, uma vez que eu também forrasse o marido? era cré com cré, lé com lé. Bem me lembrei do André, que bebe os ares por ela; mas por isso mesmo não a quero dar àquele maroto. Tenho para ela peça muito melhor.

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