Aníbal Alves - Nakba

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O Holocausto de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial é um dos episódios históricos que mais impressionou o Mundo nos últimos cem anos. 'Nakba: Holocausto na Palestina' apresenta-nos um segundo olhar sobre essa realidade. Aníbal Alves levanta importantes questões em torno da formação do Estado de Israel, reservado pelas Nações Unidas ao povo judeu, no pós Segunda Grande Guerra. Através do encontro e desencontro de personagens densas, o autor descortina a realidade da ocupação do território da Palestina e das suas vítimas. Terá um primeiro holocausto levado a outro, tão cruel quanto o primeiro, de um povo inocente e igualmente massacrado? Num cenário de guerra em que vítimas se tornam algozes, quem são os culpados? E, no meio disso, pode brotar o Amor, através das suas formas mais diversas e surpreendentes? Talvez este livro não responda de forma direta a essas perguntas, mas mexe com pensamentos estanques sobre a História e as suas estórias. 'Nakba: Holocausto na Palestina' é um romance histórico que promete absorver os seus leitores.

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A voluntária olhou para a quantia com admiração e confirmou:

— Esteja descansado. Este dinheiro será enviado ainda hoje com o nosso correio para Zurich.

O kapo judeu tinha um método seguro de conseguir dividendos: os alemães jamais suspeitaram que muitos dos mortos que enviavam para serem incinerados em Birkenau guardavam os seus tesouros no esfíncter do ânus e ele, que tinha o encargo de fazer a coleta dos dentes de ouro, ou outros valores dos cadáveres, porque era finalista de medicina e porque tinha sido instruído por um prisioneiro romeno de quem foi amigo, começou a fazer a procura no ânus dos mortos e tinha assim amealhado um bom pecúlio de endereços, pedras preciosas e dinheiro. Ainda não havia muito tempo, num corpo vítima do tifo, tinha encontrado no seu canal esfincteral seis notas de 500 francos suíços metidos num tubo plástico. Outro o tinha surpreendido com cinco pedras de rubi e um endereço para a restituição: Henis Kramer — Friedrich Strass — Duisburg. Tinha colhido também diamantes e até duas esmeraldas. Só o dinheiro é que entregava às assistentes voluntárias da Cruz Vermelha para abrir contas no Banco Popular, onde tinha já uma avultada quantia.

Foi na última semana de janeiro, quando grassava a penúria de alimentos em todos os campos de Auschwitz, que o tenente Wolfgang lhe confiara:

— Kapo Abramowicz, você é judeu e finalista de medicina. Se um dia adquirisse a liberdade, para onde iria?

— Ai senhor, já perdi a esperança, mas com os russos a norte, não sei mesmo se iria convosco!

— Pois não perca essa noção de future. Muito em breve iremos propor aos prisioneiros essa opção!

Ali estavam eles. Tinham seguido o conselho do oficial alemão, só que na barafunda da debandada, porque os russos estavam a montar o cerco a Varsóvia, Gilad, o cigano noivo de Kalila, que na liberdade trocara o nome de Shira, lhes pôs a hipótese de seguir para sul, em direção à Áustria, que, embora ocupada pelos nazis, lhes dava melhor acesso à Suíça.

Quando começaram a subida daquele monte, que já fazia parte dos Alpes austríacos, Levy Cross murmurou no ouvido de Debra Luski:

— Esta gente parece conhecer todos os carreiros do mundo!

— Meu caro, nos meus estudos de história, é obrigatório reconhecer neles os judeus errantes!

Já o dia definhava, era o quarto depois da fuga, Gilad falou:

— Abramowicz, tens dinheiro?

— Sim, amigo, precisas?

— Então, vem comigo. Vamos procurar comida nestes lugarejos isolados.

— Mas não é perigoso?

— Sim, é, podemos ser denunciados! É por isso que não vamos todos. O tempo é a nosso favor. É a altura de conseguir comida. Kalila já sabe como é. Até podemos regressar só amanhã. Como vamos longe, podem acender uma fogueira para aquecer. Nós temos as anoraques que surripiamos aos boches. Não esqueçam que os ramos de abeto são bons cobertores e a lenha não falta. Isto é deserto, mas tenham cautela!

— Andaram cerca de uma hora e quando atravessaram um riacho, já no lusco-fusco, avistaram luz numa casa de madeira logo acima do carreiro pedregoso que seguiam. Um cão ladrou, um homem já de idade saiu a investigar e foi nesse instante que o cigano, imitando o gutural sotaque da língua romanche, se fez ouvir.

— Desculpe-me, senhor. Somos viajantes a caminho da Suíça e precisamos de alimentos. Temos dinheiro para pagar.

O austríaco olhou para eles, sem compreender, e foi Abramowicz quem, em perfeito alemão e exibindo notas de banco suíças, explicou o que necessitava. Os olhos do homem piscaram de cobiça e expressou:

— Os senhores sabem que estamos em tempo de guerra e temos muita dificuldade em dispor de comida, mas neste momento posso dispor de algum queijo e pão. Claro que é caro, mas como a caminhada até à Suíça requer alguns dias, vocês não têm muitas oportunidades de se abastecerem e tenham cautela, porque os boches fazem muitas patrulhas na fronteira.

— Ofereceu-lhes de jantar e a mulher dele, uma senhora já perto dos 60, desabafou as suas mágoas por ter dois filhos deslocados ao serviço dos alemães. Conseguiram três queijos e seis pães caseiros por 220 francos e a senhora ainda lhes ofereceu uma sacola com avelãs. Cedeu-lhes dois cobertores e puderam pernoitar num anexo junto da cavalariça.

Já era quase meio-dia quando avistaram o acampamento improvisado e, depois de recolherem água de um ribeiro que tinham atravessado a pé descalço, todos se sentaram para comer pão e queijo. Com o velho mapa na mão, Levy Cross olhou o sol e apontou:

— É nesta direção que temos de seguir.

Num reflexo de espiritualidade espontânea, todos baixaram a cabeça e recitaram a oração shema com grande concentração:

— «Escuta, ó Israel, o Eterno é nosso Deus! O Eterno é Único. Bendito sejam o nome e a glória do seu Reino por todo o sempre…»

O casal de ciganos respeitou o momento e, quando terminaram, Gilad pronunciou:

— Que o Deus de Israel nos proteja, porque vamos mesmo precisar da sua ajuda para entrar na Suíça. Vou fazer uma aliança entre o vosso Deus e o meu engenho para alcançar a meta que desejamos.

Abramowicz deu-lhe uma palmada nas costas e animou-o:

— Tenho a certeza que conseguiremos, amigo!

Estava um dia bem luminoso quando ao longe avistaram aquela torre que guardava a fronteira e o cigano, logo que o crepúsculo deu sinal, acalmou-os.

— Eu vou fazer uma batida na fronteira e estudar o melhor local para a passagem. Não saiam daqui, porque quero entrar na Suíça ainda esta noite. Despediu-se de todos e Shira, abraçando-o, sussurrou no ouvido:

— Tem cautela, meu amor!

Já o breu da noite tinha coberto com o seu luto a paisagem rústica que os cercava, ouviram o silvo do assobio conhecido e, logo após, o murmúrio:

— Eu vou à frente, logo a seguir o Levy, depois as mulheres e tu Abramowicz, irás atrás de todos e não permitas nem um cochicho. Caminhar sempre com precaução e alerta aos meus assobios. Encontrei um sítio que me parece propício para a passagem. Cautela com os pés e o restolhar de folhas e ramos secos. O braço do cigano se ergueu e todos pararam, esperaram alguns minutos e novamente o assobio para recomeçar. Foi Abramowicz quem ajudou as mulheres a ultrapassar a barreira de arame farpado que se interpunha no seu caminho, já Levy e Gilad se encontravam do outro lado. Seguiram em silêncio, sempre na mesma ordem estabelecida, na direção indicada pelo cigano, até divisarem na linha do horizonte o alvorecer da aurora e lá em baixo uma povoação que Levy, ao pesquisar no mapa, disse ser Sevelen. Os quatro se sentaram e Shira aventou:

— Precisamos de roupas decentes para não levantar suspeitas, portanto sugiro que o façamos por etapas: agora vou eu mais o Abramowicz e procuramos uma loja de roupas. Daqui a mais ou menos uma hora irás tu, Gilad, mais a Debra e fazem o mesmo.

— Na esplanada da entrada da estação ferroviária, os quatro tomaram o almoço em amena cavaqueira, como se fossem um grupo de turistas esperando o comboio que os levaria a Walenstadt, junto ao lago do mesmo nome. Dali seguiriam para Zurich e o judeu, para convencer o funcionário da bilheteira que era um turista endinheirado, puxou por um grosso maço de francos suíços. Depois de quase quatro horas de comboio, onde fizeram uma refeição no vagão-restaurante para impressionar alguma autoridade que os vigiasse, chegaram à importante estação da cidade dos bancos. Para testar o número da sua conta bancária, Abramowicz entrou no banco, identificou-se e fez mais um depósito de 2000 francos, ao mesmo tempo que comprava um livro com 20 cheques de viagem de 50 francos cada. Estavam em abril de1945 e pela primeira vez em três anos se sentiam livres. Respiraram a plenos pulmões a paz de uma democracia pluralista, num país que tinha sabido manter-se neutral no conflito que tinha arrasado toda a Europa.

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