Aníbal Alves - Nakba

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O Holocausto de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial é um dos episódios históricos que mais impressionou o Mundo nos últimos cem anos. 'Nakba: Holocausto na Palestina' apresenta-nos um segundo olhar sobre essa realidade. Aníbal Alves levanta importantes questões em torno da formação do Estado de Israel, reservado pelas Nações Unidas ao povo judeu, no pós Segunda Grande Guerra. Através do encontro e desencontro de personagens densas, o autor descortina a realidade da ocupação do território da Palestina e das suas vítimas. Terá um primeiro holocausto levado a outro, tão cruel quanto o primeiro, de um povo inocente e igualmente massacrado? Num cenário de guerra em que vítimas se tornam algozes, quem são os culpados? E, no meio disso, pode brotar o Amor, através das suas formas mais diversas e surpreendentes? Talvez este livro não responda de forma direta a essas perguntas, mas mexe com pensamentos estanques sobre a História e as suas estórias. 'Nakba: Holocausto na Palestina' é um romance histórico que promete absorver os seus leitores.

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— Tu podes ter-me, tens-me na tua posse e tens força para possuir-me, mas jamais terás a minha alma! És um homem lindo, embora de uma raça detestada pela nossa. Ao possuir-me, me roubarás a honra, o único valor que possuo, mas o meu nome secreto te perseguirá para sempre, porque eu perderei a vontade de viver e me matarei pelo compromisso assumido pelo meu pai, pois se viver serei amaldiçoada pela família e esse esconjuro me fará o destino maldito.

— Abramowicz fitou-a com respeito e aquele sentir novo pela primeira vez apoquentou a sua consciência e o levou a sentir saudade pela sua irmã, cujo paradeiro ignorava, ela também uma donzela linda, de uma beleza nívea e imaculada na sua virgindade. A imagem dela, como se de uma visão ilusória se tratasse, apareceu no rosto impassível da gitana e aquela diáfana figura pairou por fugaz instante ali mesmo, entre ele e ela.

— Explica-me, Shira, o que é isso do teu secreto nome?

— Eu explico-te: quando uma criança cigana é batizada, é-lhe dado um nome para escrever nos registos da terra onde vai habitar, também o nome verdadeiro pelo qual será chamada dentro da nossa comunidade e ainda um terceiro nome, que é murmurado ao ouvido da mãe. A partir daí, é ela quem depois do primeiro mês de vida sussurrará todos os dias esse nome secreto ao seu filho e fará isto até os doze anos de idade. Depois, nunca mais será pronunciado. Este terceiro nome servirá como talismã e defesa, pois caso tenha morte violenta por agressão ou até por suicídio, o nome servirá como vingança contra o culpado ou culpados.

— Então, qual o verdadeiro nome por que devo chamar-te? Shira riu-se e, mirando o seu rosto, murmurou:

— Aqui chamo-me o que escreveste no papel, mas sou Kalila para os meus.

— O teu prometido ainda é vivo?

— Não sei, mas embarcou no mesmo comboio.

— Queres que eu o procure?

— Sim, te ficarei eternamente grata!

— Farei isso por ti e te protegerei!

— Obrigada, meu amigo. Vejo que afinal não és sionista!

— Não saias daqui enquanto eu não te vier buscar.

O barracão tinha deixado de ser pista de dança, a música continuava a girar no gramophone, mas sobre as enxergas havia um pandemónio de corpos semidesnudos e suados que rendiam culto a Eros.

Abramowicz estranhou não ver ali o seu amigo Berger Stein e resolveu procurá-lo. Não demorou muito, uma silhueta à contraluz de um holofote denunciou o companheiro.

— Olá, Stein! Porque estás aqui?

— Queres mesmo saber?

— Sim. Achas que devo?

— Matei aquela edomita estrangeira, como fazia nas experiências do Anjo da Morte!

— Mas que raio te deu? Já pensaste como vou desenrascar-me com a falta dela?

— Ora, a puta era uma coisa impura, negou-se a fazer sexo comigo, porque era virgem e estava prometida. Assim a expedi diretamente para o Inferno, como manda a Torá!

— Maldito animal! Tu não podes pensar assim, isto vai dar para o torto, aquele Wolfgang é um boche maldito que vai querer contar as mulheres que entraram. Eu dei-lhe a lista com os nomes delas.

Voltou para dentro do barracão, bateu as palmas e fez-se ouvir:

— Meus senhores, o baile acabou, agora é hora de recolher e é melhor assim, antes que venha por aí o senhor tenente!

Não houve reclamações e um dos sargentos, que foi o primeiro a sair, murmurou ao ouvido do judeu:

— Depois mando-te tabaco e uma garrafa!

No dia seguinte, logo após o desjejum, reuniu todas as mulheres e falou-lhes:

— Preciso de escolher dez de vocês para trabalhar no Comando. As outras serão entregues à Debra Luski, que é a dona da casa de diversão do Campo. Ali terão comida, algum dinheiro e tratamento privilegiado. Neste ínterim, enquanto as mulheres estavam agrupadas, chegou o tenente Wolfgang, que se dirigiu diretamente ao judeu e inquiriu:

— Já escolheste as mulheres para trabalhar na administração do Campo?

A um gesto de Abramowicz, o grupo das dez filhas de Eva saiu da formação e o oficial deu ordem a dois soldados para acompanhá-las ao seu destino. O oficial começou a contar as restantes e disse.

— Faltam duas. Onde estão, Kapo?

— Uma está ali dentro, estava maldisposta e deixei-a ali a recuperar. A outra…

Não foi necessário responder. Berger adiantou-se e confessou:

— Senhor, a outra sofreu um acidente, está ali no bosque de abetos, eu matei-a!

O tenente não fez qualquer comentário, olhou o assassino severamente e fez sinal a dois soldados:

— Levem-no para a prisão, lá será interrogado, a justiça alemã funciona! Quanto à outra, vai buscá-la e junta-a a estas, para cumprir o mandado!

Foi junto a Debra Luski, a governanta que estava à frente daquele departamento de prazer, e conseguiu a sua proteção para Shira (Kalila).

Debra Luski era uma judia estudante de história antiga quando foi enviada para Auschwitz. Como era bonita e culta, depressa conquistou a graça de um major engenheiro químico e trabalhou como sua assistente. Quando o major foi transferido, conseguiu-lhe um lugar num departamento de gestão e depois, logo após a formação do prostíbulo de Birkenau, ela foi nomeada secretária da alemã Olga Müller, que tinha sido nomeada pela administração.

Abramowicz conseguiu a promessa de Debra para que a bela Shira nunca fosse prostituída. Ela faria, isso sim, outros serviços e bem disfarçada para camuflar a sua beleza natural.

Foi logo após a comemoração das festas de Natal e Ano Novo que Levy Cross, um judeu que trabalhava como intérprete na administração de Birkenau, lhe disse à boca pequena:

— Amigo Abramowicz, a guerra está por um fio. Em breve, os russos vão tomar isto. Não gostava de estar na pele dos boches. — e quando lhe perguntou por Berger, este disse-lhe, com intonação compungida:

— Humm, esse está em maus lençóis. Os alemães são muito rigorosos com a justiça, mormente aqui, em que os juízes são militares. Parece que o conselho de sionistas lhe arranjou um advogado. Oxalá se safe!

Quem ficou sumamente feliz foi a ciganita Shira, que trabalhava como servente de limpeza no prostíbulo, quando o kapo lhe comunicou que o seu Gilad estava de boa saúde a trabalhar em Auschwitz III e, numa manifestação de amizade, beijou-o no rosto. Foi nesse encontro que Shira, depois de informada sobre o destino da guerra, lhe propôs:

— Amigo, nós, os ciganos, somos veteranos na passagem de fronteiras. Primeiro atravessamos e depois apresentamo-nos! Se vieres a precisar, nós te ajudaremos, porque tu também me ajudaste, assim como esta amiga que é a minha chefe.

— Obrigado, querida. Oxalá tudo aconteça pelo melhor. Eu desejo terminar o meu curso de medicina e vou ter que chegar à Suíça.

Despediram-se com outro beijo e Levy Cross, que tinha assistido àquela manifestação de amizade, inquiriu-o:

— Como conseguiste a amizade da cigana?

— Ora, amigo, ajudei-a a manter a virgindade!

— O quê? Tu, que tens fama de devasso?

— Sim, amigo. O nosso conceito sobre os goyim tem de mudar.

Levy abanou a cabeça em concordância e expressou:

Tens razão. Nós temos que aprender o que é a igualdade e a fraternidade!

Foi em fevereiro de 1945 que a assistente social da Cruz Vermelha, de visita ao campo de Birkenau, o informou:

— Isto está mal para os alemães e vocês vão começar a apertar o cinto, porque os comboios de abastecimento a estes campos começaram a ser destruídos pela aviação aliada e os russos estão prestes a entrar na Polónia.

— Senhora Golda, pode fazer-me mais um favor?

— Sim, se é acerca da sua conta, tenho aqui um extrato e você já sabe o seu número secreto.

— Sim, só queria que a senhora me fizesse mais um depósito com este dinheiro.

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