Aníbal Alves - Nakba

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O Holocausto de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial é um dos episódios históricos que mais impressionou o Mundo nos últimos cem anos. 'Nakba: Holocausto na Palestina' apresenta-nos um segundo olhar sobre essa realidade. Aníbal Alves levanta importantes questões em torno da formação do Estado de Israel, reservado pelas Nações Unidas ao povo judeu, no pós Segunda Grande Guerra. Através do encontro e desencontro de personagens densas, o autor descortina a realidade da ocupação do território da Palestina e das suas vítimas. Terá um primeiro holocausto levado a outro, tão cruel quanto o primeiro, de um povo inocente e igualmente massacrado? Num cenário de guerra em que vítimas se tornam algozes, quem são os culpados? E, no meio disso, pode brotar o Amor, através das suas formas mais diversas e surpreendentes? Talvez este livro não responda de forma direta a essas perguntas, mas mexe com pensamentos estanques sobre a História e as suas estórias. 'Nakba: Holocausto na Palestina' é um romance histórico que promete absorver os seus leitores.

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Já o lusco-fusco tomava conta do crepúsculo quando foi iniciada a abertura dos vagões das mulheres e estas, ao contrário dos seus homens, pareciam despertadas com o folgo da vida. Olhavam os judeus que lhes davam a mão para saírem e provocavam-nos:

— Olá, porcos sionistas! Não tendes dinheiro para comprar a vossa estada? Quando nos veremos livres da vossa maldita raça?

Cada mulher que saltava para a neve era uma rajada de repugnante cheiro a mijo retardado e a merda. O fedor era sórdido, repulsivo e toldava aquele ambiente branco e frio, o que obrigava todos, sem exceção, a embrulhar o rosto e a franzir o apêndice nasal. Até os prisioneiros, já habituados pela rotina deste serviço, sentiam o impacto do torpe poluir e limitavam-se a estender o braço como autómatos, evitando assim o contato corporal e, em alguns casos, até o pensamento racista acerca daquelas bestas fedorentas e contaminadas com a perversão de Eva. Muitos até fechavam os olhos e as narinas, para não sentirem o repulsivo olor a menstruação solidificada e não atentar àqueles rostos lívidos de fraqueza, com ranho empastando os cabelos. Eles faziam por não ouvir os remoques ofensivos ao seu Deus, que saíam daquelas bocas fedorentas de harpias. Era um cheiro de tal sorte asqueroso, aquela mescla de mijo, merda, sangue contaminado e suores sexuais, que até os serviços de saúde trouxeram uma bomba com gás cheiroso para dissipar aquela podridão. No chão dos vagões, além do esterco das defecações, abundavam farrapos sujos com sangue menstrual e a urina das mulheres tinha um cheiro rebarbativo, como vapores de ácido muriático. Depois de vazios, os compartimentos ainda guardavam o pestilento odor de cada mulher despejada daquele antro que antes tinha transportado gado a granel e agora era convertido em transporte para aquelas infelizes e desgraçadas húngaras, cujo destino era o trabalho nos campos de Auschwitz e, para piorar a degradação, também serviriam para abastecer os prostíbulos de divertimento. Este afazer de prostituta que lhes estava reservado era um mister contraditório com a fama de mulheres fiéis a um só homem e a quem a promiscuidade e sordidez da função repugnava. Tal como os homens, também aquelas filhas de Eva seriam expostas à mesma inspeção e, sem qualquer resguardo do pudor, seriam desnudadas para o banho de duche frio. Para isso, lhes tinham também fornecido a trouxa com a vestimenta listada de castanho, assim como o retângulo de serapilheira para secar o corpo e servir de mantilha e abrigo.

As 50 ciganas escolhidas por uma das responsáveis femininas, antes de se vestirem, seguiam agora numa formação a três para o campo de Birkenau, que distava dois quilómetros. Quem desconhecesse o seu destino, ao contemplar aqueles rostos de singular beleza morena, não os seus corpos ofuscados pelas roupas largas e inestéticas, pensaria que elas seriam as convidadas para algum sarau social e não prisioneiras de um campo de concentração nazi.

Os 300 ciganos requisitados pelo comandante do campo de Birkenau como reforço de mão de obra para o desmantelamento já tinham alojamento designado e só faltava que os kapos os dividissem em grupos de trabalho. Na chegada ao acampamento, alguns deles tinham sido espancados pelos judeus encarregados de os conduzir às instalações, como vingança pelas provocações racistas e, por último, como um deles recalcitrasse a violência com a abjuração sionista, deu azo a que o próprio Abramowicz o injuriasse e agredisse:

— Maldito impuro, filho de imunda cadela! Eu ensino-te a respeitar os teus donos, seu…

Não chegou a rematar o achincalhamento nem a espezinhar o desgraçado que se rebolava na neve. O tenente Wolfgang, um dos raros oficiais nazis daquele campo com formação cristã, repreendeu o kapo judeu:

— É essa a vossa humanidade? Não achas que já lhe basta a raça para ser um desgraçado? Porque empregas nele o chauvinismo de judeu sionista? Queres pôr em prática aqui as vossas ideias talmúdicas de que todos os gentios são goyim e devem ser tratados como não humanos? Se essas instruções partem do vosso Deus, então Ele é mesmo um inimigo da raça humana! Eu sou cristão e a minha fé obriga-me a amar todos os homens. Jesus Cristo era um judeu, mas deixou-nos o sublime preceito de amar mesmo aqueles que nos querem mal. Vocês, os sionistas, não passam de execrados da humanidade e tarados messiânicos que querem escravizar todos os homens segundo a interpretação que dão ao vosso Deus cruel, sanguinário e invejoso. Anda, judeu, levanta a tua vítima e pede-lhe desculpa ou marco-te a cara com o pingalim!

O grupo de ciganas passou o portão que dava acesso a Birkenau e, sob o olhar de dez soldados, foram identificadas pelo kapo Abramowicz, que ao apontar os nomes na folha de papel que portava prometia-lhes, com um sorriso donairoso de cavalheiro:

— Meninas e senhoras, aqui vão ter um tratamento privilegiado. Já tenho café a aprontar e também uma refeição de pão e queijo à fartança. Vou oferecer-vos vestidos lindos e artigos de beleza para se porem bonitas e desejáveis para os nossos oficiais.

As mulheres a quem estes arrebiques eram dirigidos continuaram de catadura impassível e, num mutismo absoluto, estavam desconfiadas de tanta generosidade e fartura, tão avessas à fama maldita dos boches e dos judeus.

Os soldados que tinham assistido à peroração do kapo riram-se e abordaram o tagarela:

— Abramowicz, espero ter lugar na tua festa!

— Estejam descansados, há sempre uma goela para vocês!

O montão de vestidos estava a ser revolvido pelas mulheres. O sentido feminino não resistia ao chamariz tão atrativo e aquelas bolsas com artigos de maquilhagem como batons, rímel, lápis e cremes, excitava a sua vanidade de fêmeas.

Quando convidadas a banquetearem-se naquela mesa farta de pão, salsichas e queijo, as mulheres, que havia tanto tempo era sujeitas a rações de míngua, começaram a comer como desalmadas e serviam-se daqueles jarros cheios com aquele estranho suco adocicado que as entontecia de embriaguez e desejo. Começaram a exteriorizar a alegria sem pejo, dançando umas com as outras ao som daquela música suave e sensual que galvanizava o seu espírito jovem de mulheres sujeitas à garridice do momento.

Logo que os homens entraram carregando flores e garrafas de licor, os pares começaram a rodopiar no amplo espaço do barracão que tinha sido fechado por dentro. Sem qualquer resquício de vergonha, aquelas ciganas avassaladas pela bebida deixaram-se seduzir pelo instinto sensual já excitado com esse propósito, através da droga misturada ao estranho sumo que acompanhou a refeição. Abramowicz, que já tinha programado o seu afã pela bela Shira de 16 anos, puxou-a para um dos cubículos reservados do barracão e fechou-se com ela ali dentro, alheio ao que se passava do outro lado do tabique.

— Porque me trazes para aqui? Tu sabes que sou prometida desde os oito anos e na nossa tradição tenho que manter-me virgem para o meu Gilad!

O judeu esboçou um gesto de contrariedade e olhou nos olhos a bela ciganita. Aquele olhar negro e puro de malícia, onde o fingimento era arredio, encantou-o de tal sorte, que lhe atiçou o desejo e o rosto lindo de deusa sensual atraiu-o mais ainda para a luxúria que estava no seu pensamento e que ele desejava arrancar daquele corpo de donzela, como um troféu ao seu orgulho de predador devasso. Contemplou o corpo pequeno, mas de acentuados contornos feminis e o desejo, tal como um vulcão, explodiu dentro dele. De um puxão, arrancou os botões e o tecido azul, ao ser rasgado, deixou desnudas aquelas colinas implantadas no peito da cigana: eram lindos e sedutores, aqueles seios de mamilos castanhos e espetados, como pontas de lança. Aquela visão enlevou o desejo venéreo que dominava o seu espírito e, quando ergueu a mão para acariciar o objeto do seu fascínio, foi a calma firme da inocência que conteve o atrevimento nascido da impunidade.

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