Mikhail Bulgakov - Margarita e o Mestre

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O procurador tinha vontade de se levantar, meter a têmpora debaixo do fio de água e assim ficar, imóvel. Mas sabia que mesmo isso não o ajudaria.

Conduzindo o preso da colunata para o jardim, Mata-Ratos tirou um azorrague das mãos de um legionário que se encontrava junto a uma estátua de bronze e, balançando levemente o braço, chicoteou o preso nas costas. O movimento do centurião foi descuidado e leve, mas o detido abateu-se instantaneamente no chão, como se lhe tivessem cortado as pernas, sufocou, o seu rosto empalideceu e os olhos ficaram sem expressão.

Marco, com a mão esquerda, ergueu facilmente no ar o homem caído, como se fosse um saco vazio, pô-lo de pé e disse em voz fanhosa, pronunciando mal as palavras aramaicas:

— O procurador romano deve ser tratado por Hégemon. Não digas outras palavras. Fica em sentido. Percebeste, ou queres apanhar mais?

O detido vacilou, mas dominou-se. Voltaram-lhe as cores, tomou fôlego e respondeu em voz rouca:

— Percebi. Não me batas.

Daí a momentos estava de novo diante do procurador. Ressoou a voz inexpressiva, enfermiça:

— Nome?

— O meu? — perguntou apressadamente o preso, procurando com todo o seu ser responder com clareza e não provocar mais ira.

O procurador disse em voz baixa:

— O meu sei-o eu. Não te faças mais estúpido do que és. O teu.

— leshua — respondeu precipitadamente o detido.

— Tens apelido?

— Ha-Nozri.

— De onde és?

— Da cidade de Gamala — respondeu o detido, indicando com a cabeça que algures, lá para longe, para a sua direita, no Norte, havia uma cidade chamada Gamala.

— De que família és?

— Não sei ao certo — respondeu o detido apressadamente. — Disseram-me que o meu pai era sírio…

— Onde vives permanentemente?

— Não tenho morada permanente — disse o preso, tímido. — Ando de cidade em cidade.

— Isso pode-se dizer mais depressa numa só palavra: vagabundo — disse o procurador, que perguntou: — Tens parentes?

— Nenhum. Sou sozinho no mundo.

— Sabes ler?

— Sei.

— Sabes alguma língua além do aramaico?

— Sei. Grego. — A pálpebra inchada ergueu-se um pouco, um olho coberto pela névoa da dor fixou-se no prisioneiro. O outro olho continuou fechado.

Pilatos disse em grego:

— Querias então destruir o Templo e incitaste o povo a fazê-lo? — De novo o prisioneiro se animou, os seus olhos perderam a expressão de medo e respondeu também em grego:

— Eu, bom… — aqui o terror brilhou nos olhos do preso, por aquilo que esteve quase a dizer — eu, Hégemon, nunca na vida tencionei destruir o Templo nem incitei ninguém a essa acção insensata.

O espanto surgiu no rosto do secretário, que, curvado sobre uma mesa baixinha, escrevia as declarações. Levantou a cabeça, mas imediatamente voltou a baixá-la para o pergaminho.

— Por altura das festas muita gente vem a esta cidade. Há entre eles magos, astrólogos, adivinhos e assassinos — disse o procurador numa voz monótona. — E aparecem também mentirosos. Tú, por exemplo, és um mentiroso. Está claramente escrito: “Incitou o povo a destruir o Templo. Assim o testemunham as pessoas”.

— Essa boa gente — começou o detido, acrescentando apressadamente “Hégemon”, depois continuou: — não tem instrução e confundiu tudo o que eu disse. Começo mesmo a recear que essa confusão se prolongue por muito tempo. E tudo isso porque ele escreve mal aquilo que eu digo.

Fez-se silêncio. Agora eram já os dois olhos doentes que fitavam pesadamente o detido.

— Repito, pela última vez: deixa de te fingir maluco, bandido — disse Pilatos brandamente e com voz monótona. — Não há muita coisa escrita sobre ti, mas o que está escrito é bastante para te enforcarmos.

— Não, não, Hégemon — disse o detido, fazendo um grande esforço para ser convincente. — Há um que anda sempre atrás de mim com um pergaminho de cabra e que escreve sem parar. Mas uma vez lancei um olhar por esse pergaminho e fiquei horrorizado. Eu não disse absolutamente nada daquilo que lá estava escrito. Implorei-lhe: “Queima por amor de Deus esse pergaminho!”. Mas ele arrancou-mo das mãos e fugiu.

— Quem é ele? — perguntou Pilatos, com asco, levando a mão à têmpora.

— Mareus Levi — explicou de bom grado o preso. — Era cobrador de impostos e encontrei-o pela primeira vez na estrada de Betânia, onde o figueiral forma um ângulo, e falei com ele. Primeiro tratou-me com hostilidade e até me ofendeu, ou antes, pensou que me ofendia chamando-me cão. — O preso sorriu. — Pessoalmente não vejo nada de mau nesse animal, para me ofender com essa palavra…

O secretário parou de escrever e, à socapa, lançou um olhar de espanto, não ao preso, mas ao procurador.

— Contudo, depois de me ouvir, ele começou a acalmar-se — continuou leshua. — Finalmente, atirou o dinheiro para a estrada e disse que iria viajar comigo…

Pilatos sorriu com uma das faces, arreganhando os dentes amarelos e murmurou, voltando todo o corpo para o secretário:

— Oh, cidade de Jerusalém! As coisas que nela se ouvem. Um cobrador de impostos, ouçam isto, atirou o dinheiro para a estrada!

Sem saber como responder a isto, o secretário resolveu imitar o sorriso de Pilatos.

— E ele disse que a partir daquele momento o dinheiro se lhe tornara odioso — disse leshua, explicando os estranhos actos de Mateus Levi, e acrescentou: — E desde então tornou-se meu companheiro.

Sempre mostrando os dentes, o procurador olhou para o preso, depois para o Sol, que se erguia incessantemente acima das estátuas equestres do hipódromo, situado lá em baixo, ao longe, à direita, e de súbito, no meio de um qualquer tormento angustiante, pensou que o mais simples era expulsar aquele estranho meliante do balcão, proferindo apenas a palavra: “Enforquem-no”. Expulsar também a escolta, abandonar a colunata e entrar no palácio, mandar escurecer o quarto, deitar-se no leito, mandar trazer água fria, chamar em voz lamentosa o cão Banga, queixar-se-lhe da enxaqueca. E a ideia do veneno brilhou de súbito tentadora na cabeça doente do procurador.

Olhou o preso com os olhos turvos e ficou em silêncio por alguns instantes, tentando penosamente recordar-se por que razão, sob o implacável sol matinal de Jerusalém, tinha à sua frente um preso com o rosto deformado pelas pancadas, e que perguntas totalmente desnecessárias teria ainda que fazer-lhe.

— Mateus Levi? — perguntou o doente em voz rouca, fechando os olhos.

— Sim, Mateus Levi — respondeu-lhe uma voz aguda, torturante.

— Mas que disseste tu afinal no mercado à multidão acerca do Templo.

A voz que respondia parecia perfurar as têmporas de Pilatos, era indiscritivelmente dolorosa e dizia:

— Eu, Hégemon, disse que o Templo da antiga fé cairia e se ergueria um novo templo da verdade. Disse-o assim, para que se entendesse melhor.

— Para que é que tu, vagabundo, amotinaste o povo no mercado, falando-lhe da verdade, sobre a qual não tens a menor ideia? O que é a verdade?

E o procurador pensou: “Oh, deuses! Estou a perguntar-lhe coisas que não têm nada a ver com o julgamento… a minha cabeça já não presta… “. E uma vez mais teve a visão de uma taça contendo um líquido escuro. “Veneno, dêem-me veneno!”

E de novo ouviu a voz:

— A verdade, antes de mais nada, é que te dói a cabeça. E dói-te tanto que pensas cobardemente na morte. Tu não só não consegues falar comigo, como até tens dificuldade em olhar para mim. E, neste momento, eu sou involuntariamente o teu carrasco, o que me aflige. Não consegues pensar em nada, e só desejas ver o teu cão, que é ao que parece o único ser a quem és afeiçoado. Mas os teus tormentos vão já terminar, a dor de cabeça passará.

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