Jorge Amado - Capitães da Areia

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Capitães da Areia: краткое содержание, описание и аннотация

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"Capitães da Areia" é um romance de autoria do escritor brasileiro Jorge Amado, publicado em 1937. O livro retrata a vida de um grupo de menores abandonados, chamados de "Capitães da Areia", ambientado na cidade de Salvador dos anos 1930.

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- Fica pra outra vez. Mas o senhor não vai zangar com a gente porque a gente não aceita? Não vai, não é? - e espiava o padre, cujo rosto agora estava novamente alegre.

- Não. Fica pra outra vez. - Olhou para os meninos sorrindo - Foi até melhor assim. Porque o dinheiro que eu tinha... - e se calou de repente ante o fato que ia contar. E pensou que talvez tive, sido uma lição de Deus, um aviso, e que tivesse feito uma com malfeita. Seu olhar foi tão estranho, que os meninos se aproximam um passo.

Olhavam para o padre sem compreender. Pedro Bala franzia testa como quando tinha um problema a resolver, o Professor tentou falar. Mas, João Grande compreendeu tudo, apesar de ser o mais burro de todos:

- Era da igreja, padre? -e bateu na boca com raiva de si mesmo.

Os outros entenderam. Pirulito pensou que tivesse sido um grande pecado, mas sentiu que a bondade do padre era maior que o pecado. Então o Sem-Pernas veio coxeando ainda mais que o seu natural, como se viesse lutando consigo mesmo, chegou peno do padre e quase gritou a princípio, se bem logo baixasse muito a voz:

- A gente pode botar no lugar onde estava... É coisa canja pra gente. Não fique triste... - e sorria.

E o sorriso do Sem-Pernas e a amizade que o padre lia nos olhos de todos haveria lágrimas nos olhos do Grande lhe restituíram a calma, a serenidade, a confiança no seu ato e no seu Deus. Disse com sua voz natural:

- Uma velha viúva deu quinhentos mil-réis para vela. Eu tirei cinquenta para vocês andarem no carrossel. Deus julgará se fiz bem. Agora compro mesmo de vela.

Pedro Bala sentia que tinha uma dívida a saldar com o padre. Queria que o padre soubesse que todos eles compreendiam. E como não achasse nada mais à mão, se dispôs a perder o trabalho que poderiam fizer naquela tarde e convidou o padre:

- A gente vai pro carrossel ver Volta Seca e Sem-Pernas agora de tarde. Quer ir com a gente, padre?

Padre José Pedro disse que sim, porque sabia que aquilo era mais um passo na sua intimidade com os Capitães da Areia. E foi um grupo pm o padre para a praça. Vários não foram, o Gato inclusive, que foi ver Dalva. Mas os que iam pareciam um bando de bons meninos que tinham do catecismo. Se estivessem bem vestidos e limpos, pareceria um colégio de tão em ordem que eles iam.

Na praça rodaram tudo com o padre. Mostravam com orgulho Volta Seca imitando animais, vestido de cangaceiro, o Sem-Pernas fazendo sozinho o carrossel girar, porque Nhozinho França fora tomar uma cerveja num bar. Uma pena que à tarde as luzes do carrossel não estivessem acesas. Não era tão belo como à noite, as luzes girando de todas as cores. Mas eles tinham orgulho de Volta Seca imitando animais, do Sem-Pernas movimentando o carrossel, fazendo as crianças subirem, as crianças baixarem. O Professor, com um pedaço de lápis e uma tampa de caixa, desenhou Volta Seca vestido de cangaceiro. Tinha um jeito especial para desenhar e por vem ganhava dinheiro fazendo desenho, nas calçadas, de homens que passavam, de senhoritas que iam com os noivos. Estes paravam um minuto, riam do desenho ainda indeciso, as noivas diziam:

- Está muito parecido...

Ele recolhia os níqueis e então ficava a retocar o desenho feito a giz, a ampliá-lo, a colocar homens decais e mulheres da vida, até um guarda o expulsava da calçada.Por vezes já tinha um grupo espiando e havia quem dissesse:

- Este menino promete. É pena que o governo não olhe e vocações... - e lembravam casos de meninos da rua que, ajudados famílias, foram grandes poetas, cantores e pintores.

O Professor acabou o desenho no qual pôs o carrossel e Nhozinho França caindo de bêbado e deu ao padre. Estavam todos num cerrado espiando o desenho, que o padre elogiava, quando ouviram:

- Mas é o padre José Pedro...

E o lorgnon da velha magra se assestou contra o grupo como arma de guerra. O padre José Pedro ficou meio sem jeito, os me olhavam com curiosidade os ossos do pescoço e do peito da velha onde um barret custosíssimo brilhava à luz do sol. Houve um m to em que todos ficaram calados, até que o padre José Pedro ânimo e disse:

- Boa tarde, dona Margarida.

Mas a viúva Margarida Santos assestou novamente o lorgnon de ouro.

- O senhor não se envergonha de estar nesse meio, padre? Um sacerdote do Senhor? Um homem de responsabilidade no meio desta gentalha...

- São crianças, senhora.

A velha olhou superiora e fez um gesto de desprezo com a boca. O padre continuou:

- Cristo disse: Deixai vir a mim as criancinhas...

- Criancinhas... Criancinhas... - cuspiu a velha.

- Ai de quem faça mala uma criança, falou o Senhor - e o padre José Pedro elevou a voz acima do desprezo da velha.

- Isso não são crianças, são ladrões. Velhacos, ladrões. Isso não do são crianças. São capazes até de ser dos Capitães da Areia... Ladrões - repetiu com nojo.

Os meninos a fitavam com curiosidade. Só o Sem-Pernas, que tinha vindo do carrossel pois Nhozinho França já voltara, a olhava com raiva. Pedro Bala se adiantou um passo, quis explicar:

- O padre só quer aju...

Mas a velha deu um repelão e se afastou.

- Não se aproxime de mim, não se aproxime de mim, imundície.

Se não fosse pelo padre eu chamava o guarda.

Pedro Bala aí riu escandalosamente, pensando que se não fosse pelo padre a velha já não teria o barret nem tampouco o lorgnon . A velha se afastou com um ar de grande superioridade, não sem dizer es para o padre José Pedro:

- Assim o senhor não vai longe, padre. Tenha mais cuidado com suas relações.

Pedro Bala ria cada vez mais, e o padre também riu, se bem sentisse triste pela velha, pela incompreensão da velha. Mas o carrossel girava com as crianças bem vestidas e aos poucos os olhos dos Capitães da Areia se voltaram para ele e estavam cheios de desejo de ar nos cavalos, de girar com as luzes. Eram crianças, sim- pensou padre.

No começo da noite caiu uma carga d'água. Também as nuvens logo depois desapareceram do céu e as estrelas brilharam, ou também a lua cheia. Pela madrugada os Capitães da Areia vieram. O Sem-Pernas botou o motor para trabalhar. E eles esqueceram não eram iguais às demais crianças, esqueceram que não tinham, nem pai, nem mãe, que viviam de furto como homens, que temidos na cidade como ladrões. Esqueceram as palavras da velha de lorgnon . Esqueceram tudo e foram iguais a todas as crianças, cavalgando os ginetes do carrossel, girando com as luzes. As estrelas brilhavam, brilhava a lua cheia. Mas, mais que tudo, brilhavam noite da Bahia as luzes azuis, verdes, amarelas, roxas, vermelhas, do Grande Carrossel Japonês.

Capítulo 5 - Docas

Pedro Bala bateu a moeda de quatrocentos réis na parede da Alfândega, ela caiu adiante da de Boa-Vida. Depois Pirulito bate dele, a moeda ficou entre a de Boa-Vida e a de Pedro Bala. Boa-Vida estava acocorado, espiando. Tirou o cigarro da boca:

- Eu gosto é assim mesmo. De começar ruim...

E continuaram o jogo, mas Boa-Vida e Pirulito perderam moedas de quatrocentão, que Pedro Bala embolsou:

- Eu sou é bamba mesmo.

Diante deles estavam os saveiros ancorados. Do Mercado mulheres e homens. Eles esperavam nesta tarde o saveiro do Querido-de-Deus. O capoeirista estava numa pescaria, que sua profissão e pescador. Continuaram o jogo do cruzado até que Pedro Bala limpou os outros dois. A cicatriz do seu rosto brilhava. Gostava de vai assim num jogo limpo, principalmente quando os parceiros eram da força do Pirulito que fora muito tempo o campeão do grupo e de Boa-Vida. Quando terminaram, Boa-Vida puxou o bolso para fora:

- Tu vai me emprestar nem que seja um cruzado. Tou a nem-nem.

Depois mirou o mar, os saveiros ancorados:

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