Bernardo Guimarães - A escrava Isaura
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— Maldição! — rugia ele lá consigo. — Aquele maluco é bem ca— paz de desconcertar todos os meus planos. Se sabe alguma coisa, como parece, não porá dúvida em levar tudo aos ouvidos de Malvina...
Leôncio ficou por alguns momentos em pé, imóvel, sombrio, carrancudo, com o espírito entregue à cruel inquietação que o fustigava. Depois, pairando as vistas em derredor, deu com os olhos em Isaura, a qual, desde que Leôncio se apresentara, corrida, trêmula e anelante, fora sumir-se em um canto da sala; dali presenciara em silenciosa ansiedade a altercação dos dois moços, como corça mal ferida escutando o rugir de dois tigres, que disputaram entre si o direito de devorá-la. Por seu lado também se arrependia do intimo d’alma, e raivava contra si mesma pela indiscreta e louca revelação, que em um assomo de impaciência deixara escapar dos seus lábios. Sua imprudência ia ser causa da mais deplorável discórdia no seio daquela família, discórdia, de que por fim de contas ela viria a ser a principal vítima. A desavença entre os dois mancebos era como o choque de duas nuvens, que se encontram e continuam a pairar tranqüilamente no céu; mas o raio desprendido de seu seio teria de vir certeiro sobre a fronte da infeliz cativa.
4
— Ah! estás ainda ai?... fizeste bem, — disse Leôncio mal avistou Isaura, que trêmula e confusa não ousara sair do cantinho, a que se abrigara, e onde fazia mil votos ao céu para que seu senhor não a visse, nem se lembrasse dela naquele momento. — Isaura, continuou ele, — pelo que vejo, andas bem adiantada em amores!... estavas a ouvir finezas daquele rapazola...
— Tanto como ouço as suas, meu senhor, por não ter outro remédio. Uma escrava, que ousasse olhar com amor para seus senhores, merecia ser severamente castigada.
— Mas tu disseste alguma coisa àquele estouvado, Isaura?...
— Eu?! — respondeu a escrava perturbando-se; — eu, nada que possa ofender nem ao senhor nem a ele...
— Pesa bem as tuas palavras, Isaura; olha, não procures enganar-me. Nada lhe disseste a meu respeito?
— Nada.
— Juras?
— Juro, — balbuciou Isaura.
— Ah! Isaura, Isaura!... tem cuidado. Se até aqui tenho sofrido com paciência as tuas repulsas e desdéns, não estou disposto a suportar que em minha casa, e quase em minha presença, estejas a escutar galanteios de quem quer que seja, e muito menos revelar o que aqui se passa. Se não queres o meu amor, evita ao menos de incorrer no meu ódio.
— Perdão, senhor, que culpa tenho eu de andarem a perseguir-me?
— Tens alguma razão; estou vendo que me verei forçado a desterrar-te desta casa, e a esconder-te em algum canto, onde não sejas tão vista e cobiçada...
— Para quê, senhor...
— Basta; não te posso ouvir agora, Isaura. Não convém que nos encontrem aqui conversando a sós. Em outra ocasião te escutarei. — preciso estorvar que aquele estonteado vã intrigar-me com Malvina — murmurava Leôncio retirando-se. — Ah! cão! maldita a hora em que te trouxe à minha casa!
— Permita Deus que tal ocasião nunca chegue! — exclamou tristemente dentro da alma a rapariga, vendo seu senhor retirar-se. Ela via com angústia e mortal desassossego as continuas e cada vez mais encarniçadas solicitações de Leôncio, e não atinava com um meio de opor-lhes um paradeiro. Resolvida a resistir até à morte, lembrava-se da sorte de sua infeliz mãe, cuja triste história bem conhecia, pois a tinha ouvido, segredada a medo e misteriosamente, da boca de alguns velhos escravos da casa, e o futuro se lhe antolhava carregado das mais negras e sinistras cores. Revelar tudo a Malvina era o único meio, que se lhe apresentava ao espírito, para pôr termo às ousadias do seu marido, e atalhar futuras desgraças. Mas Isaura amava muito sua jovem senhora para ousar dar semelhante passo, que iria derramar-lhe no seio um pego de desgostos e amarguras, quebrando-lhe para sempre a risonha e doce ilusão em que vivia.
Preferia antes morrer como sua mãe, vitima das mais cruéis sevícias, do que ir por suas mãos lançar uma nuvem sinistra no céu até ali tão sereno e bonançoso de sua querida senhora.
O pai de Isaura, o único ente no mundo, que à exceção de Malvina se interessava por ela, pobre e simples jornaleiro, não se achava em estado de poder protegê-la contra as perseguições e violências de que se achava ameaçada. Em tão cruel situação Isaura não sabia senão chorar em segredo a sua desventura, e implorar ao céu, do qual somente podia esperar remédio a seus males.
Bem se compreende pois agora aquele acento tão dorido, tão repassado de angústia, com que cantava a sua canção favorita. Malvina enganava-se atribuindo sua tristeza a alguma paixão amorosa. Isaura conservava ainda o coração no mais puro estado de isenção. Com quanto mais dó não a teria lastimado sua boa e sensível senhora, se pudesse adivinhar a verdadeira causa dos pesares que o ralavam.
5
Isaura despertando de suas pungentes e amargas preocupações. tomou seu balainho de costura e ia deixar o salão, resolvida a sumir-se no mais escondido recanto da casa, ou amoitar-se em algum esconderijo do pomar. Esperava assim esquivar-se à repetição de cenas indecentes e vergonhosas, como essas por que acabava de passar. Apenas dera os primeiros passos foi detida por uma extravagante e grotesca figura, que penetrando no salão veio postar-se diante de seus olhos.
Era um monstrengo afetando formas humanas, um homúnculo em tudo mal construído, de cabeça enorme, tronco raquítico, pernas curtas e arqueadas para fora, cabeludo como um urso, e feio como um mono. Era como um desses truões disformes, que formavam parte indispensável do séquito de um grande rei da Média Idade, para divertimento dele e de seus cortesões. A natureza esquecera de lhe formar o pescoço, e a cabeça disforme nascia-lhe de dentro de uma formidável corcova, que a resguardava quase como um capuz. Bem reparado todavia, o rosto não era muito irregular, nem repugnante, e exprimia muita cordura, submissão e bonomia.
Isaura teria soltado um grito de pavor, se há muito não estivesse familiarizada com aquela estranha figura, pois era ele, sem mais nem menos, o senhor Belchior, fiel e excelente ilhéu, que há muitos anos exercia naquela fazenda mui digna e conscienciosamente, apesar de sua deformidade e idiotismo, o cargo de jardineiro. Parece que as flores, que são o símbolo natural de tudo quanto é belo, puro e delicado, deviam ter um cultor menos disforme e repulsivo. Mas quis a sorte ou o capricho do dono da casa estabelecer aquele contraste, talvez para fazer sobressair a beleza de umas à custa da fealdade do outro.
Belchior tinha em uma das mãos o vasto chapéu de palha, que arrastava pelo chão, e com a outra empunhava. não um ramalhete, mas um enorme feixe de flores de todas as qualidades, à sombra das quais procurava eclipsar sua desgraciosa e extravagante figura. Parecia um desses vasos de louça, de formas fantásticas e grotescas, que se enchem de flores para enfeitar bufetes e aparadores.
— Valha-me Deus! — pensou Isaura ao dar com os olhos no jardineiro. — Que sorte é a minha! ainda mais este!... este ao menos é de todos o mais suportável: os outros me amofinam, e atormentam: este as vezes me faz rir.
— Muito bem aparecido, senhor Belchior! então, o que deseja?
— Senhora Isaura, eu... eu... vinha..., — resmungou embaraçado o jardineiro.
— Senhora!... eu senhora!... também o senhor pretende caçoar comigo, senhor Belchior?...
Eu caçoar com a senhora!... não sou capaz... minha língua seja comida de bichos, se eu faltar com o respeito devido à senhora... Vinha trazer-lhe estas froles, se bem que a senhora mesma é uma frol...
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