Aníbal Alves - Nakba

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O Holocausto de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial é um dos episódios históricos que mais impressionou o Mundo nos últimos cem anos. 'Nakba: Holocausto na Palestina' apresenta-nos um segundo olhar sobre essa realidade. Aníbal Alves levanta importantes questões em torno da formação do Estado de Israel, reservado pelas Nações Unidas ao povo judeu, no pós Segunda Grande Guerra. Através do encontro e desencontro de personagens densas, o autor descortina a realidade da ocupação do território da Palestina e das suas vítimas. Terá um primeiro holocausto levado a outro, tão cruel quanto o primeiro, de um povo inocente e igualmente massacrado? Num cenário de guerra em que vítimas se tornam algozes, quem são os culpados? E, no meio disso, pode brotar o Amor, através das suas formas mais diversas e surpreendentes? Talvez este livro não responda de forma direta a essas perguntas, mas mexe com pensamentos estanques sobre a História e as suas estórias. 'Nakba: Holocausto na Palestina' é um romance histórico que promete absorver os seus leitores.

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— Ai, Stein, esta dor nostálgica é mais forte do que o rasgar de um punhal na nossa carne! É algo que vem de dentro e nos estrangula as palavras que gostaríamos de pronunciar! São pensamentos não expressados que nos sufocam o coração!

— Também eu luto, minha cara, com a última estrofe do meu poema inacabado escrito no destino. Há quanto tempo é viúva, Ashira?

— Já lá vão quatro anos de luta com a tentação, pois as oportunidades surgiram logo após a doença dele. Não fosse a lembrança da promessa que lhe fiz e o incentivo para continuar a sua obra em prol dos meus filhos e não sei se sucumbiria e evitava assim as dificuldades inerentes a esta emigração.

Ouviu junto a si o murmúrio da mulher carente como ele, daquele afeto que vibrava na intimidade dos dois, e aquela mão em seu ombro apressava a busca desse arrimo. O instinto voltou a alertar o seu subconsciente ao mesmo tempo que o pudor inibiu os seus dedos de se sobreporem ao afago feminil. Quase a resvalar para a renúncia anotou em seu siso o apelo:

— E você, Stein, não sente a chamada?

Não foi necessário pendurar-se em qualquer argumento para evitar o que já estava implícito naquele espaço tão estreito entre eles e onde a comunicação já tinha iniciado o prólogo do espírito amavioso que os envolvia. A mão buscou a outra mão e os dedos iniciaram a melodia do consentimento; naquele gesto se subordinaram ambos ao espírito do ardor amoroso que se acendeu no interior de suas coxas. O beijo aconteceu e era de tal sorte a carência afetiva dentro dela que, com sofreguidão, seus lábios beberam o licor que molhava o verbo dele. As mãos de Ashira se penduraram no pescoço de Berger, ao mesmo tempo que o suspiro:

— Ai, querido, que saudade eu sinto deste amplexo forte e másculo que ressuscita em mim a mulher carente de amor! Toma-me e faz-me tua meu bem querido!

Stein empolgou-se com o convite, segurou-a pelos glúteos e pousou-a sobre a roldana do escovém; sofregamente lhe arregaçou a saia comprida e ampla que enfolava na brisa; deslumbrou-se em sonhos eróticos de estudante, quando as polpas de seus dedos deslizaram sobre as suaves coxas femininas e, empolgado de desejo, ajoelhou-se no chão metálico e frio do convés e beijou com emoção o interior daquela intimidade envolvida em pelos púbicos. O cunilingus ficou adiado quando a ansiedade dela instou:

— Amor, entra em mim! Estou necessitada de sentir a tua carne devassando o meu ventre! Anda, querido meu, penetra-me!

Ainda antes de invadir aquele jardim privado, cujo aroma o incitava a trespassar como um furtivo, sentiu as águas felizes dela, tempestuosas e cálidas, inundarem as pétalas orvalhadas da flor e os gemidos de volúpia da mulher mais acenderam seu ânimo másculo, cujo instinto de cópula o incitou a devassar com uma estocada sádica a bainha daquela vagina que implorava o seu pénis. De imediato, sentiu a reação feminine, que lhe respondeu com uma trincada na orelha seguida de um gemido ansioso:

— Ai, amor, usufrui em mim do teu ardor! Anda, querido, dá-me tudo!

Segurou-a pelas meias-luas do traseiro e num ritmo forte de ir e vir, de vir e ir dentro dela, usufruiu o deslizar nas carnes tenras e cálidas, que no ardor esquecido pela longa viuvez se contraíam em espasmos de prazer venéreo. Foi na avalanche do gozo, no deliquar entre a fronteira do presente e da volúpia inserida no tempo imutável, que a vergonha se escondeu por não ter mais pudor e que a deliciosa sensação de se sentir outra vez fêmea a fez expandir em entrecortados gorjeios há muito pendurados em sua garganta. A torrente feliz esguichou dentro da vulva escaldante e ele urrou como fera ferida, na tempestade do orgasmo, e misturou os dois fluidos que extravasaram da flor dela, para deslizarem pelas pernas contraídas na conceção sexual da lascívia.

— Ai, amor! Você é um querido! Ai, Stein, amo-o e quero-o meu. Sou possessiva!

Ambos embalados pelo sentir que os unia, como se passeassem numa praia tropical à luz romântica do luar, sem a preocupação de saber se eram observados, encaminharam-se para o aconchego das respetivas casamatas, onde Morfeu os esperava; era véspera do desembarque. Apitos, gritos, uma cacofonia de sons e do ranger das amarras misturaram-se à emoção da atracagem e fizeram descorar a segurança. Foi necessário fazer valer a liderança para assegurar um desembarque ordeiro e, para gáudio de todos os chegados, as ameaças de turbulenta receção não se concretizaram. Era festivo o ambiente do cais onde muitos dos emigrantes até tinham familiares aguardando. Era o caso dos Katz, cujo irmão do falecido Theodore esperava a cunhada e os sobrinhos. Logo que a Sr.ª Katz desceu o portaló de desembarque, foi efusivamente saudada pelo Sr. Albert Katz e mais dois cavalheiros bem aperaltados, que Berger veio a conhecer como dois advogados ligados ao tal projeto proposto pela sua amiga e que também eram acionistas do mesmo empreendimento.

Quando Stein pousou o saco sobre o empedrado do cais, logo Abba, o filho mais velho da Sr.ª Katz, veio ao seu encontro com um sorriso e fazendo um gesto para tomar a sua bagagem, comunicando-lhe:

— A minha mãe pede para o senhor conhecer os seus sócios, que residem em Eilat.

Ainda indeciso, lá seguiu o jovem até o café onde a uma mesa abancavam a família e os cavalheiros subscritores.

— Venha, Sr. Stein, tenho aqui um lugar para tomarmos uma bebida. Que toma?

Mesmo antes de se servir, o cunhado de Ashira estendeu-lhe uns papéis onde estavam explicados os projetos da Sociedade, ao mesmo tempo que lhe murmurava com entusiasmo:

— Eilat é uma mina de ouro ainda não explorada; temos que iniciar a sua abertura para extrair dela um futuro grandioso e lucrativo, antes que os americanos se apercebam deste filão implantado no Mar Vermelho.

Berger gostou da maneira como o plano lhe foi apresentado e resolveu ali mesmo investir uma nota de crédito do seu banco UBS, no valor de 20.000 dólares. Selou o pacto com a sua assinatura e todos fizeram um brinde de êxito ao novo acionista.

Já a caminho do escritório da Agência de Notícias da Herold, fez uma retrospetiva da sua vida nos últimos tempos e novamente aquele ultimato da maldita ocupou-lhe a mente: «Continuarás amaldiçoado pelo meu nome secreto e só te livrarás do meu anátema quando praticares a salvação de uma jovem em perigo de vida e a protegeres para sempre»— — uma vez mais sentiu-se vazio por dentro e bandalho no coração; tinha chegado ao desprezo absoluto pelos outros e, como tal, era justo ser desprezado por si próprio. Ganhou um pouco de ânimo e, num folgo, interrogou-se: será que encontraria naquela terra estranha o caminho para mudar de vida? Para encontrar a dignidade de antes, aquela inocência que foi apagada com a sua subserviência ao jogo sujo dos nazis, onde mergulhou na escuridão a sua alma e a honra de ser humano? Era esta culpa que destruía a essência de tudo o que poderia ser um lampejo do bem em si. Sentiu-se mal com o vazio que era o valor do nada em sua vida e o caricato da situação é que nem coragem encontrava na esperança de encontrar uma janela que lhe apontasse uma nesga de claridade no horizonte do caminho, para ao menos tentar a via que o feiticeiro lhe indicara, para se livrar do travo amargo que era a maldição da cigana.Tentou abstrair-se daquele pesadelo. Era um repórter em terreno ensanguentado por uma guerra fratricida e estava sobre uma mina prestes a explodir. Releu a placa da Herold e entrou.

Dois sujeitos amigáveis no trato e ligados à administração receberam-no efusivamente e, depois de uma conversa breve e amena para o porem ao corrente do que esperavam dele, o acordo ficou assinado com dois apertos de mão.

A tiracolo, uma Zenit de repórter e no saco um fornecimento substancial de rolos fotográficos para captar durante meses as tragédias de uma guerra que se adivinhava cruel na vingança e atroz no sentir; era sem quartel! Ele tinha sido apologista da criação da célebre Legião Judaica proposta por Vladimir Jabotinsky, em 1935: homens obedientes até à morte! O tal movimento que foi abençoado por Mussolini, por intermédio de um seu colaborador judeu, César Sarafatti. O Duce propunha, para o êxito dos judeus, uma aliança com os fascistas italianos, para conseguir um estado independente, uma bandeira e uma língua próprias e, para enaltecer o fascismo do líder judeu, deu-lhe o título de Cidadão Fascista. Jabotinsky aceitou no seio do seu movimento dois grupos paramilitares: a Irgun e o grupo Stern. Ambas as organizações tinham por missão prioritária combater os ingleses na Palestina e a Irgun, sob o comando de Begin, era a favor de uma revolta imediata contra os britânicos. A Stern era a favor de uma luta contra os ingleses, mesmo durante a guerra, com o apoio alemão e para o efeito ofereceu a Hitler um exército de 40.000 homens a serem treinados pelos nazis. Esses soldados seriam oriundos da Europa Oriental e seria o início de uma aliança com o Eixo apadrinhada por Mussolini, mas Hitler rejeitou e preferiu apostar na carta árabe por causa do petróleo. Mas para quê estar a desperdiçar o tempo para uma bebida com pensamentos retrógrados? Israel já era um estado independente por decreto das Nações Unidas e já tinha enfrentado com êxito cinco países da região. Agora era só consolidar as fronteiras e ocupar legalmente as propriedades que pertenciam aos verdadeiros palestinianos. O barão Rothschild tinha já contribuído com avultado financiamento, para comprar essas terras agricultáveis que se destinavam a desenvolver as chamadas cooperativas sociais, os kibutz. Tudo se preparava para dar curso às promessas messiânicas e concretizar o sonho de Bem Gurion em 1937 — «Uma maioria palestiniana compelirá os colonos judeus a usarem a força para provocarem o sonho: uma Palestina puramente judia!» Ele tinha afirmado também:

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