Filipa Amaral - Flores de Inverno

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É sobre a beleza resiliente, sobre a intensa resistência que conforma a vida, que Filipa Amaral escreve em «Flores de Inverno». Nasce entre as suas poesias um manifesto contra a desumanização provocada pela exaustão e a ignorância e, simultaneamente, um apelo ao que de belo permanece entre nós. Ante o questionamento e reflexão exigidos por cada um dos seus textos, a poeta apresenta-nos a busca pelo que é estável e perene num mundo dominado pela efemeridade e azáfama. Em 76 poemas livres, Filipa Amaral fala-nos «dos sorrisos francos, mãos generosas, esperanças grandes» numa exploração da sua maneira de ver, sentir e dizer. Presta homenagem aos «homens francos» que «dançam ao sol e ouvem música nos ares que cada vez mais poucos escutam». E evoca a coragem de permanecer, em nós, as flores resilientes que enfrentam e superam o mais inóspito inverno.

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LXI

LXII

LXIII

LXIV

LXV

LXVI

LXVII

LXVIII

LXIX

LXX

LXXI

LXXII

LXXIII

LXXIV

LXXV

LXXVI

Sobre a autora

I

Desde sempre a pergunta por fazer, o alçar do véu, iluminar a alma com verdade, suportando corajosamente a consequência

— desde agora —

Desde sempre o abraço ao raio de luz, o calor da certeza, a transparência invés da máscara baça, da dissimulação profícua

Desde sempre o ímpeto da audácia, recuando perante brejos sujos tantas vezes fingidos de lagos celestiais, onde só o faro que o tempo apura, desvenda o fundo putrefacto

— desde agora —

Desde sempre a inocência, o fervor da espontaneidade, o voo e sabor de ar respirável longe de vermes e coisas mortas

Desde sempre o sorriso crescente, o olhar generoso, os sabores das estações em ciclo harmónico

Desde sempre a discreta lágrima rolada na carnação suave, tão oposta aos ásperos desprazimentos e desenganos

— desde agora —

II

Parece-me que o mundo cada vez mais venera o gesto e a palavra em gatilho-anzol de interesse, esquece logo o que não convém, num trôpego atropelar de vaidades.

E são já tantos os tronos similares em insolência e altivez que enfada de verdade o olhar claro, sequioso de vistas únicas.

III

Que faço aqui?

Ainda não descobri.

Tanto para ser, sentir, saber.

As minhas âncoras são balões.

O que me prende e me faz perder

É

O que também me faz sonhar e entender

Que assim sou:

Livre, dentro de um labirinto.

IV

Quando andamos à procura de respostas, lá vem a vida e muda-nos as perguntas.

O

[in]constante

[im]previsto

[im]previsível.

V

Pedra dura versus efémera flor

A pedra ganha e esmaga sempre mas não sabe que a flor ganhou primeiro.

A flor abriu-se ao sol, dançou na brisa,

Perfumou e doou anónima cor ao mundo,

Enfeitou cabelos, deleitou sorrisos, poetizou amores, trouxe Primaveras.

VI

O Homem-Carvoeiro, o comboio a vapor: foram cerca de 480 meses, 14.600 dias, 116.800 horas de suor e fagulhas, de ardor constante e fuligem negra, de cansaços e dores silenciadas, de uma vida dedicada a enterrar pás na massa negra incandescente alimentícia para que os vorazes e serpentinos-vagões pudessem assim desfilar terra adentro no seu tchuck - tchuck - tchuck - tchuck -tchuck - tchuck constante.

Um Homem de que já ninguém sequer se lembra, de que ninguém ouviu falar, de que não restou nem uma única fotografia para olhar o seu rosto sulcado e cansado, para olharmos a face deste Homem que tanto labutou, que anonimamente sonhou em cinzas.

VII

Ela olhou-o e disse:

— Sempre comovo-me com fogo de artifício. É a sua leveza a riscar e a subir os céus, as cores em movimentos livres, o troar forte e vigoroso, a sua magia que me percorre e faz brilhar o olhar, essa palavra que ganha significado dentro de mim; é o próprio romper da opacidade da noite, a comoção pelo seu vibrar enérgico, tudo isso, realmente, fascina-me. Sempre que sinto fogo de artifício, emociono-me deveras em reverência e silêncio. Infelizmente sei que, tal como muitas pessoas, nem todos estão destinados a brilhar no firmamento. São aqueles fogos que sobem, sobem, mas por algum motivo nunca irão mostrar o seu brilho, nunca irão explodir em magnificência; é pena, pois todos têm algo bom para dar, se pudessem, esses foguetes e os humanos. Vem depois a simples e intensa comunhão e júbilo com o mundo, já apenas e só o entusiasmo do momento que me percorre o íntimo, a alegria espontânea de ainda estar viva. Viva. Compreende isto?

Ele sorriu-lhe, concordando com um olhar que só pedia: “Beije-me como se tu e eu fôssemos também feitos de fogo e incandescência”.

VIII

O centro perfeito do teu olhar

As pontas dos teus dedos que tocam, acariciam e sabem percorrer sem pressa, os afagos de um homem e uma mulher que dançam em fogo que cintila.

Tudo se ilumina porque sei que te quero amar, mesmo sendo tu e eu de carne, sangue e ossos, mesmo sabendo que na limitação deste verídico, seremos brilho pertinaz.

O teu universo é a proeza que quero arriscar, nesta oferta cada vez mais vasta de universos sedutores-vazios, preenchidos de excessivos néones e garridas gambiaras.

Tu não.

Tu tens luz própria.

IX

Livre:

Que posso acrescentar ao que sou, ao que faço, se o meu trajeto é não querer ter trajetos, ou pelo menos dos que surgem por inevitabilidade existencial, ir-me sempre libertando?

X

Uma pequena ode ao silêncio, esse silêncio que a muitos assusta por tanto lhes trazer os seus particulares barulhos ensurdecedores.

Silêncio em mim é degustado em suaves tragos de borbulhante contentamento cor de primavera.

XI

Tudo encaixa neste

amanhecer

o silêncio reina,

o perfeito momento de um despertar em serenidade,

a aconchegante sensação de fazer sentido na singeleza desse desabotoar do céu em sol amornado.

São as coisas mais simples que nos dão, sem nada querer em troca, sincera substância.

E eis o cheiro da terra e orvalho, fértil para lançar a semente, o beijo-sol que acaricia a sua terra, desejoso de a despertar.

XII

Tem dias.

Fecho os olhos, giro o globo, feito à medida da minha humana dimensão, e aponto.

Abro os olhos, vejo onde calhou. E depois sonho.

XIII

A ideia de que somos concebidos como uma imensa tela me consome.

Imagino-nos, cada um de nós, com seu fio condutor e um grande tecelão, qual maestro, que devagar nos tece.

Acho que deus é isto.

Esta incomensurável maquinaria invisível que nos atravessa e nos urde. Uma fazedura gigantesca, a grande obra de arte intemporal, que o nosso fugaz olhar terreno não consegue nunca adivinhar nem vislumbrar.

Acredito que os nossos mortos, consoante vingança ou compaixão, nos criam novelos, nós-de-vida ou desatam-nos.

Temos sempre que ser generosos, gratos e prudentes com os nossos mortos.

Eles sabem coisas que nós ainda não.

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