Victor Hugo - Os Miseráveis

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Os Miseráveis é um romance de Victor Hugo publicado em 1862 que deu origem a muitas adaptações, no cinema e muitas outras mídias. Neste romance emblemático da literatura francesa que descreve a vida das pessoas pobres em Paris e na França provincial do século XIX, o autor se concentra mais particularmente no destino do condenado Jean Valjean.
O romance expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

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«Nunca supus que fosse uma coisa tão monstruosa! É um erro deixarmo-nos absorver pela lei divina, a ponto de olvidar inteiramente a lei humana. Matar só a Deus pertence! Com que direito tocam os homens nessa entidade desconhecida?»

Com o decorrer do tempo, estas impressões foram-se atenuando, até talvez se extinguirem. Todavia, houve quem notasse que o bispo, desde então, evitava passar pela praça onde tinham lugar as execuções. Podiam chamar o prelado a qualquer hora para ir confessar um enfermo ou assistir a um moribundo, que ele não ignorava ser este o seu dever mais sagrado, a sua missão mais sublime. As viúvas e os órfãos não precisavam de o chamar, porque ele lhes acudia voluntariamente. Sabia estar sentado durante horas inteiras a escutar silencioso e a animar com palavras de conforto o homem que perdera a mulher amada, ou a mãe que perdera o filho querido. Admirável consolador! Os seus esforços não tendiam a fazer extinguir a dor pelo esquecimento, mas a engrandecê-la pela esperança!

— Atentai bem no modo como contemplais os mortos — dizia ele. — Não ocupeis o vosso pensamento com o que apodrece. Olhai fixamente e vereis no fundo do céu a chama viva do ente morto a quem amáveis.

Ele sabia que a crença era santa e por isso aconselhava e serenava o homem desesperado, apontando-lhe o homem resignado, e transformava a dor imóvel diante de uma sepultura, indicando-lhe a dor que fita os olhos no cintilar de uma estrela.

V—Como Monsenhor Bemvindo poupava as suas batinas

A vida íntima de Carlos Myriel assemelhava-se inteiramente à sua vida pública. Se fora dado a alguém observá-la de perto, ficaria impressionado com o grave e ao mesmo tempo gracioso espetáculo da pobreza voluntária em que vivia o bispo de Digne.

Como todos os velhos e como a maior parte dos pensadores, dormia pouco, mas profundamente. Pela manhã, após uma hora de recolhimento, dizia a sua missa na catedral ou no seu oratório particular e, assim que terminava esta tarefa diária, ia almoçar. O seu almoço consistia em algumas sopas de pão de centeio com leite, extraído de duas vacas que tinha em casa. Em seguida, dava princípio aos seus trabalhos.

Um bispo é um homem ocupadíssimo; tem de dar todos os dias audiências ao secretário da câmara eclesiástica, que habitualmente é um cónego, e a quase todos os seus vigários gerais. Além disto, tem de visitar congregações, conceder licenças, examinar uma completa livraria espiritual como catecismos, livros de horas, etc., escrever pastorais, compor as desavenças entre os párocos e as autoridades, dar expediente à correspondência eclesiástica e à civil, atender de um lado o estado, de outro a igreja; finalmente, mil coisas que lhe reclamam a atenção.

O tempo que lhe sobrava do breviário e do cumprimento de todos os seus encargos e obrigações, dedicava-o em primeiro lugar com os necessitados, com os enfermos e aflitos; e o que de tudo isto ainda lhe sobrava, aplicava-o ao trabalho, ora cavando a terra da sua horta, ora a ler, ou a escrever. A estas duas espécies de trabalho, designava-as com o mesmo nome: jardinar.

— O espírito é um jardim — costumava ele dizer.

Ao meio-dia, quando o dia estava ameno, saía e dava um passeio pela cidade ou pelos arrabaldes, visitando muitas vezes as casas dos pobres que deparava no caminho. Nada mais fácil do que encontrá-lo sozinho, absorto nas suas cogitações, de olhos fitos no chão, encostado à sua comprida bengala, agasalhado na sua acolchoada capa roxa, meias da mesma cor, grandes sapatos e o seu chapéu de três bicos com uma grande borla de ouro em cada um. Onde quer que aparecesse, todos o festejavam. Dir-se-ia que a sua presença aquecia e iluminava. Por onde ele passava, velhos e crianças assomavam às portas, com o mesmo alvoroço com que sairiam a aquecer-se aos raios do sol. Ele abençoava o povo, o povo abençoava-o a ele, apontando a residência episcopal como o lugar em que todo o infortúnio acharia alívio e toda a necessidade socorro. Parava a cada momento, gracejando com os rapazes e raparigas, sorrindo benevolamente para as mães e dando conselhos a todos. Enquanto tinha dinheiro, visitava os pobres; acabado ele, visitava os ricos.

Como queria que as batinas lhe durassem muito tempo, nunca saía a passear pela cidade senão com a capa roxa, o que de verão não deixava de o incomodar.

Depois voltava a casa para jantar. O jantar assemelhava-se ao almoço.

Às oito e meia da noite, ceava em companhia da irmã, servidos por Magloire, que se conservava de pé por trás deles. Nada mais frugal do que esta refeição, exceto quando o bispo tinha algum hóspede, porque então Magloire arranjava pretexto para apresentar na mesa algum peixe ou alguma peça de caça. A isto, que se repetia sempre que havia hóspedes no paço, o bispo nada dizia. Fora destas ocasiões, as refeições habituais constavam sempre de legumes ou de alguma simples sopa. Deste frugal modo de viver originava-se o seguinte dito, já proverbial na cidade:

— Hóspede no paço é domingo gordo em casa de jornaleiro.

Depois da ceia, demorava-se ainda meia hora a conversar com Baptistina e com Magloire, recolhendo-se em seguida ao seu quarto, onde se punha a escrever em folhas soltas ou na margem de algum in fólio. Carlos Myriel era instruído e alguma coisa versado nas ciências, como o provam os cinco ou seis curiosos manuscritos por ele deixados, entre os quais se conta uma dissertação sobre o versículo do Génesis: No princípio do mundo o espírito de Deus pairava sobre as águas. Com este versículo confronta o árabe que diz: Sopravam os ventos de Deus. Outro de Flávio José: Um vento vindo do alto precipita-se sobre a terra. E finalmente a paráfrase caldaica de Onkelos, onde se lê: Um vento mandado por Deus soprava sobre a superfície das águas. Noutra dissertação examina as obras teológicas de Hugo, bispo de Ptolomeida, tio em terceiro grau do autor deste livro, concluindo que se devem atribuir a esse bispo os diversos opúsculos publicados no século passado sob o pseudónimo de Barleycourt.

Às vezes, qualquer que fosse o livro que tivesse entre mãos, parava subitamente de ler e caía em profunda meditação, finda a qual se punha a escrever algumas linhas, nas próprias páginas do volume, sem, muitas vezes, aquilo que escrevia ter relação alguma com o que dizia o livro. Temos a seguir uma nota escrita por ele na margem de um livro:

Correspondência de Lord Germai com os generais Clinton, Cornwalis e com os almirantes da estação da América. Versailles, em casa do livreiro Poinçoi; e em Paris, na do livreiro Pissot, cais dos Agostinhos.

A nota diz:

«Oh, vós quem sois!?

«O Eclesiastes chama-vos Todo Poderoso; os Macabeus, Criador; a Epístola aos Éfesos, Liberdade; Baruch, Imensidade; os Salmos, Sabedoria e Verdade; Jean, Luz; o Livro dos Reis, Senhor; o Êxodo, Providência; o Levítico, Santidade; Esdras, Justiça; a criação, Deus; o homem, Pai; Salomão, porém, chama-vos Misericórdia, e é este o mais belo de todos os vossos nomes».

Às nove horas, as duas mulheres retiravam-se para os seus quartos, que ficavam no primeiro andar, deixando o bispo sozinho, até de madrugada, no rés do chão.

Agora é necessário dar a exata ideia da habitação do bispo de Digne.

VI—Quem guardava a casa do prelado

A casa que o bispo habitava compunha-se de rés do chão e primeiro andar; o rés do chão era dividido em três salas, o andar superior em três quartos, por cima dos quais ficava um sótão. Nas traseiras da casa havia um pequeno jardim. As duas mulheres ocupavam o primeiro andar, o bispo o rés do chão. A primeira sala, cujas janelas deitavam para a rua, servia-lhe de sala de jantar, a segunda de quarto de dormir e a terceira de oratório. Não se podia sair deste sem passar pelo quarto de dormir, nem do quarto de dormir, sem passar pela sala de jantar. No fundo da sala que servia de oratório havia uma alcova fechada, com uma cama de reserva para os hóspedes, que o bispo oferecia aos párocos de aldeia que os seus próprios negócios ou as necessidades das suas paróquias obrigavam a vir a Digne.

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